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Glam Magazine

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Mariana Aydar & Dani Black iniciam digressão em Portugal (Reportagem)

Mariana Aydar & Dani Black iniciaram ontem à noite no Auditório de Espinho uma digressão que vai levar a sua música aos mais variados espaços nacionais de norte a sul.

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Mariana Aydar & Dani Black… uma verdadeira declaração de amor em palco. Mariana canta Dani e Black canta Mariana mas nem sempre foi assim ao longo do concerto. Os ritmos soul, funk e jazz numa mistura explosiva em palco. A mestria das palavras de Dani, os ritmos desviantes de Mariana numa cumplicidade sem palavras mas com muito ritmo.

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Assistimos em palco a uma partilha de sonoridade que retratam os últimos anos da moderna música brasileira. Longe do popular e rebuscando as influências da verdadeira Bossa nova dos anos 60, a voz de Black remete-nos para a sonoridade de um Djavan da década de 80, com umas pinceladas de Ney Matogrosso em finais dos anos 70. Mas o popular estava lá, a sanfona ou acordeão em Portugal, trazia a versatilidade da música brasileira numa orgia com uma linha de baixo no limite do jazz e uma guitarra sempre orgânica.

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Se o Rio ou a Baia trazem o samba, São Paulo traz modernidade e a fusão.

A tempestade traz a bonança e Mariana arrisca na guitarra sozinha... Interpretando uma canção do seu último trabalho. Regressam a palco os dois e trazem uma canção de Chico César, compositor que marcou a adolescência de ambos… “Não Não Não” e Dani deixa Mariana abandonar o palco, e segue caminhos de smooth jazz, mas com aquele toque único da sanfona. Os ensaios e desvios vocais de Black envolvem a atmosfera com um suavidade agressiva.

Seguindo ritmos diferentes a poesia envolve-se com a música na junção de declarações mútuas. A canção que entrelaça a história com Mariana e um “Axe Acapela” que depois foi gravado por Maria Gadu, surge em palco.

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No encore, Dani recupera uma canção do seu disco que cantou com Milton Nascimento, canção que fala do homem como elemento do universo. Donos de uma simpatia única em palco, a envolvência com o público esteve sempre presente ao longo do concerto.

 

Alinhamento:

- A vida é cheia dessas coisas

- Vai vadiar

- Te faço um cafuné

- Areia

- Seu gosto

- Saiba ficar quieto

- Comer na mão

- Não não não

- Aqui em casa

- Passionais

- Isso pode

- Axé Acapella

- Maior

 

Reportagem e fotografias: Paulo Homem de Melo

Indignu apresentam “Ophelia” em Aveiro (Reportagem)

Nesta sua primeira visita dos Indignu a Aveiro, creio que não podiam ter tido melhor recepção, a sala do GrETUA (Grupo Exerimental de Teatro da Universidade de Aveiro), ficou muito bem composta para os acolher.

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O cenário estava bem montando e a sua música, viajou literalmente pelas nuvens. A sonoridade da banda transporta-nos pelas mais variadas paisagens sonoras em que a voz humana é substituída pela “voz” das guitarras e restantes instrumentos.

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O pretexto era a divulgação de “Ophelia”, o seu mais recente álbum, mas não deixaram de passear pelos outros discos (“Odysseia” e “Fetus in Fetu”) com que já nos brindaram. Intercalando momentos mais sónicos e poderosos com outros mais leves e melodiosos, não deixaram ninguém indiferente em que a música nos levava de sítio para sítio, sem nunca nos deixar distrair ou amolecer, tal a quantidade de pormenores que fazem o som desta grande banda.

A banda esta a realizar uma mini-tour que passa, ainda hoje por Santarém (associação A9), sábado por Évora (Teatro Garcia de Resende), domingo por Leiria (Teatro O Nariz) e dia 18, já a “jogar” na sua Barcelos natal, vão estar no Teatro Gil Vicente. Não percam a oportunidade de entrar no mundo dos Indignu.

 

Galeria completa das fotografias aqui

 

Reportagem e fotografias: Estrela Peixoto & João Nuno Silva

Parceria: A Certeza da Música

 

 

Anarchicks celebram o Dia Internacional das Mulheres em Santa Maria da Feira

Anarchicks são mais que uma banda só de mulheres, são um statement, uma declaração musical interventiva, um grupo de boa música e ideais. A história, que se começa a escrever em 2011 já teve algumas curvas. 2013 ficou marcado pelo lançamento do primeiro álbum, Really?!. E foi verdade que, mesmo trocando de vocalista, atuaram em alguns dos principais festivais em Portugal e Espanha e conquistaram o público. A identificação com a sonoridade foi orgânica e logo desenvolveram uma base de fãs consistente.

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O segundo EP, “We claim the right”, chegou em 2016. O álbum, com 5 músicas, inclui uma participação de Peaches e sustenta a mesma vibração irreverente e enérgica. A música de nome homólogo é ainda um hino à afirmação da cidadania, movimento que foi protagonizado por Carolina Torres. #weclaimtheright, que viralizou nas redes sociais, é uma das matrizes das da banda, um movimento representativo dessa vontade de deixar alguma marca através de um sistema íntegro de partilha.

Este espetáculo será mais uma celebração do feminino e do seu potencial de manifestação e entrega. Num ambiente imbuído dessa mesma força motriz, ora reivindicativa ora libertadora, o concerto junta banda e público em palco, exponenciando toda experiência sensorial.

 

Cineteatro António Lamoso (Feira)

8 de Março 2017

Espiral em Aveiro…

Com um disco editado e a preparar uma nova edição, a proposta musical deste trio feminino é a música celta, recolhendo músicas tradicionais da Irlanda, Escócia, Galiza e Bretanha, ao mesmo tempo que as conjugam com composições originais.

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Próxima sexta-feira, dia 17, o trio Espiral apresenta-se em concerto no auditório do Mercado Negro com uma nova formação, composta por Anne Clément (flautas de bisel, tin whistle e gaita-de-foles galega), Emiliana Silva (violino) e Sara Vidal (harpa celta, guitarra acústica e voz)…

 

Mercado Negro (Aveiro)

17 de Fevereiro 2017

Avenida Paulista... no Cine-Teatro Louletano

No âmbito de Lisboa, capital iberico-americana de Cultura 2017, o Cine-Teatro Louletano associa-se ao São Luiz Teatro Municipal e estende a sul a Avenida Paulista, numa segunda edição (a inicial fora em 2011, apenas em Lisboa) recheada de surpresas mas mantendo o conceito de apresentar no nosso país novos talentos vindos do Brasil. A Avenida começa por ser atravessada por MOMO, vindo do Rio de Janeiro por via de Lisboa, onde agora reside, e ainda por Dom La Nena, voz de Porto Alegre e do Mundo que também chama casa a Paris.

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MOMO abrirá esta Avenida Paulista com as íntimas canções que compõem o seu novo álbum, produzido por cá por Marcelo Camelo. O cantor que conta com gente como David Byrne ou Patti Smith entre a sua legião de admiradores é criador de canções fundas, plenas de alma e lirismo, que arrebatam quem lhes concede a atenção que exigem. Logo depois virá Dom La Nena, cantora e violoncelista que o nosso país já conhece, trazendo até nós o seu mais recente trabalho Soyo, curiosamente co-produzido por si com Marcelo Camelo também. Dom apresentará ainda uma seleção de temas que integram o seu novo EP. Dela, escreveu-se na New Yorker: Ela soa natural em português, francês, espanhol ou inglês talvez porque a sua abordagem a toda a música soe tão ternurenta e sincera. É dessa sinceridade que se faz toda esta Avenida Paulista: talentos criados no Brasil à medida do mundo que os quer ouvir.

 

Mariana Aydar regressa a esta montra da modernidade brasileira depois de aí ter marcado presença em 2011, em Lisboa, ao lado de talentos emergentes como Raf Vilar, Thiago Petit ou Tulipa Ruiz. Desta feita, coroa o segundo de dois dias de programa com um espetáculo inédito ao lado de Dani Black. A aplaudida voz de “Pedaço de Uma Asa” trocará canções em palco com o jovem compositor Dani Black, que tem dado hinos às novas gerações brasileiras a partir de São Paulo, como aconteceu com o hit viral Trono de estudar, que resultou em versões de gente como Chico Buarque ou Arnaldo Antunes, por exemplo. Cumplicidade made in São Paulo para um concerto que se espera único e imperdível.

Na primeira parte estará Marcia Castro, cantora e compositora baiana que fez do álbum Das Coisas Que Surgem, lançado em 2014, um dos títulos mais aplaudidos dos tempos mais recentes no Brasil, facto completamente atribuível ao seu singular talento capaz de se espraiar por samba e ska, por frevo e pop e o que mais o seu coração ditar.

 

11 de fevereiro 2017 (sábado) MOMO e Dom La Nena (21h30)

12 de fevereiro 2017 (domingo) Marcia Castro e Mariana Aydar & Dani Black  (17h00)

Dois romances de João Morgado… editados pela Casa das Letras

Neste mês de Fevereiro, a editora “Casa das Letras” do grupo LEYA vai colocar nas livrarias dois romances de João Morgado. Reedita o “Diário dos Infiéis”, de 2010, romance de estreia do autor, e lança a primeira edição do “Diário dos Imperfeitos”, prémio Literário Vergílio Ferreira 2012.

Entretanto, estas duas obras foram já adaptadas para teatro pela ASTA – Associação de Teatro e outras Artes.

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Diário dos Infiéis

Um romance maduro sobre homens e mulheres, casamento e infidelidade, desejo e amor. A solidão entre duas pessoas e o que ficou por dizer depois do adeus.

Numa viagem ao mundo do erotismo, descobrem que tudo se resume ao desejo ou à falta dele. E num diário de emoções íntimas, quatro casais, oito personagens, falam na primeira pessoa do que sentem dentro de si e em relação aos outros. Concluem que, cada um à sua maneira, todos acabaram por ser infiéis: por actos, pensamentos ou omissões. Um pecado que lhes valeu o castigo de não serem felizes para sempre.

Mas o que os faria felizes? Não sabem. Estão presos aos segredos do passado e aos medos do futuro. Por isso o espelho reflecte homens frágeis, acomodados e instintivos; Mulheres emocionalmente imaturas, reprimidas e artificiais. Com vidas entrelaçadas, cada um escreve no diário a sua viagem pelo mundo do sexo, do desejo, do pudor, do egoísmo, do amor-próprio, do envelhecimento, do sonho e da morte… enfim, a matéria-prima da qual se faz a vida de gente banal. “Sobre nós ninguém escreverá um romance”, diz um dos personagens.

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Diário dos Imperfeitos

É uma viagem à intimidade das pessoas. Vítima de um acidente, a “Gaivota” é uma mulher que precisa de redescobrir todas as emoções sequestradas dentro de si. Ao mesmo tempo, reaprende a conhecer o seu corpo - uma aventura refreada pela moral, pela sombra do pecado, e pelo medo que pode levar à própria insanidade. Uma luta interior entre o bem e o mal, que leva a uma inevitável conclusão: todas as pessoas são imperfeitas!

Como irá reagir de novo à sua realidade? Voltará a ser quem era? E os que estão a seu lado, como vão sobreviver a esta viagem? Uma escrita intimista, que procura descortinar os sentidos e as emoções dos diferentes personagens. Do prazer mais carnal ao amor puro, passando pela falsa moral da sociedade e da religião.

Pelo meio, a filosofia simples de duas personagens inusitadas - a mulher que lê pensamentos e um pintor de sóis na parede. São eles que levam o narrador a perceber os sentimentos da “Gaivota” e nos ajudam a reflectir sobre temas tão controversos como o amor, o desejo, o sentimento de culpa ou o próprio nojo.