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Glam Magazine

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Portugal Fashion… O dia 25 Março visto ao pormenor…

O segundo dia na Alfândega amanhecia com a chuva familiar de quem já conhece a casa e chora miudinho pelos cantos em tom de despedida dos amigos de pressão, da expectativa do espetáculo e da beleza em potencial de cada desfile. A passerelle riscada grosseiramente a vermelho, demonstrava o cansaço de não ser mais branca e imaculada. As coleções já não se contavam nos dedos de uma mão mas, o dia longo, revelaria mais algumas.

 

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NUNO BALTAZAR

Teatral, Nuno Baltazar retirou-nos da monotonia, tanto das paredes caiadas de branco do salão principal quanto da moda blasé de inverno. O estilista redesenhou o local e a estação. Apesar da garagem fria, a coleção não poderia ser mais quente. Atitude e Cor foram as constantes que traduziam as inscrições “Im a Bitch. Im a Paintor”.

Com uma sonoridade latina, tons mais ou menos vibrantes desfilaram-se com naturalidade. Verde, azul e rosa, acompanharam os terrosos como laranjas e castanhos, e alguns apontamentos de brilho nos azuis. Outra tendência seriam as riscas, sobretudo verticais, aplicadas em calças, saias e sapatos, trazendo o imaginário de insígnias e bandeiras, costurando a ideia de sporty chic. As formas, essencialmente largas, apresentam calças e camisas fluidas com folhos que exacerbam o movimento.

A naturalidade sofisticada da mulher comum e um homem destemido em mostrar a sua criatividade através da forma divertida de vestir constroem uma cumplicidade intrínseca entre cultura e lifestyle. Mais que uma coleção, Nuno Baltazar desenhou um show, longo e coerente.

 

Galeria completa do desfile de Nuno Baltazar aqui

 

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HUGO COSTA

Hugo Costa gelou a Alfândega. As peças desfilaram como se deslizassem sobre mecanismos próprios. Tanto o corte, quanto os tecidos de aspeto plastificado, revelaram um cruzamento entre streetwear e fardamento. Pairava no ar uma era de inspirações astronáuticas: peças herméticas, macacões com fechos frontais, golas subidas. Na sequência cromática de brancos e azuis, intercalados com looks pretos, persistiu a masculinidade das peças, reforçada pelo toque tecnológico dos detalhe – mangas longas e tiras suspensas.

Inspirado na expedição que leva à Roald Amundsen ao Pólo Norte, as sobrancelhas são cobertas de neve e os rostos rosados acentuam o ambiente gélido. O corte amplo e a maleabilidade do tecido revela a preocupação com a praticidade.

 

Galeria completa do desfile de Hugo Costa aqui

 

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CARLA PONTES

A acessibilidade de Carla Pontes foi transporta para esta coleção. Inspirada no vento, as peças são imbuídas de movimento e expressão, como se nelas existisse uma vontade própria de se colar ao corpo. Oscilando suavemente a cada passada, beges e azuis alternam-se com harmoniosa compreensão do que se deve exibir e resguardar.

O antracite apareceu em peças listradas, infiltrando no jogo de sobreposições a ideia de erosão. O calçado raso, alongado e recortado, transpareceu uma preocupação com a aerodinâmica do movimento.

 

Galeria completa do desfile de Carla Pontes aqui

 

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MICAELA OLIVEIRA

Exuberante e sedutora, a coleção de Micaela Oliveira veste a princesa quotidiana, a mulher que desfila pela vida, empoderada de sensualidade. Figuras longilíneas marcaram o desfile numa elegância imperial que misturou influências monárquicas com anos 20. Vestidos longos com saias amplas com ilusão de que as caudas perduram na memória. Num tom provocativo, apareceram as calças transparentes bordadas com missangas, os vestidos todos trabalhados em lantejoulas e o inevitável magnetismo dos óculos de massa. Blazers e vestidos-capa revelaram um cuidado de alfaiataria. Transparências e cetim brincaram com pêlo, que apareceu ora tímido nas golas ora imponente em casacos em tons de verde, cinza, roxo, rosas, nudes e amarelo vibrante nos capuzes.

O cumprimento é um statement do qual os sapatos, altura pedestal, foram a pontuação que orquestrou um desfile de puro glamour.

 

Galeria completa do desfile de Micaela Oliveira aqui

 

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LION OF PORCHES

O leão rugiu e fez-se ecoar no salão como no topo de uma montanha. Se o dia, apesar de primaveril, se fez sentir gélido e chuvoso, Lion of Porches respondeu aos desejos de conforto e aconchego, marcando o retorno ao quotidiano. Sempre fiel à sua abordagem elegante e herança de padrões, a coleção apresentou-se versátil e prática conjugando os habituais tartans com malhas caneladas e coloridas. As sobreposições mantêm um equilíbrio de cor, colocando verde, azul e vermelho em diálogo. O castanho aparece sobretudo no calçado em pele.

As malas, ao encontro da inspiração, assumem grandes dimensões e insígnias, lembrando sacos de viagem.

 

Galeria completa do desfile de Lion of Porches aqui

 

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ANA SOUSA

Atenta à dissipação de estruturas etárias, Ana Sousa alinha um desfile intergeracional, desde materiais mais robustos com corte clássico até estampados e estruturas mais fluidas. O desfile, marcado pela irreverente atuação ao vivo, manteve a sobriedade na paleta de cores que vagueou pelo preto, verdes e rosas com toques azuis e vermelhos.

A irreverência apareceu nos acessórios, brincos assimétricos e collants finos usados como display de brilhantes, golas de plumas e maquiagem marcada.  

 

Galeria completa do desfile de Ana Sousa aqui

 

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DIELMAR

Para Dielmar charme é a palavra de ordem. A marca apresentou um charme clássico, orquestrado pela elegância intemporal do corte de alfaiataria. As cores revelaram-se sóbrias, não arriscando mais que uma combinação justa de tons de castanho e bege com azul, verde e bordeaux. Os padrões perderam força, dando lugar a materiais lisos e com pouco textura, aparecendo apenas apontamentos de xadrez e listras finas.

As sobreposições de materiais confortáveis criam visuais facilmente transponíveis para o quotidiano e que servem um classicismo urbano.

 

Galeria completa do desfile de Dielmar aqui

 

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MIGUEL VIEIRA

A coleção feminina e masculina, aposta em looks all black de pele sobre pele, que afirmam uma sensualidade contida. Uma abordagem clean com apontamentos tecnológicos desde os adereços aos plissados tech. Vestidos curtos e longos, peças estruturadas e oversized abundam nas criações femininas. Já o homem surge com maior estrutura, apresentando fatos slim e calças de corte vincado.

A paleta de cores é contida, abusando do branco, pérola, preto e cinzas. O calçado com aplicações e atilhos reforçam a ideia de sedução.

 

Galeria completa do desfile de Miguel Vieira aqui

 

Reportagem: Telma Luis

Fotografias: Paulo Homem de Melo

 

Portugal Fashion… O dia 24 Março visto ao pormenor…

Na expectativa do primeiro desfile da tarde, vivia-se a habitual azáfama e o cheiro de roupa nova no ar, mas o que verdadeiramente criou reboliço foi o chão a ser riscado de vermelho, antes mesmo da primeira passagem. Antes de qualquer apresentação, as demarcações da luz fizeram furor entre organização e fotógrafos, que já mostravam o nervosismo miudinho dos dedos prontos para disparar o primeiro clique.

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PÉ DE CHUMBO

Alexandra Oliveira, cara da Pé de Chumbo, apresentou um jogo de lãs grossas num desfile desfiado em coerência. Iniciou com vestidos, médios e longos, onde o corte não se sobrepôs à cor, una, com grande incidência de beringela, roxo, azul, vermelho e pequenos apontamentos de branco e cinza. Formas entre o geométrico e o tribal.

Neste item percebeu-se também maleabilidade, peças que cruzam tanto a aura homy como a do casual chic com algumas mais trabalhadas que tendem para algum glamour. Os temas distintos intercalaram-se como um novelo de cor que se desfia e, simultaneamente, se enrola criando um jogo de relevo e profundidade. O relevo das malhas, como uma teia que se entrelaça, foi uma constante. Uma espécie de confeite de açúcar que cobre o corpo. Os sapatos rasos com sola de borracha completam a ideia de conforto. 

Galeria completa do desfile Pé de Chumbo aqui

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ANABELA BALDAQUE

Se o título era o Império dos Sentidos, Anabela Baldaque não desapontou e a coleção apresentada proporcionou uma série de emoções. Poderiam ouvir-se Uhs e Ahs na plateia atenta. Atenta a uma narrativa cheia de cor, que foi do preto ao amarelo e mostarda passando pelo azul e os pálidos rosas e verdes. De texturas acentuadas e relevo delicado, cada peça podia, por si só, contar uma história. Mas não, as peças sobrepostas, num jogo de camadas e volume, criavam uma narrativa de várias dimensões rica em rendas, brocados e acabamentos com lantejoulas. Os cabelos soltos, escorridos e brincos de pingentes médios marcavam as Influências asiáticas passíveis de identificar também no desenho das sedas. Os sapatos, altos e trabalhados, com acabamentos refinados encerram o decurso.

Galeria completa do desfile Anabela Baldaque aqui

 

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ESTELITA MENDONÇA

Narrado exclusivamente no masculino, o desfile Estelita Mendonça traz alguma provocação, não somente no corte mas também no conteúdo. Nas peças lêem-se mensagens algo interventivas como vote human, simbolicamente vincadas pelo cachecol-mordaça. A mensagem que se insere num contexto global, arrasta a coleção para esse mesmo meio globalizante, seja pelo caimento rude do corpo masculino, seja pelo despudor de o usar para falar mais do que de estilo.

Estilita representa o homem de qualquer lugar, o jovem em movimento. Também em transformação estiveram os tecidos, maioritariamente reciclados e reaproveitados, viraram capas volumosas que contrastam com a linearidade das calças em pele e camisas brancas. Ao branco junta-se sobretudo o bege, amarelo e azul.

Impermeáveis, meias grossas, luvas de borracha e o estilo baggy da maioria das peças, induz a noção de labor, como se aquele arquétipo se protegesse contra toda e qualquer intempérie.

Galeria completa do desfile Estelita Mendonça aqui

 

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SUSANA BETTENCOURT

E se a coleção se intitulou de Wear’Art todo o desfile foi um momento cultural, desde a colaboração com o projeto musical Lince, de Ana Sofia Ribeiro, que atuou ao vivo, até à passada de cada modelo. A batida sentiu-se nos padrões geométricos que, pelas linhas e cores, nos levam numa viagem na arte urbana. Malhas caneladas iniciam uma certa argumentação longitudinal enquanto se brinca com as proporções dos vestidos e das sobreposições exageradas, trazendo para a passerelle uma intensa sensação de que moda e arte se costuram pelo conforto. E se é para fazer pontes, susana não foi tímida, transportando padrões do que pareceriam murais pincelados de azul, verde água, amarelo e laranja, definidos em contraste com o preto, para uma comunhão com a pele. As formas sem grande aprofundamento da silhueta refletem também essa simplicidade da arte ao alcance de todos. Cabelos livres, com ondas naturais, e a maquiagem terna completou o look de familiaridade.

Numa perspetiva mais sofisticada, malhas com brilhos e entrançados deram um toque especial à coleção.

Galeria completa do desfile Susana Bettencourt aqui

 

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DIOGO MIRANDA

Sem descurar da classe e da sensualidade, Diogo Miranda apresenta uma proposta complexa que, dado a sua essência conflituosa, cria uma ambiência sedutora. Peças mais oversized e materiais mais pesados alternam com uma aura romântica de folhos e cetins fluidos, em dimensões e estruturas que lhe são familiares como as mangas alongadas. Saias assimétricas, e calças coladas, marcam a cintura. Laços oponentes e inesperados ponteiam as peças de feminilidade. A forma alterna entre o oversized e o wellcut, por vezes, sobrepondo impensável, porém elegantemente, os dois. As elevadas sandálias pretas acentuam a passada forte, dramática e sensual desta mulher-boneca marcada pela maquiagem rosa e os lábios vermelhos. Os turbantes exageram a sua exuberância e dramaticidade.

Na paleta de cores, além do preto e branco, encontramos tons pastéis, incidindo sobretudo no dourado e rosa.

Mais que de Diogo, o D bordado em algumas peças foi de Divinal.

Galeria completa do desfile Diogo Miranda aqui

 

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LUIS ONOFRE

Se os sapatos fazem o caminho, com Luis Onofre o caminho é certamente o do deslumbramento. Impossível ficar indiferente aos saltos sólidos na forma e irreverentes nos ornamentos, em metal trabalhado ou com pedras encrustadas. Os tacões que parecem joias inspiradas em ovos Fabergé, encerram em si um mundo onírico revelado a cada passada. E nessa passada não poderia certamente faltar a saltitante amazonas, que apareceu em tons sóbrios e materiais mais robustos como o croco. A altura do cano perde força, dando lugar a botas pelo joelho, midi e botins. A coleção é para uma mulher que não pensa duas vezes antes de desbravar o caminho, com elegância, com ousadia. As malas assumem um papel secundário, perdendo tamanho.

No masculino, o texto inverte-se, as mochilas ganham proporção e revelam um estilo entre o rock e o militar. Por sua vez, os sapatos têm uma certa sobriedade malandra.

 

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CARLOS GIL

Gargalhadas de fundo inicia a narrativa. Com inspiração num universo algo infantil, a mulher de Carlos Gil não perde força. Delicada e empoderada de feminilidade, mais uma vez ela balança mundos. A escolha de cores, sobretudo verde, rosa e laranja, tem contraste porém suavidade e candura. A mesma candura é possível de se identificar nos prints: brincalhonas formas geométricas, que se encaixam como num jogo de tetris e pássaros que pousam tanto nas camisas quanto em relevo nas luvas, bolsas e lapelas. O veludo ganha importância seja nos vestidos longos ou nos jumpsuits rebeldes que trouxeram juntamente com os casacos de acabamentos bomber, uma noção desportiva.

Paralelamente à inocência e conforto está uma passada forte de uma mulher elegante e citadina, revelada na versatilidade de calças, blazers e coletes estruturados. Os sapatos de tacão grosso colocam a menina no lugar da mulher. E porque o deslumbramento vem também do detalhe, não faltaram small bags e luvas em pele.

 

Galeria completa do desfile Carlos Gil aqui

 

Reportagem: Telma Luis

Fotografias: Paulo Homem de Melo

“Tempo de Aventura” é o novo single de Márcia

Estava prometido. Antes do concerto no Teatro Tivoli a 20 de Abril, Márcia daria a conhecer uma música nova. Pois bem, as promessas são para cumprir: “Tempo de Aventura”, o novo single de Márcia – primeira amostra do álbum previsto para o fim do ano – estará disponível nas rádios esta semana e nas plataformas digitais a 7 de Abril. Até à data de edição será ainda disponibilizado o videoclip do novo single, realizado por Joana Linda.

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photo: Joana Linda 

 

O concerto do próximo dia 20 de Abril no Teatro Tivoli BBVA, em que conta com a participação de Tiago Bettencourt como convidado especial, marca o regresso de Márcia aos palcos e será, simultaneamente, um início de despedida do seu terceiro e último álbum de originais “Quarto Crescente” (editado a 15 de Junho de 2015) e, como Márcia refere no texto abaixo, um vislumbre dum novo disco, com a apresentação do novo single.

"Tenho muita vontade de dar um concerto meu. Em Abril fará quase um ano que toquei em concerto com os "meus rapazes". Por causa da gravidez tive de cancelar concertos e esperar por uma altura em que pudesse voltar, em forma. Agora o momento chegou. Foi esta vontade que me fez decidir marcar este concerto numa sala emblemática da minha cidade, para começar a despedir-me do meu ‘Quarto Crescente’ na companhia do meu público, e começar a vislumbrar um novo disco.  Vamos fazer uma celebração bonita, entre discos e entre amigos.”

Língua Franca… Capicua, Emicida, Rael e Valete

Língua Franca. Língua verdadeira. Língua partilhada. Língua dividida. Língua herdada. Língua legada. Língua viva. Língua futura. Língua presente. Língua Franca é Brasil e Portugal, é Valete e Capicua, Emicida e Rael.

Língua franca é rap. E tanto mais.

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O rapper de São Paulo Emicida tem sido um dos mais activos construtores de pontes entre as realidades urbanas dos dois lados do Atlântico. Em Portugal assinou vários concertos intensos, recrutando aliados a cada novo palco que foi pisando. O hip hop, o rap, a língua provaram serem cordões umbilicais capazes de ligar duas culturas distintas, dois países longínquos unidos e desunidos pela história, dois sabores singulares que se sentem no ouvido. Daí à Língua Franca foi um passo. No microfone: Emicida e Rael, do lado de lá; Valete e Capicua, do lado de cá. E no estúdio: uma equipa de luxo, com Fred Ferreira (Orelha Negra, 5:30) e ainda Kassin e Nave, elementos-chave de uma importante modernidade brasileira, cúmplices neste plano transatlântico de destravar a língua, produtores que arquitetaram os grooves que tudo parecem unir – sentidos e sensibilidades, experiências e paisagens.

 

Fred Ferreira trabalhou em São Paulo com Kassin e Nave desenhando uma paisagem sonora de grooves modernos, fluídos, tropicais e atlânticos, com funk e batidas gordas, capazes de elasticamente suportarem qualquer salto da língua. E depois, juntos em Lisboa, Valete e Emicida, Rael e Capicua trocaram ideias e sotaques, palavras que são só de cá ou de lá, amassos e pixinguinhas, fado da Carminho e saia rodada, como se rima em “Ideal”.

Faz pleno sentido: rappers e DJs há muito que cruzam o Atlântico em ambos os sentidos, carregando nos ombros uma linguagem universal que não reconhece diferenças antes estimula semelhanças e alianças. Emicida a pisar palcos em Lisboa, Capicua a falar nos morros do Rio de Janeiro, Valete e Rael a descobrirem que a internet carrega palavras mais facilmente do que o vento e que tudo faz sentido nos ouvidos das duas margens do Atlântico.

 

Capicua e Valete são dois expoentes da cena hip hop nacional: cruzaram-se ambos em “Medusa”, tema de abertura do projecto com o mesmo título que Capicua lançou em 2015, o terceiro numa discografia oficial (há um passado de mixtapes) que já se expandiu em 2016 com Mão Verde, disco feito com Pedro Geraldes e pensado para um público ainda mais jovem. Valete, por outro lado, tem pisado palcos de norte a sul do país enquanto prepara o seu futuro: as suas rimas acutilantes fazem parte da história do rap em Portugal que não se pode contar sem paragens demoradas em Educação Visual e Serviço Público. E depois temos Emicida e Rael, dois mestres do Brasil, ambos oriundos de São Paulo: Emicida ergueu o nome nas ruas, em círculos de improviso, e lançou trabalhos aplaudidos pela crítica, incluindo “Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa”, de 2015; e Rael começou por se impor como parte do Pentágono antes de se lançar para uma vibrante carreira a solo que o ano passado acolheu mais um importante trabalho, Coisas do Meu Imaginário.

 

O single de apresentação de Língua Franca é “Ela” – como “Ella”, como “Fela” – um atmosférico filme de palavras, com drama e acção, rimas honestas de palavras funestas, com os quatro MCs a trocarem ideias e rimas como se o Terreiro do Paço fosse ali mesmo, ao fundo da Avenida Paulista, como se o Corcovado estivesse do lado de lá da Ponte, a olhar Lisboa a partir de Almada.

 

Língua Franca é isto tudo: amizades e oceanos, continentes e palavras comunicantes, balanços universais. Tudo na nossa língua, esta que só diz verdades, que é franca, que não custa nada, que todos conhecemos. Que todos falamos. Que todos podemos cantar.

 

Vicente Palma lança "The Crystal Ship" dos The Doors

"The Crystal Ship" dos The Doors tem sido um tema recorrente nos concertos de Vicente Palma, que agora decidiu lançar em vídeo a sua versão da interpretação.

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"A minha nova versão é a "The Crystal Ship", dos Doors. Há já uns anos que faz parte dos meus alinhamentos, mas ainda não a tinha gravado. O original mantém-se uma das coisas mais bonitas que já ouvi. Já em miúdo, graças aos meus pais, tinha uns discos dos Doors, ao som dos quais fazia os meus TPCs e ia tentando perceber quem era a Lost Girl e o que será que o James queria dizer com 'I'm sure that you know what to do'...

Fazem parte do meu interior e sou mais feliz por eles terem existido.", afirma Vicente.

 

Festa do Cinema Italiano… de 5 a 12 de abril no Teatro Rivoli e no UCI Arrábida 20

Este ano, a Festa do Cinema Italia realiza-se, pela primeira vez, simultaneamente em cinco cidades: Coimbra, Lisboa, Porto, Almada e Setúbal, seguindo depois para cerca de mais 15 cidades portuguesas e quatro países: Brasil, Angola e Moçambique. No Porto, esta edição conta com mais dias e mais filmes do que nos anos anteriores e o festival realiza-se de 5 a 13 de abril, no Teatro Rivoli (sessão de abertura) e nos Cinemas UCI Arrábida 20 (restantes sessões), com 15 filmes e os 12 episódios da 2ª temporada de Gomorra, a Série.

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photo: Paulo Homem de Melo

 

Dia 5 de abril, às 21h30, é exibido “Sonhos Cor-de-rosa” (Fai bei sogni), de Marco Bellocchio. Foi o filme de abertura, recebido com muito entusiasmo, na Quinzena dos Realizadores do último Festival de Cannes. Baseado no best-seller homónimo de Massimo Gramellini, Fai bei sogni, magnificamente interpretado por Valerio Mastandrea, é um filme profundo sobre a superação do luto e sobre a nossa, por vezes inconfessável, necessidade de amor. Um drama elegante e contido que sabe deixar ao espectador uma pergunta aberta à espera de resposta. Este filme tem ainda a particularidade de ser exibido à mesma hora no Porto, Lisboa e Coimbra. Nesta edição é comemorada também a Commedia all’italiana, e um dos seus fundadores - Dino Risi - em ocasião do centenário do seu nascimento, sendo exibido o filme Il sorpasso (A Ultrapassagem), que dá nome à associação que organiza o festival.

 

Outros dos clássicos é a obra prima “Suspiria”, de Dario Argento, numa nova versão restaurada em 4K e Lo chiamavano Trinità... (Tinità, o Cowboy Insolente) uma famosa paródia dos Spaghetti Western apresentada em homenagem a Bud Spencer. No sábado, dia 8 de abril, será um exibido um dos grandes sucessos de 2016, em Itália, “Perfetti sconosciuti” (Amigos, Amigos, Telemóveis à Parte) que nos conta a história de um grupo de amigos que, durante um jantar, decidem colocar os seus telemóveis sobre a mesa para provar que nada têm a esconder. Um filme sobre as nossas grandes e pequenas hipocrisias e sobre o objecto que cada vez mais comanda as nossas vidas. O filme de encerramento é uma divertida comédia, “Se Dio vuole” (Se Deus Quiser), de Edoardo Falcone, sobre o filho de um respeitado cirurgião que decide ser padre quando conhece um padre pouco convencional.

 

Programação completa (todos os filmes são legendados em Português)

5 abril 2017 / 21h30 – Teatro Rivoli

Fai bei sogni (Sonhos Cor-de-rosa) (2017) / Realizador: Marco Bellocchio

A infância de Massimo (Valerio Mastandrea) é abalada pela misteriosa morte de sua mãe. Anos mais tarde, na década de 1990, Massimo, já adulto, torna-se um jornalista realizado. Após fazer a cobertura da guerra em Saravejo, começa a ter ataques de pânico, ao mesmo tempo em que se prepara para vender o apartamento dos pais, que o leva a reviver o seu passado traumático.

 

6 abril 2017 / 19h00 – UCI Arrábida 20

Piuma (2016) / Realizador: Roan Johnson

Ferro e Cate são dois adolescentes, iguais a tantos outros, que se vêem subitamente a braços com uma gravidez inesperada que irá mudar para sempre a sua visão do mundo. Uma comédia que conta as aventuras de um jovem casal durante os nove meses mais emocionantes e complicados das suas vidas. Oscilando entre a aceitação da responsabilidade e a insensatez própria da idade, Ferro e Cate fazem o que podem para não perder a pureza e poesia que os torna tão especiais e leves como uma pluma. Filme em competição no passado Festival de Veneza.

 

6 abril 2017 / 21h30 – UCI Arrábida 20

Le confessioni (Políticos não se Confessam) (2016) / Realizador: Roberto Andò

A reunião dos G8 decorre num luxuoso hotel da costa alemã onde os economistas mais poderosos do mundo se juntaram para tomar importantes decisões que irão influenciar profundamente a economia mundial. Entre eles está um misterioso monge Italiano convidado pelo líder do FMI, Daniel Roché, para o ouvir em confissão durante a noite. Na manhã seguinte, Roché aparece morto. Depois do sucesso de Viva a Liberdade, Roberto Andò e Toni Servillo voltam a trabalhar juntos neste fascinante “thriller espiritual” sobre o poder político e a sua trágica falta de humanidade.

 

7 abril 2017 / 19h00 – UCI Arrábida 20

Firenze e gli Uffizi, un viaggio nel cuore del Rinascimento (Florence and the Uffizi)  (2015) / Realizador: Luca Viotto

Firenze e gli Uffizi é uma viagem multidimensional e multissensorial no Renascimento através das suas belezas mais representativas. O primeiro passeio cinematográfico que conduz o espetador à descoberta das maravilhas de Florença de uma maneira inédita, abrangente e espetacular: Botticelli, Leonardo, Masaccio e Michelangelo todos na mesma tela. Os espetadores são envolvidos numa experiência única com sequências surpreendentes e imagens impressionantes da cidade. A narração é da responsabilidade de Simon Merrells que, no papel de Lourenço, o Magnífico, acompanha-nos através das memórias da sua Florença num incessante diálogo entre o passado e o presente.

 

7 abril 2017 / 21h30 / 23h45 – UCI Arrábida 20

Suspiria (1977) / Realizador: Dario Argento

Susan é uma jovem americana que viaja para a Europa para estudar numa prestigiada escola de Ballet. A sua chegada é manchada por um acontecimento macabro que irá marcar o tom do resto da sua estadia. O medo e o desconforto serão uma constante até descobrir que a escola é na verdade um covil de bruxas.

 

8 abril 2017 / 14h15

Allegro non troppo (1976) / Realizador: Bruno Bozzetto

Um desenhador que quer fazer um filme baseando-se em música clássica, acaba num teatro decadente a trabalhar com um diretor de orquestra e um grupo de velhotas que só lhe criam problemas. Bozzetto cria personagens em desenhos animados, inspirando-se em peças musicais, misturando-as com uma história filmada na realidade que funciona como o fio-condutor.

 

8 abril 2017 / 16h30

Lo chiamavano Trinità... (Trintità. Cowboy Insolente) (1970) / Realizador: E.B. Clucher (Enzo Barboni)

A sentida homenagem da Festa do Cinema Italiano a uma das personagens mais amadas do público internacional: Bud Spencer. Lo Chiamavano Trinità..., o filme que criou o mito deste par de amigos das bofetadas fáceis, é apresentado no festival numa cópia em 35mm. Um mergulho de volta aos anos 70, quando o cinema popular italiano chegava aos quatro cantos do mundo, numa divertida paródia aos Spaghetti Western.

 

8 abril 2017 / 19h

Gomorra, a Série 2ª Temporada (Ep. 1 e 2) (2016) / Realizadores: Stefano Sollima, Francesca Comencini, Claudio Cupellini, Claudio Giovannesi

 

Depois do sucesso da série Gomorra em Portugal - exibida na íntegra durante a 8ª edição da Festa do Cinema Italiano - a mais bem sucedida produção televisiva italiana dos últimos anos volta agora em antestreia ao grande ecrã com 12 novos episódios. A era dourada do clã Savastano, que outrora reinava em Nápoles sem rivais, parece ter chegado ao fim. Naquele que é o maior vácuo na história da Camorra, muitos se querem apoderar do que no passado era domínio de Don Pietro. Não há paz nem perdão em Scampia. Gomorra regressa com uma temporada ainda mais cheia de adrenalina e violência.

 

8 abril 2017 / 21h30

Perfetti sconosciuti (Amigos, Amigos, Telemóveis à Parte) (2016) / Realizador: Paolo Genovese

Todos temos três vidas: a pública, a privada e a secreta. Até aqui, a vida secreta estava bem escondida na nossa mente, hoje em dia esconde-se nos nossos cartões SIM. O que aconteceria se estes pequenos cartões começassem a falar? É o que estes amigos vão descobrir quando, durante um jantar, decidem colocar os seus telemóveis sobre a mesa para provar que nada têm a esconder. Um filme sobre as nossas grandes e pequenas hipocrisias e sobre o objecto que cada vez mais comanda as nossas vidas. Um inspirado elenco num dos grandes sucessos do ano passado em Itália.

 

8 abril 2017 / 23h45 – UCI Arrábida 20

Suspiria (1977) / Realizador: Dario Argento

 

9 abril 2017 / 14h15

Il sorpasso (A Ultrapassagem) (1962) / Realizador: Dino Risi

 

9 abril 2017 / 16h30

Gomorra, a Série 2ª Temporada (Ep. 3 e 4) (2016) / Realizadores: Stefano Sollima, Francesca Comencini, Claudio Cupellini, Claudio Giovannesi

 

9 abril 2017 / 19h

Qualcosa de nuovo (2016) / Realizadora: Cristina Comencini

Lucia e Maria são duas amigas que se conhecem desde sempre mas que não poderiam ser mais diferentes uma da outra. Lucia já não quer saber dos homens, Maria não consegue viver sem eles. Uma noite cai (finalmente!) na sua cama o homem perfeito: lindo, sensível, cheio de paixão, maduro. Se calhar aquele homem, encontrado por acaso, é mesmo “Aquele” por que todas as mulheres procuram, e assim sendo, que importa realmente a sua idade?

Depois de Latin Lover, Cristina Comencini volta a explorar com inteligência e simpatia o mundo feminino.

 

9 abril 2017 / 21h30

Veloce como il vento (2016) / Realizador: Matteo Rovere

Giulia de Martino vem de uma família de campeões de corridas de automóveis. Aos 17 anos, torna-se piloto também. As corridas não serão, no entanto, o seu único desafio: uma casa para salvar e o regresso de um irmão problemático põem à prova os nervos e as habilidades de Giulia.

 

9 abril 2017 /  23h45

Suspiria (1977) / Realizador: Dario Argento

 

10 abril 2017 / 16h30

Gomorra, a Série 2ª Temporada (Ep. 5 e 6) (2016) / Realizadores: Stefano Sollima, Francesca Comencini, Claudio Cupellini, Claudio Giovannesi

 

10 abril 2017 / 19h

Firenze e gli Uffizi, un viaggio nel cuore del Rinascimento (Florence and the Uffizi) (2015) / Realizador: Luca Viotto

 

10 abril 2017 / 21h30

Un bacio (Um Beijo) (2016) / Realizador: Ivan Cotroneo

Lorenzo, Blu e António vivem numa pequena cidade do norte da Itália e são finalistas do liceu. Por razões distintas, todos são outsiders. Rapidamente se tornam melhores amigos e encontram nessa amizade a força para enfrentar os insultos e hipocrisias de um mundo que não os sabe entender. Un bacio é um filme energético e musical sobre as difíceis etapas da adolescência e da aceitação da própria sexualidade. Um conto à altura dos próprios protagonistas, capaz de criar sem moralismos três personagens únicas, vivas e inesquecíveis.

 

10 abril 2017 / 23h45

Suspiria (1977) / Realizador: Dario Argento

 

11 abril 2017 / 16h30

Gomorra, a Série 2ª Temporada (Ep. 7, 8 e 9) (2016) / Realizadores: Stefano Sollima, Francesca Comencini, Claudio Cupellini, Claudio Giovannesi

 

11 abril 2017 / 19h

Veloce como il vento (2016) / Realizador: Matteo Rovere

 

11 abril 2017 / 21h30

7 minuti (2016) / Realizador: Michele Placido

Uma empresa têxtil é comprada por uma multinacional estrangeira. A nova dona parece bem intencionada e não prevê despedimentos. Em vez disso, pede às empregadas para assinarem uma cláusula especial que prevê uma redução de 7 minutos na hora de almoço. Quanto vale o tempo? O que estamos dispostos a fazer para manter o emprego? A solidariedade ainda faz sentido? Estas são as perguntas às quais as protagonistas deste intenso drama social vão ter de responder. Um filme realizado por Michele Placido, conhecido em Portugal pela série televisiva O Polvo.

 

11 abril 2017 / 23h45

Suspiria (1977) / Realizador: Dario Argento

 

12 abril 2017 / 16h30

Gomorra, a Série 2ª Temporada (Ep. 10, 11 e 12) (2016) / Realizadores: Stefano Sollima, Francesca Comencini, Claudio Cupellini, Claudio Giovannesi

 

12 abril 2017 / 19h

Qualcosa de nuovo (2016) / Realizadora: Cristina Comencini

 

12 abril 2017 / 21h30

Se Dio vuole (Se Deus Quiser) (2016) / Realizador: Edoardo Falcone

Tommaso é um respeitado cirurgião que entra em crise quando o seu filho, estudante de medicina, anuncia que quer ser padre. A figura que inspira essa súbita vocação é o carismático Don Pietro. Tommaso não tem outra hipótese que não aproximar-se dele na esperança de descobrir os segredos mais íntimos deste padre pouco convencional. Uma comédia cheia de surpresas que fala de religião, da necessidade de voltarmos a ter uma relação direta e humana com a nossa fé e dos preconceitos que às vezes nos impedem de descobrir a verdade.

 

12 abril 2017 / 23h45

Suspiria (1977) / Realizador: Dario Argento

 

A Festa do Cinema Italiano é organizada pela Associação Il Sorpasso, com o apoio da Embaixada de Itália e do Instituto Italiano de Cultura de Lisboa, Teatro Municipal Rivoli e ASCIP. Os patrocinadores principais deste ano são a FIAT e a Garofalo, contando ainda com o patrocínio de Intimissimi, MSC Cruzeiros/Viagens El Corte Inglés, TVCine & Séries e o apoio da TNT, TAP, Campari, Cabify e a Pizzaria Mezzogiorno.

 

Keep Razors Sharp, Paus, Frankie Chavez no Caparica Primavera Surf Fest

Podem-se fazer as coisas de modo tradicional ou optar por reinventar a roda. Gerar uma alternativa cria contrastes entre o que já se conhece e o que surge como novo, diferente, arrojado. E essa ideia é válida tanto para quem procura equilibrar novidade em cima de uma prancha, enfrentando as ondas com outra atitude, como para quem pega nas mesmas ferramentas de sempre, as guitarras e as baterias e os amplificadores, e oferece ao rock sonoridades mais esquinadas, procurando vias alternativas para as canções. Das visões contrastantes, da arte eléctrica do rock ou da arte fluída do surf, nasce a diversidade que nos conquista a todos.

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Em comum, tanto os Keep Razors Sharp como Frankie Chavez ou os Paus, têm essa sede da procura do que não é óbvio, usando a sua criatividade para explorar visões alternativas do rock. O álbum de estreia dos Keep Razors Sharp, trabalho já bem rodado, continua a ser uma das mais entusiasmantes propostas rock assinadas nos últimos anos em Portugal e Bibi, um dos membros deste supergrupo que inclui gente de bandas como os Poppers ou Sean Riley & The Slowriders, explica que fugir à capital, encontrando espaços alternativos, só pode fazer bem ao rock: “acho incrível que a Câmara de Almada esteja a fazer isto!”, explica, enquanto sublinha que a sua banda, em palco, se propõe “fazer coisas diferentes”.

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Os Paus também sabem fazer diferente e o seu trabalho mais recente, “Mitra”, foi distinguido pela crítica como uma das mais entusiasmantes novidades musicais nacionais dos últimos tempos. Para o palco do Caparica Primavera Surf Fest, Hélio Morais, uma das forças motrizes dos Paus, explica que a relação do grupo com o palco já está muito amadurecida “e por isso é possível que algumas das nossas músicas já soem muito diferentes neste concerto”, abrindo ainda a possibilidade a surgirem “algumas novidades” no alinhamento

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Frankie Chavez, que acaba de disponibilizar através da revista Blitz um CD que mostra o seu talento ao vivo, tem-se apresentado em formato de trio, numa versão renovada do seu som, que certamente se manifestará no novo disco em que tem estado a trabalhar e no espetáculo que apresentará no Caparica Primavera Surf Fest.

Os géneros que gosto de explorar, o rock, a folk e os blues, continuam presentes”, explicou o músico. “Mas tenho deixado a música falar mais alto”, diz ainda, facto que o obriga a procurar vias alternativas para a sua arte. Haverá, por isso, surpresas. E contrastes!

 

Uma Primavera diferente que no dia 7 de Abril acolherá os Keep Razors Sharp, Paus, Frankie Chavez e ainda o DJ Bruno Dias

"Distress Distress"... O regresso dos 10.000 Russos

Os 10 000 Russos chegam ao segundo disco depois de em 2015 terem sido uma das maiores surpresas da cena "psych" europeia. Esgotaram uma primeira edição do disco de estreia em 3 meses, e durante estes 2 anos fizeram 3 tours europeias e 2 mini tours que os levaram à centena de concertos e uma rede de fãs que os deixam no culto em locais como Toulouse ou Londres.

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Tocaram nos maiores festivais europeus do género como o Eindhoven Psych Lab, o Liverpool Psych Fest, o Berlin Desert Fest, Copenhagen Psych Fest, Reverence Valada, Lisbon Psych Fest ou o Milhões de Festa.

 

Em termos de discografia desde 2015 têm surgido em compilações como as Reverb Conspiracies vol4 editada pela Fuzz Club, PSYK vol 2 pelo Liverpool Psych Fest, um split com os londrinos The Oscillation em vinil de 10 polegadas azul também pela Fuzz, uma cassete ao vivo (que esgotou em meia hora) do primeiro concerto da banda em Londres (que coincidiu com a noite dos atentados do 14 de Novembro) ou as Fuzz Club Sessions gravadas com material analógico sessenteiro num estúdio do sul de Londres numa edição deluxe em vinil. A expectativa em relação ao segundo disco termina agora com o novo LP "distress distress" captados nos Hertzcontrol Studios em Caminha, misturados por Pedro Pestana e masterizados por Brett Orrison no Texas. A capa é da russa Olya Dyer.

A 10 Maio iniciarão uma digressão europeia de 37 concertos em 46 dias. Cerca de 15 000 kms e 11 países numa extensa tour que culmina a 24 de Junho. A tour servirá também como apresentação do disco não só em Portugal como nos ditos países que nela surgem.

 

"Uns vão adorar, outros podem detestar..." Os Lado Esquerdo

O Lado Esquerdo anuncia o lançamento do seu disco de estreia para 28 de Abril. Dez canções originais compõem uma sonoridade pop, rock, e por vezes acústica, mas sempre cantado em português. O disco contará com os convidados Zé Pedro (Xutos & Pontapés) e Marco Nunes (ex-guitarrista Blind Zero, Jorge Palma, Pedro Abrunhosa).

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Ao longo dos últimos meses a banda deu já a conhecer ao público algumas das canções que farão parte do álbum de originais: “Futuro Sem Subsídio”, “Julho”, “Destino Cretino” e “Blues do Corredor”.

Alex, vocalista da banda, afirma: “existe ansiedade, e acima de tudo, muita vontade de passar por todos os desafios a que o Lado Esquerdo se propôs. Tenho a certeza de que quem ouvir qualquer uma das músicas do disco vai adorar ou detestar, mas uma coisa é certa... não vai ser indiferente a nenhum português. Estou muito satisfeito com a sonoridade e a maneira como o disco concentra dez músicas com estilos e mensagens distintas, mas que funcionam e se completam umas às outras”.

O músico acrescenta ainda: “estamos a preparar o nosso maior espectáculo de sempre no Porto, e logo a seguir vamos partilhar e cantar as músicas com Portugal inteiro”.

 

Binhan apresenta "Lifante Pupa" em concerto no B.Leza

O cantautor Guineense lança a reedição do seu álbum de estreia com nova imagem e distribuição mundial pela editora francesa Cantos Music. Binhan é uma das maiores vozes da nova geração de cantores de Guiné-Bissau. Depois de integrar a mítica banda nacional, Super Mama Djombo, como um dos cantores principais, e de receber prémios e críticas que lhe valeram a distinção como melhor cantor de música moderna, o jovem guineense partiu para aquele que seria o início da sua carreira a solo com o lançamento do seu primeiro disco, “Lifante Pupa” (2015), editado até hoje apenas em Guiné-Bissau.

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Agora, Binhan prepara-se para apresentar o seu primeiro disco a solo ao resto do mundo, mostrando toda a beleza da cultura e música deste jovem talento. O disco tem lançamento marcado para dia 12 de Abril.

Lifante Pupa” é um álbum que se destaca pela melodia da sua música, exibindo canções de intervenção política e militar, mas também canções de amor e hinos ao seu país.

O disco foi gravado entre Bissau e Abidjan e conta com a participação especial de Queen Etmen (Camarões), Tshaga filho de Aicha Kon (Costa do Marfim) e a grande cantora Monique Seka (Costa do Marfim).

 

B.Leza (Lisboa)

14 de Abril de 2017 | 22.30h

O Soul Groove esta de volta com os The Meltdown…

Chamam-se The Meltdown e chegam da Australia. A banda liderada por Simon Burke acaba de anunciar o lançamento do seu novo trabalho “The Meltdown”. Ao lado de Simon Burke (que além de cantar também toca saxofone), encontramos um coletivo de talentosos músicis como Eamon Mcnelis e Anton Delecca, Michael Meagher no baixo e Hugh Harvey na bateria, bem como as doces vozes de Hailey Cramer e Chantal Mitvalsky.

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Banda revivalistas são sempre muitas mas os The Meltdown fogem a esse paradigma de bandas de covers. O som sujo e duro, lembrando as sonoridades soul e gospel de Ray Charles contribuem para a sonoridade única da banda australiana.

Os The Meltdown surgem pela primeira vez em 2015 com a edição do single “Better Days”, que de uma forma involuntária veio revolucionar o mercado internacional de soul/funk. Em Novembro de 2016 surgia o segundo single “Colours in The Sky” como forma de lançar um aperitivo do álbum de estreia. As influencias abrangem novas sonoridades e as referencias musicais a Otis e Sam Cooke saltam à vista, ou melhor, aos ouvidos de quem se envolve na sua música.

A banda prossegue a gravar do álbum de estreia, de um modo rude usando apenas equipamento analógico. Ritmos fortes, vozes agridoces e muito ritmo, fazem dos The Meltdown a grande revelação para 2017.

 

The Meltdown” dos The Meltdown tem edição agendada para 7 de Abril via HopeStreet Recording

"Poesia Homónima" por Júlio Resende e Júlio Machado Vaz ao Vivo

Um dia Júlio Machado Vaz sugeriu a Júlio Resende a possibilidade de colocar a sua música ao serviço da Poesia de que se sentisse mais próximo. Júlio Resende ter-lhe-á respondido que juntaria Música a Poesia se fosse o próprio Júlio Machado Vaz a lê-la. O psiquiatra e sexólogo, não temendo tabus, aceitou o desafio. E depois de ensaios e desconcertos, Júlio e Júlio acabaram por gravar um disco. Chama-se "Poesia Homónima por Júlio Resende e Júlio Machado Vaz" e os versos são de Eugénio de Andrade e Gonçalo M. Tavares.

Uma voz, dois olhares distintos sobre a Poesia, e muita música em consonância.

julioresende_capa_poesiahomonima.jpgAo longo do disco escuta-se uma interação entre as palavras ditas por Machado Vaz e o piano de Resende, cuja dinâmica é apenas determinada pela entrega à improvisação dos dois intervenientes.

A escolha dos poemas que podem ser ouvidos e lidos no disco tem que ver com os afectos de cada um dos intérpretes. Machado Vaz escolheu Eugénio de Andrade, reiterando o seu já conhecido entusiasmo pelas artes, nomeadamente pela poesia e obra deste poeta. Do outro lado, Júlio Resende elegeu o escritor Gonçalo M. Tavares, cuja obra poética está reunida num único livro – “1” – editado pela Relógio D’Água.

Este é um disco que se transforma em homenagem a um dos maiores poetas da língua portuguesa contemporânea, cuja obra merece ser revisitada, e a um escritor dos mais vivos que a nossa cultura conhece aqui e além fronteiras.

 

Cine-Teatro de Estarreja

1 de Abril 2017 | 21.30h

“Amália em Itália”… à venda dia 7 de Abril…

Em 1970, ao fazer 50 anos, Amália é um dos nomes maiores da música internacional. Conquista públicos inesperados, como o do Japão ou o da URSS (no ano anterior), e conserva a enorme paixão do público português e francês, entre tantos outros. É também editado Com que Voz, o seu disco mais premiado, e tantas vezes eleito o melhor dos seus álbuns (como se um apenas o pudesse ser…). Mas nesse ano o acontecimento que mais influenciou a carreira de Amália foi o seu sensacional “primeiro” encontro com o público italiano, logo em Janeiro, em Roma. Desde esse recital no Teatro Sistina as frequentes atuações de Amália em Itália inspirarão o seu repertório, o seu canto – mais improvisado – e a sua maneira de estar em palco, muito mais livre. Embora, durante trinta anos, Amália tenha estado quase imóvel em cena, a imagem que hoje temos mais presente é a da cantora extrovertida, por vezes cheia de movimento, que nunca prescinde da resposta musical do seu público. Foi nas digressões em Itália da década de setenta que nasceu essa imagem perfeita de Amália. Nesta época, aproveitando o fim dos microfones fixos que potenciavam a sua pose hierática, Amália começa a movimentar-se, e a sua esvoaçante mão esquerda a inventar dos mais belos e originais gestos alguma vez associados a um cantor. Por outro lado, o público italiano responde aos apelos da cantora como nenhum outro, trauteando as suas canções ou batendo palmas ritmadas, sempre em enorme euforia. Também este contínuo diálogo musical com a plateia, que ficará até ao fim da carreira de Amália, é experimentado em Itália pela primeira vez.

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A potenciar essa comunhão com o público italiano esteve também o repertório. O folclore preenche os seus recitais quase por inteiro e Amália canta apenas um ou dois fados. Consciente da euforia a que expõe o auditório durante todas essas cantigas de folclore, alinha-as como se elementos decorativos de um altar se tratassem, todas concorrendo para o realçar da dramática figura central, o Fado que vai cantar nessa noite. Na Itália dessa década Amália não era só a mítica “Regina del fado” que através do seu prestígio artístico pessoal tinha levado esse género musical ao mundo. Era uma das maiores vedetas e de sucesso mais abrangente dos palcos italianos. Por lá, entre outros prodígios, repetiu digressões atrás de digressões, recebeu importantes prémios musicais (alguns até aí associados apenas à música erudita), inspirou outros cantores e gravou discos – em 1973, “A una Terra che Amo”, uma antologia do cancioneiro popular italiano, e “Amália in Teatro”, um LP gravado ao vivo em 1976.

 

Mas já antes, em Portugal, Amália tinha gravado em italiano. Entre 1967 e 1968 gravou: “La Tramontana”, até agora publicada apenas com o intrusivo coro feminino acrescentado depois; uma arrepiante leitura de “Canzone per Te” e as versões italianas de “Coimbra” e de “Barco Negro” (“Ay che Negra”), para um single italiano que seria o arauto, a par de alguns programas televisivos, da sua grande “estreia” de 1970. Depois desses decisivos recitais Amália gravou ainda dois singles em italiano: logo nesse ano, “Il Cuore Rosso di Maria” e uma versão de “Vou Dar de Beber à Dor” (“La Casa in Via del Campo”) e, em 1971, “Mio Amor, Mio Amor” (tradução de “Meu Limão de Amargura”) e “Il Mare è Amico Mio” (uma canção de Alberto Janes que nunca conheceu versão portuguesa).

Nesta edição juntam-se todos esses registos a outros, inéditos, captados ao vivo durante esse vendaval que varreu o mundo artístico italiano nos anos setenta: “La Rodrigues”.

 

Frederico Santiago

Alex Page celebram 4º aniversário com concerto em Livestream…

A 29 de Março de 2013 os Alex Page encontram-se pela primeira vez num café na Trafaria para discutir influências musicais e objetivos a longo prazo. Depois do lançamento do primeiro EP em 2014, e depois de mais de 30 concertos em solo nacional, a banda celebra agora na próxima quarta-feira, 29 de Março, o seu 4º aniversário com um concerto transmitido em direto na sua página oficial do Facebook (www.facebook.com/project.alexpage) a partir das 21h30, onde se poderão ouvir além dos seus temas originais, versões de clássicos de bandas como Nirvana, Radiohead, The Cure e Blasted Mechanism.

Alex Page 2016 (foto promocional)

Neste momento os Alex Page encontram-se em fase de pré-produção do álbum de estreia, onde exploram estados interiores de confusão, melancolia, êxtase, raiva e sensualidade, que se vão alternando na persecução de um ideal de vida e que se dissolvem com autoaceitação, num estado de paz interior. A música é classificada como Pop Alternativo influenciado por sonoridades electrónicas. Comparado a ícones da música como Placebo e Depeche Mode, o trio aposta em sintetizador e deixa as guitarras fora de palco. No entanto consegue manter a espinal medula inteira e cria um balão de oxigénio a romper uma constante nuvem de CO2.

 

A produção do livestream está a cargo da RM Music Productions.

"Dream About The Things You Never Do" dos Paraguaii chega ao mercado esta sexta

"Dream About The Things You Never Do" é lançado digitalmente esta Sexta com selo Sony/Blitz Records. O disco, segundo de originais da banda de Guimarães, é, assumidamente, o registo mais pop do colectivo. São oito temas que propõem um jogo constante entre os universos mais dançantes da música electrónica, nascida ou devedora dos anos 80, e a genética rock do colectivo.

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O single de avanço, "Straight or Gay" já pode ser ouvido online no bandcamp da banda. Os concertos de apresentação já estão marcado e arrancam em Lisboa, a 31 de Março, na Casa Independente.

Com três anos de existência, os Paraguaii editaram um EP homónimo (2015) e "Scope" (2016), donde se extraíram os singles "Scope", "Godz" e "Alien Love", todos com excelente aceitação nas rádios nacionais.

 

31 de Março 2017 - Casa Independente (Lisboa)

13 Abril 2017 - Festival Walk & Dance (Freamunde)

28 Abril 2017 - Casa das Artes (Famalicão)

5 Maio 2017 - Centro Cultural Vila Flor (Guimarães)

12 Maio 2017 - Roquivários (São Pedro do Sul)

13 Maio 2017 - ACERT (Tondela)

Victorino lança single "Mestre-Sala"…

Victorino é um artista que traz, na natureza tecnológica das suas canções, a emoção, o inconsciente, a sinceridade e a estética folk, envoltos numa doçura cítrica. Da MPB ao trip hop, seus experimentos possuem um pé na canção e outro na música eletrônica experimental.

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O drum and bass é base de "Mestre-Sala​", o novo single deste cantor e compositor gaúcho. A faixa se faz poema e a voz suave de Victorino, envolta de beats e fingerpicking, leva-nos a dançar na avenida do Mestre-Sala. "A música é um pedido tímido deste sujeito introvertido (mas seguro), que ama, como quem dança. Eu imagino aquele senhor que, após o desfile carnavalesco, varre a avenida ao mesmo tempo que baila com a sua vassoura. Saudade do que acabou de acabar. A sonoridade é ao mesmo tempo bruta, porque há desespero, e delicada, porque ali existe amor", explica o artista.

Lançado pelo selo DaFne Music, o single “Mestre-Sala​”, chega agora às plataformas digitais. A faixa também estará no disco “Mês de Maio​”, a ser lançado em maio de 2017.

 

Victorino conta com 2 EPs lançados, “Rascunho” (2013) e “SQN” (2015), onde explora a diversidade instrumental, harmonias vocais e ritmos brasileiros e norte-americanos (folk, country, bluegrass), para construir canções sobre comportamentos e relações. Em 2016, apostou na fusão do folk com os beats eletrônicos para lançar, em 2017, o disco “Mês de Maio”, produzido por Guilherme Geyer.

Amor Terror com novo single… "Não Foi Por Falta de Amor"

Ao fim do compasso nada será menos que um quinteto perigoso. Patologias por tratar. Crises de identidade em espectaculares penteados, numa ansiedade própria de quem ficará sem bateria brevemente. Realeza vadia. Pitxahubismo! Amor Terror é Fofidão! Seja lá isso o que isso for.

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Na urgência própria de quem faz acontecer, nasce com vontade o novo single de Amor Terror. "Não foi por falta de amor" é um triunfo interior. Uma canção intima e descomplexada sobre as cinco fases do luto - negação, raiva, negociação, depressão e aceitação.

O quinteto disseca o processo, acentuando uma estética transversal que vai do alternativo à electrónica, banhada pelos ambientes mais contemporâneos da pop.

 

21 Abril 2017 - CAE (Portalegre)

5 Maio 2017 - Espaço A (Freamunde)

6 Maio 2017 - Casa do Povo (Ovar)

3 Junho 2017 - Fnac Algarve

3 Junho 2017 - Bafo de Baco (Loulé)

4 Junho 2017 - Fnac Algarve

18 Junho 2017 - On The Rocks (Maceda)

(Quase) Toda uma Vida… Anabela Mota Ribeiro conversa com Vasco Vieiro de Almeida

Advogado distinto e amador de música, Vasco Vieira de Almeida tem de si próprio a ideia de que não é um homem de exceção. "Não vou deixar marca em lado nenhum, tenho interesses tão variados que é impossível. Se me tivesse concentrado nalguma coisa... Mesmo assim podia não ter conseguido nada".

Vasco Vieira de Almeida

Vasco Vieira de Almeida começou por ser um marxista ortodoxo. Hoje é marxista, mas não ortodoxo. A marca deixada pelo seu pai, um professor universitário, genial, é imensa e sublinhada a cada passo. Privou, em casa, com figuras como António Sérgio, Jaime Cortesão, Fernando Lopes Graça.

 

Ficou rico pouco depois dos 30, viveu intensamente o 25 de Abril, viveu em Angola, recomeçou do zero depois de falir em 1975 e nos dias de hoje tem um dos maiores escritórios de advogados do país e uma fundação com o seu nome recém fundada… Anabela Mota Ribeiro conversa com Vasco Vieira de Almeida dia 2 de Abril no Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém

 

Centro Cultural de Belém / Pequeno Auditório (Lisboa)

2 de Abril 2017 | 17.00h (entrada livre)

ÁTOA estreiam novo single e anunciam concertos em Lisboa e no Porto

Os ÁTOA são uma das revelações da música nacional dos últimos anos e estreiam hoje o single que assinala o seu aguardado regresso. “Queria Ser”, é o primeiro single do segundo álbum de estúdio, que será lançado a 29 de setembro, um disco que nos apresentará uns novos ÁTOA, mais maduros musicalmente e mais enérgicos.

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Queria Ser”, escrito pelos ÁTOA e composto em parceria com os produtores Bruno Mota e Stego da Maraki Music, é lançado hoje nas rádios e em todas as plataformas digitais, o vídeo já pode ser visto aqui em baixo....

Com este regresso, os ÁTOA preparam-se para iniciar uma nova jornada no seu percurso já muito bem-sucedido. Além do novo single e do segundo álbum, a banda anuncia concertos de apresentação do disco no Porto e em Lisboa:  Hard Club, a 6 de outubro, e Estúdio Time Out, no dia 7 de outubro. Estes concertos sucedem-se aos mais de 150 espetáculos da Tour #viverÁTOA.

Romance de ex-mulher de bilionário da Tesla editado pela ASA…

A ASA edita na próxima terça-feira, dia 28 de março, o primeiro romance da actriz britânica Talulah Riley, conhecida pelos seus papéis nos filmes “Orgulho e Preconceito” (no papel de Mary Bennett), “Inception – A Origem” (com DiCaprio) e “Thor”, mas sobretudo por casar, aos 22 anos, com o bilionário Elon Musk, fundador da Paypal, da Space X e da Tesla Motors.

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Embora ela negue, “As Boas Raparigas Não Ganham Ao Amor”, o seu primeiro romance, será baseado na relação que manteve com o bilionário, com uma fortuna avaliada em 12 mil milhões de doláres. Talulah afirma que não precisa de expurgar o que lhe aconteceu, que não necessita de terapia para a separação, que são grandes amigos, mas quem já leu o romance - a que crítica chama a versão moderna de E Tudo o Vento Levou - duvida. “As Boas Raparihas Não Ganham Ao Amor” é sobre Elizabeth, uma pura e amorosa rapariga britânica, apaixonado por Radley Blake, um temido bilionário da tecnologia.

 

Aos 32 anos, a carreira que começou na televisão, em Miss Marple e Poirot, foi reatada recentemente com um papel na série de ficção científica WestWorld. Mas com os 16 milhões que recebeu no divórcio, Talulah fundou e dirige a Forge, uma aplicação para telemóvel.

Fátima pelo olhar único de Alfredo Cunha…

Dia 1 de abril, sábado, às 17:00, a Galeria Municipal do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional, em Lisboa, recebe Alfredo Cunha para a apresentação do seu livro “Fátima – Enquanto Houver Portugueses”, que irá contar com a presença do jornalista António Marujo, autor do prefácio.

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Nas celebrações dos 100 anos das Aparições de Fátima, o fotojornalista mais consagrado de Portugal, Alfredo Cunha, apresenta 100 fotos que fazem uma justa homenagem a todos os fiéis de Fátima e aos peregrinos em particular, que irão rever-se nas imagens e no texto da obra.

A apresentação da obra insere-se na exposição “Tempo depois do tempo.  Fotografias de Alfredo Cunha 1970-2017” que apresenta 480 imagens do fotojornalista, captadas ao longo de quase 50 anos de trabalho.

 

Com introdução de António Marujo em edição bilingue (português e inglês), este livro tem edição reconhecida pelo Santuário de Fátima como integrada nas celebrações do centenário das Aparições. “Fátima – Enquanto  Houver  Portugueses” é um registo único do santuário de Fátima e dos que fizeram daquele um dos maiores locais de peregrinação do mundo cristão.

John Legend encerra digressão em Portugal…

John Legend, o aclamado e multiplatinado cantor e compositor, vencedor de um Oscar, de um Globo de Ouro e de 10 Grammy acaba de anunciar a sua maior digressão europeia de sempre, que terá lugar já nos próximos meses de setembro e outubro. A digressão “Darkness and Light” chega à Europa para 24 espetáculos pelo continente, começando em Glasgow, na Escócia, dia 8 de setembro, e culminando em Lisboa, dia 14 de outubro.

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A notícia da tournée chega com o anúncio de “Surefire”, o segundo single a ser retirado do álbum “Darkness and Light”, que foi editado em dezembro de 2016. “Surefire” sucederá o single de apresentação do disco, “Love Me Now”.

Desde o lançamento de “Darkness and Light”, John Legend foi co-produtor e autor do sucesso de bilheteira “La La Land”, que foi vencedor de sete Globos de Ouro e seis Óscares da Academia, tendo ainda feito par com Ariana Grande na interpretação do tema “Beauty and the Beast”, no remake do êxito da Disney.

 

MEO Arena (Lisboa)

14 de Outubro 2017 | 21.00h

Ferro Gaita junta-se ao Caparica Primavera Surf Fest

Ferro Gaita aceita o desafio de fechar a edição de 2017 do Festival Caparica Primavera Surf Fest!

A concertina de Iduíno Tavares e o incessante ferro de Bino Branco sobem ao palco da Costa da Caparica, trazendo o escaldante funaná e o ritmo característico que lhes é atribuído!

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Em 2016, lançaram “Festa Fora” e a festa continua por onde passam! Os maiores embaixadores do Funaná mundial estão no Caparica Primavera Surf Fest e substituem Sara Tavares que, por motivos de ordem pessoal, não poderá comparecer nessa noite que encerra o festival.