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Glam Magazine

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Reportagem… A estreia de “Luisa” no Teatro Aveirense

Luisa” é a nova etapa na carreira de Luisa Sobral

O Teatro Aveirense em Aveiro foi o local escolhido para o início da digressão de “Luisa”, o quarto disco de Luisa Sobral, depois de um registo para crianças, Luisa Sobral surge com uma maturidade esperada ao fim de 4 trabalhos discográficos.

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Somos recebidos por um ambiente intimista, como se de uma sala de estar se tratasse, destacando-se a diversidade dos candeeiros de mesa que se acendem aos primeiros acordes musicais...

A musicalidade única, influenciada pelos sons negros do sul dos Estados Unidos foram patentes logo no início do concerto através dos temas “Learn how to love” e “On my own”. Divagações de um jazz mestiço e sulista, que abre o concerto para logo de seguida fazer uma incursão pela língua de Camões com “Jardim Roma”, tema escrito por João Monge, onde somos transportados para um universo de memórias infantis.

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Regressa ao jazz com “Janie”, o tema favorito da sua mãe como faz questão de divulgar, e numa viagem temporal, os loucos anos 20 são repescados em francês com “Je t’adore”. Confessa que descobriu Billy Joel, apesar das suas reticências em relação à música do cantor americano, arriscou com "And so it goes" a única canção que não é de sua autoria no disco, e que apresentou sozinha em palco, despida de músicos.

Seria ao piano que nos transportaria por um universo cinematográfico, ao som de “Rainbows”, resultado de uma conjugação de estilos e sonoridades que fazem parte de “Luisa”. Descontrai mais uma vez em português onde fala do amor de uma forma solta e leve acompanhada apenas a guitarra e onde fala de “Inês”.

Do amor passa para a agressividade carinhosa de o “Paspalhão”, tema escrito igualmente por João Monge, e ainda num registo acústico. Sempre num registo de banda orgânico somos levados por canções simples e embalados por melodias suaves, mas de grande complexidade emocional em que o público é convidado a colaborar.

Simpática e descontraída, Luisa recupera o “João”, uma das canções do seu disco infantil, logo acompanhada por um coro de crianças que assistia ao concerto.

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Seguindo a sua tradição em palco, Luisa Sobral gosta de fazer versões próprias de musicas que “estão na moda” e "Hello" de Adele foi a vítima... Um registo a dois, voz e percursão.

And the lights go on.... “My man”.... O blues jazz sujo e orgânico regressa a palco numa versão mais enérgica que a original incluída em “Luisa” resultando na perfeição em palco. A fechar a noite regressa as canções em Português com o amor em forma de “Cupido”.

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O inevitável encore traz uma Luisa ao piano, mais uma vez sozinha em palco ao som de “I’ll be home with you tonight”. Pelo meio, e desviando-se do alinhamento, o público assim o “exige”, recupera mais uma canção para as crianças presentes, com a “Linguagem dos p's”. “Xico”, o seu já clássico com uma sonoridade ao estilo de Nova Orleães, encerra o concerto.

 

Luisa” é um disco de sonoridade múltiplas, como se confirmou em palco. Uma diversidade musical única e envolvente, que cativou público de todas as idades. É o início de uma digressão que vai levar Luisa a várias salas nacionais...

 

Reportagem e fotografias: Paulo Homem de Melo

 

Sean Riley & The Slowriders no CCBeat...

Tudo começou em 2007 com a edição de “Farewell”, onze belíssimas canções que projetaram Sean Riley & The Slowriders como autores de uma das melhores estreias discográficas da história da música produzida em Portugal. A relevância dada a “Farewell”, e consequente exposição mediática da banda, elevaram a fasquia para o segundo disco, e a banda respondeu com um inspirado “Only Time Will Tell”.

Seguiu-se a edição nacional de “It’s Been a Long Night”.

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Depois de 3 anos afastados dos palcos para prosseguirem projetos paralelos, 2015 marcou o regresso aos palcos e 2016 o regresso aos discos de originais, com o lançamento do álbum homónimo “Sean Riley & The Slowriders”.

Dili” e “Greetings” são os singles de apresentação deste álbum.

 

Centro Cultural de Belém / Pequeno Auditório (Lisboa)

4 de fevereiro 2017 | 21.00h

Despe e Siga editam… “Só as melhores / 94 – 99”

Os Despe e Siga acabam de editar o álbum “Só As Melhores / 94-99”, com todos os grandes êxitos da banda, que nos acompanham desde a década de 90 até aos dias de hoje. Tudo começou em 1994, quando os Despe e Siga entraram em estúdio para gravar o seu primeiro álbum. O disco reunia um repertório de versões de canções dos Beach Boys, Pogues e Madness, entre outros, com letras em português, que a banda tocava desde 91 em bares e clubs um pouco por todo o país.

Despe e Siga - So As Melhores - foto

De destacar as primeiras apresentações no Até Que Enfim, em Santos, as temporadas no BBB, na Caparica e a residência de seis meses no Marquês da Sé. O disco foi muito bem recebido e, com a “Festa” a estalar em semanas académicas e discotecas e o “Bué de Baldas” a ser entoado em coro em frente à Assembleia da República, depressa chegou a prata. Em 95, os Despe são nomeados para banda do ano nos prémios do jornal Blitz e, um ano depois, gravam o segundo álbum.

 

N'”Os Primos”, o grupo aponta baterias à criação das primeiras canções originais - uma delas, “Tou Bom”, com letra de Sérgio Godinho - e dá corpo a um gang de fato e gravata que toca “Ska” e protagoniza um filme, realizado no verão de 96 pelo fotógrafo Pedro Cláudio. “Os Primos” contém ainda, entre outras canções, “Família Virtual”, o primeiro original da banda, e “Sempre Em Pé”, uma versão de “Monkey Man”, dos jamaicanos Toots and the Maytals. Em 1998, a banda grava o último álbum, “99.9”, só com canções originais, numa mistura de pop/rock/ska refinada pela produção de Mário Barreiros, onde se destacaram os singles “Lunamóvel”, “Rádio Ska” e “Manual do Gelo”.

 

Só As Melhores / 94-99” é a compilação de todos estes grandes sucessos dos Despe e Siga, que marcaram gerações.

Alinhamento:

1          Bué de Baldas   

2          Sempre Em Pé   

3          Rádio Ska 

4          Tou Bom   

5          Ela Não É Mulher P'Ra Mim 

6          Surf In Portugal - Unplugged

7          Quero Que Vá Tudo Para O Inferno   

8          Manual Do Gelo 

9          Bule! Bule! 

10       Sega Máfia 

11       Isso Não Dá Vicio 

12       Família Virtual   

13       Giroflé Giroflá 

14       Tv Ska   

15       Festa   

Quarteto de Cordas de Matosinhos estreia cinco novas peças em concerto na Casa da Música

A Casa da Música do Porto dedica o ano de 2017 à cultura britânica e o Quarteto de Cordas de Matosinhos também vai fazer a sua parte. O primeiro concerto do ano, no dia 31 de janeiro, vai ser dedicado ao compositor britânico Michael Tippett, mas o programa inclui mais cinco peças originais e que terão a sua estreia mundial, compostas por Carlos Azevedo, Telmo Marques e Sérgio Azevedo na sequência de uma encomenda da Câmara Municipal de Matosinhos.

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O quarteto formado por Vítor Vieira, Juan Maggiorani, Jorge Alves e Marco Pereira interpretará “Brexit?”, de Carlos Azevedo, “Ilhas Afortunadas”, de Telmo Marques, e “Popularuskia”, um conjunto de três peças para quarteto de cordas da autoria de Sérgio Azevedo, dando assim sequência ao trabalho de enriquecimento do património musical português – uma “extraordinária missão”, segundo o texto de apresentação produzido pela Casa da Música.

 

Para o final do concerto ficará guardado o “Quarteto de Cordas nº2”, em fá maior sustenido, de Michael Tippet, curiosamente composto em 1942, o mesmo ano em que o compositor se recusou a integrar o exército britânico que então combatia na II Guerra Mundial, alegando objeção de consciência. Considerado, a par de Benjamin Britten, como o maior compositor britânico do século XX, Tippet compôs cinco quartetos de cordas, escritos de forma regular ao longo do seu período criativo, tendo alcançado um rigor de escrita herdeiro dos grandes quartetos de Beethoven. O seu segundo quarteto, que se ouvirá na Casa da Música, é conhecido pelo intenso lirismo e por ser recheado de ritmos dançantes.

 

O Quarteto de Cordas de Matosinhos foi fundado em 2007 pela Câmara Municipal de Matosinhos e venceu em 2014 o Prémio Rising Stars, atribuído pela Organização Europeia das Salas de Concerto. É atualmente um dos mais reputados agrupamentos portugueses de música erudita.

 

MODALISBOA apresenta SANGUE NOVO…

MODALISBOA apresenta Sangue Novo. 8 designers portugueses da nova geração trabalham sobre as suas ideias, desafios e contemplações para através delas lançar um acervo criativo, que sirva como reflexo do mundo em que vivemos e do futuro sem restrições que pretendemos criar. As coleções Sangue Novo serão apresentadas no dia 10 de março, às 18h30, no Centro Cultural de Belém.

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Alexandre Pereira, Carolina Machado, João Oliveira, Liliana Afonso, Mariana Laurência, Micaela Sapinho, Rita Afonso e Rita Carvalho são os designers selecionados e refletem a missão da ModaLisboa em trabalhar a expressão artística dos nossos criativos. Eles que são o resultado de uma sociedade global, em que todos facilmente influenciam todos, mas em que poucos verdadeiramente se deixam influenciar. 

 

Desde o Noise de Alexandre Pereira, à mudança proposta por Carolina Machado com Change, não esquecendo o conflito de Rita Carvalho em Nope, Sangue Novo será uma oportunidade única para saber como bate o coração dos nossos jovens designers e de que forma as suas coleções exprimem um modelo BOUNDLESS onde eles são os protagonistas. João Oliveira inspira-se nas imagens da Google Street View, Mariana Laurência nos peepshows, Liliana Afonso na arte de VHiLS e Mario Ceroli. Micaela Sapinho revela Me Myselfie & I, em que satiriza a obsessão pela selfie da vida contemporânea; e Rita Afonso inspira-se na manifestação de Clarice Lispector: “Se tenho que ser um objeto, que seja um objeto que grita”.

 

O vencedor da melhor coleção Sangue Novo, eleito pelo júri composto por Eduarda Abbondanza, Paulo Macedo e Ricardo Andrez, receberá um prémio da ModaLisboa no valor de 5000 euros e um Summer Course oferecido pela prestigiada academia de moda Domus Academy, em Milão. Um dos designers será convidado a representar Portugal na próxima edição do Festival de Moda holandês, FashionClash, a realizar na cidade de Maastricht, em junho de 2017.

 

 

ModaLisboa BOUNDLESS FW 17/18

9 a 12 de março 2017

Centro Cultural de Belém

 

Apresentação oficial das Coleções dos Criadores Portugueses. Uma organização conjunta da Câmara Municipal de Lisboa e da Associação ModaLisboa.

O regresso das Musa Mash

Depois de um 2016 em permanente afinação, a Musa recomeça as invasões musicais, em modo Musa Mash. Uma terminação nervosa para dizer qualquer coisa como mixórdia de canções, misturada de géneros e confluência de atitudes.

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No menu estão das Musa Mash surgem os “gostosos” P A L M I E R S, a abrir o apetite de uma noite de loucura, os Gala Drop vão dar-nos a volta ao estômago e os Blacksea Não Maya a abanar com tudo no final da noite.

Um mosto feliz que vai poder ser bebido e saboreado no próximo dia 11 de Fevereiro, no grande Café au Lait no Porto. A entrada é livre, a produção volta a ser da Lovers and Lollypops e a cerveja vai continuar a ser muito boa… Musa claro.

“A tundra” de Luís Guerra no Teatro Viriato…

Em “A Tundra”, Luís Guerra partilha um poema visual coreografado para cinco intérpretes. Um poema não narrativo onde o movimento se assemelha a uma viagem transe e psicadélica, assente num imaginário de gelo, vento e frio. Desenvolvendo a escrita coreográfica para a ideia de tundra, um lugar ventoso, frio, gelado, ideias que circundaram o imaginário desta coreografia, Luis Guerra dedicou-se à pesquisa de movimentos circulares, saltitantes, esvoaçantes e espiróides.

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Em palco, Luís Guerra faz-se acompanhar de um elenco de luxo e da sua avó, uma intérprete central na geometria cénica da peça, que divide com os restantes intérpretes uma forte densidade emocional e física, e, segundo o coreógrafo, um talento e beleza gestual excecional.

 

Direção e coreografia: Luís Guerra

Interpretação: Alice Lopes, António Cabrita, Gonçalo Ferreira de Almeida, Luís Guerra e Luís Marrafa

Composição musical original: Darr Tah Lei

Confeção de coletes: Luzia Arieira e bordados à mão Carol Carvalho

Direção técnica e desenho de luzes: Zeca Iglésias

Produção: Andreia Abreu

Coprodução: Rede 5 Sentidos (Teatro Viriato, Teatro Municipal da Guarda,  Teatro Maria Matos, Centro Cultural Vila Flor, Teatro Virgínia, Centro de Artes de Ovar, Teatro Académico Gil Vicente, Teatro Micaelense, Teatro Nacional São João, Teatro Municipal do Porto Rivoli · Campo Alegre e O Espaço do Tempo)

Integrado no Programa Artistas Emergentes da Rede 5 Sentidos

 

Teatro Viriato (Viseu)

2 de Fevereiro 2017 | 21.30h

“Diário dos Infiéis” com nova edição pela Casa das Letras

Depois de edições esgotadas e da sua adaptação ao teatro, a obra “Diário dos Infiéis” de João Morgado, regressa às livrarias em nova edição da Casa das Letras (Leya), a partir de 14 de Fevereiro. Numa viagem ao mundo do erotismo, descobrem que tudo se resume ao desejo ou à falta dele. E num diário de emoções íntimas, quatro casais, oito personagens, falam na primeira pessoa do que sentem dentro de si e em relação aos outros.

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Concluem que, cada um à sua maneira, todos foram infiéis: por actos, pensamentos ou omissões. Um pecado que lhes valeu o castigo de não serem felizes para sempre. Mas o que os faria felizes? Não sabem. Estão presos aos segredos do passado e aos medos do futuro. Por isso o espelho reflecte homens frágeis, acomodados e instintivos; Mulheres emocionalmente imaturas, reprimidas e artificiais;

Com vidas entrelaçadas, cada um escreve no diário a sua viagem pelo mundo do sexo, do desejo, do pudor, do egoísmo, do amor-próprio, do envelhecimento, do sonho e da morte… enfim, a matéria-prima da qual se faz a vida de gente banal.

“Sobre nós ninguém escreverá um romance”, diz um dos personagens.

Feeling Grape - Oporto Wine & Food Atelier com novidades…

O Feeling Grape - Oporto Wine & Food Atelier entrou em 2017 com uma agitada agenda. Depois de quatro cursos a versar mais o vinho do que a comida, a cozinha ganha protagonismo no segundo mês do ano, com dois jantares bastante exclusivos. O primeiro, no dia 3, é vínico e da autoria do chef e foodstylist Miguel Mesquita. No dia 25, o Feeling Grape transforma-se num autêntico supperclub para receber o primeiro jantar com a assinatura do Once Upon a Table, o projecto de cozinha experimental de André Freire e Bernardo Agrela.

Jantar Vinico Miguel Mesquita - Imagem 1

No dia 3 de Fevereiro, pelas 20h30, o chef e foodstylist Miguel Mesquita assume os comandos da centenária cozinha do Feeling Grape, para um jantar vínico bem ao seu estilo: em ambiente intimista e informal. Após uma passagem por Londres, onde teve a oportunidade de alargar os seus horizontes e adquirir mais conhecimentos, Miguel regressa ao Porto para um jantar único e imperdível.

Once Upon a Table - Imagem 1

No final do mês, o Feeling Grape vai ser o palco da estreia do projecto Once Upon a Table no Porto. No dia 25, às 20h30, a Rua da Alegria recebe o primeiro jantar do projecto de cozinha experimental de André Freire e Bernardo Agrela. Um evento flash, marcado entre as várias paragens que já têm agendadas pelo mundo e que se destina a verdadeiros foodies, aqueles que procuram experiências únicas e irrepetíveis, quer no menu, quer no espaço físico. O secretismo e a exclusividade reservada para apenas 14 pessoas.