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Glam Magazine

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Matt Elliott abraça Trás-os-Montes nos dias 4 e 5 de Maio

Matt Elliott, o músico britânico dos The Third Eye Foundation, tem vindo a construir uma extensa discografia que fala por si. Tem um novo disco em mãos, "The Calm Before", e são as canções desse novo registo que apresentará nestes concertos. Uma voz, uma guitarra e uns pedais constroem ma muralha sonora que coloca em confronto a beleza e a melancolia, a força e a fragilidade, e mais um sem-fim de ideias contrastantes.

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Na primeira parte atua o Espanhol Sacromonte.

No dia 4 de Maio o concerto é limitado a 30 privilegiados que irão desfrutar do espetáculo numa capela do Seculo XVII, em pleno Museu do Abade de Baçal.

No dia seguinte Matt Elliott e Sacromonte rumam ao salão nobre do Club de Vila Real com lotação limitada a 60 lugares.

 

Ambos os concertos têm a chancela da Dedos Bionicos, promotora Brigantina que mais uma vez apresenta propostas da música alternativa em Trás-os-Montes.

And So I Watch You From Afar têm regresso marcado a Portugal…

A facção mais matematizada e polida do post-rock tem nos And So I Watch You From Afar o seu mais alto estandarte. Menos focados na contemplação melancólica do que os seus pares de género, e mais na libertação de energia, na imprevisibilidade rítmica e na destreza técnica, o quarteto irlandês tem vindo, desde a estreia homónima em 2009 e até ao mais recente disco Heirs, lançado em 2015, a afirmar-se como um nome impossível de contornar no panorama da música instrumental.

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Depois de dois concertos esgotados em 2015, os And So I Watch You From Afar voltam ao Hard Club e ao Musicbox, nos dias 29 e 30 de Outubro, com temas novos para apresentar.  

Rui Horta leva a "Vespa" a Aveiro

Rui Horta é um veterano selvagem. Só essa condição lhe permite, hoje, a ousadia e a obstinação de voltar ao palco após 30 anos de ausência. Ou é, ou não é. Então, que seja. Que haja luz, fogo, dor e, sobretudo, corpo. Que haja um raio que ilumina e destrói.

Mas que haja. Que seja. “Vespa” é uma peça sobre uma cabeça a explodir, sobre o que nem sequer falhámos porque nos coibimos de cumprir. Na dupla condição de voyeur, a do outro e a de si próprio, o público compõe o tétris do personagem em cena, desafiando a sua própria conceção do registo público e privado. 

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“Há coisas que temos dentro da cabeça. Como um zumbido a roer o pensamento”. Estas são as primeiras palavras de “Vespa” e aquelas que, nem sempre sendo ditas, transportam o mundo interior da criação: um parênteses, um tempo parado onde cristalizamos e cuspimos o que nos transcende e atormenta. Uma redenção feita júbilo, onde se expande o instante para um tempo mais vasto.

 

“Quando olho para os últimos meses, nem sei bem porque decidi fazer esta obra...”, confessa Rui Horta. “Provavelmente porque as coisas mais importantes são também as mais inexplicáveis e as menos racionais. Há quem lhes chame  ‘parar, por momentos, no caminho’. Tal como um serial killer que se esconde atrás dos seus crimes, também o criador se protege do olhar do público, escondido atrás das suas obras e dos seus intérpretes. A diferença é que este solo é uma possibilidade, uma fractal, marca fugaz, apenas isso. Um lugar desprotegido e, pelo menos no meu caso, por muito pessoal que seja, não é autobiográfico, não conta o homem e fala de futuro”.

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Rui Horta é um dos mais conceituados bailarinos e coreógrafos do nosso tempo. Começou a dançar com 17 anos nos cursos do Ballet Gulbenkian e viveu em Nova Iorque onde completou e desenvolveu a sua formação. Foi professor e intérprete e, no regresso a Lisboa, prossegue a sua atividade tanto na formação de novos artistas como na condição de intérprete. Na década de 90 muda-se para a Alemanha e o seu trabalho ganha uma grande projeção, sendo considerado uma referência na dança europeia. Quando volta para Portugal funda O Espaço do Tempo, um centro multidisciplinar de residência e experimentação artística. Nas artes performativas, o seu trabalho estende-se ao teatro, à ópera e à música experimental, sendo igualmente desenhador de luz e investigador multimédia, universo que utiliza frequentemente nas suas obras.

 

Teatro Aveirense

6 de Maio 2017 | 21.30h

Joana Rios apresenta “Fado de Cada Um” ao vivo

Fugindo ao Fado fugia de mim”… esta frase do célebre fado “Que Deus me perdoe” resume o percurso artístico da lisboeta Joana Rios. A primeira vez que cantou fado foi aos 19 anos para o grande Fernando Maurício, que a incitou a perseguir uma carreira como fadista.

No entanto, o seu percurso passou por vários géneros até finalmente regressar ao fado pela mão do mestre da guitarra portuguesa António Parreira.

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Joana Rios apresenta agora em concerto “Fado de Cada Um”, o seu disco de estreia como fadista e que assinala esta mudança. O álbum aborda temas como a condição de ser fadista, o fado enquanto destino e o amor a Lisboa. Baseia-se no fado tradicional, fado canção e em composições originais, com poemas de José Luís Gordo, Carlos Conde, João Barreiros, Rosário Alçada Araújo, João de Bragança ou Carlos Heitor da Fonseca, que assina também as composições originais.

 

6 Maio 2017 | 21.30h - Centro Cultural (Caldas da Rainha)

19 Maio 2017 | 21.30h - Cine-Teatro Garrett (Póvoa de Varzim)

27 Maio 2017 | 21.30h - Casa da Música (Porto)

IndieLisboa… Festival Internacional de Cinema Independente

No IndieLisboa descobre-se o melhor cinema independente de todo o mundo. O festival acontece de 3 a 14 de maio na Culturgest, que volta a ser coprodutora, no Cinema São Jorge, na Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema e no Cinema Ideal.

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Na sua 14.ª edição, o festival traz à cidade e ao público mais de 250 filmes para descobrir em 12 dias, e ainda debates, workshops, encontros, festas e concertos. Uma celebração do cinema independente que preza a diversidade, apresentando ficções, documentários, animações, filmes experimentais, entre longas e curtas-metragens.

 

Em 2017, os grandes homenageados são os realizadores Jem Cohen, Paul Vecchiali, e a dupla Gusztáv Hámos e Katja Pratschke. A par das retrospetivas, é mostrado um programa de filmes recentes, divididos por secções e temas, obras inéditas que não poderiam ser vistas de outra forma. Há ainda um grande minifestival para os mais novos, o IndieJúnior, com filmes programados especificamente para cada faixa etária. O IndieLisboa é um espaço que envolve convidados e espectadores de todas as idades, proporcionando inúmeras possibilidades de enriquecimento profissional e pessoal.

DJ Overule revela novo single do seu álbum de estreia

Depois do sucesso do seu último tema "Body Talk", o vencedor do prémio "Melhor Dj Bass 2016" levanta um pouco mais o véu ao seu álbum de estreia "It´s not Over", com edição prevista para meados deste ano. "Take it All" é o seu mais recente single numa colaboração com o Rapper Norte-Americano Zak Downtown.

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A fusão de estilos emergentes do espectro da música urbana, estão bem patentes nesta nova produção, uma combinação arrojada e futurista que mistura R&B, Trap, Dancehall e Bass. Uma imagem de marca que tem vindo a carecterizar este artista português, quer seja no estúdio, quer seja em grandes palcos. O video foi produzido pela Point of View, sob a lente do realizador Thomas Zimmermann, que junta assim mais um vídeo ao seu já vasto portefólio, que conta com diversas criações visuais para artistas nacionais como Jimmy P, Fuse, Mastiksoul, Per7ume.

Com uma média anual de 150 espetáculos, Overule é possivelmente o DJ mais requisitado em terras lusas, o que faz dele um experiente manipulador de discos, conhecedor de tendências e perspicaz leitor de públicos. Tecnicamente dotado, Overule recorre frequentemente ao turntablism como complemento dos seus espetáculos, mas a sua verdadeira destreza vem da mestria com que cruza os mais variados estilos musicais (Electrónica, Hip Hop, RnB, Dancehall, Trap, Twerk, Dubstep, Drum&Bass) com a maior naturalidade nos seus gira-discos.

Oriundo da cidade de Nova Iorque, Zak Downtown é uma jovem promessa nas lides da nova-escola do rap da costa Este Norte-Americana, onde desde tenra idade começou a fazer sobressair a sua veia lírica. Tendo no seu Rap um tom divertido, despido de preconceitos e muitas vezes jocoso.

Nos últimos anos participou e colaborou com diversos e variados artistas do eclético mundo da música urbana/electrónica, nomeadamente: Lupe Fiasco, Chiddy Bang, T Mills, Dada Life, entre outros.

Clã & Mangka “Nura Pakhang (Eu e Tu)” é o primeiro Vídeo de “T(H)REE”

Nura Pakhang (Eu e Tu)”, colaboração dos Clã com Mangka, é o tema que dá origem a um vídeo gravado entre os Himalaias e a cidade do Porto, pelo galardoado realizador indiano Romi Meitei. A canção, bilingue, tem como letristas Carlos Tê, Hélder Gonçalves, Manuela Azevedo e Mayanglambam Mangangsana, músico também natural de Manipur, o estado indiano a sudeste dos Himalaias onde foi gravada a primeira parte do vídeo.

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São agora lançados, simultaneamente, os últimos três volumes de T(H)REE, recheados de canções feitas entre músicos nacionais e do Oriente. Uma produção de David Valentim com o selo da Omnichord Records que, desta vez juntou 74 projectos de pontos quase opostos do planeta. Para além dos Clã, a longa lista de artistas nacionais inclui nomes como First Breath After Coma, Peixe, Cave Story, Amélia Muge, Holy Nothing, Surma, Savanna, Old Jerusalém, The Lazy Faithfull, Basset Hounds, Birds are Indie, André Barros, Joana Gama, Indignu, Azevedo Silva, Duarte, JIBOIA, Pista, entre tantos outros.

Os processos de colaboração entre artistas de extremos quase opostos do globo nem sempre são fáceis mas podem sempre produzir resultados surpreendentes. É verdade que a criação colaborativa é hoje em dia facilitada pelos meios de comunicação e de troca de ficheiros mas o caminho para se chegar a um tema final pode ser cheio de aventuras. Tenta-se descobrir um caminho e as realidades por vezes tão diferentes levam a momentos em que se desabafam frases como "No início havia apenas uma base de ritmos que me soava estranha", " "Ele canta o verso como se fosse refrão e o refrão como se fosse verso", "Os arranjos semi-tonais deixaram-me sem saber para onde ir", "Uma guitarra desafinada foi a que lhe pareceu no tom certo", mas chegam a resultados que nos deixam a todos muito satisfeitos e com a certeza de que estão a explorar novos caminhos e linguagens na música.

 

T(H)REE é um projecto que tem juntado ao longo da última década músicos portugueses e asiáticos em colaborações  únicas, com o objectivo de criar novas sonoridades, explorar a cultura de novos territórios, e promover o que melhor se tem vindo a fazer nos mais variados estilos na música produzida nos dois pontos do globo. Depois do Volume 1 (Novas musicalidades de Portugal, Hong Kong e Macau, 2010), do Volume 2 (Music from Portugal, Philippines and Singapore, 2012) e do Volume 3 (From Portugal to Japan and South Korea, 2014), o projecto T(H)REE lança agora uma edição especial com mais três volumes e novas geografias do continente Asiático. Deste novo lançamento  intitulado  T(H)REE - A Musical Journey from Portugal to Asia, fazem parte o Volume 4 (Portugal - Bahrain - United Arab Emirates), Volume 5 (Portugal - Kazakhstan - Uzbekistan) e o Volume 6 (Portugal - India - Sri Lanka).

 

Nestes três volumes de T(H)REE, a produção foi parcialmente apoiada pela Fundação Oriente e a totalidade dos lucros alcançados revertem para a Associação Make A Wish Portugal.

FIMUV arranca já no dia 6 de Maio com Roby Lakatos & Ensemble

Para o seu novo álbum Roby Lakatos apostou num Ensemble rejuvenescido, completamente renovado conta com a participação de um leque de jovens músicos Húngaros de faixa etária compreendida entre os 19 e 25 anos. Constituem uma oportunidade única de se imergir num mundo caracterizado pela liberdade musical, ambiente caloroso, virtuosidade incomparável e um surpreendente reportório composto por melodias esquecidas no tempo transformadas em novos e originais arranjos.

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O violinista cigano Roby Lakatos não é apenas um virtuoso ardente, mas um músico que possui uma versatilidade estilística extraordinária. Igualmente confortável a tocar música erudita, jazz ou folk (húngaro), Lakatos é um músico ímpar que desafia a própria "definição". Ele é referido como violinista cigano ou “violinista diabólico”, um clássico virtuoso, um improvisador do jazz, compositor e arranjador, e recuperador do século XIX, na verdade consegue apresentar todas estas características simultaneamente. Roby é o género de músico universal que raramente encontramos nos tempos correntes – um artista que encontra a sua força como intérprete em atividades de improviso e composição. Tocou em grandes salas e festivais pela Europa, Ásia e América.

 

Nascido em 1965 no seio da lendária família de violinistas ciganos descendendo de Janos Bihari, «Rei dos Violinistas Ciganos», Roby Lakatos foi introduzido na música em criança e aos nove anos de idade teve a sua primeira estreia em público como primeiro violinista numa banda cigana. A sua musicalidade desenvolveu-se não só na sua família mas também no Conservatório Bela Bartók de Budapeste, onde ganhou o primeiro prémio na vertente de violino clássico em 1984. Entre 1986 e 1996, Roby e o seu Ensemble deliciou plateias em «Les Atéliers de la Grande Ille» em Bruxelas, a sua residência musical durante este período. Colaborou com Vadim Repin e Stéphane Grappeli, e a sua maneira de tocar foi extremamente apreciada pelo Sir Yehudi Menuhin, que fez sempre questão de visitar o clube em Bruxelas para ouvir Lakatos. Em março de 2004, Lakatos apareceu para grande regozijo na Orquestra Sinfónica de Londres, no festival «Génio do Violino» ao lado de Maxim Vengerov.

 

Quando Roby Lakatos mistura a conhecida “música clássica” com a magia da vitalidade Húngaro-cigana, não cria um desrespeito pela herança da cultura nacional, mas reflete a profunda tradição enraizada na herança cultural do Povo Cigano e oferece prazeres novos e refrescantes ao ouvinte e apreciadores de música. O público aprecia a sinergia entre o erudito e as raízes ciganas, à semelhança do que Liszt e Brahms fizeram através da utilização de temas húngaros em algumas das suas composições.

 

Europarque (Santa Maria da Feira)

6 de Maio 2017 | 21.30h

 

 

Despertar da Primavera, uma Tragédia de Juventude pelo Teatro Praga em Viseu....

“Despertar da primavera”, uma tragédia de juventude é uma peça escrita em 1891 por Frank Wedekind sobre um grupo de adolescentes em conflito com uma sociedade conservadora e moralista. O texto de Wedekind termina com uma conversa entre dois vivos e um morto num cemitério, junto à campa de Wendla Bergmann, rapariga de 14 anos que faleceu vítima de um aborto a que foi forçada pela mãe. O seu apaixonado, Melchior Gabor, recebe a visita do seu melhor amigo, Moritz Stiefel que traz a cabeça debaixo do braço. Moritz suicidou-se porque não passou de ano na escola e não se sentia capaz de enfrentar os pais. Vem oferecer a sua mão a Melchior, convidá-lo a morrer. Mas Melchior aceita a mão de um outro, a do “Senhor Mascarado”, figura primaveril que impede mais uma morte e que na estreia, na encenação de Max Reinhardt, foi representada pelo próprio Wedekind.

Esta imagem final resume o enredo. A crueldade e o amor entre pares, a intolerância geracional e o suicídio são alguns dos motivos queridos pela tradição interpretativa deste texto.

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A convite do Centro Cultural de Belém, o Teatro Praga regressa, depois de O Avarento ou A última festa (texto de J. M. Vieira Mendes a partir de Molière), a um clássico da literatura dramática para inscrever, num texto e teatro canónico, o lugar dos que não estão incluídos no sistema representativo.

Pretende-se, para isso, trabalhar o expressionismo lírico de uma adolescência disforme, com uma linguagem própria que anda longe de bipartições entre cínicos e sinceros, poéticos e racionais, adultos e crianças, homens e mulheres. Sem se deixar apanhar por uma posição de confronto ou contestação, fugindo ao enquadramento do antagonismo disruptivo, este espetáuclo navega por uma cor pink, em rito carnavelesco, para declarar identidades voantes e adoráveis

 

Prefere-se viver sobre o que está construído como se o hábito não nos pertencesse e olhasse para ele como coisa estrangeira. Trata-se de supor uma língua, a que se continua a chamar nossa, com a qual nos entendemos e que se deixa infetar por um grande espectro de utilizações como se fosse infinita e escapasse em permanência a um dicionária e gramática que as capturem. Despertar da primavera empurra a puberdade para longe da Natureza, da sujeição de um corpo a outro, da construção de identidades, num gesto emancipatório que escapa a todas as normalizações tradicionais e onde se vive a coexistência de linguagens e se confundem as referências

 

Teatro Viriato (Viseu)

5 de Maio 2017 | 21.30h

Galeria Francisco Fino inaugura com Morphogenesis

A abertura da Galeria Francisco Fino acontece na antecipação da edição de 2017 da ARCO Lisboa – Feira Internacional de Arte Contemporânea, e com a sua entrada no mercado sublinha um novo ciclo e o momento de renovado optimismo, crescente projecção e dinâmica, que se vive em torno da arte e da criação artística contemporânea em Portugal. “Estou muito entusiasmado por poder integrar um panorama rico, diversificado e crítico, onde se cruzam novas galerias, espaços geridos por artistas, institucionais ou informais, que souberam aproveitar o contributo dos nossos artistas, das galerias e estruturas já estabelecidas, para o reconhecimento que a cidade e o país angariam actualmente no circuito global da arte”, afirma o galerista Francisco Fino.

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A exposição Morphogenesis reúne trabalhos de 17 artistas portugueses e estrangeiros, entre estes os artistas que integram o portefólio da galeria - Gabriel Abrantes, José Pedro Cortes, Karlos Gil, Mariana Silva, Marta Soares, Tris Vonna-Michell e Vasco Araújo. Aos quais se juntam Adrien Missika, Alexandre Estrela, Arnout Meijer, Caroline Achaintre, Débora Delmar, Diana Policarpo, Irma Blank, Maria Loboda, Sasha Litvintseva e Saskia Noor Van Imhoff, numa selecção de trabalhos, na sua maioria apresentados pela primeira vez em Portugal, que moldam uma exposição onde o curador João Laia propõe investigar e desenvolver novos organismos artísticos.

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A escala e exigência do programa destacam a Galeria Francisco Fino como o projecto galerístico português mais jovem e ambicioso: representa sete artistas portugueses e estrangeiros, ocupa um antigo armazém em Marvila reconvertido numa ampla galeria com cerca de 500 metros quadrados, planeia apresentar anualmente seis projectos expositivos que serão desenvolvidos a par com um programa de conhecimento e participar em feiras da especialidade na Europa, América do Sul e América do Norte. O projecto de arquitectura da galeria é assinado pela dupla Guedes Cruz e Charters Monteiro e resulta da reconversão de um antigo armazém de vinhos e azeite, construído no final do século XIX, que se encontrava totalmente devoluto, numa galeria ampla e flexível, cuidadosamente desenhada e equipada para acolher projectos expositivos exigentes e apresentar obras nos mais variados media e suportes.

 

A Galeria Francisco Fino estabelece-se como a primeira localização fixa e consolida a actividade que o galerista desenvolve desde 2012, através da “Francisco Fino Art Projects”, uma plataforma dedicada à apresentação de projectos expositivos em formato nómada que percorreu vários espaços da cidade de Lisboa, onde programou múltiplos projectos de artistas portugueses e estrangeiros. A partir do novo espaço Francisco Fino dá continuidade ao percurso que iniciou em formato galerístico móvel, enquanto estrutura alinhada com a dinâmica de mobilidade do sistema da arte contemporânea. Pretende posicionar-se em toda a amplitude da geografia cultural, estabelecer parcerias e contribuir para a internacionalização, um processo que encara: “não como um objectivo, mas sim como uma missão que deve ser partilhada por todos os agentes e estruturas que formam o tecido cultural e artístico”.

 

De 18 a 21 de Maio a galeria vai também estar presente na Opening da ARCO Lisboa, a nova secção da feira que é dedicada a galerias com menos de sete anos de actividade, onde apresenta um programa com os artistas Adrien Missika, Karlos Gil e Tris Vonna-Michell.

 

Tomar dá a provar mais de 50 receitas de sopa…

No dia 6 de maio, a partir das 12h30, regressa à cidade templária o Congresso da Sopa. Este evento, que se realiza pelo 24.º ano consecutivo, é uma iniciativa do Município de Tomar, em parceria com mais de 30 restaurantes, associações e produtores de vinho locais.

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Os ingredientes são irresistíveis: boa comida e bebida que podem ser saboreadas numa ilha! É o que acontece neste Congresso da Sopa, que tem lugar no Mouchão Parque, uma ilha verdejante em pleno rio Nabão, onde podem ser degustadas mais de cinco dezenas de especialidades, acompanhadas pelos deliciosos néctares da região.

A sopa é a vedeta seja ela confecionada a partir de uma receita tradicional e apreciada em todo o país ou de uma experiência arrojada que surpreende o palato. Entre mais de meia centena de propostas, o difícil será escolher. À espera dos visitantes estão a sopa de peixe, a sopa da pedra, o caldo de enguias, a sopa de lampreia, a sopa de leitão, a sopa de castanha com cogumelos, a sopa de abóbora com gengibre, o creme de cenoura com crocante de farinheira, entre muitas outras. Há ainda sugestões com nomes originais, como a sopa de corno, que se espera que caia bem no estômago e no espírito! E, já a abrir o apetite para a Festa Templária, que se realiza entre 6 e 9 de julho, dá-se a provar a sopa medieval.

 

O Congresso da Sopa é uma das maiores e mais populares tradições da cidade de Tomar, mas continua com o mesmo vigor com que nos anos 90 veio revolucionar o universo das festividades gastronómicas em Portugal, criando um verdadeiro culto em torno da sopa. Neste evento, os “congressistas” entregam-se ao apelo dos sabores e à consciencialização da necessidade de uma alimentação saudável. Esta iniciativa tem um cariz solidário, uma vez que as receitas de bilheteira revertem para o Centro de Integração e Reabilitação de Tomar (CIRE).