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Glam Magazine

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Seis mil pessoas já viram o "fantasminha" do TNSJ e dos Clã

Já desde 2011, aquando o lançamento de Disco Voador, que Nuno Carinhas (diretor artístico do Teatro Nacional São João) tinha uma enorme vontade de colaborar com os Clã. A possibilidade de um convite surgiu passados cinco anos e resultou num espetáculo que junta as melodias da banda portuguesa com as palavras de Regina Guimarães. estreou com enorme sucesso no dia 5 de janeiro no Teatro Carlos Alberto (TeCA), no Porto, e passou, depois, pelo Teatro Municipal Joaquim Benite (Almada), tendo sido visto, até ao momento, por cerca de seis mil pessoas.

 

conta-nos uma história que começa por “era uma vez”. Era uma vez… uma cantora assustada e insegura (Maria Quintelas) que se vai estrear no palco onde se ensaia. Era uma vez… a sua irmã (Manuela Azevedo) e um diretor de cena (Pedro Frias) que a tentam acalmar e ensinar que a beleza das coisas está na sua imperfeição. E era uma vez… um “fantasminha” (João Monteiro), órfão de pai e mãe, que vive escondido na teia e subpalco desse teatro e que acaba por se apaixonar pela cantora. E, a juntar a este enredo, estão oito músicas “rock’n’roll” originais compostas por Hélder Gonçalves e tocadas ao vivo.

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photo: Paulo Homem de Melo

 

O espetáculo, encenado por Nuno Carinhas, é assim uma oportunidade dos “Super Novos” e dos “Nunca Irremediavelmente Adultos” aprenderem mais sobre essa “casa muito grande” e “máquina de prestidigitação” que é um teatro, onde as bonecas são feitas de som e onde “a luz tem a sua mesa / a cena tem uma boca”. Fã brinca também com a cultura popular – desde O Fantasma da Ópera de Leroux, ao filme O Fantasma de Mrs. Muir de Mankiewicz, passando pelos irrequietos Poltergeists – e com as dúvidas que assaltam miúdos e graúdos sobre os sonhos, aproveitando ainda para “cantar” sobre o desejo de amar e ser amado.

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photo: Paulo Homem de Melo

 

Paralelamente à encenação, Nuno Carinhas assume ainda os figurinos e a cenografia do espetáculo, sendo que os vários elementos dos Clã – Hélder Gonçalves, Fernando Gonçalves, Miguel Ferreira, Pedro Biscaia e Pedro Rito –participam também na interpretação, juntamente com os atores e Manuela Azevedo. Fã é dedicado a maiores de seis anos

 

Este musical infantojuvenil vai agora estar em cena no dia 25 de fevereiro, no Teatro Viriato, em Viseu, com duas sessões: uma às 16h00 e outra às 21h30.

Alfândega do Porto vestiu-se a rigor para a 20ª edição dos “Óscares do Vinho”

Uma noite longa e memorável, aquele que se viveu ontem na Alfândega do Porto, onde cerca de mil pessoas assistiram à 20ª edição dos Prémios “Os Melhores do Ano” da Revista de Vinhos. Uma cerimónia que voltou a eleger o melhor que se faz em Portugal, mostrando também a enorme vitalidade do sector do vinho no nosso país.

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Entre os muitos prémios, destaque para o “Senhor do Vinho”, atribuído a João Portugal Ramos, pela sua carreira, que em muito ajudou a mudar a enologia portuguesa, bem como tributo prestado aos vinhos, em especial aos do Alentejo, região esta para a qual foram também os prémios especiais de Organização Vitivinícola (Vinhos do Alentejo), Adega Cooperativa de Borba e o Produtor do Ano para a Herdade da Malhadinha Nova.

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Mais do que os prémios e distinções, os “Óscares do Vinho” são o momento alto de um ano de trabalho, reconhecimento e dedicação das pessoas que trabalham a vinha e o vinho todos os dias.

Esta 20ª edição consagrou Jorge Serôdio Borges e Carlos Alves como enólogos do ano. Nos vinhos generosos, a Adriano Ramos Pinto foi eleita Empresa do Ano. Para o Douro a distinção Produtor Revelação.

A Aveleda recebeu o prémio de melhor Viticultura e a Sociedade Agrícola Boas Quintas no Dão, arrecadou o galardão de Empresa do Ano 2016.

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Na Gastronomia o chef Miguel Castro e Silva foi o vencedor do emocionante prémio de gastronomia “David Lopes Ramos”. Melhor Restaurante do ano 2016 foi atribuído a Mesa de Lemos em Silgueiros e a distinção de Cozinha Tradicional Portuguesa para o Gaveto em Matosinhos.

Rodolfo Tristão ganhou o titulo de Sommelier do Ano 2016.

O Monverde Wine Experience Hotel em Amarante foi o galardoado do prémio Enoturismo e o Wine Quay Bar no Porto como melhor Wine bar. O prémio Garrafeira viajou até à Cave Lusa em Viseu e Manuel Tavares em Lisboa o prémio Loja Gourmet.

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A atribuição dos Prémios Excelência, que distingue os 30 melhores néctares, foi outro dos momentos altos da noite. Prémios em que o Douro voltou a destacar-se com 9 referências, 8 tintos e 1 branco, seguidos pelos vinhos alentejanos, 7 distinções. À Bairrada foram atribuídos 3 prémios, um deles para o único espumante. Vinhos verdes e Dão 2 galardões atribuídos e por último uma distinção para a Zona de Lisboa.

As restantes 5 distinções com o Prémio Excelência foram entregues a vinhos generosos, três vinhos do Porto, um vinho da Madeira e dois Moscatéis de Setúbal.

 

Todas as fotografias dos galardoados aqui


Reportagem: Paulo Homem de Melo

Glenn Miller Orchestra no Coliseu...

Caso de sucesso em Portugal onde esgotam sempre as salas por onde passam, a Glenn Miller Orchestra, dirigida pelo Maestro Ray McVay, regressa ao nosso país.

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A Glenn Miller Orchestra continua a encantar nos seus espectáculos com os grandes sucessos "Moonlight Serenade", "In The Mood", "Tuxedo Junction" ou "Chattanooga Choo Choo".  Ray McVay dirige cerca de 20 talentosos músicos e cantores nesta big band que em duas horas de espectáculo, como num estalar de dedos, nos faz recuar até aos anos 30.

 

Coliseu (Porto)

18 de fevereiro 2017 | 21.30h

La nuit tous les chats sont gris…

"À noite todos os gatos são pardos" é um provérbio muitas vezes usado em rimas e em histórias infantis. Este provérbio inspira-se, antes de mais, num fenómeno fisiológico: à noite, quando a luz é fraca, os três tipos de cones da nossa retina, que são responsáveis pela visão diurna, não têm sensibilidade suficiente. Os bastonetes, que permitem a visão noturna, substituem-nos, mas só há um tipo que permite distinguir as cores. Assim, todos gatos, seja qual for a sua verdadeira cor, parecem pardos. Sem iluminar os factos não se podem tirar conclusões, porque todas as coisas se assemelham. Deixa de haver belo, ou feio, ou bom ou mau.

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photo: José Caldeira

 

A peça La nuit tous les chats sont gris (à noite todos os gatos são pardos) procura reinventar a perceção e interpretação do movimento coreográfico numa quase penumbra. Este projeto visa criar uma multitude de sensações perante um ato coreográfico sem narrativa explícita.

 

Desde a criação da Companhia 7273 (2003), Laurence Yadi e Nicolas Cantillon criaram cerca de vinte peças coreográficas, e todas elas tiveram digressões internacionais (a Culturgest apresentou Simple Proposition e Climax em 2006 e Romance-s em 2011). Dirigem regularmente workshops na Suíça e no estrangeiro, e são frequentemente convidados para dar aulas a jovens bailarinos em formação profissional. Receberam o Swiss Prize for Dance and Choreography e o prémio da Fondation Lietchi for the Arts.

 

Culturgest (Lisboa)

24 e 25 de Fevereiro 2017 | 21.30h

 

Cine Teatro de Estarreja

11 de Março 2017 | 21.30h

Documentário “Mudar de Vida – José Mário Branco, Vida e Obra”

O Documentário sobre a vida e obra de José Mário Branco, realizado por Nelson Guerreiro e Pedro Fidalgo, é apresentado pela primeira vez no Porto no dia 26 de Fevereiro, às 16h30, na Fnac Santa Catarina, com a presença dos realizadores.

MUDAR DE VIDA - CAPA 3D

Desde o Estado Novo aos dias de hoje a voz e obra de José Mário Branco resistem. Amado por uns e temido por outros, as suas canções escritas há mais de 40 anos não perderam a actualidade. Ouça-se o protesto levado ao extremo no tema F.M.I., escrito em 1979, canção maldita para os portugueses (proibida de ser emitida nas rádios por ordem expressa do autor). Seguindo os passos de Zeca Afonso, faz deste movimento de protesto um dos marcos mais importantes na arte e cultura do século XX, quer pela sua acção quer pelo seu efeito.

 

Músico, compositor, poeta, actor, activista, cronista, produtor musical, José Mário Branco é o homem dos 7 ofícios. Fala-nos de música, das suas convicções, da sua geração, do Estado Novo, da guerra colonial, da sua prisão e exílio em França. O filme é o retrato de um homem que marcou o panorama artístico português e para quem a cantiga foi (sempre) uma arma. Filmado ao longo de 7 anos, com financiamento participativo, Mudar de Vida reúne ensaios, gravações de discos, conversas, concertos serviram de ponto de partida para retratar o artista, e depoimentos de Sérgio Godinho (cantor), Francisco Fanhais (cantor), Jean-Marie Binoche (mimo, pai da Juliette Binoche), Camané (cantor), Claude Puyalte (músico) e Ruas, Chullage, LBC e Hezbo (rappers).