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Glam Magazine

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NEOPOP Festival 2017 encerra cartaz…

Chegado à 12ª edição, o festival reforça o seu papel como a mais prestigiada montra nacional para o que de melhor se faz na música electrónica, papel que continua a assegurar a presença dos nomes mais relevantes da cena actual. Prova disso é a confirmação da gigante lenda do House, Danny Tenaglia.

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Danny Tenaglia é um caso de amor com a música e com o mundo. O DJ e produtor nova-iorquino encontrou o seu caminho aos 10 anos de vinil na mão. Depois de, em 1995, lançar Hard & Soul, seu primeiro álbum, seguiram-se inúmeras compilações e produções que o levaram a actuar nas melhores pistas de dança do globo. Considerado pela Rolling Stone um dos 25 DJs com maior impacto à escala mundial, Tenaglia é uma lenda do House made in USA. Corre-lhe nas veias a música de dança e o seu sucesso ultrapassa qualquer álbum ou produção. Danny Tenaglia promete uma experiência explosiva de sensações e emoções na gigante pista de dança de Viana.

 

Também a longa relação com a Red Bull se estreita ainda mais em 2017: pelo segundo ano consecutivo, a programação do último dia do NeoStage fica nas mãos da RedBull Music Academy. Dia 5 de Agosto, são estes os 7 nomes que prometem mais uma noite mágica no Forte de Santiago da Barra: Kraftwerk 3D, Tale of Us, Octave One, The Field, Avalon Emerson b2b Courtesy, Trikk e Alex FX.

 

Nomes confirmados:

Kraftwerk 3D (live concert), Moderat (live), Rødhad

Planetary Assault Systems (live), DJ Stingray, Voiski (live), Sonja Moonear, Dax J, Paula Temple, Eric Cloutier, Dixon, Maceo Plex, Helena Hauff, Loco Dice, Paco Osuna, Chris Liebing, Solar, Speedy J (live), DJ Bone, Jane Fitz, Svreca, Dr. Rubinstein, Zadig (live), Lewis Fautzi.

Rapaz Ego + Pedro Galvão Lucas no Plano B

Rapaz Ego apresenta o seu EP "Gente a Mais" que já roda em várias rádios de Portugal no dia 21 de abril no Plano B com a primeira parte assegurada pelo talentoso Pedro Galvão Lucas.

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Rapaz Ego é um alter-humano de Luís Montenegro, que toca nos Salto, e bebe da sua insatisfação, transforma-a em modo canção. Ao vivo são 4 pessoas: o Guilherme Tomé Ribeiro (Salto, GPU Panic), o Pedro Galvão Lucas (Os Velhos) e o Rodrigo Andrade e Sousa tocam o resto dos instrumentos. Entre as cores de um rock fernético e 4 vozes harmonizadas em coro compôe-se um concerto hipnotizante e dançável.

 

A primeira parte fica a cargo do Pedro Galvão Lucas que conta já com uma panóplia de originais dispersos por bandas como Os Velhos, Lucas Bora-Bora e Pedro Galvão Lucas. Um homem de muitos ofícios que explora a beleza do simples e a cumplicidade lírica de um cantautor de grande calibre. Com um novo disco em vias de ser editado, vai apresentar alguns inéditos e aquecer as hostes e corações do público

 

Plano B (Porto)

21 de Abril 2017

Dar Letra à Música… O “arquétipo da perfeição”... Miguel Araújo

Miguel Araújo, um solo fértil de genialidade, um arquétipo da perfeição artística que até podíamos rever num daqueles homens de “Os Maridos das Outras” tem conversa-concerto marcada para amanhã, quinta-feira, em mais um Dar Letra à Música, no Museu Futebol Clube do Porto.

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A canção – do álbum de estreia “Cinco Dias e Meio” (2012), projetou-o à margem da fama d’Os Azeitonas. Foi um grande pontapé de saída numa versão solitária que, em 2014, resultou no segundo disco, “Crónicas da Cidade Grande”, e aumentou a participação em projetos e parcerias – com António Zambujo, por exemplo, lotou as principais salas de espetáculos do país. O ano de 2017 marca o início de um trajeto definitivamente a solo e o mês de abril coincide com o lançamento do terceiro álbum, “Giesta”.

 

O single de apresentação já conquista a crítica e o público: “1987” é um delicioso roteiro de memórias do músico portuense, onde há um “passe do Juary” e um “golo de calcanhar” que lembram a Taça dos Campeões Europeus conquistada pelo FC Porto em Viena (Áustria), há precisamente 30 anos. É difícil pensar numa canção mais perfeita para ouvir entre as histórias que Miguel Araújo também vai partilhar com a plateia e a dupla de apresentadores do “Dar Letra à Música”, no Auditório Fernando Sardoeira Pinto. O evento, com assumida nota artística, é uma organização do Museu FC Porto, em parceria com a Associação Sótão Paralelo (“Conta-me Histórias”), sujeito à lotação da sala

 

Museu Futebol Clube do Porto

20 de Abril 2017 | 21.30h

Cassete Pirata em concerto de lançamento do EP de estreia

Depois de se estrearem com os singles “Outra Vez” em 2016 e “Pó no Pé” já em 2017, e de contagiarem o público português nos concertos que têm feito por todo o país, os Cassete Pirata seguem a ‘partir a loiça em português’. O Teatro do Bairro, em Lisboa, vai receber dia 5 de Maio, o concerto de apresentação, depois do qual se juntam os amigos Benjamim (produtor da banda) e Sniffers para DJ set em festa que vai continuar até de madrugada.

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photo: Paulo Homem de Melo

 

Liderada pelo guitarrista João Firmino (mais conhecido como Pir), que também assume o papel de vocalista, a banda conta nas suas fileiras com o monstro da bateria João Pinheiro (Diabo na Cruz, TV Rural), o pulso firme de António Quintino no baixo (Samuel Úria), para além da única dupla de cantoras e teclistas que este país conhece – Margarida Campelo e Joana Espadinha. Vindos maioritariamente das escolas de jazz de Lisboa e Amesterdão, os Cassete Pirata revelam as suas canções rock, vindas directamente da juventude que reprimiram durante o estudo de harmonias de jazz demasiado complicadas.

 

A banda representa o descomprometimento de quem consegue enfiar uma canção pop entre os solos de guitarra de Firmino e a batida demolidora, suada e sem t-shirt de João Pinheiro, sem esquecer os coros de duas das melhores vozes de Lisboa. O lirismo das melodias e o som psicadélico dos teclados vêm de quem juntou os Supertramp e Melody's Echo Chamber aos discos do Coltrane e Milton Nascimento.

 

Capote Fest 2017 (Sociedade Harmonia Eborense) (Évora)

4 de Maio 2017 | 23.00h

 

Teatro do Bairro (Lisboa)

5 de Maio 2017 | 23.30h

Ciclo "Isto é Jazz?"… Marty Ehrlich Trio Exaltation

Poucos músicos têm feito mais do que Marty Ehrlich para passar o legado de Julius Hemphill às novas gerações. Tem-no feito com o seu sexteto e mais recentemente em formato orquestral. Essa dedicação poderia dever-se simplesmente à sua admiração pelo mestre saxofonista, mas tem outra justificação de fundo, o seu entendimento de que o passado do jazz deve ser reequacionado no presente, só assim se podendo inventar o futuro deste género musical.

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Esse princípio surge confirmado com o seu novo projeto, o Trio Exaltation, desta vez recuperando a música de Andrew Hill (1931-2007; esteve com o seu quinteto na Culturgest em 2006). Fosse por escolha intencional ou por obra do acaso, os três membros deste grupo integraram as derradeiras bandas do seminal pianista e compositor, conhecendo bem as suas partituras e os seus processos. São testemunhos vivos das perspetivas transformadoras que deixou. O facto de Ehrlich, John Hébert e Nasheet Waits não tocarem apenas a música de Hill, mas também a sua própria, diz muito da atitude que têm em relação ao jazz: é possível levar Andrew Hill para mais longe do que o espaço que ocupava, disseminando-o por aí. E podem acreditar que nesta exaltação do génio continua a haver muito Hemphill à mistura…

 

Culturgest (Lisboa)

27 de Abril 2017 | 21.30h

Dan Riverman…. Novo single "Singing King" estreia em Maio

Mês de Maio é sinónimo de lançamento para Dan Riverman. Dan e a sua banda ordenaram que o rei cantasse e, sem grandes hesitações, eis que surge este novo single, "Singing King", do quinteto oriundo de Santo Tirso. Com a produção a cargo de Nuxo Espinheira (Blind Zero), este tema é o primeiro single a integrar o próximo álbum, a ser editado ainda durante este ano.

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photo: Alberto Almeida

 

A inclusão de três temas em duas telenovelas da TVI ("Anjo Meu" e "Mulheres") e a viagem até Londres para produzir com Saul Davies (guitarrista dos icónicos James), são parte de uma carreira já recheada para Dan Riverman, projecto versátil e que funciona tanto em ambientes intimistas, assim como em palcos de grandes festivais. Actuações em espaços como a Casa da Música e o festival Noites Ritual, no Porto, o Music Box em Lisboa ou o Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, são exemplos palpáveis desta constatação. Destaca-se ainda a colaboração com o músico e compositor Davey Ray Moor (Costeau) para a produção do EP "Hers".

 

Com lançamento previsto para inícios de Maio, "Singing King" pode ser ouvido, ao vivo e em primeira mão, já no próximo sábado, dia 22 de Abril, no Centro Cultural Municipal de Vila das Aves na segunda edição do evento "Sonoridades".

faUSt & GNOD, Pigs x7, Rizan Said e mais juntam-se à festa… do Milhões

O ressuscitar pascal não traz apenas uma nova energia católica, mas também uma oportunidade para se celebrar o culto do triângulo, que prepara a melhor festa do verão que se tem anunciado. Já com uma dose de delícias duras em cima da mesa, em forma de The Gaslamp Killer, Graveyard e Powell, entre outros, o Milhões de Festa sobe a parada com a subida de preços dos passes gerais…

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De forma inédita, os lendários faUSt (na foto), nome incontornável do kraut rock em actividade desde os inícios dos anos 70, vão juntar esforços com a máquina em constante mutação GNOD para uma colaboração nunca antes vista. A banda alemã vai-se cruzar, em residência artística, com o colectivo britânico, e apresentarão música completamente nova em exclusivo no Milhões de Festa. Durante a actuação, cada banda apresentar-se-à em nome próprio, juntando esforços num final catártico.

 

Ao lote de artistas confirmados para o festão de 20 a 23 de Julho, juntam-se ainda os rockers mais pesadões de Newcastle Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs, que levam o mais recente “Feed the Rats” na calha para apresentar, e o rei dos teclados da Síria Rizan Said, nome charneira da cultura rave de Damasco. Haverá, ainda, o grindcore com explosões noise da dupla norueguesa Brutal Blues, o híbrido singular de metal extremo e expressões latinas dos colombianos Chúpame El Dedo (ouvir aqui), e o rock-rock do quarteto de Alcobaça Stone Dead, acabados de lançar o LP de estreia “Good Boys”.

 

O Milhões de Festa regressa a Barcelos de 20 a 23 de Julho e já tem confirmados Meatbodies, Janka Nabay & the Bubu Gang, Sarathy Korwar, entre outros.

S. Pedro é Pedro Pode… o novo artista da Nortesul

O ex-homem forte dos Doismileoito tinha muitas ideias soltas no computador e no telemóvel que tinham de ser concretizadas. Um conjunto de canções que se foram escrevendo, guardando, deixando crescer. Estavam presas como pássaros numa gaiola ou balões numa rede. E precisavam de voar. S.Pedro, abençoado, libertou-as. Primeiro construiu um estúdio analógico, uma oficina de artesão. E foi gravando com tempo, em fita magnética, aperfeiçoando arranjos, acrescentando instrumentos, e convidando amigos para colaborarem.

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Assim nasceu “O Fim”, um disco pessoal e transmissível, feito de canções simples, histórias quotidianas e letras que nos fazem sorrir e pensar. Canções nas quais nos reconhecemos, com versos que ficam a ressoar, alguns na ponta da língua. Métrica redonda, recorte clássico e pop diletante onde se busca o essencial, até porque “é o bis encore que torna feia a canção”.

Um álbum que viu a luz do dia em edição de autor e que encontrámos a navegar na net. Um disco precioso que vai agora ganhar uma nova vida, uma nova cara e um novo corpo, com o selo da Nortesul. A nova edição está prevista para o próximo mês de Maio.

É tempo de descobrir S. Pedro… e a melhor maneira de começar é ouvi-lo em concerto, no Teatro do Bairro Alto, em Lisboa, já no próximo sábado, dia 22 de Abril

Daniel Bachman estreia-se em Portugal

Daniel Bachman passa por Portugal para apresentar o mais recente disco, homónimo, editado no ano passado pela Three Lobed Recordings, casa que recentemente editou algumas das obras do falecido Jack Rose.

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A viver em Petersburg, na Virgínia, Daniel Bachman é atualmente um dos nomes maiores da geração mais recente da american primitive guitar. Nas seis cordas ou na lap steel guitar, Bachman faria John Fahey, Robbie Basho ou Jack Rose orgulhosos do seu trabalho. Em tours regulares desde os seus 17 anos, aos 27 Bachman percorreu já grande parte dos Estados Unidos e partilhou palcos com nomes como Jack Rose, de quem se proclama eterno admirador, proximidade que culminou com Bachman a desenhar a capa de "Luck in the Valley" (Thrill Jockey, 2010), disco lançado no ano após a sua morte.

 

Enquanto guitarrista, Bachman recolhe ainda as melhores palavras de outros guitarristas da praça como Glenn Jones ou Ryley Walker, este último com quem gravou "Of Deathly Premonitions" (Plustapes, 2010), uma cassete com quatro temas compostos e tocados por ambos. Com edições de natureza quase exclusivamente instrumental, Bachman tem ao mesmo tempo percorrido o mundo com a sua guitarra, de Istambul a Los Angeles. O próprio descreve a sua música como "psychedelic appalachia", termo que o acompanha desde a adolescência e que tem vindo a ficar registado em diversas cassetes, CDs e LPs, mostrando um percurso que o levou de drones e banjos à actual total dedicação na guitarra.

O novo disco, homónimo, editado em 2016 pela Three Lobed Recordings, uma das editoras mais interessantes da atualidade, responsável por colaborações únicas entre Ben Chasny, Kurt Vile, Steve Gunn, William Tyler, Chris Corsano ou Thruston Moore, marca o seu oitavo registo de estúdio.

 

Galeria ZDB (Lisboa)

19 de Abril 2017 | 22.00h

 

Passos Manuel (Porto)

20 de Abril 2017 | 21.30h

 

 

23º Super Bock Super Rock… Novo palco LG by SBSR.FM

A nova música nacional tem, desde sempre, um papel de destaque no cartaz do Super Bock Super Rock. Em 2017, o Festival orgulha-se de continuar a dar espaço aos novos valores e a talentos reconhecidos da música portuguesa, que vão mostrar ao vivo no novo Palco LG by SBSR.FM o que de melhor se está a fazer na nova música em Portugal, dentro de estilos tão diversos como o rock, kuduro, soul, hip hop, folk, música eletrónica e psicadélica.

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Com o patrocínio da LG e a curadoria da SBSR.FM, a seleção das bandas assenta em premissas que gerem também a programação diária da rádio que se ouve em 90.4 em Lisboa e em 90.0 no Porto: qualidade, originalidade, diversidade de estilos e a incessante procura pela novidade.

Todas estas mais-valias vão estar reunidas no novo Palco LG by SBSR.FM, por onde vão passar Black Bombaim, Keso, Manuel Fúria e os Náufragos, Minta & The Brook Trout, NBC, Octa Push, Sensible Soccers, Stone Dead e Throes + The Shine.

"As Canções de Leonard Cohen"… Músicos portugueses unidos em homenagem

David Fonseca, Jorge Palma, Márcia, Mazgani, Miguel Guedes e Samuel Úria foram convidados para homenagear Leonard Cohen no dia em que completaria 83 anos, a 21 de Setembro, com um espectáculo no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra, e repetir o tributo dias mais tarde, a 27, na Casa da Música, no Porto. No mesmo palco, estes que são alguns dos músicos mais aclamados do panorama musical português da actualidade, vão interpretar as suas músicas de eleição do vasto e rico repertório do cantor, compositor e poeta canadiano.

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A acompanhar David Fonseca, Jorge Palma, Márcia, Mazgani, Miguel Guedes e Samuel Úria estará um colectivo de músicos formado por Pedro Vidal, na direcção musical e nas guitarras; João Correia, na bateria; Nuno Lucas, no baixo; Rúben Alves, nas teclas; e Paulo Ramos e Orlanda Guilande, nos coros.

 

Com produção do Bairro da Música e a chancela da Embaixada do Canadá em Portugal, estes dois espectáculos intitulados "As Canções de Leonard Cohen" apresentam-se como uma homenagem ao autor de canções como "Dance Me To The End Of Love", "Bird on The Wire", "Hallelujah", "I'm Your Man", "Sisters of Mercy" e "So Long, Marianne".

Recorde-se que Leonard Cohen faleceu aos 82 anos, no dia 7 de Novembro de 2016, um mês depois de ter editado o seu 14.º álbum de originais, "You Want It Darker".

11º Encontros de Fado de Almada…

Os Fadistas Duarte, Maria Amélia Proença e José da Câmara são os convidados e juris do 11º Encontros de Fado de Almada a realizar no Auditório Fernando Lopes-Graça em Almada. O Júri será constituído pelos músicos residentes e o Fadista convidado de cada noite.

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Todos os concorrentes serão acompanhados pelos músicos residentes e terão assim a possibilidade de se apresentar em palco, num auditório profissional com uma casa repleta de amantes de Fado e acompanhados por músicos profissionais com vários anos de experiência.

 

Como prémios os 3 primeiros classificados darão um concerto em nome próprio no mesmo auditório no mês de Outubro e o primeiro classificado terá direito à gravação de um EP com 5 Fados, gravado em estúdio profissional e acompanhado pelos músicos residentes do festival.

Até dia 8 de Maio pode concorrer ao 11º Encontros de Fado de Almada. Inscreva-se aqui

Rádio Amália apresenta… Fados a Nossa Senhora

O Fado e a religião estão desde sempre intimamente ligados. Muitos foram os grandes nomes que nas suas letras invocaram figuras ou acontecimentos religiosos em fados que alcançaram o êxito e ficaram para a história. No ano em que se celebra o centenário das aparições, e sendo a peregrinação de Maio um dos momentos mais importantes a nível religioso no nosso país, a Rádio Amália não poderia deixar de se associar com um espetáculo fantástico, no dia 28 de Maio, onde alguns dos maiores fadistas da nossa praça cantarão “Fados a Nossa Senhora” no Salão Paroquial de São João de Brito em Lisboa.

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Um cartaz de luxo subirá ao palco a partir das 17h para homenagear Nossa Senhora. Gonçalo Salgueiro, Mena Sobral, Rui Vaz, Maria do Sameiro, Adelaide e Patrícia Costa são os primeiros nomes anunciados para este espetáculo, e que interpretarão de forma sentida Fados bem conhecidos de todos, num concerto que será uma comunhão entre todos os presentes ao som dos melhores Fados dedicados a Nossa Senhora.

Mais nomes a anunciar brevemente.

Biografia de Américo Thomaz, o último presidente do Estado Novo, de Orlando Raimundo

Américo Thomaz, o último Presidente da República do Estado Novo, é frequentemente recordado como uma figura patética: o caricato ‘corta-fitas’ do regime fundado por Salazar com o apoio dos militares que cometia gafes e falava com exasperante lentidão. Bastará, porém, acompanhar a biografia que lhe traça o jornalista Orlando Raimundo para perceber que essa é uma perspectiva manifestamente redutora e que o seu papel como facilitador das manobras da ditadura ao longo de quase 40 anos de vida política teve consequências bastante mais nefastas do que as anedotas que sobre ele se contam fariam adivinhar.

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Entre muitos episódios em que participou e que condicionaram a História portuguesa do século XX, a sua intervenção foi determinante quando traiu o general Botelho Moniz, fazendo abortar o golpe que iria derrubar Salazar, e no momento em que obrigou Marcello Caetano a assumir o compromisso solene de não abrir mão das Colónias. Como nos diz o autor do presente volume, “na procissão dos devotos do salazarismo esteve sempre na linha da frente, a segurar o andor”. Deste modo, justifica-se amplamente dar a conhecer essa outra face de Américo Thomaz e revelar dados menos conhecidos deste Presidente da República que era um adepto da monarquia. Até para evitar que a tragédia possa dar lugar à farsa. Escritor e jornalista,

 

Orlando Raimundo é o investigador que mais tempo tem dedicado, nos últimos anos, à temática cruzada da Comunicação e da pesquisa do Estado Novo. Nascido em Évora em 1949, frequentou o curso de História da Faculdade de Letras de Lisboa, licenciou-se em Ciência Política e Relações Internacionais, pós-graduou-se no ISCTE e foi bolseiro do Governo Francês e da Fundação Calouste Gulbenkian nos Journalistes en Europe, em Paris, e da Nihon Shinbun Kyokai, a maior federação de editores de jornais do mundo, em Tóquio. Jornalista durante mais de três décadas, foi um dos repórteres da Revolução, cobrindo para O Século o 25 de Abril, e integrando depois o Diário Popular e a editoria de Política do Expresso. Distinguido sete vezes com prémios nacionais de reportagem, é autor de “A Última Dama do Estado Novo”, obra de referência sobre os anos finais da ditadura, e “António Ferro: O Inventor do Salazarismo”, ambos disponíveis nas Publicações Dom Quixote

 

Uma edição Dom Quixote

Novo romance de Francisco Moita Flores comemora 35 anos de vida literária

É a história de amizade entre D. Manuel II, o nosso último rei, e o seu mensageiro, e os amores de ambos, que aqui se contam. Após o regicídio, quando mataram o pai, D. Carlos, e o príncipe real Luís Filipe, em 1908, tinha apenas 18 anos. Teve seis governos e a obrigação de casar com uma princesa mas os reis europeus recusaram-lhe filhas e netas, antevendo a queda da realeza, e à falta de princesa, apaixonou-se por uma deusa francesa: a actriz Gaby Deslys. O amor entre os dois acabou por ser o único legado coerente do seu reinado de apenas 30 meses. Rigoberto era o mensageiro que lhe levava notícias desse amor distante. Também ele apaixonado por Gardénia.

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Moita Flores conta as histórias desses amores em “O Mensageiro do Rei” que é, simultaneamente, um romance e um filme, uma espécie de síntese dos vários caminhos que o escritor e antigo inspector da Poliícia Judiciária percorreu ao longo dos últimos 35 anos.

Um dos autores de língua portuguesa mais conhecidos, quer seja pela sua obra literária, que inclui títulos como O Dia dos Milagres, A Fúria das Vinhas, Segredos de Amor e Sangue, A Opereta dos Vadios e Mataram o Sidónio!, entre muitos outros, quer seja pelos trabalhos que escreveu para cinema e televisão, onde se recordam A Ferreirinha, Ballet Rose, Alves dos Reis, O Processo dos Távoras.

 

Uma edição Casa das Letras

Terras sem Sombra distinguido com o selo EFFE para os melhores festivais

Bruxelas anunciou a atribuição ao Terras sem Sombra do selo EFFE (Europe Festivals – Festivals de l’Europe) para 2017-2018. Esta prestigiosa marca, criada pela European Festivals Association (EFA) por iniciativa da Comissão Europeia, distingue os festivais que se destacam, no espaço comunitário, pela excelência da programação, pelo carácter inovador e pela criação de novos públicos. É considerado o mais importante “label” do sector, só outorgado, de acordo com a EFA, a um “núcleo cimeiro” de projectos artísticos.

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A decisão foi tomada na última semana, sob a presidência do britânico Sir Jonathan Mills, antigo director do Edinburgh Festival, por um júri internacional constituído pelos responsáveis dos festivais europeus: Tamar Brüggeman (Holanda), Peter Florence (Reino Unido), Haris Pašović (Bósnia e Herzegovina), Pavel Potoroczyn (Polónia), Renato Quaglia (Itália), Irene Rossi (Bélgica) e Fruzsina Szép (Hungria). É de salientar ainda a presença de Keng Sen Ong, director do Festival Internacional de Arte de Singapura, referência mundial do sector.

 

O júri considerou o festival alentejano “uma criação única, que forjou laços pouco usuais entre uma instituição religiosa e um sólido programa artístico e, ao mesmo tempo, desenvolve um particular conjunto de acções para a promoção do património artístico e do património natural”. Salientou igualmente que, “não obstante ter lugar numa região periférica”, apresenta “uma programação cuidada e coerente”. Pôs ainda em evidência a “cooperação com regiões vizinhas de Espanha e o forte envolvimento das comunidades”.

 

Surgido em 2003, o Terras sem Sombra é organizado pelo Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja e pela Associação Pedra Angular, assentando numa parceria estratégica da sociedade civil da região com municípios, serviços descentralizados do Estado, instituições do sector social, empresas, etc. Tem como director José António Falcão, historiador de arte. A orientação artística corre a cargo de Juan Ángel Vela del Campo, crítico musical e professor da Universidad Carlos III, de Madrid.