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Glam Magazine

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The Gift… Concerto de apresentação do novo albúm no CCB

Altar”, o novo disco dos The Gift, é um sonho tornado realidade, produzido pelo icónico Brian Eno e misturado por Flood. É um projeto de vida que se realiza em 2017 e que os The Gift apresentam, agora, ao vivo no CCB no próximo dia 19 de abril.

Um disco de 10 canções intemporais. Compostas durante dois anos, pensadas ao longo de três. Sonhadas ao longo de vinte e dois como banda. Resultam, entre si, como o retrato perfeito de uma banda que está constantemente a evoluir e a crescer artisticamente.

Altar” é uma cerimónia, uma celebração, um altar da música.

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photo: Hans Peter

 

Um disco que, ao vivo, se transforma num espetáculo que retrata todas as emoções vividas ao longo deste processo e que convida o público a dançar, vibrar, e celebrar o presente, vivendo-o.

Com um forte conceito visual, acompanhando a marcante presença da banda, a digressão “Altar” promete agitar os palcos nacionais com uma sonoridade que vai oscilando entre a pop alternativa e eletrónica.

 

Centro Cultural de Belém (Lisboa)

19 de Abril 2017 | 21.00h

“Veraneantes” chega ao Teatro Aveirense

Veraneantes” é a mais recente encenação de Nuno Cardoso e chega já no próximo dia 13 de Abril ao Teatro Aveirense.
A peça escrita há mais de cem anos por Máximo Gorki coincide com o definhar do Império Russo e é agora transposta, com a mestria do encenador, para a leviandade da cultura de consumo dos nossos dias. Temos a internet na ponta dos dedos, sabemos tudo a toda a hora, e no fundo não fazemos nada. Nuno Cardoso põe-nos desconfortáveis na cadeira e previne-nos de que o mundo não será salvo com os likes no facebook.

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É novamente verão e quatro famílias burguesas vão, como de costume, para o destino de férias. O clima social e político ominoso que espreita estes veraneantes para lá do horizonte em que vivem cria as condições perfeitas para que do torpor do lazer irrompa a tempestade perfeita de aborrecimento, frustração, medo e ciúme. E é no meio dessa tempestade, do jogo de forças que se desencadeia entre as personagens, que se pinta um quadro rasteiro das aspirações do homem, num imenso coral à pequenez e ao desencanto.

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Do advogado insensível à mulher, da mulher que anseia por uma saída ao irmão imóvel na sua cobardia. Do avarento traído pela mulher, da mulher que faz da devassidão uma ode ao desespero, ao amante que assume a sua condição como suicídio moral. Do escritor desiludido que foge à confrontação com o seu próprio falhanço, do velho generoso que não encontra na família o porto de abrigo, à mulher que não consegue ultrapassar o seu medo para ser feliz. De um início aparente normal até a um fim abrupto e desesperançado, “Veraneantes” cria uma imensa tapeçaria de desejo e frustração que autopsia, então e agora, a nossa impotência perante o desenrolar da vida a caminho de um futuro assustador e frio para lá do presente estival.

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Veraneantes” é uma peça sobre a classe média na era do consumo, mas também uma reflexão sobre nós mesmos enquanto indivíduos e agentes sociais. Para Nuno Cardoso, traduz o culminar de uma série de acontecimentos complexos que se vêm desenrolando desde 2008 e que quase conduziram a uma cegueira generalizada em que ficamos presos em círculos sociais. “É um espetáculo de atores que, ao longo de duas horas e pico, discorrem de uma forma às vezes picara, outras trágica, sobre as relações entre pessoas normais. Os seus sonhos, as suas ambições e os seus medos”.  

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Nesta encenação, Nuno Cardoso cede à urgência de pôr o dedo na ferida e falar de um mundo que, de tão cheio, se torna vazio. Vivemos tempos de um consumismo sôfrego, de um moralismo exacerbado que tudo engole e que faz com que todos tenhamos uma palavra a dizer sobre tudo, ao mesmo tempo que permanecemos em total apatia, prostrados ao mundo a acontecer diante de nós, mas sem nunca agir. Uma fatia da sociedade que se perde “entre redes sociais, esplanadas do Porto turístico, ‘happy hours’, ‘fashion trends’ e essas palavras todas”. “Estamos neste mundo e achamos tudo muito mal, mas naquilo que estamos, de facto, interessados é em saber quantos ‘likes’ temos no ‘facebook’”, reflete o encenador que acredita que estamos no auge da regressão social. Sem qualquer receio, Nuno Cardoso pega em “Veraneantes” para fazer uma crítica mordaz à sociedade atual da qual todos acabamos por ser cúmplices, de uma forma ou de outra: “No meio disto tudo discute-se cidadania com ‘hashtags’”.

 

Teatro Aveirense

13 de Abril 2017 | 21.30h

Elton John celebra Record Store Day com reedição em vinil do álbum ao vivo “17.11.70”

Em novembro de 1970, Elton John deu um concerto intimista nos A&R Studios, em Nova Iorque, concerto que foi gravado para a WABC FM. Perante 125 pessoa, Elton tocou com uma formação também reduzida, um trio formado por Dee Murray no baixo e Nigel Olsson na bateria. Inicialmente o concerto foi pensado apenas para ser transmitido na rádio, mas a qualidade inexcedível da gravação (graças ao trabalho do lendário Phil Ramone) levou a que se tornasse rapidamente numa bootleg, acabando por ser editada oficialmente sob o título “17.11.70” pela DJM Records em abril de 1971, reunindo o disco seis dos temas interpretado no concerto.

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Agora para celebrar o Record Store Day, que se assinala a 22 de abril, “17.11.70” é reeditado num duplo LP de 180 gramas que junta ao alinhamento original mais 6 temas cujas gravações eram inéditas até à data. A versão de “Amoreena” que se encontra nesta reedição nunca foi lançada em vinil. Este é um disco do qual Elton John se sente, e bem, tremendamente orgulhoso. Misturando originais com versões (Elton interpreta canções dos Stones, Beatles e Elvis), “17.11.70” é o retrato perfeito da força e do sentido de humor de um showman de 23 anos que estava prestes a tornar-se num fenómeno internacional.

 

Apesar de constantemente “17.11.70” parecer uma mera nota de rodapé na história de Elton John, um pouco esquecido comparando com a incrível série de álbuns de estúdio (o músico era muito produtivo, sendo que este foi o seu quarto álbum em dois anos). Quando, anos mais tarde, se transformou numa estrela global, “17.11.70” acabou por ser negligenciado pelos fãs de sucessos como “Crocodile Rock” ou “Saturday Night’s Alright for Fighting”. 17.11.70” é um artefacto fascinante: este é o Elton John pela qual a América se apaixonou, começando então uma longa relação de cumplicidade, graças à interpretação despida de adornos das belíssimas canções compostas com Bernie Taupin que inventaram a Americana antes ainda do género ter esta denominação.

 

Na altura o álbum atingiu o n.º 11 do top de vendas de álbuns da Billboard. Elton foi, então, o primeiro artista desde os Beatles a ter quatro álbuns em simultâneo no top 100 da Billboard. Incidentalmente, as fotografias que aparecem na capa e contracapa do álbum foram tiradas no primeiro concerto de Elton John na América, no lendário Troubadour, em Los Angeles, uma atuação que ficou para a história. Esta reedição acaba por ser o documento mais completo e fiel do que foi o concerto que Elton John deu em novembro de 1970 e que resultou no disco “17.11.70”, cujas gravações foram recentemente remasterizadas por Bob Ludwig para este lançamento no Record Store Day.

Concertos ZDB na Casa da Cultura em Setúbal… Cave Story

A Casa da Cultura e a Galeria Zé dos Bois (ZDB) estabeleceram uma parceria que irá trazer a Setúbal, à Casa da Cultura concertos com a chancela ZBD. A Sinergia entre estes dois espaços de criação contemporânea, pretende estabelecer experiências artísticas e promover a criação artística através da sua produção e difusão.

O percurso dos Cave Story ficou desde cedo definido, confundindo-se com as suas intenções bárbaras de avançar no panorama pop com a desenvoltura do post-punk e a energia incontível do indie rock: é em direcção à infame revolução em que dançar é condição inegociável.

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Editadas as primeiras aventuras discográficas em formato EP, o trio das Caldas da Rainha estreou-se no formato longa-duração com "West", registo onde desbravam refrães com a urgência do rock sem pôr de lado a doçura pop que nos agarra e envolve em electricidade.

Gonçalo Formiga (voz e guitarra), Pedro Zina (guitarra baixo) e Ricardo Mendes (bateria) têm algo em comum… o gosto por rock alternativo e, garantem-nos, o profissionalismo.

 

Casa da Cultura (Setúbal)

22 de Abril 2017 | 22.00h

De armazém portuário a Museu do Oriente…

O Museu do Oriente associa-se às celebrações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, este ano subordinado ao tema “Património Cultural e Turismo Sustentável”, com a organização de uma visita orientada ao seu edifício, classificado como Monumento de Interesse Público, no dia 18 de abril, terça-feira, às 11.00, com entrada livre.

Museu do Oriente

Desenhado pelo arquitecto João Simões, em 1939, o edifício Pedro Álvares Cabral, onde está instalado o museu, albergava [até 1992] os Armazéns Frigoríficos da Comissão Reguladora do Comércio do Bacalhau do Porto de Lisboa. De traça modernista, conotada com o estilo e iconografia do Estado Novo, esta construção portuária enquadrava-se no espírito racionalista que representava a tendência da época e que levaria à construção das gares marítimas de Alcântara e da Rocha do Conde de Óbidos. Anteriormente dividido em 50 câmaras frigoríficas, zonas de tratamento dos alimentos, armazéns, casa das máquinas e um ginásio para os trabalhadores, o edifício caracteriza-se pela ausência de fenestrações e pelos painéis exteriores com baixos-relevos do escultor Barata Feyo.

 

Respeitando a essência arquitectónica do edifício, mas adaptando-o interiormente ao novo uso, a requalificação é assinada pelos arquitectos João Luís Carrilho da Graça e Rui Francisco, com enquadramento paisagístico de Gonçalo Ribeiro Telles, passando actualmente a dividir-se por seis pisos, compostos por áreas expositivas, Reservas, Serviço Educativo, Centro de Documentação, Restaurante, Auditório e Centro de Reuniões.

 

A transformação deste edifício industrial num equipamento cultural moderno enquadra-se na tendência que se observa nas grandes cidades portuárias europeias, onde antigos pólos de actividade comercial foram reabilitados para fins culturais, contribuindo para a revitalização dos respectivos tecidos urbanos.

 

“Um espaço. Vários projectos.” Visita orientada ao edifício Pedro Álvares Cabral

18 de Abril – Dia Internacional dos Monumentos e Sítios / 11.00-12.00

Gratuito (é necessária inscrição)

Quando a liberdade e a criatividade saem à rua… em Viana do Castelo

Quando a liberdade e a criatividade saem à rua… é o desafio que foi lançado pela agência de comunicação Blisq Creative numa semana em que se celebra o Dia da Liberdade (25 de abril) e o Dia internacional do Design (27 de abril). Colocando “liberdade” e “criatividade” lado a lado, esta iniciativa terá lugar em diferentes espaços de Viana do Castelo, entre o dia 17 de abril e o dia 8 de maio, envolvendo designers de diversas áreas, desde a comunicação, à conceção do produto, de ambientes ou de joalharia, passando também pela ilustração.

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As atividades arrancam logo no dia 17 de abril com a pintura de um mural no Estabelecimento Prisional de Viana do Castelo, pelo artista plástico português Damião Porto. Transportando a liberdade para um espaço onde esta se encontra condicionada, a obra procurará representar as várias expressões de liberdade humana que não se podem enclausurar: a liberdade de expressão, a liberdade de pensamento e a liberdade criativa.

 

Design em cadeia” foi o nome escolhido para a exposição itinerante que percorrerá três espaços distintos em Viana do Castelo: os Antigos Paços do Concelho (de 24 a 26 de abril), o espaço comercial LethesHome (de 2 a 7 de maio) e o Estabelecimento Prisional da cidade (de 8 a 14 de maio). Nesta mostra será apresentado o processo técnico e criativo de mais de dez designers portugueses. Entre eles, conta-se a dupla de arquitetos criadores do projeto Mima Housing, Marta Brandão e Mário Sousa, a autora das marcas “Marias Portugal” e “Bicho Sete Cabeças”, Madalena Martins, e os premiados designers portugueses, Liliana Guerreiro (joalharia contemporânea) e André Teoman (mobiliário).

 

O dia 27 de abril (Dia Internacional do Design) foi a data escolhida para dar lugar ao debate “O papel do mundo digital na afirmação criativa”, a ter lugar no jardim do espaço comercial LethesHome, localizado na Praça da República, em Viana do Castelo. Num formato informal e descontraído, serão apresentadas as experiências criativas e digitais de alguns casos de sucesso nacionais.

 

Esta é uma iniciativa promovida pela Blisq Creative, com o apoio da Câmara Municipal de Viana do Castelo, da LethesHome e da Moover.