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Glam Magazine

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Steve Gunn regressa a Lisboa…

Prolífera e surpreendente... Assim se pode adjectivar a aparentemente curta, mas intensa, actividade musical de Steve Gunn que regressa novamente a Lisboa.

Contas feitas, já foram editadas mais de uma dezena de discos em nome próprio e mais uma mão cheia de colaborações, no mínimo, brilhantes. Das mais celebradas com Kurt Vile (enquanto membro dos Violators) e Mike Cooper, até à nata do experimentalismo norte-americano encabeçado por Marcia Bassett ou Bardo Pond. Este à vontade com que se relaciona entre diversos meios e géneros coloca-o, desde logo, numa posição de figura transversal e quase omnipresente. Receptivo a diferentes sonoridades e entendimentos, não será então de estranhar que durante a adolescência se tenha entranhado no punk hardcore para um pouco mais tarde descobrir o admirável mundo novo do psicadelismo e da música exploratória. Ainda hoje confessa estar em constante busca da sua identidade criativa, porém há muito que já demonstrou um valor inestimável na esfera songwriter actual. Ainda que se trate de um cenário imensamente habituado, talvez até sobrepovoado, a sua música comunica de um modo íntimo, directo e encantador como só os grandes conseguem – e, acima de tudo, sem boleias mediáticas. Revisitando a sua obra e atentando pela natureza do percurso, Gunn será uma espécie de ‘brother from another mother‘ de Jim O’Rourke – ambos representam afinal uma noção folk como ninguém no seu tempo.

steve-gunn.jpgFascinante pela abordagem simultaneamente virtuosa e discreta, quase básica, centrando no essencial e recusando artifícios desnecessários, “Time Off“ permanece enquanto pista máxima para os restantes capítulos que o antecederam. E desse passado poder-se-à encontrar uma indagação de raíz blues, atenta sim à força telúrica, mas também ao magnetismo das estrelas e exo-planetas. Algures a meio, Gunn deixou pingar a sua voz barítono num processo progressivo como cantor assumido, algo que aliás se avizinhava como passo natural, mas que levou o seu tempo. O seguinte “Way Out Weather”  veio cimentar estas ideias e abrir ainda mais a palete de sons já existente. Escutam-se os ecos sempre influentes de Fahey ou Bull e as garridas cores étnicas fundem-se com o rock de direcção livre, a trazer os insondáveis “Sun City Girls” à memória. Ao longo destes anos já se denota o cunho pessoal na condição de guitarrista aficionado pelo belo, enigmático exótico.

Apesar do ADN mestiço, a genética de Gunn só pode ser e soar norte-americana.

Isto do prisma mais ancestral possível, ou seja, evocativa de extensos desertos, estradas infinitas e enormes rochedos. Este será mais um regresso caloroso após uma passagem em Maio de 2016. “Eyes on the Lines” é a mais recente longa duração de Gunn, que mais uma vez cumpre a maturidade. Um disco que fez as delicias em meados de 2016, que poderá ser ouvido em formato solo no Cais do Sodré.

 

Musicbox (Lisboa)

29 de Abril 2016 | 22.30h

Emma Ruth Rundle em Vila Real

Encontramos na folk taciturna de Emma Ruth Rundle uma esperança difusa, talvez até imperceptível ao primeiro contacto, mas resoluta; uma luz ténue que percorre os intervalos de uma neblina de distorção e de uma tempestade de corações quebrados, de sufocos existenciais, de sentimentos de perda e de derrota.

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É em “Marked for Death”, o mais recente trabalho, que esta luz tímida transparece de forma mais firme na discografia de Emma Ruth Rundle, transformando-o num instrumento de auto-conhecimento e de catarse. Se “Some Heavy Ocean”, o disco de estreia, se apoiava maioritariamente em cândidos lamentos folk, em “Marked for Death” há um adensar da sonoridade, com camadas de guitarra distorcida que sobem à tona para sublinhar a emoção crua e sem artifícios que Rundle comunica nas suas composições. É para apresentar este novo disco que Emma Ruth Rundle sobe aos palcos portugueses, numa estreia há muito aguardada.

 

Club Vila Real

22 de Abril 2017 | 22.30h

"Burlesque Sky"… novo single de Sandy Kilpatrick

Burlesque Sky” é o segundo single do novo álbum de Sandy Kilpatrick que foi editado no passado dia 17 de março num memorável espectáculo no Theatro Circo de Braga. Este tema é a apresentação do lado mais boémio do "Confessions from The South" e do próprio Sandy Kilpatrick, escocês de nascimento mas cidadão do mundo, sem fronteiras. É uma música que nos transporta até a uma Braga boémia, saída de um universo quase literário: festivais de burlesco, danças sedutoras, vozes de coro, noites quentes e tonalidades avermelhadas.

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Nas palavras do artista este é um tema que, mesmo sendo de homenagem a Braga e ao Theatro Circo, nasceu em Nova Iorque: "Estava lá para reunir com a Miss Mundo Exótico, Julie Atlas Muz, e falar da co-produção de um evento de burlesco chamado The Day of the Dead. O evento foi realizado depois no Halloween de 2007 no Theatro Circo de Braga, quando ainda trabalhava naquela casa".

Este evento trouxe até Braga os maiores nomes do burlesco em 2007 e criou a ânsia em Sandy Kilpatrick em compor uma canção que "conseguisse dar vida a todo o mundo do burlesco , à liberdade, ao prazer e  à alegria de dançar. A sensualidade e a elevação do espírito." Agora em 2017, Sandy Kilpatrick admite que "Pode ter demorado 10 anos para trazer o Burlesque Sky ao mundo, mas algumas coisas valem a pena a espera. Acho que com a The Origins Band finalmente consegui dar-lhe vida".

 

Rachael Yamagata pela primeira vez em Lisboa…

A cantora e compositora Rachel Yamagata, assídua no ámbito indie de Chicago e Nova Iorque, atuará pela primeira vez em Portugal na sala Lost Collective em Lisboa no próximo domingo, dia 7 de maio para apresentar o seu 5º álbum de estúdio “Tightrope Walker” de 2016. Desde o lançamento do seu álbum de estreia em 2004 "Happenstance”, Rachael Yamagata tem explorado vários sons: desde baladas acompanhadas apenas pelos acordes de uma guitarra, até canções com ritmos eletrónicos e com um resultado mais contundente e experimental. “Tightrope Walker” é o seu disco mais íntimo e pessoal até à data. A trajetória musical de Yamagata conta com um sem fim de canções que apareceram em séries de TV e filmes de Hollywood. How I Met Your Mother, Grey's Anatomy ou a oscarizada Gravity são alguns exemplos. Além disso, colaborou com artistas como Ryan Adams, Jason Mraz e Sara Bareilles e atuou nos cenários mais apreciados do mundo, incluindo o Madison Square Garden e o Radio City Music Hall.

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Além de ser o primeiro concerto de Yamagata em Portugal, no próximo 7 de maio também será a primeira vez que Cooncert, a primeira plataforma social de concertos, trará um artista ao país. Cooncert é uma promotora de concertos sob demanda que começou a sua jornada em novembro de 2013 em Barcelona. Através da sua página, os fans podem pedir e votar em qual artista querem assistir na sua cidade e a equipa de Cooncert faz o necessário para que os concertos mais pedidos se tornem realidade. Até à data foram confirmadas mais de 100 atuações graças à participação ativa do público, incluindo a Glass Animals, James Vincent McMorrow, Nathaniel Rateliff ou Ólafur Arnalds. O seu slogan resume na perfeição a essência da sua conceção: “Juntos não há concertos impossíveis”.

O concerto contará ainda com Ed Romanoff, cantor e compositor sediado em Nova Iorque para a abertura do evento.

 

Lost Collective (Lisboa)

7 de Maio 2017  

Vitorino e Janita Salomé com Orquestra Filarmonia das Beiras

A Orquestra Filarmonia das Beiras convida para este concerto no Teatro José Lúcio da Silva em Leiria, dois nomes incontornáveis da música portuguesa das últimas décadas, Vitorino e Janita Salomé.

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photo: Dora Lopes

 

Dirigidos pelo Maestro António Vassalo Lourenço será apresentado um programa com canções de todos nós na voz destes cantores, que são o retrato fiel de quem sempre viu na música emoções e não modas.

 

Teatro José Lúcio (Leiria)

21 de Abril 2017 | 21.30h

Orquestra Jazz de Matosinhos & Manuel Azevedo ao vivo…

Porto, Santa Maria da Feira, Sever do Vouga e Leiria são as próximas cidades a receber o espectáculo que junta no mesmo palco a Orquestra Jazz de Matosinhos e Manuela Azevedo. Convidada para interpretar as suas músicas preferidas, a vocalista dos Clã escolheu temas de Tom Waits, Beatles, Elvis Costello, Chico Buarque, Serge Gainsbourg e Queens Of The Stone Age, alguns dos artistas e bandas que serão revisitados e reinterpretados com arranjos originais para big band.

DSC_0426 (Cópia).jpgphoto: Paulo Homem de Melo

 

Este convite da Orquestra Jazz de Matosinhos a Manuela Azevedo vem no seguimento do trabalho que tem sido desenvolvido nos últimos anos com vozes oriundas dos mais variados universos musicais, desde o jazz (Dee Dee Bridgewater e Maria João) à música brasileira (Maria Rita), passando pela world music (Mayra Andrade) e a pop (Manuela Azevedo e Sérgio Godinho).

 

Estreado em 2014, na Casa da Música, este espectáculo volta aos palcos:

 

Gala Solidária IPO-Porto / Coliseu (Porto)

21 de Abril 2017

 

Jazz24 / Cine-Teatro António Lamoso (Santa Maria da Feira)

29 de Abril 2017

 

CAE Sever do Vouga

13 de Maio 2017

 

Festival Música em Leiria / Teatro José Lúcio da Silva

8 de Junho 2017

Um ao Molhe no Musicbox…

Pelo segundo ano consecutivo o blogue BranMorrighan une-se ao Festival Um ao Molhe para mais uma noite da melhor electrónica portuguesa. Tudo acontece amanhã, dia 19 de Abril, a partir das 21h30. O alinhamento tem tudo para surpreender e conquistar quem ainda não os conhece: Egbo, Nils Meisel e Dragão Inkomodo. Três projectos que exploram de forma única e pessoal o universo electrónico, criando texturas e ambientes que se colam a nós como uma segunda pele, havendo tempo e espaço para sermos o que quisermos, quem quisermos, graças às várias transmutações sonoras proporcionadas.

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photo: Vera Marmelo

 

Egbo está perdido no mundo da alquimia. Em “yesterday you said tomorrow”, o seu último trabalho, a base é a dos beats lo-fi de hip hop, mas esse é apenas o ponto de partida. Não há limites para quem quer transformar metais menores em ouro. A viagem começa com batidas soltas no laboratório, e em pouco tempo a sonoridade, impulsionada por um sampler da Roland, leva-nos para além das quatro paredes num passeio que atinge o espaço com synths etéreos. Inalar os vapores das experiências pode não ter sido a melhor ideia, enquanto a noção do tempo se vai esvaecendo e o ontem se transforma em amanhã

 

Nils Meisel é sound designer e músico de descendência Luso-Germanica ora residente em Berlim, ora Porto ou onde o trabalho chamar. Tem trabalhado principalmente na área do teatro e performance. Interessa-se pela exploração do fenómeno sonoro e composição experimental e improvisação. A solo apresenta um projecto dedicado aos sintetizadores/máquinas de ritmos analógicos navegando entre composição minimalista e complexidade de drones, com muito sub-baixo e sequências Krautrockianas.

 

Dragão Inkomodo pode ser um nome (ainda) desconhecido, mas o Bandcamp do jovem produtor lisboeta já revela um corpo de trabalho que urge ser ouvido e experienciado. Com uma apetência rara para a criação, apetece dizer que neste universo muito rico e peculiar (onde o nonsense e o experimentalismo de Zappa parecem ter sempre uma palavra a dizer) cabe tudo quanto a imaginação permitir. Big beat, techno lo-fi, pop vaporizada… Todos estes géneros convivem pacífica e logicamente nas colagens vividas que Nuno Vicente tem vindo a imaginar e que, a pouco e pouco, começam a surgir em palco com a mesma vitalidade e liberdade que lhe conhecemos em disco.

 

Musicbox (Lisboa)

19 de Abril 2017 | 21.30h

Ulnar estreiam-se no formato LP com "Dreaming of Further West"

"Dreaming of Sailing Further West" é disco de estreia de Ulnar, projecto colaborativo dos produtores madeirenses Rui P. Andrade e Vitor Bruno Pereira (Aires, Verãopop, Shikabala), ambos membros do Colectivo Casa Amarela. Gravado ao longo de um verão na terra natal do duo, este combina influências tão diversas como o ambient, drone e noise em coesas e coerentes paisagens sonoras. A presença da ilha da Madeira é sentida ao longo de todo o disco, tanto estética como sonicamente, à medida que a dupla explora os profundos contrastes do seu nascimento vulcânico e a extrema dualidade que reside na origem conturbada e na paz oceânica.

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Com lançamento marcado para o próximo dia 5 de Maio via ZigurArtists, "Dreaming of Sailing Further West" assume-se como o culminar dum casamento que se prolonga desde apresentações recentes do duo pelo Desterro, em Outubro e Fevereiro transactos. Assinalando também a primeira adição de 2017 ao catálogo do Colectivo Casa Amarela, a sucessão ao ano que viu o eixo CCA crescer e merecer o destaque da britânica The Wire adivinha-se prolífica, com lançamentos previstos em muitas das divisões que perfazem esta Casa Amarela.

 

O nome do disco de Ulnar, "Dreaming of Sailing Further West", refere-se a um artigo ilustrado sobre a Madeira, datado do final do século XIX, em que é exposto que Colombo esteve na ilha enquanto sonhava em navegar ainda mais para Ocidente. Daí "Dreaming of Sailing Further West", um álbum que cobre desde a calma atlântica de “Sapphire Harbor” até às texturas umbrosas de “Canberra”, como hinos aos que fundearam e partiram da baía. A capa, uma fotografia de Mafalda Melim do novo pontão do Funchal, reflecte ao mesmo tempo o começo e o fim da ilha, com as duas faixas de betão estendidas em direcção ao horizonte, como que a o receber e a afastar em simultâneo.

Minta & The Brook Trout editam novo EP "Row" e lançam "Slow" em vinil

Slow”, o terceiro disco de Minta & The Brook Trout e o primeiro com o selo da NorteSul, vai ter reedição em vinil, acompanhada por uma série de novidades. Depois de um ano bem preenchido, marcado por canções como “I Can’t Handle The Summer” ou “Bangles”, uma série de concertos em Portugal e uma digressão pela Califórnia, na sequência da edição americana, com o selo da Gaylord’s Party Music, de Oakland, “Slow” vai agora ao encontro dos amantes de vinil e colecionadores. Dia 12 de Maio, a rodela preta de “Slow” vem acompanhada pelas ilustrações originais de José Feitor, que neste formato ganham novo sentido.

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Para celebrar esta reedição, a NorteSul disponibiliza um novo EP de Minta & The Brook Trout, em formato digital. Chama-se “Row”, tem igualmente capa de José Feitor e consiste em 3 canções a meio caminho entre “Slow” e o próximo disco. Os novos temas, “Tropical Resort”, “So This Has To Do” e “Mild-Mannered Man”, foram escritos por Francisca Cortesão (voz e guitarra) e produzidos em parceria com Mariana Ricardo (voz e baixo), a dupla criativa no centro das operações, e arranjadas em conjunto com o restante elenco de luxo que completa a banda – Bruno Pernadas (guitarra), Margarida Campelo (voz e teclados) e Tomás Sousa (bateria e voz).

O novo EP e a reedição em vinil é pretexto para um novo single de “Slow”: "In Spain", uma das canções interpretadas ao vivo na recente passagem de Minta & The Brook Trout pelo No Ar, da Antena 3 (que incluiu uma versão inédita de "Walk Like An Egyptian”, das Bangles). A digressão de “Slow” continua nesta Primavera com mais concertos, com destaque para a estreia da banda por terras espanholas no UKP Day, o regresso ao Teatro Aveirense e a presença no Super Bock Super Rock, um dos maiores festivais do país.

 

19 de Maio 2017 - Festival de Telheiras (Lisboa)

26 de Maio 2017 - Biblioteca Municipal (Vale de Cambra)

27 de Maio 2017 - Banhos Velhos (Caldas das Taipas)

3 de Junho 2017 - UKP Day / Ribadavia

22 de Junho 2017 - Teatro Aveirense

8 de Julho 2017 - Centro Cultural Olga Cadaval (Sintra)

13 de Julho 2017 - Festival Super Bock Super Rock

23 de Julho 2017 - Festival de Jazz de Viseu

Álbum de estreia de João Afonso reeditado em CD

Missangas”, produzido por Júlio Pereira, é o primeiro disco de João Afonso em nome próprio. À época, o cantautor foi distinguido com o prémio de Melhor Voz Masculina Nacional, atribuído pelo jornal Blitz. Em 2017 passam 20 anos sobre o lançamento do disco, que está assim de volta ao mercado numa edição especial.

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A reedição de “Missangas” contém o alinhamento original, incluindo os temas “Carteiro Em Bicicleta” e “Buganvilla”. Além disso, a reedição terá algum material fotográfico que não constava da edição de 1997, bem como alguma cobertura jornalística da época, com várias críticas entusiásticas e a menção a vários concertos da digressão do disco. “Missangas” marcou por isso uma fase muito importante da carreira de João Afonso. O disco levou-o a concertos em várias cidades portuguesas, mas também a outros países. Desde então já editou mais quatro álbuns a solo (sendo o último de 2014), e colaborou numa série de projetos musicais.

 

Este aniversário está a ser pretexto para uma série de concertos de celebração com um espetáculo muito especial.

Um dos próximos espectáculos está marcado para o próximo 12 de maio no Centro Cultural Olga Cadaval.

Electric Man regressa com novo Single “Electric Domestique”...

Electric Man é Tito Pires que, depois de se lançar a solo e trazer ao mundo o álbum de estreia homónimo, está de regresso com “Electric Domestique”.  Mais que o nome do novo single e do álbum previsto para o próximo Outono, “Electric Domestique” é acima de tudo o nome da materialização de um processo de produção caseiro que aqui se assume com firmeza e que, durante o último ano, mais que expôr limitações, se revelou como parte marcante da sonoridade de Electric Man.

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Esta aventura de exploração 'Do It Yourself' em formato "one man band" por entre as paredes da sua casa vê agora revelada a primeira amostra: 4 minutos de batidas electrónicas em dissonância com criativos riff de guitarra num jogo sem regras, em que a personalidade e identidade musical de Electric Man se apresenta em ponto de ebulição.

O vídeo que ilustra o tema, e que também é agora desvendado, é mais uma re-afirmação do artista: filmado com a sua câmara de criança, conduz-nos por entre imagens recentes e antigas e conta-nos a história de Tito, um homem que nasceu e cresceu alimentado a música.

Sejam bem-vindos ao mundo “Electric Domestique” de Electric Man.

“Aristides um homem bom”…

No próximo dia 22 de Abril vai ser apresentado na Sala 3 do cinema São Jorge o filme “Aristides de Sousa Mendes – un hombre bueno”, de Victor Lopes, realizador Argentino, em estreia Europeia e integrado no Festival Politica. No final da apresentação será possível participar numa conversa com Victor Lopes

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Na tela conta-se a história de sete dias na vida do cônsul português na cidade francesa de Bordéus que, entre 16 e 23 de Junho de 1940, assinou cerca de 30 mil vistos que permitiram a muitas famílias de origem judia abandonar França tomada pelos nazis. Os salvo-condutos abriram a porta à entrada em Portugal e, para muitos, a viagem até ao outro lado do Atlântico.

A conversa com o realizador terá tradução simultânea para linguagem gestual (30′). Estrada livre

 

Cinema São Jorge (Lisboa)

22 de Abril 2017 | 17.30h

Ela Vaz em homenagem a José Afonso apresenta "Canção do Mar"

Após dar rosto e voz a diversos trabalhos musicais na área do fado e da música popular, Ela Vaz destacou-se por participações em discos como “Cancionário”, de Ricardo Parreira, ou “Aurora”, do Lisboa Stockholm Project, projecto pioneiro de fusão entre fado, música tradicional portuguesa e música nórdica, de que fez parte entre 2011 e 2013.

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Participou em trabalhos de artistas como Rui Oliveira, Ricardo Parreira, Helder Moutinho, Joaquim Teles (Quiné), Ricardo Fino ou Fatum Ensemble, em projectos como “Encontro Ibérico” (fado, flamenco e música tradicional portuguesa), “Fados a Preto e Branco” ou “DaCorDaMadeira”. Foi uma das vozes convidadas para o elenco de “Fados e Canções do Alvim”, juntamente com Ana Moura, Fafá de Belém, Carlos do Carmo ou Rui Veloso, entre outros.

 

Chegou agora a altura de se aventurar pelo seu próprio caminho. “Canção do Mar” foi o tema escolhido para a apresentação de “Eu”, primeiro disco de Ela Vaz com edição prevista para Setembro. Com família ligada ao mar e sempre vivendo junto dele, sente a carga que representa e com o qual se identifica. Mar de calmaria, de ganha pão, mas também de tempestade e morte. É este mar que Ela homenageia, bem como a José Afonso, autor desta música, que hoje têm o privilégio de poder tocar e revestir com a sua sensibilidade, assinalando os 30 anos da sua morte.

Lamb celebram 21 anos de carreira e regressam a Portugal…

Lamb, o duo composto por Andy Barlow e Lou Rhodes, comemora 21 anos de carreira e termina em Portugal a nova digressão europeia com dois concertos em Novembro, dia 13 no Coliseu do Porto e dia 14 no Coliseu de Lisboa. A banda traz a terras lusas seis bem-sucedidos álbuns de estúdio, sendo que é a primeira vez que apresenta temas do último disco de originais, “Backspace Unwind”, editado no final de 2014.

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A banda de Manchester que conquistou o mundo em 1996 com o lançamento do LP de estreia homónimo que veio mostrar que o drum’n’bass poderia fazer muito mais do que apenas pôr os pés a moverem mais rápido, mas que poderia também fazer os corações baterem mais rápido. Foi esta relação de amor que fez com que a dupla seja hoje uma das maiores referências mundiais do seu género musical.

Lou Rhodes e Andy Barlow conseguiram criar um projeto único graças às diferenças estéticas que desde sempre os separaram. A cantora e compositora Lou Rhodes com a sua devoção às canções e Andy com a obsessão pelas batidas, sem qualquer interesse nos vocais. Esta foi a chave do sucesso e a garantia de que o respeito mútuo os levaria muito longe. E levou...21 anos depois os Lamb contam com seis discos de estúdio, um álbum e um DVD ao vivo e vários singles de sucesso.

 

Coliseu (Porto)

13 de novembro 2017 | 20.30h

 

Coliseu dos Recreios (Lisboa)

14 de novembro 2017 | 20.30h