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Glam Magazine

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Ganso mostram primeira canção "Quando a maldita"…

Saudações no geral…

Saudações no particular…

Se está a ler este texto significa que neste momento você se depara com a banda Ganso. Uma banda para todos mas também para muitos. Nunca para alguns! Nunca. É que você ainda não sabe que vai gostar de ouvir Pá Pá Pá. Aliás, você chega ao fim do primeiro álbum dos Ganso e vai cantar “pá pá pá” para si mesmo: à mesa, na escola, no trabalho, na igreja, quiçá até no Metropolitano. Tudo é possível. Tudo é impossível.

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O que interessa é que com Ganso estamos na área. Na zona percebe? De Lisboa, lançaram o primeiro EP “Costela Ofendida” (quem nunca teve uma?) em 2015 com êxitos de sucesso como "Pistoleira" e "Lá Maluco". Se ainda não conhece recomenda-se vivamente que vá escutar. Pode mudar a sua vida.

 

Agora em 2017, esse grande ano, irão lançar o primeiro longa-duração “ Pá Pá” pela Cuca Monga. Gravado em Alvalade por Diogo Rodrigues, os Ganso estão prontos para um safari urbano-rural (leia-se, um passeio por Portugal) com um conjunto de nove canções apetitoso, sem dúvida gourmet. Na verdade todo o disco será um safari no melhor sentido da palavra. Deve escutá-lo com binóculos, com um belo chapéu de aventureiro e sem dúvida entrará no maravilhoso mundo de aventura proporcionado por cinco amigos. O maravilhoso mundo da inocência e das canções genuínas. O maravilhoso mundo da amizade e da boa disposição. Um mundo maior do que o anterior. Um mundo, meu caro leitor.

Está aqui a primeira canção "Quando a Maldita". O início do tal safari num comboio circense, Syd Barrettiano, a uma velocidade agradável não muito rápida para apreciar sem enjoar. Devagarinho se torce o pepino. A primeira de nove canções. A primeira de muitas.

O reencontro com o post-punk dos Motorama no Hard Club (Reportagem)

A banda russa Motorama atuou no Hard Club, no Porto, no dia 18 de março com a promessa de apresentar o seu mais recente álbum de originais. “Dialogues”, editado em outubro de 2016, compôs a maior parte do reportório que encheu a sala 2 do espaço portuense. A primeira parte ficou encarregue dos A Dead Forest Index.

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Os irmãos Adam e Sam Sherry levaram o seu rock alternativo pesado, lento e utopista ao público que aguardava os russos. Os neo-zelandeses apresentaram o seu álbum de estreia “In All That Drifts from Summit Down”. Por vezes, o desconhecimento vence ao silêncio, e os ansiosos por Motorama fizeram-se ouvir durante músicas que exigiam uma atenção silente. Os A Dead Forest Index mereciam um reparo necessário, mas aguentaram a duração do concerto com humildade e profissionalismo. Destaque para a faixa “Myth Retraced”, onde se ouviram mais as palmas congratulantes.

Depois da espera, os Motorama pisaram o palco. A faixa fresca “I see you” arrancou a cerca de hora e meia de espetáculo e quem se encontrava no concerto promovido pela Music Is My Oyster anunciou o entusiasmo e a aceitação notável nos corpos dançantes. A voz sombria de Vladislav Parshin e o instrumental acolhedor ecoou perante uma sala lotada. A peculiaridade deste grupo provindo de Rostov-on-Don advém dos riffs alegres e confortantes misturados com a assombrosa onda de post-punk que assola todas as suas músicas.

 

Desfilando perante os quatro álbuns, prestaram-se a serviço Vladislav Parshin (voz, guitarra e baixo), Maxim Polivanov (guitarra e baixo) e Oleg Chernov (bateria). A guitarra e o baixo iam viajando entre Vladislav e Maxim, numa dança comparável à mudança de faixas a serem tocadas. Os loops carregados do indie pop que preenche o novo “Dialogues” sentiam-se entre a fumaça sob luz azul de onde o vocalista se escondia por vezes.

 

A nostalgia no som destes russos assemelha-se uma altura que já lá vai e dificilmente se ouvem rastos desse fantasma temporal. A parecença involuntária com bandas lendárias como Joy Division e The Sound e a contemporâneas Beach Fossil e Wild Nothing fazem com que se acuse os Motorama de uma modernidade com sonoridade a anos 80. Talvez por essa razão, e mesmo com um público diverso na audiência, as faixas etárias entre os 40 e os 50 anos se destacavam.

Um dos pontos altos da noite deveu-se à prestação da música “To the South”, integrante do álbum Calendar (2012). Os presentes acompanharam uma das letras mais reconhecíveis e vibraram com um solo espacialmente orquestrado para as atuações ao vivo. Não faltaram faixas mais conhecidas, como “Wind in her hair” e “Alps”, do álbum Alps (2010), e “Heavy Wave” e “Corona”, de Poverty (2015).

Os Motorama satisfizeram o público português que ansiava o retorno deste grupo desde que este fizeram parte do certame do Festival Vodafone Paredes de Coura do ano transato. O grupo já havia passado por Lisboa, Porto e Braga em 2013 e fez parte do cartaz do Festival Entremuralhas, em Leiria, em 2015.

Quem se deslocou para ouvir o post-punk com pitadas de indie rock ficou saciado, porém sempre com espaço para mais. As pessoas recusavam-se a abandonar o recinto, sempre com vontade de continuaram a conversa musical com o trio, que conseguem falar com público português da melhor forma que sabem: através da sua música.

 

Reportagem: Catarina Nascimento

 

Orquestra Jazz de Leiria convida Ana Bacalhau...

A Orquestra Jazz de Leiria surgiu em Fevereiro de 2011, um projecto da autoria do músico César Cardoso, cujo objectivo foi criar uma formação de qualidade que reunisse os músicos da região que se dedicassem à prática de este estilo de música. Desde o início esta iniciativa foi bem recebida pela Câmara Municipal de Leiria com a qual estabeleceu um protocolo que visa a cedência do Teatro Miguel Franco para acolher os seus ensaios. 

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O repertório engloba desde os clássicos de Count Basie, Duke Ellington, Thad Jones, Ella Fitzgerald, Frank Sinatra, a compositores contemporâneos como Mário Laginha, Bob Brookmeyer, Maria Schneider, Bob Mintzer, Perico Sambeat, Claus Nymark, Filipe Melo, Tomás Pimentel, entre outros. As colaborações com convidados revelaram-se muito bem recebidas pelo público, concertos que contaram com a participação de Vânia Fernandes, David Fonseca, Maria João, Herman José, Luísa Sobral, Áurea, Tiago Bettencourt e Pedro Abrunhosa, com arranjos da autoria de membros da orquestra.

A sua presença vai mais além, envolvendo-se regularmente em concertos de iniciativa própria, de cariz social e de outras entidades, como a Gala “Cenoura na calçada” a favor da causa do João Silva, o já conhecido “Há música na cidade” e o festival “A Arte da Big Band” que reúne anualmente em Lisboa, formações do género de toda a Europa.  

Para este concerto, a Orquestra Jazz de Leiria convida Ana Bacalhau uma cantora que dispensa apresentações e que tem um percurso fantástico quer a solo quer com os Deolinda. O repertório para este espetáculo passará por temas cantados nos Deolinda, covers de música portuguesa e não só, e naturalmente standards do Jazz, vertente com a qual a Ana já teve uma incursão no passado, e para tal serão feitos arranjos específicos e originais para a Orquestra Jazz de Leiria e para este concerto…

 

Teatro José Lúcio da Silva (Leiria)

23 de Março 2017 | 21.30h

The Japanese Girl ao vivo no Plano B

The Japanese Girl são uma banda de Penafiel, formada no final de 2013 por Bruno Sousa, Corinna Sousa e Emanuel Cunha. Começaram por usar duas guitarras (fetisch vintage), órgãos, caixas de ritmos vintage, ecos de fita, o que imediatamente despoletou num som cru e poderoso, algures entre o garage rock e o psych lo-fi. A partir de meados de 2015 é integrado na banda o baterista Carlos Nemeth que assegurou o ritmo entre as camadas opiáceas de reverb. Nos seus ruidosos e intensos concertos fazem-se acompanhar de projecções igualmente inquietantes.

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Além dos concertos em nome próprio em território nacional e a abrir para artistas como The Wands, Jacco Gardner ou Girls Names, no início de 2015 começam a gravar no estúdio Sá da Bandeira do Porto o seu LP de estreia “Sonic-Shaped Life”. Após desvendaram o single “You Should Have Switches”, eis que o álbum de estreia é lançado em novembro de 2015 pela lendária Munster Records, editora de Madrid. Desde então, têm prosseguido com tours em nome próprio pela Península Ibérica, incluindo presença na terceira edição da Reverence Valada onde tocaram bandas como The Brian Jonestown Massacre, Fat White Family e A Place To Bury Strangers.

 

Luís, Centeio e Evan comandam o grupo Captain Blue. A banda natural do Porto procura, desde os finais de 2015, desfrutar de uma sanidade mental e relaxamento físico através de uma música inspirada no psych-pop e sixties. Fazem no dia 24 as honras de abertura.

 

Plano B (Porto)

24 de Março 2017 | 22.00h

Dengaz… A consagração ao vivo nos Coliseus…

No fim de semana passado, nos dias 17 e 18 de Março Dengaz & Ahya Band actuaram perante casas cheias nos Coliseus de Porto e Lisboa.

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Depois de um ano a promover o álbum "Para Sempre" e o "refix", "Para Sempre - Unplugged", Dengaz apresentou nos Coliseus um concerto onde não faltaram todos os hits, desde de "Dizer Que Não" a "Nada Errado" e até "Para Sempre" com Seu Jorge. Houve ainda espaço para os convidados, Richie Campbell, Agir, Plutónio, Tatanka e Matay.

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As primeiras partes de ambos os concertos, ficaram a cargo do artista Plutonio que, pela primeira vez acompanhado de banda, foi sem dúvida o melhor host para as noites incríveis que se viveram.

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Os temas "Orgulho" e "Última Vez" foram os mais ecoados pelo público e estes concertos demonstraram mais uma vez todo o potencial do rapper de Cascais.

 

Fotografias: Sergio Magalhães

Festival Literário da Madeira encerrou este fim‑de‑semana com Miguel Sousa Tavares e o Pulitzer Adam Johnson

Terminou este fim de semana a 7ª edição do Festival Literário da Madeira (FLM), que decorreu entre 15 e 18 de Março sob o mote “Literatura e Web – entre o medo e a liberdade”. Mais de 3500 pessoas assistiram às várias iniciativas que integraram a programação do FLM e que tiveram lugar, não apenas, no Funchal, mas em vários pontos da ilha - com debates no Teatro Municipal Baltazar Dias e em escolas, lançamentos de livros, sessões de autógrafos, dois concertos esgotados de Teresa Salgueiro e a apresentação de “Pés Alados - Biografia de Telmo Ferreira” com atuação emocionante de Telmo Ferreira e do Grupo Dançando com a Diferença.

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Apesar das condições atmosféricas adversas, que condicionaram a chegada de alguns participantes à ilha e impossibilitaram a aguardada presença da Nobel da Literatura 2015, Svetlana Alexievich, na sessão de abertura, o evento proporcionou momentos notáveis e revelou ao público português autores como o brasileiro Marcelino Freire e o americano, Prémio Pullitzer, Adam Johnson, como pode ser testemunhado através da cobertura realizada pela imprensa, local, nacional e internacional, e via livestreaming, no site e nas redes sociais oficiais.

 

Com organização a cargo da associação ECA - Eventos Culturais do Atlântico, que tem por principal objecto a promoção sociocultural, através do fomento da prática artística e pedagógica, e a organização de eventos nacionais e transfronteiriços e de desenvolvimento das novas tecnologias da comunicação e da informação, o FLM tem vindo a consolidar-se no panorama cultural português. Pelas edições anteriores do festival passaram autores premiados das mais diversas nacionalidades como Eduardo Lourenço, Alberto Manguel, Helder Macedo, Naomi Wolf, Gonçalo M. Tavares, Mia Couto, Samar Yazbek, Lídia Jorge ou Zygmunt Bauman.

 

O FLM regressa em 2018, em datas a anunciar, sob o mote “Literatura e Jornalismo - a palavra que prende, a palavra que liberta”.

Festival Santos da Casa comemora 25 anos...

O Santos da Casa, programa de música portuguesa da Rádio Universidade de Coimbra, que vai para o ar todos os dias entre as 19 e as 20h, festeja em 2017 as suas bodas de prata. Tal como Amália Rodrigues também eles não sabem qual o dia do seu nascimento. Porque a RUC faz anos a 1 de março, a dupla que "aguenta" os Santos da Casa (Fausto da Silva e Nuno Ávila), convencionou ser esse o dia do nascimento do programa.

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Por isso em 2017, a 19.ª edição do Festival Santos da Casa, tem muito mais significado, ao assinalar tão importante data. Os propósitos continuam a ser os mesmos. Mostrar em palco, bandas e artistas que regularmente são divulgados no programa e no blog. Continuar a trazer à cidade, artistas que nunca por aqui mostraram o seu talento. Sempre que possível apadrinhar o nascimento de novas bandas e apresentar novos espaços para a realização de concertos e debates.

 

19 é um número que enche de orgulho a equipa dos Santos da Casa. Perceber a quantidade de horas que "oferecem" de música à cidade, chega a dar-lhes um arrepio na espinha. Mas acima de tudo, uma vontade enorme de continuar a trazer a Coimbra alguns dos projetos. E assim regressa o Festival Santos da Casa, no ano em que o programa da RUC com o mesmo nome chega às 25 primaveras. Por isso de 25 de março a 25 de abril Coimbra vai-se encher de música.

Musicbox Heineken Series com Shit Robot

Musicbox Heineken Series este mês acontece já no dia 31, às 00h00. Esta noite que tem o foco no melhor que se faz na música de dança, com um papel de abrir horizontes ao panorama musical emergente internacional e nacional. Em Março, Shit Robot faz as honras.

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Marcus Lambkin, o Shit Robot que é conhecido pela mascara luminosa de Robot. Figura memorável do Synth pop, House  e Techno, que começou na cena underground nova-iorquina, nos 90’s. James Murphy é um dos responsáveis pelo baptismo de Shit Robot.

Hoje é um dos veteranos da editora DFA, com um disco lançado no ano passado What Follows, muito bem recebido pela crítica. Neste disco encontramos colaborações com Nancy Whang dos LCD Soundsystem, Alexis Taylor dos Hot Chip e Juan Maclean.

Mr. Herbert Quian tem a responsabilidade de aquecer a noite. Diz-se nascido numa espécie de estado que lhe permite recordar o futuro, sem qualquer lembrança (ou vontade de descoberta) do passado. O erro cronológico que o deixa perdido entre a era do vintage e a idade da tecnologia, impele-o a procurar um rumo próprio, com assumida marca estética e linguagem.

A controlar a pista até amanhecer fica para a novidade da Bloop Recordings, Andrade. Uma das novas promessas que carrega com ele a frescura da novidade e de sangue novo

 

Musicbox (Lisboa)

31 de Março 2017 | 00.00h

 

“O que é preciso é animar a malta!”...

O Teatro da Trindade INATEL numa parceria com a SPA, evoca no dia da Poesia a personalidade ímpar de José Afonso. No Dia da Poesia e no dealbar de uma época tão simbólica, como é a da Primavera, faz todo o sentido evocar um cantor, músico, compositor, poeta cujos temas e palavras ajudaram a abrir e a rasgar novos horizontes e mentalidades.

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Este concerto, dirigido por Carlos Alberto Moniz, produzido por Miguel Ferraz e com um dispositivo cenográfico de António Casimiro, conta com um naipe muito diversificado de artistas, desde os seus companheiros de canções das décadas de 60 e 70, até à nova geração que, nos últimos 30 anos, muito tem contribuído para manter viva a mensagem de Zeca.

 

Com um palco simples, como ele sempre quis, e através das suas composições e da sua poesia cantada e declamada, iremos percorrer uma obra abrangente, multifacetada e genial, que faz parte do nosso imaginário e do nosso mais rico património cultural, realizando uma festa que ao espírito do célebre lema de Zeca Afonso, “o que é preciso é animar a malta!”.

 

Teatro da Trindade (Lisboa)

21 de Março 2017 | 21.00h

Nova edição do Prémio Nacional de Indústrias Criativas Super Bock / Serralves

Está lançada a 9.ª edição do Prémio Nacional Indústrias Criativas Super Bock / Serralves.
As candidaturas decorrem até 22 de março.

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Na fase de candidaturas, o Prémio lança-se à estrada para parar em ambientes naturais do empreendedorismo e da inovação. Segue acompanhado, como sempre, com a equipa do programa da SIC The Next Big Idea. Juntos, realizam um roadshow pelo país que representa para os candidatos à edição 2017 a oportunidade de apresentarem os seus projetos e alargarem a sua rede de contactos.

 

Fica a sugestão: se tens um projeto inovador na área das indústrias criativas, escolhe o dia e vem ter connosco. Se ainda não te candidataste ao Prémio, seguramente estarás no lugar indicado para avançares com o processo

Do Brasil chega a revelação… Soledad lança disco com participações de Fernando Catatau e Gui Amabis

Nascida em Fortaleza, Soledad desenvolve um trabalho hibrido, que vai da composição à interpretação, dos palcos de teatro à militância feminista. Representante da nova safra da música brasileira, a cantora procura descobrir e resgatar com liberdade, estilos musicais distintos, como num laboratório de experiências sonoras, onde as influências e sonoridades são diluídas com muita subtileza e elegância.

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A artista tem a música e a cultura popular povoando o seu trabalho há muito tempo. Formada em teatro, Soledad estudou ballet clássico e desenvolveu os seus estudos em cultura popular no grupo Mira Ira. Em 2013, apresentou o seu primeiro trabalho musical, “As Nuvens Serão Um Colar de Margaridas”, no qual faz uma seleção de nove canções compostas por músicos cearenses. O projeto foi selecionado pelo Laboratório de Música do Porto Iracema das Artes (Instituto Dragão do Mar – CE).

Guiada por Gui Amabis, músico e produtor de discos como “Vagarosa” (Céu), “Caravana Sereia Bloom” (Céu), “São Mateus não é um lugar assim tão longe” (Rodrigo Campos) e “Sonantes” (Coletivo Sonantes), ela amadureceu. A relação com a música e a troca de experiências com os músicos, permitiram adicionar novos sons, utilizando critérios subjetivos, íntimos e emocionais ao seu repertório. Com arranjos elaborados e parcerias com seus amigos Gui Amabis, Fernando Catatau, Vitor Colares, Bruno Rafael, Guilherme Mendonça, Felipe Lima, Sol grava o seu primeiro álbum, “Soledad”.

Oh Lee Music e a electrónica de Wushta e Dust Devices

PHLP. É com este nome que Wushta e Dust Devices baptizam o seu novo projecto colaborativo. Depois de produzirem em conjunto "Monte Carlo", tema principal do primeiro EP de Marcelo Graf Reis (mais conhecido por "Wushta"), ambos decidem estender esta viagem sonora a um nível ainda mais completo.

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Com data de lançamento marcada para o dia 3 de Abril, com o selo da Oh Lee Music, o single "AFXIC" vem acompanhado de videoclip e compila toda a experiência dos dois, ao longo dos anos, na criação em ambiente lo-fi e experimental. O seu gosto especial por instrumentos que podem muito bem ter viajado dos anos 80 para a actualidade, torna ainda mais apetecível a audição do resultado final.

"Do It Ourselves" é a premissa que guia estes dois jovens que prometem anunciar mais novidades muito em breve.

Tiago Machado edita o seu álbum de estreia "Soundlapse" a 31 de Março

Tiago Machado, é um jovem pianista e compositor que efectuou e concluiu os seus estudos de piano no Conservatório de Música Nacional com a professora Carla Seixas.

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Tendo trabalhado com vários artistas nacionais, dos quais se destaca Mariza, que participa num dos temas do álbum “Soundlapse”, Tiago Machado concretiza agora o sonho de editar um álbum em nome próprio. Segundo o autor a sonoridade de Soundlapse é: "Uma fusão de tudo aquilo que eu sou: tem a dimensão do cinema, o dramatismo do fado, a técnica da música clássica e o frenetismo do jazz".

A composição que nomeia o disco, "Soundlapse", primeiro single, foi feita em cinco minutos, num movimento contrário de mãos "…como uma viagem de ida e volta…", que compara à técnica de imagem "timelapse", as associada ao som.

Música e arte no 1º aniversário do Praça 16

O Praça 16, um bar cultural instalado na principal praça de Bragança, vai celebrar o primeiro aniversário nos próximos dias 23, 24 e 25 de Março, numa comemoração com várias iniciativas de entrada livre que inclui concertos, dj sets e a inauguração de uma exposição coletiva de fotografia.

Na hora de fazer o balanço do primeiro ano de funcionamento, Pedro Cepeda, sócio e programador do Praça 16, considera que os objetivos que levaram à criação do Praça 16 foram alcançados. “Conseguimos criar um foco de animação, arte e cultura onde as pessoas se sentem em casa e, ao mesmo tempo, conseguimos trazer gente para a Praça da Sé, contribuindo desta forma para a dinamização do centro histórico. Para nós, fazer parte deste processo coletivo de revitalização da parte antiga da cidade, mais do que um motivo de orgulho, é uma responsabilidade que queremos continuar a assumir”, sublinha.

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Durante o primeiro ano de existência, o Praça 16 foi palco de 23 concertos. Por lá passaram, entre outros, músicos nacionais como Surma ou Gobi Bear e internacionais como Messer Chups ou Cala Vento. Os talks mensais, conversas abertas e informais, sobre temas tão diversos como o espaço público, a agricultura biológica ou o turismo gastronómico, também marcaram a agenda do bar que incluiu ainda noites de poesia, desenho, uma peça de teatro e uma instalação artística.

Além da programação mensal regular, no Praça 16 nasceu também o projeto “Fuja, Minha Avó, Fuja!”, uma plataforma colaborativa de experimentação e criação musical que reuniu oito músicos locais num exercício de construção criativa cujos resultados foram apresentados ao vivo no mês de Janeiro. De destacar também uma outra iniciativa, o “Manhuço”, uma noite de book swap que promoveu a troca de livros entre os participantes e na qual foram também recolhidos livros infantis, depois doados à Obra Kolping da Diocese de Bragança-Miranda.

 

O cartaz do primeiro aniversário reflete o carácter eclético e transversal do Praça 16. Na noite de quinta-feira, a o rock cru e a voz peculiar do brigantino Henrique Rodrigues apodera-se do palco, acompanhado pela sua banda de suporte, os Acólitos. Na noite de sexta-feira, o destaque vai para o DJ portuense Rui Trintaeum, proprietário e programador do bar 31, espaço histórico e icónico da cidade invicta.

Na tarde de sábado, os sons díspares, singulares e psicadélicos da guitarra de Criatura Azul vão ecoar a partir de uma das varandas do Solar dos Calaínhos, local onde está instalado o Praça 16. Já no interior, terá lugar a inauguração da exposição coletiva de fotografia “Sé: praça, memória, comunidade.” e o concerto de Ana, artista que desafia as potencialidades de uma só guitarra na forma audaz como manipula as dinâmicas acústicas. O cartaz dos três dias fica completo com os dj sets de Brasa, LJ Lounge, Joaquim Cavalheiro, Tó Carneiro e Plasmatic.

 

Depois de Lisboa e Porto… Motorama em Bragança

Os russos Motoramavoam diretamente” da cidade portuária de Rostov-on-Don para Bragança. Na bagagem trazem repertório suficiente para brindar todos os presentes com os mais refinados temas dos seus quatro álbuns: “Alps” de 2010, “Calander” de 2012, “Poverty” de 2015 e o mais recente “Dialogues” de 2016.

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O quinteto, formado por Airin Marchenko (baixo), Alexander Norets (teclas), Maxim Polivanov (guitarra), Oleg Chernov (bateria) e por Vladislav Garshin (voz e guitarra) dá corpo a um dos mais consolidados grupos post-punk da atualidade. Mas a sua música, onde – é verdade – se nota uma forte herança do legado Joy Division e The Sound, não se confina às cores monocromáticas características do género principal que os caracteriza.

Aqui e ali, observamos pinceladas de outras cores, numa paleta que origina incursões (ténues mas notadas) ao shoegazing, à new wave e ao indie rock mais sorumbático. Talvez seja a voz de Vladislav Parshin, claramente “assombrada” pelo timbre de Ian Curtis (e, aqui e ali, até pelo de Stuart Staples do Tindersticks), que seja a responsável maior pela aura nostálgica que paira sobre a sonoridade da banda. Mesmo quando os dedilhados de guitarra nos remetem para outras temperaturas que não estamos habituados a conotar com a grande Rússia, há sempre a um baixo monocórdico e uma bateria de trejeitos graves que fazem com que nunca esqueçamos que a fronteira estética da banda está, apesar de tudo, muito bem confinada. Curiosamente, é da reputada BBC uma das frases que melhor define os Motorama: “Eis uma banda sediada junto à fronteira da Ucrânia que se assemelha a um bando de nova-iorquinos a simular o som de Manchester nos anos 80. Tudo isto seria absurdo se o resultado não soasse tão sublime!”.

De Guimarães, os Toulouse asseguram a primeira parte do concerto da banda Russa.

 

Hotel Turismo São Lázaro (Bragança)

20 de Março 2017 | 22.00h

Cânticos de Barbearia de Carlos Tê…

Tony de Matos podia ser uma pequena estrela vagueando pela constelação da posteridade, mas preferiu abrir uma barbearia para receber as grandes estrelas. Um dia, Lupicínio Rodrigues entra pela loja. Tony de Matos reconhece-o e confessa-se seu fã. É o ensejo que não foi possível em vida, apesar de terem frequentado as mesmas salas de espectáculo do Brasil entre 1954 e 1965. Durante um singelo corte de cabelo e um escanhoamento, Tony e Lupicinio poem as afinidades em dia e discutem o mecanismo e a função das dolorosas canções de amor, tema em que se especializaram, principalmente Lupi, a quem se atribui a expressão “dor de cotovelo” e uma breve teorização sobre a sua natureza, ao dividi-la em dor municipal (que se esquece facilmente), dor estadual (que demora meio ano a passar) e dor federal (que fica para sempre e é incurável).

Canticos de barbearia

O que é a canção senão um unguento nessa dor eterna? Talvez um efémero tijolo civilizacional que constrói o fair-play moderno e que ensina a arte de sublimar a rejeição.

 

O leque de artistas que cantou Lupicinio vai de João Gilberto a Elis Regina, de Gal Costa a Adriana Calcanhoto. Tony de Matos foi o ultimo cantor romântico português. Este encontro na posteridade (a verdadeira sociedade sem classes) serve também como improvável reflexão destas figuras sobre alta e baixa cultura, coadjuvadas por uma personagem mítica, Medusa, e por um ajudante de barbeiro especial: Bill Evans.

 

Texto e direção musical: Carlos Tê

Encenação, cenografia e figurinos: Luísa Pinto

Interpretação: Pedro Almendra, Allex Miranda, Filipa Guedes

Interpretação musical: Eduardo Silva

Desenho de luz: Bruno Santos

Assistente encenação: Ricardo Regalado

Execução adereços: José Lopes

Produção: Narrativensaio-AC

Assistente produção: Cláudia Pinto

 

Cine-Teatro de Estarreja

25 de Março 2017 | 21.30h

The Lazy Faithful regressam com "Bringer Of Good Time"

Quase 3 anos após terem lançado o álbum de estreia "Easy Target" (2014), a banda do Porto já tem data marcada para o seu sucessor. "Bringer of Good Time" chega às lojas dia 31 de Março.

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"Nukin In The Cookin" foi o primeiro avanço para o tão aguardado segundo registo e revelou ser um verdadeiro exito nas rádios.

"Easy Target" (2014) obteve uma forte reacção por parte da crítica e as actuações ao vivo não deixam ninguém indiferente. A banda leva já na carteira uma primeira tour que passou por diversos palcos incluindo o Vodafone Mexefest, Festival Meo Marés Vivas, Festival Vilar de Mouros, Festival Mêda + e Festival Monte Verde.

 

Concertos de Apresentação:

13 de Abril 2017 - Maus Hábitos (Porto)

21 de Abril 2017 - Music Box (Lisboa)

Best Youth re-editam “Highway Moon” mundialmente

Os Best Youth (Ed Rocha Gonçalves e Catarina Salinas), vão re-editar o seu álbum de estreia “Highway Moon” no dia 5 de Maio de 2017. A edição física de “Highway Moon” encontra-se esgotada no mercado português desde 2016 e esta nova edição faz-se acompanhar por uma aposta no mercado internacional. O disco será re-editado em Portugal pela Zero Effort Records e internacionalmente pela editora britânica Station 5, cujo fundador Luc Vergier (que conta no seu currículo com passagens pela Sony, MCA, Columbia, RuffHouse e Warner Bros) ao longo da sua carreira colaborou com artistas como Jeff Buckley, Primal Scream, Fugees ou Lauryn Hill, entre muitos outros.

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A re-edição, além de uma nova capa, revela dois temas inéditos, “Renaissance” e “Sunbird”, e uma versão ao vivo de “Infinite Stare”. “Renaissance” foi lançado como single no início de 2017 e encontra-se em airplay nas maiores rádios nacionais. Recordar que “Highway Moon” foi considerado para a Glam Magazine o melhor disco de 2015 de música Portuguesa.

Este último single contou ainda com um vídeo realizado por Tiago Ribeiro, em colaboração com a Dsection, e protagonizado por Kelly Bailey. Aclamado pela crítica nacional e internacional, o videoclip de "Renaissance" foi destacado como um dos vídeos da semana para a conceituada publicação francesa Les Inrockuptibles.

 

Desde o lançamento de "Highway Moon", a digressão dos Best Youth já passou por Londres, Manchester, Budapeste e Groningen (a propósito do festival Eurosonic, onde foram nomeados uma das principais bandas a seguir pela imprensa internacional) tendo ainda esgotado o Hard Club, no Porto, bem como o Cinema São Jorge e, recentemente, o Lux, em Lisboa. No verão do ano passado, a tour levou a banda a alguns dos maiores festivais portugueses, como o Vodafone Paredes de Coura, Super Bock Super Rock, Bons Sons ou o Festival F. Em 2017 os Best Youth continuam na estrada, esperando-se ainda para este ano um novo álbum.

 

João Maria Gusmão e Pedro Paiva inauguram exposição na Oliva

O Núcleo de Arte da Fábrica Oliva, em São João da Madeira, recebe aquela que será a maior exposição de João Maria Gusmão e Pedro Paiva em Portugal desde Abissologia, que teve lugar em 2008 na Cordoaria Nacional. Contando com mais de quatro dezenas de peças, muitas das quais inédias, esta exposição é composta por filmes e esculturas cinéticas, mas principalmente por objectos e artefactos que ora foram protagonistas, ora serviram como figurantes nos filmes que estes artistas realizaram ao longo da última década e meia, filmes estes que sedimentaram a presença desta dupla nos mais relevantes circuitos expositivos internacionais.

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A exposição, contando com mais de quatro dezenas de peças, muitas das quais inéditas, teve a sua génese numa experiência expositiva levada a cabo nas minas de sal-gema, em Loulé, em 2008. Naquela ocasião, os artistas optaram por instalar nas profundezas das referidas minas um conjunto de objectos que haviam figurado, quer como personagens principais, quer como adereços, nos filmes por eles produzidos desde 2001. Neste lote de peças encontravam-se elementos tão distintos quanto uma Hélice, uma Cabeça de Heráclito ou uma Mola – exemplares provenientes do universo especulativo, improvável e irracional que os autores têm vindo a explorar, e no âmbito do qual exercem, seguindo uma exortação de Ricardo Reis, uma “metafísica recreativa”.

 

Nove anos volvidos, a dupla recupera a estratégia adoptada em 2008, desta feita ampliando significativamente a selecção de artefactos, autonomizando-os e juntando-lhes quatro projecções, uma câmara obscura e um grupo de esculturas cinéticas. No espaço da antiga fábrica Oliva, o espectador é conduzido a um conjunto de quatro palcos a partir dos quais pode observar o grupo de peças no centro do espaço reunido, bem como testemunhar, agora sem mediações ou outros constrangimentos, alguns dos desconcertantes fenómenos que têm lugar no território revelado por João Maria Gusmão e Pedro Paiva. Os animais que ao longe parecem moscas constitui-se, portanto, como uma dupla oportunidade: a de embarcar numa rara incursão pelos bastidores da produção destes artistas, e a de a de testar, no recato do dispositivo escópico por eles preparado, a espessura da sua singularidade.

 

A inauguração está marcada para este Sábado, dia 25 de Março, pelas 18h30. Horário de visita: terça a domingo – 10h30 a 18h00

 

 

Os animais que ao longe parecem moscas

Exposição individual de João Maria Gusmão e Pedro Paiva

Fábrica Oliva – São João da Madeira / Coleção Norlinda e José Lima

Festival Aleste… Bonga é a mais recente confirmação

Bonga, o histórico cantor angolano, é a mais recente confirmação do Aleste de Maio. O Complexo Balnear da Barreirinha será espaço primeiro para o aguardado regresso do autor de “Mariquinha” que se apresentará no Funchal com disco novo. Lançado na recta final de 2016, “Recados de Fora” celebra os celebrar 74 anos do artista, através de uma viagem por entre histórias de diferentes tempos e continentes, com o Oceano Atlântico a servir de pano de fundo.

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photo: Paulo Homem de Melo

 

A ter lugar a 27 de Maio, no Funchal, o Aleste havia já confirmado a actuação de Capitão Fausto, Sensible Soccers e The Poppers. Os nacionais Capitão Fausto, afirmaram-se, ao terceiro disco, como uma das mais interessantes bandas d espectro pop português. "Os Capitão Fausto têm os Dias Contados" tem levado o colectivo por uma inscessante tour continental, que tem esgotado teatros e deixado o público rendido à capacidade letrista da banda.

 

Listado nos melhores do ano em 2016 esteve também "Vila Soledade", o segundo LP dos Sensible Soccers. Dizem-se admiradores das melodias pop, mas exploram, na progressão da sua música, várias estéticas e universos, descobrindo, para si, um universo único que é, em mesma linha, melancólico, épico e emocional.

 

Rock’n’roll não passa de moda, não entra em desuso e muito menos morre. Os The Poppers são a prova disso mesmo, agarrando na herança de um dos mais transversais géneros da música e transformando-a em provocação, intensidade e atitude. E sim é de palco que se fala aqui, esse que é terra natal para o quadrado composto por Rai, Bonés, Kid e Bruno. Com disco acabado de editar, o palco vai voltar a ouvir os The Poppers, numa tarde onde coração e tripas se misturam com elegância e pujança.

“Como um carrossel”… Nova produção do Teatro de Marionetas do Porto estreia em Matosinhos

Escrito e encenado pela primeira vez em 2006 pelo mítico João Paulo Seara Cardoso, o novo espetáculo do Teatro de Marionetas do Porto chama-se “Como um carrossel” e conta, nesta nova versão, com encenação de Isabel Barros. Coproduzida pelo Teatro Municipal de Matosinhos-Constantino Nery, a peça tem a sua estreia marcada para o dia 24 de março, nesta sala de espetáculos, ficando em cena até 28 de março.

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O carrossel e as suas repetitivas voltas servem, neste caso, de metáfora da própria vida: um percurso circular feito sempre em torno do sol. Entre a alegria e a tristeza, o medo e a esperança, o texto de Seara Cardoso incentiva o voo imaginativo das crianças, centrando-se na história de uma menina que vai crescendo numa espécie de viagem ao longo da qual muitas perguntas são lançadas, estimulando a sua relação com o mundo.

 

Seguindo as marionetas de João Apolinário e Francisco Magalhães, manipuladas por Micaela Soares e Vitor Gomes, o público é lançado, diz o texto de apresentação de Como um carrossel, “num movimento através do olhar aberto de uma criança e da forma espontânea como que se relaciona com a vida”.

 

Teatro Municipal de Matosinhos-Constantino Nery

24 a 28 de Março 2017

Glue Trip a a Ode Psicadélica à dor de cotovelo…

Os Glue Trip são uma daquelas pérolas que, de quando em vez, dão à costa da grande praia que é a vida. A estreia entre nós acontece ao sabor de “Elbow Pain”, single retirado do álbum homónimo “Glue Trip” e prolonga-se no verão, com uma promissora digressão nacional, tudo responsabilidade da Music For All.

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A audição do projeto de Lucas Moura não só é recomendada como obrigatória, tamanhas são as influências, culturas e sonoridades presentes do início ao fim.

Com raízes na dream pop e no rock psicadélico, mas também na tradicional bossa nova, daqui devem ser esperadas faixas num registo que tanto nos remete para a natureza como para as quentes praias brasileiras.

Joana Andrade e Ritmare na Hora do Planeta

Pelo 4º ano consecutivo, Santa Maria da Feira associa-se à Hora do Planeta, o maior evento de ação ambiental do mundo. Dia 25 de março, a partir das 20h30, a praça de armas do Castelo da Feira será o palco principal desta celebração, com a participação do grupo de percussão Ritmare e de Joana Andrade.

Joana Andrade_foto de Filipe Santos

Quando as luzes do Castelo se apagarem, às 20h30, os Ritmare vão surpreender o público com esquemas com luvas brancas sobre luz negra e máscaras fluorescentes. Este grupo de percussão do Colégio de Lamas alia a exploração tímbrica de diversas fontes sonoras a uma surpreendente componente cénica. Os seus trabalhos são originais, fruto da criatividade conjunta dos seus elementos, inspirados nos sons e ritmos do quotidiano.

 

Joana Andrade, rosto do vídeo promocional da Hora do Planeta em Santa Maria da Feira, também se associa a esta causa, proporcionando um momento musical à luz das velas. Desde muito cedo que viaja por diversos palcos, televisões e rádios nacionais. Com dois álbuns no mercado nacional, um deles com uma novidade a nível mundial – capa de cortiça – Joana Andrade prepara agora o seu terceiro trabalho totalmente gravado em Santa Maria da Feira.

“Escravos em Portugal”… de Arlindo Manuel Caldeira

“No dia 6 de Agosto, fugiu uma escrava preta muito baixa, olhos medianos, nariz chato e largo, boca grande e beiçuda, mal feita de corpo e mãos grandes e mal feitas. Levava capa de baetão muito comprida, cor de flor de pessegueiro e saia de chita escura. Na loja da Gazeta de Lisboa se dirá quem é seu senhor, o qual dá de alvíssaras 19$200 réis a quem lha descobrir”.

“Quem quiser comprar três escravas, duas pardas e uma preta, fale na loja de Paulo Conrado, na rua dos Capelistas.”

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Por incrível que possa parecer, ainda no início do século XIX, mais propriamente em 1801 e 1809, os jornais de Lisboa publicavam anúncios como estes. Escravos em Portugal, do historiador Arlindo Manuel Caldeira, é uma obra inovadora sobre um tema que continua ainda muito ignorado no nosso país e que temos obrigação de conhecer. Esta não é uma história da escravatura em Portugal, mas sim uma história dos escravos, uma obra única que nos fala da história de Lourenço, João, Florinda, Grácia, João de Sá e de muitos outros milhares de escravos, protagonistas involuntários de um regime social injusto, excluídos entre os excluídos, e que viveram em Portugal. Calcula-se que só nos séculos XV a XVIII, o período de maior concentração de mão-de-obra não-livre, tenha havido, no continente e ilhas, um milhão de pessoas sujeitas a cativeiro.

 

Ao longo do livro ficamos, a saber, como era feita a compra e venda de escravos, qual era a relação entre o senhor e o escravo, como era utilizada a mão-de-obra cativa, qual a diferença entre escravos da cidade, do campo ou do paço? E depois da abolição legal como se transformou a vida destas pessoas?

 

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