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Glam Magazine

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O regresso a Portugal dos Postcards

Postcards são uma banda dream pop de Beirute formada no Verão de 2012 por quatro amigos: Julia Sabra, Marwan Tohme, Pascal Semerdjian e Rany Bechara. O início do projecto foi marcado por actuações no circuito de bares da capital libanesa, em que o repertório consistia essencialmente em versões de temas folk rock inglês e americano. A base de seguidores foi aumentando juntamente com o ímpeto de escrever canções originais que incluíram no trabalho de estreia “Lakehouse”, editado em Setembro de 2013.

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O segundo EP “What Lies So Still” foi lançado em 2015, recebeu bastantes críticas elogiosas e foi pretexto para duas digressões em Portugal nos meses de Maio e Outubro. A banda procurou novos territórios e influências e fez digressões pela Europa, Reino Unido e Médio Oriente, tendo aberto concertos para nomes como Beirut e Angus and Julia Stone e actuado em vários festivais no Líbano e noutros países.

 

O regresso ao nosso país surge em 2017 com o novo trabalho “Here Before” que inclui o single “Black and White”. Pela terceira vez com o produtor e engenheiro de som Fadi Tabbal (Tunefork Studios), o novo disco coloca-os próximo de uma sonoridade que definem como “dream pop/lo-fi rock” com temas marcados por vozes introspectivas sobre camadas sónicas mais expansivas.

 

19 de Maio 2017 - CRU (Famalicão)

20 de Maio 2017 - 7 Arte (Castro Verde)

24 de Maio 2017 - Sabotage Club (Lisboa)

25 de Maio 2017 - Cine-Teatro de Estarreja

26 de Maio 2017 - Salão Brazil (Coimbra)

27 de Maio 2017 - Concertos ao Entardecer (Faro)

28 de Maio 2017 - Concertos ao Entardecer (Sagres)

 

 

 

 

Três Tristes Tigres revisitam "Guia Espiritual" e "Comum" em Lisboa

Dois meses depois de terem aceite o convite do Porto Best Of para voltarem aos palcos, e de terem surpreendido o público que encheu a sala do Teatro Rivoli, os Três Tristes Tigres repetem a dose no Lux Frágil dia 19 de Maio. Ao vivo, a banda de Ana Deus e Alexandre Soares vai recordar os álbuns mais importantes da carreira dos TTT, "Guia Espiritual" (considerado pela Blitz o Melhor Disco de 1996, e pelo Público como um dos Melhores Discos dos Anos 90), mas também canções do disco “Comum” (1998).

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photo: Rui Pinheiro

 

Uma oportunidade única para ver a banda dos anos 90, natural do Porto, que nasceu da amizade de Ana Deus (Ban) com a escritora Regina Guimarães. Os primeiros concertos aconteceram no mítico Aniki-Bobó e assemelhavam-se a um cabaret pop, entre o poético e o corrosivo. "Partes Sensíveis" saiu em 1993 e ditou o caminho dos Tigres. Entretanto Alexandre Soares (GNR) juntou-se à banda e editaram "Guia Espiritual" e "Comum".

 

Passados 17 anos da última passagem dos Três Tristes Tigres pelo Lux Frágil, é com entusiasmo que anunciamos o regresso dos Tigres a Lisboa. Em palco, Ana Deus e Alexandre Soares contam com a participação de ex-músicos da banda, Quico Serrano (teclados), João Pedro Coimbra (percussão) e Rui Martelo (baixo).

 

Lux Frágil (Lisboa)

19 de Maio 2017

Sandy Kilpatrick em Ovar com poesia e participação de Maria Rezende em "Carne do Umbigo"

No próximo dia 20 de maio, Sandy Kilpatrick apresenta-se ao vivo na Casa do Povo de Ovar pelas 22:00 para um memorável concerto de apresentação do seu mais recente álbum "Confessions from The South". Este espectáculo tem também como convidada a poetisa brasileira Maria Rezende que apresenta "Carne do Umbigo", uma sessão perfomativa de declamação de poemas e videopoemas.

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Neste concerto, Sandy Kilpatrick viaja pelo seus últimos trabalhos, e apresenta o seu mais recente single "Burlesque Sky" saído de "Confessions from The South", álbum de homenagem a Portugal editado no passado dia 17 de março num inesquecível concerto no Theatro Circo de Braga. Esta apresentação na Casa do Povo de Ovar, uma ação com o apoio da Rádio AVFM, será um concerto em formato intimo. Com Sandy Kilpatrick na voz e guitarra acústica, ele é apenas acompanhado por Edgar Ferreira na guitarra eléctrica, Pedro André no contrabaixo e José Barroso no trompete.

 

A convite de Sandy Kilpatrick, ao espectáculo junta-se a poesia e o trabalho de Maria Rezende, caracterizado por muitos como uma literatura otimista, a artista brasileira apresenta "Carne do Umbigo", depois de atuar em Lisboa e no Porto. Um recital multimédia que tem como cenário as fotografias da autoria de Ana Alexandrino, que captou partes do corpo da poeta e que são depois costurados pelos videopoemas que se tornaram a marca dos espectáculos de Maria Rezende.

 

Casa do Povo (Ovar)

20 de Maio 2017 | 22.00h

 

Os laivos pop dos Virgem Suta

Música popular com laivos de pop rock, Jorge Benvinda e Nuno Figueiredo são de Beja e, em 2009, lembraram-se de fazer uma banda.

Nasceram num “país bestial (...) de um povão que samba no inverno e acredita no Pai Natal” e fazem caso disso.

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photo: Inês Lopes da Costa

 

Guitarras, adufe e cavaquinho no colo, a dupla canta canções de taberna, pede mais um copo e até já cruzou linhas com Manuela Azevedo, dos Clã. Garras afiadas na ironia, às vezes cantam coisas de quem não é de “comer e calar”. Tomam conta da Casa da  Cultura em Ílhavo no dia 13 de Maio…
Brinde a quem aí vier…

 

Casa da Cultura de Ílhavo

13 de Maio 2017 | 21.30h

Islam Chipsy & EEK regressam a Portugal

Num transe assumido entre a mente e o corpo, os Islam Chipsy fazem parte daquelas bandas pelas quais nos apaixonamos à primeira vista. Electricidade que cola os ossos à medúla, o inacreditável teclista egípcio, flanqueado pelos percussionistas Khaled Mando e Islam Tata, faz uma ponte assumida entre o antigo e o actual, o ocidente e o oriente.

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Estreou-se por terras portuguesas a bordo do aniversário da Lovers & Lollypops e, desde então, tem espalhado os ecos de festa por toda a Europa, transportando os palcos de diversos festivais e clubes em portais de acesso directo às agitadas festas da urbe do Médio Oriente.

Islam Chipsy (que sempre se fez acompanhar da dupla estrondosa EEK) mostra do que realmente é feito… electricidade pura que se faz sentir dos ossos à medula. Chipsy é o passadiço entre o novo e o velho, o ocidental e o oriental, que vai colorindo dentro e fora das linhas da cena Chaabi a rebentar no Cairo, criando uma linguagem própria que nos deixa de mente em transe e corpos possuídos. Provavelmente o mais paradigmático artista desta tensão entre tempos e culturas vividas no Cairo, em conjunto com a dupla de percussionistas EEK, Chipsy eleva a possibilidade à insanidade e à electrificação da mente e do corpo com transe induzido em dança.

 

Casa Independente (Lisboa)

26 de Maio 2017

III Ciclo de Música Portuguesa Avecultural 2017

Riba de Ave acolhe ​o III Ciclo de Música Portuguesa Avecultural 2017. Os Cru abrem as hostilidades​ este Sábado dia 13 de Maio pelas 21h45 no Mercado de Riba de Ave com entrada livre.​

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O êxito da iniciativa, que se enquadra na estratégia de dinamização cultural implementado pela Câmara Municipal de Famalicão neste território. Neste sentido, o II​I​ Ciclo de Música Portuguesa AVECULTURAL 2017​ apresenta-se com um cartaz de músicos/bandas consagradas no panorama artístico nacional​ como Cru, Old Jerusalém. Joana Barra Vaz e Roger Pléxico​ com concertos em ​quatro freguesias:​Riba de Ave​ Oliveira de Santa Maria, ​Bairro e Oliveira de São Mateus​, ​

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​O objec​tivo deste certame é por agora crescer com qualidade artística, captar e fidelizar públicos. A entrada é gratuita.

Cru

13 de Maio​ - 21h45​ / Mercado de Riba de Ave - V.N.Famalicão​.

Old Jerusalém

17 de Junho​ - 21h45​ / Mosteiro de Oliveira de S.Maria - V.N.Famalicão​.

 

Joana Barra Vaz

22 de Julho​ - 21h45​ / Oliveira de S.Maria - V.N.Famalicão​.

 

Roger Pléxico

19 de Agosto​ - 21h45​ / Bairro - V.N.Famalicão

Carminho na Casa da Criatividade

Não sei talvez quem és, mas sei quem sou." Nem podia ser de outro modo, quando quem canta estas palavras de Vasco Graça Moura é alguém que sempre soube que o fado era o seu destino, mas que só o quis assumir depois de ter compreendido quem era realmente.

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Em 2009, Carminho cantava o "Fado" que era o seu fado desde muito nova. E o seu "Fado" tornou-se  num dos mais aclamados álbuns de 2009. Com Perdoname, com Pablo Alborán, Carminho tornou-se na primeira artista portuguesa a atingir o número 1 do top espanhol, lançando em 2012 o seu segundo álbum, "Alma”.

 

No final de 2014 foi editado o terceiro álbum de Carminho, "Canto", que abarca alegremente Caetano Veloso e inclui dueto com Marisa Monte e várias participações especiais. Um “Canto” que, como canção de marinheiros que o Fado também é (e sempre foi), se alimenta do mundo para moldar uma alma profundamente portuguesa, uma alma para a qual a voz de Carminho é, cada vez mais, a perfeita tradução em palavras e sons.

E, quando Carminho canta, a Alma e o Fado estão sempre lá.

 

Casa da Criatividade (S.João da Madeira)

12 de Maio 2017 | 21.30h

Tour 10 Anos Discotexas arranca amanhã

2017 é um ano importante. Foi há dez anos que Moullinex e Xinobi criaram a Discotexas, e por muito que soe a lugar-comum, a verdade é que ninguém imaginava que 10 anos depois a Discotexas ainda existisse e muito menos alcançado tudo o que alcançou.

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Para comemorar, este ano será uma festa constante e para o primeiro evento 10cotexas em Lisboa, no Lux, juntam-se Moullinex, Xinobi e Bufi, todos eles com edições novas em 2017. Moullinex edita o terceiro álbum em Setembro e até lá vai lançando pistas em formato single como “Open House” ou “Love Love Love”.

Xinobi editou o segundo álbum “On The Quiet”, e tem os novos temas “Skateboarding”, com a participação de Ian Mackaye (Fugazi/Minor Threat), “Far Away Place” ou “Searching For”. Bufi vem do México e faz parte de uma nova vaga de produtores mexicanos a saltar fronteiras. Depois do excelente álbum “Revelación” ter saído com selo Discotexas em 2016, em 2017 é tempo de editar alguns EPs de remisturas.

 

O programa de festas continuará no Porto no dia 19 e na Covilhã no dia 20. Dia 26 sairá a Colectânea DISCOTEXAS que tem já como primeiro single "Family Affair" e será pretexto para uma grande festa com             , dia 7 de Junho, no Musicbox em Lisboa

Rão Kyao novo disco "Aventuras da Alma"… amanhã à venda

O novo disco de Rão Kyao é colocada à venda já amanha, 12 de Maio. Algures no Verão, em Portugal, numa aldeia – uma festa e uma banda com a sua típica sonoridade melódica e rítmica, baile com mandador e tudo...

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Algo insólito acontece: Gnomos e duendes da floresta decidem penetrar na celebração. Abrem-se as portas para uma nova realidade e entramos no mundo das "Aventuras da Alma", com a visão que só a mesma nos pode proporcionar. Aí, voamos!

Banda brasiliense Stoyca critica sociedade com letras poéticas

Ninguém Estava Aqui”, é o primeiro disco da banda brasiliense Stoyca, foi lançado no final de 2016, mas as músicas trazem dilemas que permeiam a sociedade há anos e por isso, ganham um tom intemporal. Violência em geral e em especial a violência contra as mulheres, a força do entretenimento utilizado pelos meios de comunicação, o engarrafamento diário das estradas e a velocidade em que as coisas se modificam são alguns dos temas abordados nas letras de Jorge Verlindo, o líder da banda.

Cheias de poesias, as dez músicas que estão no álbum, podem apanhar desprevenidos os ouvintes mais desatentos, que podem não perceber o quão profundas são as canções. Em “Bruxa Cega”, a segunda música do disco, Jorge canta: “Se fosse um ou dois apenas/quebrando suas pernas em vários pedaços na televisão/e achando bom/se fosse uma ou duas penas/mas não a vida inteira fatiado/como peixe de supermercado/só achando bom”.

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“Sinto em todo o álbum tem uma violência contida que o permeia. Ele é um estudo sobre as deformações que a gente sofre diariamente e algumas delas vêm da violência. ‘Bruxa Cega’ é sobre um transe que nos faz engolir o que os meios transmitem sem nos questionarmos, e essa violência é apenas parte disso. Ela é acima de tudo a própria forma como tudo pode virar um show e de repente esquecermos o que importa”, explica Jorge.

 

A crítica à sociedade também fez com que a banda criasse um site interativo, onde a pessoa ouve as canções do álbum após responder uma pergunta que tem duas opções de resposta. A cada questão respondida, as pessoas são levadas para a música seguinte e todo processo vai de acordo com o humor da pessoa. Para testar aqui .

Com três anos de existência, a banda lançou um EP homônimo em 2015 e o álbum “Ninguém Estava Aqui” em 2016. Vindas de um contraponto, as canções trazem as inquietações e fantasmas que atormentam a cabeça de Jorge Verlindo, que lidera a banda e é responsável por todas as composições.

Milhões De Festa’17… Hieroplyphic Being, Sly & the Family Drone, Ghost Wavves + Mike El Nite e mais no Palco Piscina

É o palco mais emblemático, estival e quente do verão, e é também uma das imagens que marca todos os Milhões de Festa: a piscina alinhada pela Red Bull Music Academy, relação que se renova pelo segundo ano consecutivo para o melhor lineup para mergulhos, cocktails e refrescos. O Palco Piscina regressa, assim, para os três dias mais quentes do mês de Julho, de 21 a 23, e traz à cabeça o incontornável Jamal Moss enquanto Hieroglyphic Being, que actua na condição de anfitrião do palco.

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Não menos importante entre os artistas propostos pela Red Bull Music Academy (RBMA) são as fusões entre diferentes projectos, algumas mais inusitadas do que outras, mas invariavelmente especiais: o já anunciado Sarathy Korwar actua no Palco Piscina, onde protagonizará também um set em formato improv com Hieroglyphic Being, o colombiano Barrio Lindo regressa à piscina para partilhar palco com a dupla portuguesa de inspiração tropicalista Lavoisier, MMMOOONNNOOO e Quim Albergaria comprimem noise, drone e bateria em MQNQ, e Ghost Wavvves junta a sua electrónica balanceada com alucinações nipónicas ao rap de Mike El Nite. Haverá ainda espaço para rasgar movimentos de dança com a combinação entre os produtores de electrónica GPU Panic e Shake It Maschine, e o b2b clássico das DJs portuenses MVRIA e Supa.

 

Além destas colaborações, haverá concertos dos britânicos Sly & the Family Drone, trazendo algum noise orgânico para agitar as águas da piscina, e dos seus compatriotas Shame, rockers de má rés e de boa ginga, estes últimos em estreia por Portugal. Haverá, ainda, um DJ set do suíço de costela turca Mehmet Aslan e, com um código postal português na descrição, um concerto dos surfers O Bom, o Mau e o Azevedo, a puxar os galões à Califórnia dos anos 60.

 

Para subir mais a parada da experiência na piscina, a RBMA vai maquinar um sistema de som subaquático para alargar o alcance da festa até dentro de água, também, garantindo que não há tempos mortos, nem zonas, junto ao palco mais quente do verão.

 

O Milhões de Festa regressa a Barcelos de 20 a 23 de Julho e já tem confirmados Graveyard, The Gaslamp Killer, faUSt & GNOD, Meatbodies, Janka Nabay & the Bubu Gang, Sarathy Korwar, entre outros

HMB… "Não me leves a mal" é a nova aposta da banda que sobe ao palco do Rock In Rio Brasil

Não me leves a mal" são os HMB em estado puro… Alegria, boa energia,  boa disposição e sempre com mensagem positiva. "É um tema que retrata aqueles dias em que acordas tão bem disposto, que nada te  vai estragar o vibe. Podes ficar parado no trânsito, estar a chover, nada vai alterar o teu estado de espirito".

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O ano começou bem para os HMB… um novo disco de originais, uma tour com mais de 60 datas confirmadas, duas nomeações para os  Globos de Ouro - Melhor Música com "O amor é assim" e Melhor Grupo, e o convite para o Rock in Rio, em Setembro, cumprindo um sonho antigo da banda de tocar no Brasil.

Coisas boas que não se esgotam aqui, já que os HMB prometem ainda mais novidades até ao final do ano.

Les Fillles de Illighadad ao vivo em Portugal pela primeira vez

O projecto da guitarrista Fatou Seidi Ghali que, ao vivo, conta com a cantora Alamnou Akrouni e uma executante de tende - um tambor feito de uma caixa de barro sobre a qual se estica uma pele de cabra - tem estreia marcada para Portugal na próxima semana. O trio tuareg apresenta-se dia 17 de Maio no B.Leza, em Lisboa; 18 na Casa da Música, no Porto; 19 no Festival Islâmico de Mértola; e no dia 20 na Casa do Povo de Santo Estevão, em Tavira. Uma ocasião especial para as Les Fillles de Illighadad que pouco conhecem do mundo fora da sua aldeia, Illighadad, perdida no centro do deserto do Niger. Esta será, aliás, a segunda digressão pela Europa, depois de uma auspiciosa estreia no festival Le Guess Who, em finais do ano passado.

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A estas raparigas de Illighadad atribui-se o início de uma verdadeira revolução: Fatou Seidi Ghali é uma das duas mulheres que sabem tocar guitarra em todo o Niger. Nesta conservadora sociedade tuareg, as mulheres tiveram sempre um papel na música, embora a guitarra seja, por tradição, tocada apenas por homens. Fatou descobriu uma velha guitarra acústica em casa há meia dúzia de anos, lá deixada por um irmão mais velho, e aprendeu a tocar sozinha, conquistando o respeito e o orgulho da sua pequena comunidade. Quando pega na guitarra e toca, Fatou vê-se imediatamente rodeada pelos habitantes da sua aldeia e é normalmente acompanhada por outras mulheres, que cantam e batem palmas de uma forma ritmada, sublinhando o carácter comunal da sua música. É natural que assim seja: o tende, que além de um instrumento é igualmente um género musical, tem uma função social e normalmente acompanha rituais de cura, festivais de camelos, mostras de dança e outras ocasiões especiais.

 

Para Fatou Seidi Ghali, no entanto, o tende é apenas um ponto de partida para a sua visão singular da música, que coloca a linguagem da guitarra no centro das suas peças ligando-se assim a uma outra tradição tuareg internacionalmente representada pelos Tinariwen. Para Christopher Kirkley, o patrão da etiqueta Sahel Sounds que muito tem feito para divulgar a música da região do Niger, o híbrido de tende e guitarra criado por Les Fillles de Illighadad pode ser mesmo o início de uma nova linguagem: “Elas estão a explorar uma nova direcção, adaptando velhas canções tende a um reportório de guitarra, o que me parece ser verdadeiramente revolucionário para a música tuareg”, garante o editor que, conclui: “Penso que elas estão á beira de criar algo de novo e verdadeiramente excitante”.

 

Para acompanhar a presente digressão, a Sahel Sounds editou em vinil e digitalmente, através do Bandcamp, um EP onde a hipnótica arte destas Fillles de Illighadad ganha uma nova luz.

Ao vivo, o impacto será ainda mais tremendo.

“Retratos de Siza” será lançado no Literatura em Viagem

“Não há edifício na obra de Siza que não seja também a janela que o abrirá ao mundo”. As palavras são de João Fernandes, diretor adjunto do Museu Rainha Sofia, de Madrid, e estão na introdução do livro “Retratos de Siza”, de Valdemar Cruz, que será apresentado no decurso da décima primeira edição do festival Literatura em Viagem, que decorrerá entre os dias 12 e 14 de maio, em Matosinhos.

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Resultado de vinte anos de entrevistas do jornalista Valdemar Cruz a Álvaro Siza Vieira, a nova edição de “Retratos de Siza” traça um perfil panorâmico sobre a vida, a obra, as escolhas e as paixões do mais reconhecido arquiteto português, da viagem a Barcelona que o levou a apaixonar-se pela obra de Gaudí ao regresso, no ano passado, ao bairro social que desenhou para a Giudeca de Veneza. A conversa entre o arquiteto Álvaro Siza Vieira e Valdemar Cruz está marcada para as 18 horas de sábado, 13 de maio, na Biblioteca Municipal Florbela Espanca, escancarando as janelas do Literatura em Viagem para o diálogo fluído entre diversos modos de compreensão do mundo. A conferência de abertura do festival, na sexta-feira, estará, de resto, a cargo de Carlos Fiolhais, físico, ensaísta e um dos maiores divulgadores da ciência em Portugal.

 

A décima primeira edição do Literatura em Viagens vai trazer a Matosinhos mais de duas dezenas de autores nacionais e internacionais, convocados para debater a Europa em que vivemos. Respondendo ao mote “Abel e Caim, irmãos europeus”, o programa do festival conta este ano, entre outros, com Hélia Correia, vencedora do Prémio Camões em 2015, e Frederico Lourenço, vencedor da última edição do Prémio Pessoa e tradutor da Bíblia, que revisitarão a Grécia e o património intelectual que nos une, numa época em que os ideais do viajante e a universalidade da literatura e da cultura estão sob ameaça.

 

Outros autores que marcam a escrita contemporânea estarão presentes no LeV, do britânico David Mitchell, cujo “Cloud Atlas” (Editorial Presença, 2012) esteve na lista final do prestigiado Booker Prize, à canadiana Rachel Cusk, que tem sido nomeada para alguns importantes prémios internacionais (“Arlington Park” teve edição portuguesa, pela Asa, em 2009), passando pelo espanhol Jesús Carrasco, galardoado em 2016 com o European Union Prize for Literature pelo romance “La tierra que pisamos”, ou por Abraão Vicente, escritor, artista plástico e ministro da Cultura de Cabo Verde.

 

Para além de “Retratos de Siza”, obra cuja edição tem o apoio da Câmara Municipal de Matosinhos, o Literatura em Viagem trará ainda a apresentação de “O Pianista do Hotel”, o novo romance de Rodrigo Guedes de Carvalho. Entre os convidados estarão ainda nomes como o do mexicano Antonio Sarabia e dos portugueses Ana Margarida de Carvalho e João Tordo.

 

O regresso a Portugal dos The National…

The National, uma das mais adoradas bandas do público português, acaba de anunciar a digressão mundial de apresentação do novo álbum, “Sleep Well Beast”, com um concerto único em terras lusas, dia 28 de outubro, no Coliseu dos Recreios em Lisboa. O sétimo àlbum da banda será disponibilizado para venda dia 8 de setembro.

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photo: Paulo Homem de Melo

 

Conhecidos pela sua criação e interpretação musical única, The National contam na bagagem com seis discos de originais. O novo registo de originais foi produzido pelo compositor, guitarrista e teclista da banda Aaron Dessner, e co-produzido pelo vocalista Matt Berninger e pelo guitarrista Bryce Dessner. Este álbum é um dos mais aguardados pelos fãs, tendo sido suficiente o lançamento nos últimos dias de teasers de duas novas músicas para provocar o entusiasmo dos fãs e da crítica.

 

A digressão “Sleep Well Beast”, uma das mais esperadas do ano, irá contar com mais de 40 espetáculos, nas mais importantes salas do mundo. Os bilhetes serão colocados à venda a partir de dia 19 de maio, nos locais habituais.

 

Coliseu dos Recreios (Lisboa)

28 de Outubro 2017 | 20.30h

EDP Fado Café apresenta Cartaz…

O EDP Fado Cafe, o sétimo e mais novo palco do NOS Alive, que nasceu com a Rua EDP na passada edição, vai contar com um ambicioso cartaz aos longo dos três dias do festival, reunindo alguns dos mais consagrados nomes do Fado, bem com outros artistas com fortes relações com este género. Carminho, Miguel Araújo, Mário Pacheco, Janeiro, e a histórica Tasca do Chico, representada pelos fadistas Maura, João Carlos, Adriano Pina e Milene, são os nomes que dão voz a este género musical português, que é desde 2011 “Património Imaterial da Humanidade”, e que ao mesmo tempo revela como este estilo está bem presente na cultura de muitos outros artistas portugueses.

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photo: Paulo Bico

 

Dia 6 de julho, o EDP Fado Cafe recebe Miguel Araújo um dos mais importantes e relevantes compositores da atualidade com obra feita em “Os Azeitonas” a solo e para filmes como o recente remake do "Canção de Lisboa" do qual saiu um grande sucesso na voz de Cesar Mourão e Luana Martau com o tema "Será Amor". Araújo é ainda responsável pela composição de temas para os maiores fadistas da nova geração, como é exemplo Carminho, Ana Moura, Raquel Tavares e António Zambujo, para quem compôs, entre outros, o “Pica do 7”, que para além de um enorme sucesso, que certamente ficará para a história, foi vencedor de um Globo de Ouro. Miguel Araújo, músico que se tem destacado como compositor, letrista, cantor e músico, leva ao NOS Alive um espetáculo especial, desenhado exclusivamente para o festival e as suas ligações ao fado. Neste mesmo dia sobe a palco Mário Pacheco, um dos mais importantes nomes da guitarra portuguesa, conhecido tanto por acompanhar Amália Rodrigues, como pelas suas composições interpretadas por Camané, Mísia, Sofia Varela, entre outros. O músico apresentará neste dia no NOS Alive um recital de música portuguesa que promete ficar na história do festival.

 

O segundo dia do festival abre portas para receber Carminho, um dos maiores nomes do Fado e uma das artistas portuguesas de maior projeção internacional. Com um percurso inquestionável, que rapidamente conquistou o mundo, Carminho, partilhou palco e estúdio com alguns dos mais impressionantes nomes da indústria, como Pablo Alborán, Caetano Veloso, Marisa Monte, Chico Buarque, entre outros. A artista que traz o fado na alma, vai marcar presença no EDP Fado Cafe dia 7 de julho com um espetáculo especialmente preparado para o NOS Alive, capaz de conquistar todo e qualquer festivaleiro. Neste mesmo dia sobe ainda a palco o jovem artista português, Janeiro, que neste concerto irá apresentar para além do seu reportório, vários temas do cancioneiro popular português, em que cada canção deixa claro a procura de uma identidade própria.

 

Já dia 8 de julho, último dia do festival, o EDP Fado Cafe vai contar com uma programação muito especial, preparada em conjunto com a Tasca do Chico, uma das mais tradicionais e históricas casas de fado, com reconhecida fama mundial e citada pelos principais meios internacionais, como é o caso da BBC. João Carlos, fadista e histórico apresentador da Tasca do Chico, Maura, Adriano Pina e Milene, são as vozes conceituadas deste local histórico que irão levar até ao NOS Alive o verdadeiro ambiente da Tasca do Chico.

 

A este cartaz juntam-se ainda os Blues’ n’ Swing, que têm como missão dar vida à pista de slows, que ocupará o Palco EDP Fado Café, no final de cada noite, num revivalismo perfeito envolto na famosa bola de espelhos. Blues’ n’ Swing, são um grupo de jovens e talentosos músicos, habituados a criar uma atmosfera “cool” e intimista, através de um repertório que cobre as jóias do cancioneiro Americano e Brasileiro com um toque de modernidade. Desde o primeiro acorde não há volta a dar, a noite vai ser memorável.

 

Ana Sofia Vinhas, Diretora de Marca do Grupo EDP, salienta que “há 8 anos que a EDP está presente no NOS Alive. Termos ajudado a criar a Rua EDP e o EDP Fado Cafe é um motivo de orgulho e reforça a nossa aposta na área da musica. Hoje somos uma das marcas que mais apoia a música portuguesa e a nossa ligação a este sétimo palco que irá privilegiar a música nacional é o resultado desta nossa forte aposta”.

 

10 years x 10 classes dos Urban Sketchers

Os Urban Sketchers comemoram em 2017, dez anos de existência e promovem um conjunto de eventos espalhados pelos 5 continentes. O 10 years x 10 classes promove workshops enquadrados em três temas: Pequenas Histórias; Histórias Médias e Grandes Histórias, com o objetivo de promoção das cidades através do desenho.

Em Elvas estão agendados 3 workshops, que vão decorrer nos dias 20 e 21 de maio, sendo dois deles dedicados ao património militar e um terceiro a um objeto e tradição local: a ronca de Elvas.

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No dia 20 de maio decorre a Pequena História e a Média História, às 10.00 e às 14.30 horas, respectivamente. A Pequena História terá lugar no Museu Militar, sob a orientação de Miguel Silva e Vicente Sardinha, dedicado aos desenhos à escala da mão. Os participantes vão desenhar o Museu Militar e alguns dos seus objectos integrantes, como automóveis, carros de combate, etc. A Média História será à escala da arquitetura, representada pelo Forte de Santa Luzia. Orientam o workshop José Kuski e Rui Baptista.

 

No dia 21 de maio, às 10.00 horas, a Grande História acompanhará o trabalho de Luís Pedras, artesão local, abordando e acompanhando o processo do fábrico de roncas, a sua história e tradição. João Sobreiro e José Barreiros acompanham os desenhadores que registarão o desenvolvimento do workshop em formato de banda desenhada.

 

Em todos os workshops os participantes receberão um briefing, contextualizando-os sobre o tema e com sugestões de exercícios e técnicas para o efeito concreto.