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Glam Magazine

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Fuja, Minha Avó, Fuja”… Duetos improváveis no Praça 16

Chama-se “Fuja, Minha Avó, Fuja” e promete ser um projecto que vai marcar a agenda cultural brigantina durante o mês de Janeiro. Lançada pelo Praça 16, um bar cultural instalado na principal praça de Bragança, a iniciativa vai reunir oito músicos numa plataforma colaborativa de experimentação e criação musical. O primeiro concerto será protagonizado por Cristiano Ramos e Rúben Santos, a 5 de Janeiro.

Cristiano Ramos(dir) e Rúben Santos(esq)

O desafio do Praça 16 é juntar duetos improváveis que vão ligar alguns intrumentos de famílias musicais diferentes num exercício de construção criativa. Contrabaixo e sintetizadores, trompete com guitarra ou um acordeão conjugado com instrumentos de corda são alguns dos exemplos que vão subir ao palco. O elenco escolhido tem em comum vários anos de ligação à música e uma imensa vontade de partilhar experiências e gostos musicais no projecto que se estende ao longo do mês de Janeiro.

 

Entre os elementos do “Fuja, Minha Avó, Fuja”, há professores de música, maestros de bandas e, ainda, membros de grupos musicais. “O objetivo é realizar cruzamentos em formato de duo entre oito músicos locais com diferentes backgrounds, estilos e instrumentos. Prevê-se que cada duo crie peças originais para um concerto com uma duração aproximada de 30 minutos”, explica o mentor do projecto, Pedro Cepeda.

 

Os músicos trabalham juntos há alguns meses e apresentarão os resultados dessa colaboração nas quatro quintas-feiras do mês de Janeiro, no palco do Praça 16. Pedro Cepeda considera que “Fuja, Minha Avó, Fuja” pode ser uma excelente experiência de colaboração entre músicos. “Queremos que este projeto seja um estímulo criativo para os músicos locais. Acreditamos que pode ser um catalisador para abordagens inovadoras e leituras alternativas sobre a nova criação musical local e que, a curto-prazo, ultrapasse as paredes do Praça 16 e se torne uma referência na cidade de Bragança”, sublinha.

 

Fuja, Minha Avó, Fuja”, um projecto evocativo da identidade local, cujo nome escolhido foi inspirado numa conhecida frase associada a Carlinhos da Sé, personagem emblemática da cidade de Bragança e figura ímpar da paisagem social da Praça da Sé. Carlinhos cruzava-se, na praça, com todos e todos se cruzavam com a sua irreverência, os seus dizeres e as expressões carregadas de humor e criatividade.  Este projecto trata-se disso mesmo: encontros, cruzamentos, irreverência e criatividade, numa atitude inocentemente provocadora.

 

Agenda:

5 de Janeiro 2017 - Cristiano Ramos e Rúben Santos (22h30)

12 de Janeiro 2017 - João Gil e Henrique Rodrigues (22h30)

19 de Janeiro 2017 - Luís Rabaçal e Rui Grangeia (22h30)

26 de Janeiro 2017 - Joaquim Cavalheiro e Bruno Serra (22h30)

Toulouse na primeira Bazuucada de 2017

Os Toulouse marcam o arranque das festas mensais da Bazuuca no Sé La Vie em 2017. O quarteto fantástico de Guimarães regressa a Braga, desta vez, para apresentar o seu primeiro longa-duração "Yunhg", que é um statement: mais do que o desabrochar óbvio dos Toulouse enquanto banda, é a prova de que este colectivo tem um condão para a pop que começa na melodia e acaba no coração.

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Entre o gingar indie e as guitarras dobradas e retransformadas em modulações suaves, o sucessor da cassete “Juice” agarra com refrães uma imaginação que tinge de paisagens etéreas, sonhadoras e com um brilho comovente. "Yunhg" foi considerado o 18º melhor disco do ano de 2016 pela Glam Magazine.

 

Sé La Vie (Braga)

7 de Janeiro 2017 | 22h30

Terras sem Sombra, o Festival do território do Baixo Alentejo

O Terras sem Sombra regressa em 2017 para promover, mais uma vez, um território que sobressai pelos valores ambientais, culturais e paisagísticos e apresenta um dos melhores índices de preservação na Europa. Este festival tem como pano de fundo o Baixo Alentejo, realizando-se, em itinerância, nos concelhos de Almodôvar, Sines, Santiago do Cacém, Ferreira do Alentejo, Odemira, Serpa, Castro Verde e Beja, de 11 de Fevereiro a 1 de Julho. Considerado um dos cinco melhores festivais do género na Europa, o Terras sem Sombra assenta em três pilares: Música, Património e Biodiversidade. A 13.ª edição pretende sobrelevar ainda mais estes três eixos, explorando e indo ao encontro de um território de gentes, cultura, inovação e empreendedorismo.

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A música continua a ser a “porta” para o conhecimento desta região. “Do Espiritual na Arte: Identidades e Práticas Musicais na Europa dos Séculos XVI-XX” é o mote para esta edição que, lembrando o título de uma célebre obra W. Kandinsky, se centra no diálogo entre a Arte e o Sagrado, numa perspectiva aberta e ecuménica, em que convivem o Cristianismo, o Judaísmo e o Islão, como foi timbre, durante séculos, na Península Ibérica. Depois do Brasil, em 2016, o presente ano tem Espanha como País Convidado. Os concertos programados realizam-se aos sábados, sempre em monumentos, maioritariamente igrejas que sobressaem pelo valor patrimonial e pelas condições acústicas. Mantêm-se também, nas manhãs de Domingo, as acções de voluntariado para a salvaguarda da biodiversidade dos concelhos que o Festival percorre.

Estas acções, nesta edição, vão apresentar novas rotas, pois as caminhadas realizadas passarão ou terão por destino espaços que se destacam por serem exemplos de boas práticas, ao nível do empreendedorismo ou da inovação: turismos rurais, comunidades autóctones, unidades transformadoras, etc.

 

Este ano, como novidade, o Terras sem Sombra abre as portas, em exclusivo, de espaços que estão normalmente fechados ao público, através de uma visita guiada, no sábado à tarde, pelas cidades e vilas que acolhem o Festival, o que representa uma magnífica oportunidade para conhecer o património mais representativo do Baixo Alentejo. Na sua missão de incentivar e dar a conhecer os produtos regionais, todos os anos, o Terras sem Sombra destaca um produto de inquestionável referência. Em 2017, o protagonista é o azeite da Cooperativa Agrícola de Beja e Brinches. Lembrando a inquestionável importância do azeite de qualidade para a cozinha portuguesa. Aliás, ele tem presença obrigatória em qualquer despensa do nosso país – e tem vindo a ganhar terreno no resto mundo.

 

De entrada gratuita, o projecto Terras sem Sombra, fundado em 2003, é da responsabilidade da Associação Pedra Angular, em estreita ligação com o Departamento do Património da Diocese de Beja que resulta da parceria entre várias entidades. Une-as o amor pelo Alentejo, pela sua arte, história, monumentos e música e o desejo de fazer com que esta mensagem chegue a um público cada vez mais vasto.

HARDWELL confirmado para a EDP BEACH PARTY

A EDP Beach Party está de regresso em 2017 a 30 de junho e 1 de julho, para uma edição muito especial. Será a décima edição da maior beach party da Europa e como tal a expectativa é mais que muita. Com o mesmo cenário de 2016, a EDP Beach Party promete voltar a reunir em 24 horas os maiores protagonistas da música eletrónica do mundo.

Ao longo das nove edições passadas, construiu um currículo que conta com nomes gigantes como Avicii, Swedish House Mafia, Tiesto, David Guetta, entre muitos outros. Só um nome faltava figurar neste histórico.

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E é precisamente ele a primeira confirmação: Hardwell… Chama-se Robbert Van de Corput, mas é como Hardwell que o mundo conhece este Top DJ e Produtor holandês. Já foi considerado por duas vezes o nº1 do Mundo pela conceituada revista DJ Mag, é Manager da sua própria marca - a Revealed Recordings - e conquistou uma legião de fãs que o perseguem nos Maiores Clubs e Festivais do Planeta.

 

Tudo começou aos 13 anos de idade, quando assitiu na MTV a um programa sobre DJs holandeses. Começou a tocar nos Clubs e a partir de 2011 a produzir enormes sucessos. Estava lançada a bomba para grandes êxitos da EDM mundial, sempre com batidas viciantes e rapidamente a chegarem aos primeiros lugares no Beatport. Exemplo disso, é o single "Spaceman", originalmente editado em fevereiro de 2012, receber o galardão de disco de ouro, nos Estados Unidos, por vendas superiores a 500 mil cópias no final de 2016. Hardwell fará 29 anos em 2017 e o Mundo da Eletrónica felicita-o pela sua grande carreira nos géneros com que mais se identifica (House/Electro/Progressive), pela proximidade que sempre teve com os seus fãs, sendo no facebook seguido por quase 9 milhões, e pelo poder contagiante que transmite nas suas atuaçõeslevando ao delírio o 'party people'.

Dia de Reis ao vivo no Lounge… Lindú Mona e o Afro-Baile de Celeste/Mariposa

O Festival Musidanças cumpre em 2017 a sua 17ª edição, no próximo mês de Setembro. Com vista à promoção deste festival que parte da lusofonia para as músicas do mundo, A Lata Music e o Festival Musidanças tomam a iniciativa de organizar as Musidanças World Sessions a decorrer mensalmente, na primeira sexta-feira de cada mês, com início em Janeiro de 2017, até à edição de 4 de Agosto que antecederá a realização da 17ª edição do Musidanças.

O mote é reunir por sessão uma banda e um Dj que se insiram na filosofia e conceito do Festival Musidanças, de tradição e urbanidade. As Musidanças World Sessions vão percorrer vários distritos de norte a sul do país, sendo que a primeira sessão MWS#1 será agendada para o dia 6 de Janeiro, em Lisboa, no Lounge.

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Lindú Mona, o projecto musical de Firmino Pascoal, director e fundador do Musidanças, é a banda que vai abrir a MWS#1 em formato trio no espaço do Lounge. Firmino Pascoal anda envolvido com a música em Portugal desde há mais de 30 anos, durante os quais passou por projectos como os Tantra, ou, Perspectiva, uns dos históricos do rock progressivo, colaborou com os Duo Ouro Negro, ou, com Jorge Fernando, um dos principais compositores de fado no activo, entre muitos outros.

As influências de Lindú Mona são múltiplas e diversificadas, ora vão beber ao Jazz, às músicas de raíz etnográfica, sobretudo de Angola, ao Reggae, á MPB, ou á nova música improvisada. O mais recente registo discográfico de Lindu Mona "Bantú" foi editado em 2010 e está disponível nas principais plataformas digitais. Em 2017 o projecto vai editar uma colectãnea com o registo do melhor dos 30 anos de carreira de Firmino Pascoal.

 

Depois de Lindú Mona, Wilson Vilares toma conta dos pratos, mostrando, misturando, exaltando toda a música que CelesteMariposa vem arquivando ao longo dos anos, numa viagem pela história e pela imensa diversidade da música dos PALOP. A missão é a afirmação da música da África de expressão portuguesa como riqueza cultural celebrada por todos. O AfroBaile para dançar. CelesteMariposa é uma editora e promotora, e um grupo de acção cultural, com um propósito bem definido: preservar, compilar, divulgar e registar a música e a cultura dos PALOP e da sua diáspora em Portugal. Os AfroBailes organizados desde 2009 são a componente mais visível de toda a actividade, o momento em que é mostrado ao público todo o trabalho feito nos bastidores.

 

A entrada é livre e o concerto vai ter início às 22h30

 

Lounge (Lisboa)

6 de Janeiro 2017 | 22.30h

António Zambujo entra em 2017 com terceira platina em Portugal e distinção de melhor artista ao vivo no Brasil

2016 foi o ano de António Zambujo. Depois de alcançar a marca de 28 concertos nos Coliseus de Lisboa e Porto em parceria com Miguel Araújo e de chegar à dupla platina com "Rua da Emenda", o músico vê o seu mais recente álbum de tributo a Chico Buarque, "Até Pensei que Fosse Minha", atingir a primeira platina. Estes foram, aliás, dois dos discos mais vendidos do ano, ficando em 3º e 2º lugar, respectivamente, no top 3 da FNAC.

GLAM - Antonio Zambujo 5

photo: Paulo Homem de Melo

 

No início de 2016, tudo apontava para um número impressionante de 17 Coliseus e o fim da temporada António Zambujo e Miguel Araújo ao vivo nos Coliseus. Contudo, com o ritmo a que as datas continuavam a esgotar, o número final de concertos, absolutamente histórico, saldou-se em 15 Coliseus dos Recreios, 13 Coliseus do Porto e 3 concertos em Beja (cidade natal de António Zambujo), ultrapassando os 76.000 espectadores. Para eternizar esta aventura nas salas mais emblemáticas do país, foram ainda lançados vídeos de "No Rancho Fundo" e "Fui colher uma romã" registados ao vivo, que recuperam o ambiente vivido pelos músicos e público, ao longo das 28 noites.

GLAM - Zambujo & Araujo

photo: Paulo Homem de Melo 

 

Ao mesmo tempo que esgotava Coliseus em Portugal, António Zambujo percorreu muitos quilómetros fora do país: passou pela Holanda, Bélgica, França, Espanha, EUA, Brasil, Letónia e Suíça e estreou-se em Inglaterra, em Londres, numa Union Chapel completamente esgotada. Ao todo foram 113 concertos que o músico português deu no espaço de um ano, acabando por se destacar não apenas em Portugal mas no plano internacional. O Jornal "El País" descreveu-o como "Homem de uma voz extraordinária, António Zambujo tornou-se no grande renovador da música portuguesa".

 

Sobre o novo álbum de tributo a Chico Buarque, "Le Monde" salienta "o requinte, a elegante sensualidade e a grande classe" com que o músico português homenageou a lenda da MPB. Além de ter apresentado o seu último trabalho em Paris, levou-o também ao Brasil, com actuações em Sesc Pinheiros e no ViVo Rio, que integram o Top 10 de melhores concertos do ano pela "Folha de São Paulo" e pelo jornal "O Globo". 2016 marcou também o início da parceria entre a Periquita e António Zambujo, que juntos celebram "o estilo de vida português", dedicando ao artista uma edição exclusiva e limitada do vinho Periquita. Em Janeiro, António Zambujo retoma a digressão internacional, actuando em países como a Alemanha, Japão, Suíça ou o Irão.

 

A apresentação do novo espectáculo "Até Pensei Que Fosse Minha" - álbum que figura na lista dos 10 Melhores Álbuns do Ano para o Expresso e a Blitz e conta com a colaboração do próprio Chico Buarque no tema "Joana Francesa", da cantora Roberta Sá em "Sem Fantasia" e da fadista Carminho no tema "O Meu Amor", terá início com dois concertos já esgotados a 1 e 2 de Março, na Gulbenkian, em Lisboa.

Em 2017 Espiral renova-se….

Em 2017, o trio Espiral apresenta-se com uma formação renovada, com a integração da multi-instrumentista Anne Clément, que tocará flautas de bisel, tin whistle e gaita-de-foles galega.

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Com formação clássica e uma vasta experiência musical, a flautista tem desenvolvido um trabalho intenso no projecto de intervenção "Música nos Hospitais", que tem como perspectiva a humanização e melhoria da qualidade de vida em contextos de cuidados de saúde. Paralelamente, também faz parte de outros projectos de música tradicional e música antiga, nomeadamente Bailómondo, Karnnos, Jogralesca e Adufeiras do Porto, entre outros.

 

O grupo continuará a sua abordagem sobre temas tradicionais dos considerados países celtas, com especial incidência para a Irlanda, Escócia, Bretanha e Galiza, tal como tem vindo a fazer desde 2012 e está patente no primeiro disco homónimo "Espiral", ao mesmo tempo que aprofundará a componente de baile de danças tradicionais europeias e a composição de temas originais

“Sei”… o novo single dos Amor Electro…

Sei!” Sabemos todos, vindo dos Amor Electro só pode ser mais um sucesso. Depois de “Juntos Somos mais Fortes”, “Sei” é o mais recente tema dos Amor Electro e antecipa um novo álbum, ainda sem título, com saída prevista para a próxima Primavera.

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Gravado nos Estúdios de Paço de Arcos, com produção de Tiago Pais Dias , o novo single “Sei” junta à voz única de Marisa Liz o flow incisivo de Miguel Pité, MC dos MGDRV, e o resultado é intenso, explosivo. Musicalmente, a portugalidade com que os Amor Electro tratam a sua música sente-se mais em pormenores das linhas melódicas e menos nos arranjos; o som, deste “Sei”, saiu mais urbano, sofisticado.

Dentro de alguns meses, com o novo álbum, saberemos se os instrumentos tradicionais regressam ou não. Até lá “Sei”, sabemos: com Amor Electro a máquina não para.

Ciro Cruz & Radio Funk… a 6 de Janeiro…

Radio Funk” é o mais novo projecto do baixista Ciro Cruz. Depois de ter editado 3 álbuns em formato físico e digital, “Groove Inside”, “Mandala” e “Music”, Ciro Cruz reaparece com um projeto inovador onde participam vários artistas convidados para a interpretação dos temas. Chama-se “Ciro Cruz & Radio Funk”. É como numa rádio. Uma Rádio Funk!

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"Isto é Portugal“ é o primeiro single de “Ciro Cruz & Radio Funk” e tem como convidado principal, Gonçalo Bilé dos Trevo. Participaram também Raphael Lopes nas vozes e guitarra, Ricardo Branco fez o arranjo dos metais e André Silva na bateria. A captação e mix ficaram a cargo de Makotó Yagyu (Paus).

"Encontros para Além da História" do CIAJG

Nos próximos dias 13 e 14 de janeiro, o Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) organiza mais uma edição dos “Encontros para Além da História”. Momento singular da programação do Centro, este ano os “Encontros” dedicam-se à exploração do universo poético de Herberto Helder e à profunda, extensa e singular influência que exerceu sobre tantos outros percursos autorais, modos de conceber, pensar e fazer arte, em diferentes campos da criação contemporânea. A forma como soube articular e indistinguir várias dimensões temporais, como soube criar uma língua própria, sem tempo e sem lugar, a performatividade da sua escrita, veiculada a partir de uma identidade quase secreta e sem exposição mediática, mas de forte ressonância, fazem de Herberto Helder uma figura tutelar, irradiadora, poeticamente potente.

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Procurando replicar e fazer ecoar essa potência geradora discursiva, o Centro Internacional das Artes José de Guimarães vai reunir autores de várias áreas do conhecimento – coreógrafos, performers, músicos, poetas, artistas, cineastas, antropólogos, atores – para, numa performance contínua, única e irrepetível, fazerem soprar no CIAJG o poderoso e misterioso vento primordial da criação que Herberto soube convocar e animar. Os “Encontros para Além da História” tomam e prolongam o nome da exposição inaugural do CIAJG, que mais do que um título era o mote concetual que deu origem ao Centro. São encontros de caráter anual, que se realizam em dezembro/janeiro, e são uma instância onde se promove o debate crítico em torno de questões operantes do CIAJG.

 

Nesta 5ª edição, os “Encontros” contam com a participação de vários artistas como António Poppe e Joana Fervença, Eglantina Monteiro, Rosa Maria Martelo, Susana Chiocca, Vera Mantero (com Kenia Dias, Francis Wilker, Giselle Rodrigues, Jonathan Andrade, Glauber Coradasqui e Edi Oliveira), Pedro A. H. Paixão, Tomás Cunha Ferreira e Mike Cooter, Francisco Janes e Carlos Pereira, Rui Moreira. Os “Encontros para Além da História” irão decorrer no dia 13 de janeiro, das 15h00 às 19h00. No sábado, 14 de janeiro, às 16h00, o Teatro Oficina terá uma participação especial no evento com a apresentação de uma breve performance em torno da obra “Húmus”, de Herberto Helder.