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Glam Magazine

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“Insular” leva Aline Frazão a Espinho

Aline Frazão vai assumir o palco do Auditório de Espinho a solo. A cantora, um dos nomes sonantes da nova geração de músicos angolanos, apresenta-se agora num registo intimista e imperdível.

Depois de, no final de 2015, ter lançado o seu terceiro disco de originais, Insular, Aline Frazão já pisou palcos de outros três continentes. Desta vez, estará em Espinho para contagiar o público com a sua expressividade vocal, capaz de encher um palco inteiro.

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photo: Dinis Santos

 

Insular” foi gravado na ilha escocesa de Jura e teve produção do britânico Giles Perring e conta com a participação do guitarrista português Pedro Geraldes (Linda Martini).

 

Natural de Luanda, a cantora fez a sua estreia discográfica em 2011, com “Clave Bantu”, um álbum que contou com a colaboração de escritores angolanos como José Eduardo Agualusa e Ondjaki. 

“Movimento” é o título do segundo registo. 

 

Auditório de Espinho

19 de Maio 2017 | 21.30h

Salvador Sobral esgota concertos…

2017 ficará para sempre marcado na história da música portuguesa como o ano da vitória do Festival da Eurovisão por Salvador Sobral, mobilizando o país e a Europa com "Amar Pelos Dois", o tema composto pela sua irmã, Luísa Sobral e arranjos de Luís Figueiredo. Em Julho, Salvador Sobral apresenta "Excuse Me", o seu disco de estreia, e comemora esta vitória em salas icónicas do país, que já se encontram esgotadas: o Centro Cultural de Belém, em Lisboa, a Casa da Música, no Porto, e o Convento de São Francisco, em Coimbra.

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"Amar Pelos Dois" foi o tema favorito na votação do júri e do público da Eurovisão. Durante a tarde de sábado foram ainda entregues os Marcel Bezençon Awards, dois galardões extra-concurso, que os comentadores atribuíram a Salvador Sobral, pela sua interpretação, e os compositores dos países concorrentes a Luísa Sobral, pela melhor composição a concurso.

 

Salvador Sobral, que passou pelos Estados Unidos e residiu também alguns anos em Barcelona, onde estudou jazz na prestigiada escola Taller de Musics, vai buscar às suas viagens e formação musical o ponto de partida para a criação de um universo artístico que começa sempre no jazz mas também visita a bossa-nova ou a tradição sul-americana dos boleros. É depois na sua interpretação segura, emotiva e carismática que consegue estabelecer laços cada vez mais profundos com o público.

“Think About A New World”... Imaginarius

O Imaginarius – Festival Internacional de Teatro de Rua de Santa Maria da Feira chega à sua 17ª edição com foco na sociedade, na criação artística contemporânea e na capacitação criativa. Num ano único de afirmação internacional de Santa Maria da Feira como a Cidade das Artes de Rua e de Portugal como um país emergente no centro da dinâmica de circulação europeia no setor, o Imaginarius coorganiza e acolhe o FRESH STREET#2, o maior seminário internacional para profissionais das Artes de Rua.

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De 25 a 27 de maio, o centro histórico de Santa Maria da Feira volta a transformar-se num palco único de experiências para todas as idades. Com um programa artístico que concetualmente coabita na antítese entre a cegueira e a luz, o Imaginarius apresenta, em 2017, um conjunto de propostas artísticas de todo o Mundo que nos farão refletir a sociedade e a nossa forma de ser e estar. Um percurso através da reflexão social e do modus vivendi da atualidade dá o mote a uma edição que explora o espaço urbano nas suas diversas camadas, oferecendo ao público experiências diferenciadas, através de múltiplas abordagens e reflexões artísticas. A criação artística contemporânea continua a ser o eixo central de pensamento criativo do Imaginarius, oferecendo a artistas consagrados e emergentes a oportunidade de trabalhar e expressar a sua linguagem estética numa cidade aberta à experimentação e inovação de conceitos e técnicas artísticas.

 

Uma vez mais, o centro histórico de Santa Maria da Feira respira, durante 3 dias, um ambiente único e internacional, com a presença de mais de 400 artistas de 13 países, numa dinâmica profissional alargada que consagra mais de 30 nacionalidades já registadas no seminário FRESH STREET#2, que acontece em paralelo ao festival. A forte aposta no desenvolvimento de oportunidades de criação artística e de exploração da estética contemporânea para o espaço público refletem-se em 11 estreias absolutas e 23 estreias nacionais, dentro dos 41 espetáculos e intervenções que compõem o programa. O intenso alinhamento materializa 140 apresentações e 9 instalações efémeras. A capacitação e o envolvimento são também eixos fundamentais, com destaque para o workshop de intervenção urbana dos brasileiros Desvio Coletivo, que termina com duas performances no festival, permitindo a participação dos formandos. Por outro lado, o festival sueco Lights in Alingsas promove um workshop de light design para o espaço público que culminará com a apresentação de instalações de luz que marcarão as noites do festival em diferentes locais da cidade. Em antecipação, estes projetos traçam o percurso antagónico dos elementos centrais desta edição, que vai ao interior de cada um de nós, explorando memórias, feridas e sentimentos, capazes de se transformarem em projetos artísticos contemporâneos para o espaço público.

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A comunidade sénior de Santa Maria da Feira volta a juntar-se a Joana Vasconcelos na comemoração do 10º aniversário da “Donzela”, uma peça única e simbólica que uniu e volta a juntar a comunidade em torno de um projeto artístico, pensado para o ex-líbris da cidade: o Castelo. Também a comunidade escolar tem a oportunidade de se manifestar artisticamente, através de dois projetos distintos (MANIFESTO e REFLEXO), capazes de abraçar diferentes faixas etárias e conquistar um novo espaço para o Imaginarius Infantil, trilhando um caminho de aproximação do artista à escola e aos jovens, e simultaneamente promotor do pensamento crítico e difusor de novas linguagens artísticas.

 

A coprodução como o derradeiro eixo de desenvolvimento artístico e económico, colocando artistas locais em contacto direto com congéneres de outros países e desenvolvendo oportunidades de participação e difusão internacional, marcou os últimos anos, materializando-se em 2017 numa oportunidade única de experimentação. Fruto de uma parceria do Imaginarius com a FiraTàrrega (Catalunha, Espanha), um grupo de jovens criadores portugueses e catalães trabalhou sobre as feridas da sua memória, sob direção de Julieta Aurora Santos. Uma aventura artística e conceptual que marca os dois festivais e coloca Portugal em foco no maior festival de rua espanhol.

 

O Imaginarius dá, ainda, espaço a consagrados criadores e companhias à escala internacional, oferecendo ao público português a oportunidade de contactar com os vultos da criação artística para o espaço público e as suas mais recentes produções. Assim, numa viagem ao sonho metafórico da sociedade perfeita, Theater TOL apresenta no Imaginarius o espetáculo de grande formato Pedaleando Hacia el Cielo, num jogo de emoções e sensações que nos guiam por entre os obstáculos e elementos obscuros da sociedade de hoje, conquistando o céu como anjos que pedalam nas nuvens e nos guiam aos nossos objetivos.

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Numa abordagem à ascensão social e ao bloco de betão como elemento central e estrutural das cidades de hoje, NoFit State Circus e Motionhouse trazem pela primeira vez a Portugal o espetáculo BLOCK. Uma aventura onde o circo e a dança competem pelo protagonismo, transportando-nos para uma viagem em torno de metas, obstáculos e conquistas. Mas afinal o que acontece depois de atingirmos um objetivo?

 

O Mais Imaginarius reforça a sua dimensão e importância internacional ao receber 190 candidaturas de 38 países para a edição 2017. Serão 20 as propostas em apresentação no concurso internacional de criações de artistas emergentes para o espaço público, que após avaliação do júri internacional terá um vencedor. À semelhança de Cia. Moveo, este regressará em 2018 com uma criação em residência para estreia no Imaginarius. Conseqüències é, então, fruto do regresso a Santa Maria da Feira dos catalães Moveo – vencedores do Mais Imaginarius 2016, partindo das consequências das novas ações quotidianas para o reflexo do estado social atual. Um espetáculo físico e intenso que nasce em Santa Maria da Feira fruto de consequências...

A luz como elemento de união e propagação de emoções sociais contrasta com o negro e a escuridão da competição e da ascensão ao poder, materializando um lado social mais aberto e criativo, apto a outras manifestações. Em 2017, o Imaginarius explora, ainda, a luz como elo de conexão social, com foco na instalação e na arte pública, como elementos de provocação e reflexão crítica das cidades de hoje.

 

A FAHR 021.3 pensou no centro histórico da cidade e na sua ligação patrimonial envolvente para o desenho de uma peça original que ocupará a cidade durante várias semanas. CANOPY é uma estrutura geométrica, leve e ténue, que marcará prismas e pontos de vista, ao mesmo tempo que altera a visão diurna e noturna e nos obrigará a observar de novos ângulos. O Imaginarius é, ainda, um festival de experiências, tal como Architects of Air nos proporciona com a presença de uma escultura da coleção LUMINARIUM. Túneis de luz caleidoscópicos acomodam o público no seu interior para uma viagem intimista e introspetiva ao interior de nós mesmos.

 

Um festival aberto, acessível, introspetivo e provocador. Um espaço de oportunidade social e cultural. Um mundo de opções estéticas e artísticas. Uma metáfora dos princípios morais da sociedade contemporânea. O Imaginarius abre a porta a novos Mundos!

Mary Ocher apresenta "The West Against the People" em Portugal

O trabalho de Mary Ocher consiste na criação persistente, apaixonada, intransigente e crua, que incita à reflexão, insurgindo-se contra a corrente social e criativa e lidando com os temas da autoridade, identidade e conflito. O seu trabalho é tão encantador como polarizador, indo da folk tradicional ao garage puro dos anos 60, incluindo vozes etéreas, sintetizadores abstratos e pop-experimental com ritmos africanos e sul-americanos.

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photo: Boris Eldagsen

 

Mary Ocher lançou quatro álbuns, bem como uma antologia de home recordings, ep’s e remisturas. A sua anterior edição a solo foi produzida pelo guru do rock ‘n’ roll psicadélico canadiano, King Khan. O recente registo “The West Against the People” editado pela Klangbad, de Joachim Irmler dos Faust, apresenta faixas a solo e também com os seus dois bateristas Your Government e as esquivas lendas Die Tödliche Doris e Felix Lubin.

Inclui ainda um ensaio que desenvolve os temas do álbum e analisa o atual clima sociopolítico.

 

17 de Maio 2017 - Sonoscopia (Porto)

18 de Maio 2017 - Club de Vila Real (Vila Real)

19 de Maio 2017 - Damas (Lisboa)

20 de Maio 2017 - Cave Avenida (Viana do Castelo)

21 de Maio 2017 - Museu do Abade de Baçal (Bragança)

Mariza apresenta “Mundo 360º” no Coliseu de Elvas

Mariza regressa ao Coliseu Comendador Rondão Almeida, para um concerto especial e intimista. Mostrando o lado mais pessoal e emocional, este concerto promete envolver o público no Mundo da voz mais internacional artista portuguesa. 

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Neste espetáculo tão especial, estará em destaque o último álbum de Mariza, sem no entanto esquecer grandes temas como “Ó Gente da Minha Terra”, “Chuva” e “O Tempo Não Pára”. Lançado em Outubro de 2015, Mundo, que conta com sucessos como “Paixão” e “Melhor de Mim”, mostra o lado mais maduro da artista, deixando o seu mundo a descoberto.

 

Com mais de  2 milhões de discos vendidos, 30 discos de platina, vários prémios nacionais e internacionais e duas nomeações para os Grammy Latinos, Mundo valeu, ainda, a Mariza o prémio de “Melhor Artista” 2016, atribuídos pela conceituada revista britânica Songlines.

"On the Road" com Tiago Gomes e Tó Trips

Tó Trips, dos Dead Combo, e o escritor Tiago Gomes juntaram-se em palco pela primeira vez no final de 2007 para uma improvisação para guitarra e voz em torno do livro de Kerouac, por ocasião dos 50 anos da sua publicação. Desde então, os dois artistas realizaram inúmeras actuações por todo o país, onde foram experimentando ambientes musicais tendo por base a escrita de Kerouac.

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A viagem desta dupla portuguesa pela emblemática obra de Jack Kerouac encontra agora o espaço mágico do Convento de Santa Cruz, na Mata Nacional do Bussaco, para ser ouvida à meia-luz no dia 20 de Maio

 

Convento de Santa Cruz - Mata Nacional do Bussaco

20 de Maio 2017 | 21.30h

Simone de Oliveira “A Voz e as Palavras”

Simone de Oliveira continua a fazer história: história da música ligeira portuguesa, mas também história das mentalidades.

Completa este ano 60 anos de uma vasta carreira marcada por festivais da canção, peças de teatro, musicais, programas de televisão e rádio, cinema, cerca de 80 títulos discográficos, digressões no estrangeiro e inúmeros concertos em Portugal.

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A Voz e as Palavras” leva-nos a uma viagem através dos seus grandes êxitos e trazem-nos de novo a voz profunda de Simone, num espetáculo único e apaixonante, onde sobressai a cumplicidade entre a cantora e os seus amigos músicos.

O som único da guitarra nas mãos de Cristina Bacelar, o som quente e apaixonante do saxofone de Armando Ribeiro, a magia do piano de José Lourenço. A 20 de maio, o Pérola Negra no Porto recebe o concerto de Simone de Oliveira, às 23h00

Lavoisier lançam single “Opinião”

“Na Natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma“.

Se de Lavoisier a dupla Patrícia Relvas e Roberto Afonso roubou a frase (e o nome), foi no cancioneiro tradicional português que a dupla, à altura a morar em Berlim, tendeu a massa com que haveria de cozinhar a sua música. Longe de serem mais um grupo que reinventa a tradição musicada nacional, a energia que brota das actuações do duo assume uma dinâmica própria, descobrindo uma nova energia para a música nacional.

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Juntando a voz de Patrícia Relvas e a guitarra eléctrica de Roberto Afonso, o projecto surge em Berlim, enquanto terapia musical, para tratar uma crise de identidade lusitânica.

No percurso contam já com dois discos, editados por conta própria, que são testemunho para este espaço repleto de novos paradigmas e formas na música nacional. A caminho têm “É Teu”, o longa duração que apresenta os primeiros originais, com letras e composição criadas da química transformada que é só deles. Um trabalho que conta estórias através de melodias, actos e pensamentos comuns. Por lá encontramos poetas mortos, desconhecidos vários, carnes inalcançáveis e a energia de um objecto com vida própria. O single “Opinião” é a primeira entrada neste universo.

Salvador Sobral… Um talento confirmado a descobrir na digressão

Salvador Sobral é o vencedor do Festival da Eurovisão. Um feito inédito para Portugal. Um triunfo da Música genuína, da simplicidade, emoção e sensibilidade.

Uma conquista da diversidade e da diferença.

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Salvador Sobral manteve a sua integridade artística, a sua personalidade musical, cantou na sua língua e ganhou. Espera contribuir com a sua música e com a sua atitude para a mudança, não só do Festival da Eurovisão, mas da forma como a música é consumida. Ou deveria ser! Não como um mero produto, mas como uma forma de expressão, arte e comunicação.

É este o espírito que anima Salvador Sobral na música que faz. É esta a inspiração que está na raiz de "Excuse Me", um disco que tem no jazz a sua linguagem nativa, mas explora a pop, a música latina, reinventando formatos de canção, swingando entre o humor e a emoção, a reflexão e a vontade de comunicar com o mundo.

Isaura estreia novo single “I Need Ya”

Na próxima quarta-feira, 17 de Maio, Isaura revela “I Need Ya”, o primeiro single daquele que será o seu álbum de estreia, com data de lançamento agendada para os primeiros meses de 2018 e que marca o início de uma nova fase na sua carreira, e da sua relação com a Universal Music Portugal.

I Need Ya” foi escrito e composto por Isaura, e co-produzido pela artista em parceria com Kking Kong (‘Agulha no Palheiro’ de Carlão, ‘Erro’ de Diogo Piçarra, em co-produção com Branko).

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Também no dia 17 de Maio pelas 19h estreará o videoclipe no seu canal Vevo: IsauraVEVO. O vídeo foi realizado e produzido por Liliana Ramires.

Sobre este novo single aqui ficam as palavras de Isaura:

“Na maioria das vezes sabemos exatamente aquilo de que precisamos e insistimos em procurar onde sabemos que é garantido não encontrarmos; a I Need Ya fala sobre este ciclo vicioso a que só nós podemos ditar o fim. É uma saída à noite vazia, breve, passageira, fútil; como se procurássemos ofegantemente qualquer coisa, uma sensação ou alguém que só vive de dia e que não está nem nunca estará ali. A I Need Ya é o que de nós já viveu de amores bêbedos e sem nome; é estar entorpecido, é estar adormecido para a vida.”

 

“O copo de água representa o controlo e a racionalidade; a possibilidade de escolher, sempre. Enquanto as persianas ligeiramente entreabertas, que terão continuidade nos singles que serão extraídos deste primeiro disco, representam um mundo finito, um grupo de canções e sonoridade que fazem sentido agora e que põem a descoberto mais uma forma de ser da Isaura. No entanto sabe-se à partida que este trabalho é temporário e que não implica uma continuidade; da mesma forma que todos nós nos modificamos irremediavelmente a cada segundo. Este álbum será também um resultado de várias modificações desde ‘Serendipity’ e do começo de tantas outras.”

“Má Vontade Boa Intenção”… Valciãn Calixto antecipa novo disco

Uma música sem receio de falar e um artista irrefreável na sua trajetória ascendente na cena independente da música Brasileira. A história já é conhecida… o músico muda-se para o Rio de Janeiro ou para São Paulo à procura de reconhecimento do reconhecimento do que é considerado o centro cultural do país. O assunto é uma das críticas presentes no inflamado single “Má Vontade Boa Intenção”, de Valciãn Calixto.

Valciãn Calixto por Eryka Alcântara - Grito Rock Teresina

A música anuncia o segundo disco do cantor e compositor, e já está disponível no Bandcamp e YouTube.

 

Verdadeira crítica geracional, o single precede a mistura rítmica que já é marca registrada de Valciãn desde o disco de estreia, “FODA!” (2016), considerado um dos melhores do ano em diversos sites. As composições do músico surgem de experimentações unindo diversas influências, mas sem definir rótulos. Com uma percepção maior das diversas sonoridades, Valciãn acredita em uma unificação de gêneros musicais, no fim do separatismo e do elitismo nas artes.

“A letra ataca diretamente a cultura e o pensamento provinciano que impede o brasileiro de realizar qualquer ação positiva, seja para si, seja para outrem. Isso contribui para a manutenção da atual conjuntura no país, assim como a morosidade que percebo em parte dos artistas do Piauí, como se pode ouvir na terceira estrofe da música”, explica Valciãn.

 

“Tapar os olhos para isso é burrice. Não tem investimento, não há cadeia produtiva, casas de shows abrem e fecham sem que percebamos. Mesmo a nível de Nordeste, se qualquer artista quiser se estabelecer, tem de sair para tocar no eixo sudeste do Brasil, Baiana System e Cidadão Instigado são bons exemplos. A Geração TrisTherezina ainda tem muito o que conquistar, muito mesmo, tanto profissionalmente quanto a nível de projeção, mas já notamos nossos nomes sendo mencionados fora do Piauí, o que demonstra uma vitória pequena quanto à terceira estrofe do single”, finaliza.

 

 

 

“The owls of the city shake”… o novo EP de Tropea//

Tropea// formou-se em Lisboa, na Primavera de 2015.

Fazem Pop/Rock e Outros, e nos últimos dois anos criaram dezenas de músicas. Se ainda guardaram algumas no cofre, podem encontrar uma grande parte delas no seu Bandcamp.

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Lá encontram o seu EP de 2016 "1st Things First”, e uma colecção de esboços e experiências de 2015/16, gravadas ao vivo ou no estúdio da banda. Foram dois longos mas produtivos anos. No entanto, 2017 já vai a meio, e é com orgulho que os Tropea// apresentam o seu novo EP “the owls of the city shake”.

Como a banda refere… “são 5 músicas para apreciar na companhia dos mochos”

 

Woody Allen ao vivo no Coliseu dos Recreios

Utilizando um repertório superior a 1000 canções, Woody Allen vai escolhendo durante o concerto os temas que se sente inspirado a tocar, respeitando um atributo primordial do jazz que é o improviso. Com a ajuda de Eddy Davis, que toca banjo e é director musical da New Orleans Jazz Band, Woody Allen desafia o colectivo de músicos em palco e o público a acompanharem-no numa jam digna de um club de jazz nova-iorquino - como o The Carlyle, em Manhattan, onde tocam, desde 1996.

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Trata-se de uma oportunidade única de ver o Coliseu dos Recreios, uma das mais emblemáticas salas do país, transformada num club de jazz de grandes dimensões, sem o fumo e o charme de uma certa decadência própria dos clubs, é certo, mas com tudo o que o público merece: músicos de enorme rigor técnico (o jazz não é para meninos), a improvisar e a divertirem-se como se não houvesse amanhã. De facto, a energia com que Woody Allen se entrega aos concertos, com os seus mais de 80 anos, confirma a correlação, cada vez mais evidente, entre a música e a eterna juventude - algo comum a muitos músicos. E depois, a seriedade com que Woody Allen encara um concerto, por oposição à sublimação da neurose através do humor que colectivamente lhe devemos, enquanto realizador, e que nunca lhe conseguiremos agradecer o suficiente.

A música é um elemento constante na obra cinematográfica de Woody Allen, em particular o jazz, que o acompanha desde a infância. O tributo aos grandes mestres que o marcaram passa pela inclusão de temas de lendas como Sidney Bechet, George Lewis, Johnny Dodds, Jimmie Noone e, é claro, Louis Armstrong.

A Woody Allen no clarinete e Eddy Davis no banjo, juntam-se Conal Fowkes no piano, Simon Wettenhall no trompete, Jerry Zigmont no trombone, John Gill na bateria e Greg Cohen no baixo.

 

Coliseu dos Recreios (Lisboa)

4 de Julho 2017  

Jodi Cobb partilha sessão exclusiva para fotógrafos no National Geographic Summit

A fotojornalista Jodi Cobb vai fazer uma sessão especial para os fotógrafos portugueses no âmbito do National Geographic Summit. No dia 26 de maio às 14h, a consagrada fotojornalista com prémios tão prestigiados como o da National Press Photographers Association e da World Press Photo, vai estar disponível para uma conversa aberta com a assistência onde vai partilhar a sua experiência ao longo da sua carreira e para portfolio reviews aos fotógrafos nacionais que se inscreverem. 

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Jodi Cobb foi um dos primeiros repórteres a atravessar a China, quando abriram as suas fronteiras ao Ocidente, tendo percorrido 11 mil quilómetros em dois meses para fazer o livro ‘Journey Into China’. Foi a primeira fotógrafa a entrar no mundo oculto das mulheres da Arábia Saudita, sendo recebida nos palácios das princesas e nas tendas dos beduínos para um artigo inesquecível publicado na National Geographic Magazine em 1987. No seu currículo conta ainda com a distinção de White House Photographer of the Year, o primeiro título a ser entregue a uma mulher.

 

Este encontro com fotógrafos nacionais insere-se no National Geographic Summit, que vai realizar-se em Lisboa a 25 de maio, onde Cobb vai falar da condição humana num mundo interligado, através da sua experiência e do que os seus olhos e a sua câmara captaram ao longo dos anos.

 

Agenda da sessão:

14.00 / Chegada

14.30 / Vida e fotografia, por Jodi Cobb

15.15 / Conversa aberta com participantes

15.30 / Coffee break e networking

16.00 / Portfolio review de Fotografia documental, de viagem e fotojornalismo (limitado a 10 fotógrafos, 10 minutos com cada fotógrafo)

17.40 / Fim

 

Teatro Tivoli BBVA (Lisboa)

26 de  Maio 2017 | 14.00h

Sandra Baía participa na Bienal de Veneza e na 2ª edição da Arco em Portugal

A artista plástica portuguesa Sandra Baía, estreia-se na 57ª edição da bienal de Arte de Veneza, que abre as portas ao público no próximo dia 13 de maio. Para além da programação oficial, a edição deste ano contará com mais de 20 eventos e mostras paralelos.

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Será neste contexto que Baía, a convite do Centro Cultural Europeu, apresenta o seu trabalho “Intended Infinity”, integrando o coletivo de artistas internacionais, entre eles, Marina Abramovic (Sérvia), Nobuyoshi Araki (Japão) e Jeff Koons (USA), que participam na exposição. Exibida pela Fundação alemã GAA “Personal Structures – open borders” estará patente no Palazzo Bembo e no Palazzo Mora e ainda no Giardini Marinaressa até ao dia 26 de novembro.

 

Por cá, ainda este mês, a convite da TAL Gallery - plataforma, produtora e galeria contemporânea fundada em 2010 no Rio de Janeiro - Sandra Baía irá integrar a exposição “ Well, It’s Just an Ocean Between”, inaugurada no âmbito da Feira Internacional Contemporânea ARCO