Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Glam Magazine

Glam Magazine

Leiria recebe a 3ª edição do Festival A Porta

A 3ª edição do Festival A Porta oferece uma programação variada e multidisciplinar que vai de jantares temáticos em casas privadas, com sabores do mundo e sempre com músico a acompanhar, um extenso programa musical, e até uma exposição colectiva de artes visuais que ocupa uma CASA PLÁSTICA na Rua Direita, com mais de 30 artistas de todas as disciplinas, vindos de Portugal inteiro.

APorta#2.1.jpg

Durante os 5 dias do festival, a música ocupa a Villa Portela, o Jardim Luís de Camões, a Rua Direita e o Parque do Avião. Do cartaz constam nomes como Sean Riley & The Slowriders, em parceria com a Fade In, para um concerto exclusivo na ressuscitada e histórica Villa Portela; uma parceria com a Ya Ya Yeah que traz os israelistas Ouzo Bazooka, o one man show de Mr Gallini, o rock dos PALMIERS e o stoner abrasivo de Solar Corona; uma parceria com a Omnichord Records apresenta Jerónimo! e 2 por 3; e o programa completa-se com os premiados Them Flying Monkeys, Stone Dead, mARCIANO, Senhor Doutor, Lavoisier, o virtuoso José Valente, Rodrigo Cavalheiro, o açoriano King John, The Twist Connection, Galgo e The Poppers.

Mas não é tudo…

 

O Festival A Porta faz uma ocupação de espaços icónicos da cidade e tem propostas para públicos de todas as idades. A PORTINHA oferece um conjunto de workshops infanto-juvenis, desenhado em conjunto com a InPulsar- Associação para o Desenvolvimento Comunitário, que inclui oficinas de teatro, argumento para cinema, desenho, ilustração, artes plásticas, música, estórias e massagens em família, construção de barcos de papel, paddle no rio, skate, jogos de tabuleiro e contos para crianças. Além disso, o Festival cria a secção 1001 PORTAS que inclui a já mítica Feira Bandida onde cada um vende o que quer e bem entende, a 3 e 4 de Junho, na Rua Direita e no Parque do Avião; a Feira Independente é um espaço de venda e exposição dos trabalhos de criadores de publicações, zines e ilustração; um programa de exibição de Curtas – Metragens em colaboração com o Shortcutz Lisboa e Leiria Film Fest; performances inusitadas de Teatro e Dança, bem como diversas atividades de rua e mostras de ofícios que revelarão novos espaços, tradições e fazeres em pleno coração de Leiria.

 

Mas nenhum festival acontece sem o devido aquecimento. Por isso mesmo, o Festival A Porta desenhou o A Porta à Porta, vários eventos para antever a invasão cultural em Leiria, que se projeta na sua terceira e maior edição de sempre.

Assim esta 6ª feira 19 de Maio, o Anubis Bar recebe o power trio The Dirty Coal Train e a dupla de djs Los Cavaleras. Já a 26 de Maio os Ghost Hunt, de Pedro Chau e Pedro Oliveira, fazem uma festa de dança no centralíssimo Praça Caffée, acompanhados pelo promissor DJ Schmeichael.

166 festivais portugueses já anunciados para 2017…

São já 166 festivais de música portugueses que anunciaram a sua data de ocorrência, localização e primeiros nomes de artistas para preencherem os seus cartazes. Um ano de eleições e melhoria económica deverá trazer um nove recorde a esta área, mas isso não deverá indicar ainda uma área suficientemente maturada, segundo o nosso estudo tipológico dos festivais de música portugueses que será partilhado no último trimestre.

14088426_1822595754641039_7702553141534506273_n.jp

photo: Paulo Homem de Melo

 

Os anúncios vêm ao encontro de uma tendência sentida nos últimos anos de se indicarem com cada vez maior antecedência novidades para os festivais de forma a que o mesmo: ganhe destaque pela imprensa; se posicione em relação aos eventos concorrentes; fidelize o seu público o mais cedo possível para estes serem também meios de comunicação e levarem os seus pares e redes de amigos; crie um volume de vendas antecipado para maior facilitação negocial.

 

Estes anúncios assumiram uma maior proporção no mês de dezembro, com um record de anúncio de artistas, bilhetes postos à venda e existência de packs especiais de modo a aproveitar a época de compras de Natal, no mês de março e abril.

 

Fonte: Aporfest

"À Boleia para Hollywood”… junta Cláudia Vieira, João Lagarto e Sofia de Portugal

"À Boleia para Hollywood” no original “I Ought to be in pictures”, de Neil Simon, teve estreia no passsado dia 28 de Abril, na Madeira. Cucha Carvalheiro encena o espectáculo, que será interpretado por Cláudia Vieira, João Lagarto e Sofia de Portugal, uma produção Culturproject.

0000.jpg

A peça retrata a história de Libby Tucker, uma jovem que atravessa o país, de Nova Iorque para Los Angeles, supostamente para “entrar em filmes”. O seu verdadeiro propósito, no entanto, é restabelecer a ligação com o seu pai dramaturgo, Herb Tucker, não muito bem sucedido, em permanente bloqueio criativo e ainda com problemas de comunicação com a sua companheira Steffy. A chegada de Libby força as três personagens a resolver as suas vidas emocionais, numa luta tão bem-humorada quanto pungente. "I Ought to be in pictures", de Neil Simon, combina sensibilidade e inteligência ao centrar a sua atenção nos problemas de amar.

 

À boleia para Hollywood” é um espectáculo cheio de emoção que irá despertar o público para um tema sempre actual: as relações. Libby, Herb e Steffy, interpretados por Cláudia Vieira, João Lagarto e Sofia de Portugal, lutam do princípio ao fim com as suas barreiras emocionais, mas acabam por encontrar sempre um sentido, mesmo nos seus desequilíbrios.

 

18 de Maio 2017 | 21.30h - Teatro Académico de Gil Vicente (Coimbra)

27 de Maio 2017 | 21.30h - Cine-Teatro de Estarreja

6 de Setembro a 1 de Outubro 2017 | 21.30h - Teatro da Trindade (Lisboa)

SMSF Beja 2017… Horários e programação completa revelados

SMSF Beja já tem a programação completa e distribui-a agora por palcos, espaços e horários. À celebração da música extrema junta-se a Ultraje, com a activação do espaço Lounge, e a Antena 3 como rádio oficial. São 3 dias a celebrar a música extrema, não como uma sonoridade estanque, mas como uma expressão vasta, que compreende desde o som mais agressivo do metal e do punk, às letras de hip hop mais cruas. O SMSF regressa ao Parque de Merendas de Beja de 8 a 10 de Junho e tem confirmados nomes como Exodus, Wolfbrigade, Dread Sovereign, Krisiun, Mão Morta, Fuse e Rotten Sound, entre tantos outros não menos dignos de destaque.

untitled.jpg

Os concertos vão desenrolar-se pela seguinte ordem:

 

8 de Junho 2017

Palco 1

20:05 – 20:40 - Booze Abuser

21:30 – 22:20 - Ranger

23:15 – 00:10 - Rotten Sound

01:10 – 02:10 – Trollfest

Palco 2

19:30 – 20:00 - Liber Mortis

20:45 – 21:25 – Noctem

22:25 – 23:10 - Clitgore

00:15 – 01:05 - Hypothermia

02:15 - 03:00 – Dokuga

Ultraje Lounge

20:05 - 20:40 - Ultraje Presentation

21:00 - 03:00 - Outfit Contest!

03:05 - 06:00 - Satan Made Me Do It DJ Set

 

9 de Junho 2017

Palco 1

17:30 – 18:05 - Paulo Colaço

19:00 – 19:50 - Process of Guilt

20:45 – 21:45 - King Dude

22:55 – 00:10 - Mão Morta

01:10 – 02:10 – Krisiun

Palco 2

18:10 – 18:55 - A Coruja

19:55 – 20:40 - Nadra

21:50 – 22:50 - Urfaust

00:15 – 01:05 - Misthyrming

02:15 – 03:00 - Reactive Lust

Ultraje Lounge

18:45 - 19:30 - Ultraje Screaming Contest

21:00 - 23:00 - Metal Face Contest

03:05 - 06:00 - Satanarkist Attack! DJ Set (Ross Bay Cult & Japanese D-Beat Punk)

 

10 de Junho 2017

Palco 1

17:45 – 18:25 - Dark Embrace

19:20 – 20:05 - Ho-Chi-Minh

21:10 – 22:10 - Orphaned Land

23:05 – 00:20 - Exodus

01:20 – 02:15 - Wolfbrigade

Palco 2

17:00 – 17:40 - Rancor

18:30 – 19:15 - Tales for the Unspoken

20:10 – 21:05 - Fuse

22:15 – 23:00 - Malthusian

00:25 – 01:15 - Dread Sovereign

02:20 – 03:00 - RDB

Ultraje Lounge

17:45 - 18:25 - SMSF Logo Drawing Contest

19:20 - 20:05 - Ultraje talks with Loud! (with José Carlos Santos)

22:00 - 22:45 - Ultraje talks with Fuse

03:05 - 06:00 - Rádio Pirata Loud! DJ Set

 

Aos dois palcos, junta-se agora o espaço Lounge activado em parceria com a Ultraje, onde haverá apresentações da revista, assim como concursos do demo e DJ sets de música pesada.

Também a Antena 3 se juntará à celebração durante o fim-de-semana enquanto Rádio Oficial. Todas as novidades do SMSF poderão ser ouvidas em primeira mão na emissão da 3.

NORTH MUSIC FESTIVAL… Salvador Sobral confirmado para dia 2 de Junho

Salvador Sobral, grande vencedor do Festival da Eurovisão da Canção, é a última grande confirmação do cartaz do NORTH MUSIC FESTIVAL. De voz doce e jeito inconfundível, o miúdo que arrebatou os corações dos europeus conquistou também um lugar de destaque no alinhamento do NORTH MUSIC FESTIVAL.

f04adfce-71eb-4e09-968d-cd53679ab5d5.jpg

Não faltará durante o concerto, o tema que todos querem ouvir: "Amar pelos dois" da autoria da sua irmã, Luísa Sobral e que venceu em Kiev não só o prémio do juri e público para melhor prestação, alcançando uma votação histórica, como também os Macel Bezençon Awards, prestigiados galardões extra-concurso.

 

Dia 2 de Junho, Salvador Sobral irá partilhar o palco com bandas como Skunk Anansie, Amor Electro ou Regula, num espetáculo que promete ser emocionante e inesquecível

Concerto Solidário a favor do IPO Porto reúne oito músicos consagrados de prestígio mundial

Oito músicos consagrados mundialmente vão percorrer, no final de tarde do dia 20 de maio, na Casa da Música, o período de 85 anos, do Romantismo de Mendelssohn, passando por Tchaikovsky, até ao século XX de Korngold, num Concerto Solidário, a favor do IPO Porto, promovido pela ANIVEC – Associação Nacional das Indústrias de Vestuário, Confecção e Moda; a APICCAPS - Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele e seus Sucedâneos e o CENIT – Centro de Inteligência Têxtil.

Há muito que a Casa da Música e o país não assistiam a uma iniciativa que reúne um naipe de músicos de câmara tão conceituados: Luis Magalhães (piano), Nina Schumann (piano), Daniel Rowland (violino), Alissa Margulis (violino), Gareth Lubbe (viola), Alexander Buzlov (violoncelo), Julian Arp (violoncelo) e Joel Azevedo (contrabaixo).

Image1.jpg

Estes músicos, oriundos de várias partes do mundo, têm dois pontos em comum: a paixão pela música de câmara e a amizade: Alissa Margulis é filha do lendário Vitaly Margulis; Alexander Buzlov, premiado do Concurso Tchaikovsky, é um dos mais eloquentes violoncelistas da actualidade; Gareth Lubbe foi até há pouco tempo líder da secção de violas da orquestra Gewandhaus de Leipzig; Daniel Rowland, violinista muito prestigiado, chegou a ser concertino na Gulbenkian, agora lidera o famoso Brodsky Quartet; Julian Arp é professor de violoncelo em Graz; Luís Magalhães, cofundador da etiqueta independente “TwoPianists Records” que tem recolhido elogios em todo o mundo, alcançou a aclamação da crítica como solista e músico de câmara e Nina Shumann, nomeada embaixadora da Yamaha International Artists, arrecadou já inúmeros prémios internacionais.

 

O Concerto de Música de Câmara terá o seguinte alinhamento: Mendelssohn, String Quartet in D Major Op. 44 no.3; Tchaikovsky, Romeo and Juliet (arr. For piano septed by Vladimir Mendelssohn) e Korngold, Piano Quintet.

 

O Concerto Solidário, marcado para o dia 20 de maio, pelas 18 horas, promovido pela ANIVEC e pela APICCAPS, conta com o apoio do Millennium BCP, da Liberty Seguros e da Casa da Música.

César Araújo, Presidente da ANIVEC, que pelo 2º ano promove um grande concerto a favor do IPO Porto, considera que “a missão de representar e apoiar o desenvolvimento da indústria de vestuário e moda, não pode estar dissociada de uma outra meta definida pela ANIVEC de contribuir para um mundo melhor, assumindo uma forte responsabilidade social, que se traduz na divulgação e na dinamização de atividades culturais e de vocação solidária”.

 

Também a APICCAPS, pela voz do seu Presidente, Luís Onofre, assegura que tem consagrado no seu mais recente Plano Estratégico para o setor “aliar a competitividade à qualidade de vida e à responsabilidade social como grande desafio da indústria portuguesa de calçado para o século XXI”.

Márcia, Rita RedShoes, Da Chick, Filipe Catto e Beatriz Pessoa completam o cartaz da edição de 2017 do EDPCOOLJAZZ

Foi em ambiente descontraído nos Jardins do Marques de Pombal em Oeiras, que o EDPCOOLJAZZ divulgou os nomes que faltavam para completar o cartaz da sua 14ª edição.

Uma aventura iniciada em 2004 pela Live Experiences com o apoio desde a primeira hora do Município de Oeiras. Karla Campos enalteceu mais uma vez o apoio da EDP como naming sponser do Festival, uma parceria que tem dinamizado cada vez um festival que tem na sua vertente mais cool o seu principal píblico.

DSC_0140 (Cópia).jpg

Márcia, Rita RedShoes, Da Chick, Filipe Catto e Beatriz Pessoa completam o cartaz da edição de 2017. As canções (já) eternas de Márcia, bem como a consistência autoral de Rita RedShoes, passando pela força-funky de Da Chick e à novidade jazzy-pop de Beatriz Pessoa, o EDPCOOLJAZZ abre ainda espaço para novidades vindas do outro lado do Atlântico como é o caso do irreverente Filipe Catto. Em suma, todos contribuem de forma muito marcante para um programa de noites de excelência confirmadas para julho.

DSC_0142 (Cópia).jpg

A edição do EDPCOOLJAZZ de 2017 demarca-se por apresentar dois espetáculos em todas as noites (14 concertos em 7 noites no total), numa forma de atribuir absoluta e vital importância aos artistas que sobem ao palco do festival. Reconhecido como um evento distinto em que o público usufrui de plateia sentada em harmonia com o património histórico, arquitetónico e paisagístico do festival, assim como o ambiente criado pelos dias quentes de julho, estes são alguns dos pontos que sempre fizeram do EDPCOOLJAZZ uma oportunidade impar de desfrutar de espaços únicos em consonância com música criteriosa.

 

DSC_0407 (Cópia).jpg

Márcia

(18 de julho – Rodrigo y Gabriela – Jardins do Marquês de Pombal)

As canções são o ponto de partida no trabalho de Márcia. Aliás, como alguém já a definiu: uma “artesã de canções”. A matéria-prima que vem produzindo conquista públicos muito diversos através de uma abordagem cool e pop, com toques de indie. O último trabalho teve mão vinda do Brasil (o reputado Dadi – colaborador de Marisa Monte, Tribalistas e Novos Baianos) e foi com esse disco que alcançou um patamar de reconhecimento muito impar no panorama português. A noite termina com o espetáculo arrebatador de Rodrigo y Gabriela numa noite em que as canções e o virtuosismo cruzam-se no mesmo palco.

 

Rita RedShoes

(19 de julho – The Pretenders – Parque dos Poetas)

Pop, feminino, pessoal. Este é o trilho que Rita tem seguido na sua carreira. Construção de momentos pop, como um toque feminino muito assumido e consistente. Os discos e as atuações ao vivo comprovam essa mesma “consistência” de quem tem seguro o caminho que trilha. “Life is Huge”, “Mulher”, “Choose Love”, “Dream on Girl” e “Captain of My Soul” constituem momentos obrigatórios do espetáculo no Parque dos Poetas, numa combinação perfeita entre a classe intemporal dos The Pretenders com o charme de Rita RedShoes.

 

Da Chick

(20 de julho – Maceo Parker - Jardins do Marquês de Pombal)

Se a noite de 20 de julho tem o funk como paradigma, com um dos nomes mais sonantes da história da música mundial como é o caso de Maceo Parker, o nome Da Chick é certamente o ideal certo para dar início a uma sessão que será certamente uma das mais memoráveis da história do festival. Amantes de música funk, R&B, soul e dança é para eles que a noite está anunciada. Da Chick dá o mote para uma dança de horas dentro de uma locomotiva funky.

 

Filipe Catto

(23 de julho – Maria Gadú - Jardins do Marquês de Pombal)

O Brasil sempre teve presença forte na história do EDPCOOLJAZZ e a edição de 2017 reforça o facto com o misto de confirmação e reconhecimento (Maria Gadú), com a novidade fresca (Filipe Catto). Sobre Filipe Catto já se teorizou sobre os mais improváveis cruzamentos: de Ney Matogrosso a PJ Harvey, de Oscar Wilde a António Variações, passando por Cazuza. O artista brasileiro é um dos nomes de uma vaga de músicos que pretende tomar conta do panorama da música popular brasileira. O espetáculo ao vivo tem a energia e força de alguém que sabe que veio para ficar.

 

Beatriz Pessoa

(29 de julho – Jamie Cullum - Parque dos Poetas)

Jamie Cullum tem uma história rica com o EDPCOOLJAZZ. As memórias são muitas e o talento eternamente jovial do músico britânico fica para sempre marcado com o festival, até pelo facto de “apadrinhar” novos talentos como já o fez com Luísa Sobral anteriormente. Agora é a vez de Beatriz Pessoa. A definição jazz-pop tem certamente várias leituras, mas no caso de Beatriz Pessoa é realmente o ponto de partida. O repertório é feito de um universo de canções sofisticadas de quem tem na matriz jazz o início para a construção de músicas pop de voz de veludo. A rádio portuguesa já se rendeu a canções como “ You Know” e “Disguise”. É hora da plateia do EDPCOOLJAZZ desfrutar do que mais fresco se faz na música portuguesa.

 

Fotografias e reportagem: Paulo Homem de Melo

 

O expressionismo de Alberto Péssimo para ver na Galeria Municipal de Matosinhos

Depois de nomes como os de Julião Sarmento, José Emídio, Jorge Pinheiro, Carlos Marques ou Fernando Lanhas, o senhor da arte contemporânea portuguesa que se segue na Galeria Municipal de Matosinhos é Alberto Péssimo. A exposição “Fogo no Paiol” será inaugurada no próximo sábado, 20 de maio, pelas 17 horas, e integra um conjunto de três mostras dedicadas à obra de Péssimo que estarão patentes em simultâneo no Grande Porto: “Sonhar a Bíblia” abre esta tarde, no Museu da Misericórdia do Porto, e “Lavoura” abrirá portas a 4 de Junho, na Fundação Júlio Resende.

ExpoPéssimo.jpg

Na Galeria Municipal de Matosinhos, as 21 obras a óleo sobre madeira que compõem “Fogo no Paiol” revelam a faceta mais expressionista de Alberto Péssimo. Os retratos expostos resultam da sobreposição de largas pinceladas em tons fortes, ora luminosos ora obscuros, provocando a inquietação de quem olha para uma galeria de personagens tolhidas pela doença, pela velhice, pela solidão, pelas fragilidades e pela alienação. “Um pesadelo de mulher que sorri com seus olhos redondos como seios”, viu a poetisa Regina Guimarães.

 

Ao retratar estes loucos e loucas, Péssimo simultaneamente expõe a dor e a fragilidade dos seus retratados – coisa que deles faz um reflexo pouco deformado de nós mesmos – e oculta os labirínticos corredores e muralhas que os enclausuram e separam de nós”, escreveu Saguenail, o realizador e escritor francês que, em conjunto com Regina Guimarães, produziu os textos que acompanham o catálogo único concebido para as três exposições, intitulado “Ossos do Ofício”. “Elas interrogam-nos. Chamam-nos, fraternalmente, ou até amorosamente. E acordam emoções inomináveis que dormitavam enterradas no fundo das nossas cabeças”, acrescenta Saguenail.

 

Alberto Péssimo, recorde-se, nasceu em Moçambique em 1953 e veio para Portugal aos 8 anos de idade. Formou-se na Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto e foi professor da Escola Artística da Cooperativa Árvore, tendo concebido diversos cenários para peças de teatro e a cenografia de programas televisivos como “A Árvore dos Patafurdios” e “Os Amigos de Gaspar”. Expõe regularmente desde 1977, afirmando-se como um dos mais significativos artistas portugueses da geração que atingiu a maturidade durante o período final da Guerra Colonial. A sua obra foi também objeto de um documentário da autoria de Miguel Lopes Rodrigues e exibido no Canal 180.

A exposição estará patente até 17 de junho.

 

O Rock a marcar presença na 3ª edição do Laurus Nobilis em Famalicão

Decorreu na passada sexta feira na Casa das Artes de Famalicão a apresentação da 3ª edição do Festival Laurus Nobilis. A apresentação conduzida por José Aguiar, presidente da Ecos Culturais do Louro, contou ainda com a presença da Drª Sofia Fernandes, vareadora da Juventude da C.M.Famalicão e o Engº Manuel Silva, presidente da Junta de Freguesia de Louro.

DSC_0006 (Cópia).jpg

O projeto, de pouco mais de meia dúzia de amigos que em 2010 sonharam que era possível fazer um evento de dimensões elevadas, num conceito associativo e de utilidade pública, está concretizado e solidificado nesta 3ª edição, como José Aguiar fez questão de afirmar. Laurus Nobilis, que, após a sua primeira edição, em 2015 “Ano zero, ano de todos os sonhos…” e a segunda em 2016 “o ano em que se passou do sonho à prática a um realismo perentório, o Laurus veio para ficar…” atingindo desta forma a plenitude, a saciedade do já referido grupo de amigos ao realizar um evento de dimensão nacional e internacional. Afinal, não é todos os dias que se coloca num palco de qualidade superior os mais variados géneros musicais que, nestas duas edições, foi uma viagem desde o Heavy Metal passando pelo Rock e culminando na Música Clássica.

DSC_0004 (Cópia).jpg

Para o Laurus Nobilis ser uma realidade sólida e se implantar, foi necessário arranjar uma base de conceção, é nesta vertente que surge a AECL (proprietária da marca Laurus Nobilis) que, entre outras valias, tem como um dos principais pilares a difusão cultural e, por conseguinte, a missão de albergar as mais variadas vertentes culturais de teor amador/emergente. É neste ponto que o Laurus Nobilis tem um conceito de utilidade pública, sendo uma das suas principais funções (além de ser uma homenagem à música) arranjar fundos para realizar e ajudar a manter o projeto pioneiro da Casa do Artista Amador, neste momento, o principal desígnio da Assiciação Ecos Culturais do Louro.

 

A edição de 2017 vai decorrer de 27 a 29 de Julho e não fugirá muito ao conceito das duas primeiras edições, continuando o cartaz a ser diversificado nos vários géneros musicais sendo que esta edição se irá ajustar em dois palcos, um de entrada livre onde a diversidade musical será uma forte aposta o outro palco de acesso pago, mais direcionado ao Heavy metal/Rock Alternativo, pois são os géneros musicais que se demarcaram nas duas edições anteriores sendo que na última edição o dia do Heavy metal/Rock Alternativo foi sem duvida o dia mais forte, o dia em que o festival mostrou definitivamente o seu potencial.

DSC_0002 (Cópia).jpg

Assim o line-up da edição de 2017 fica distribuído pelos seguintes dias...

 

Quinta-Feira / 27 de Julho

On Summer Fest Famalicão 2017 (Atividade sobre a tutela do Pelouro da Juventude de V.N.Famalicão)

Palco Revelações de entrada gratuita

- NOS2 - Sete Pedras Na Mão - Filtro - Owl and The Fox - Full Track - All IN DJS

 

Sexta-Feira / 28 de Julho (Heavy Metal)

Palco Porminho

- Holocausto Canibal

- Amorphis (Finlândia)

- Heavenwood

- Urban War

- Final Mercy

Palco Revelações de entrada gratuita

- In.Verno (Espanha)

- Skinning

- Stucker

- Dj António Freitas

 

Sábado / 29 de Julho (Rock Alternativo)

Palco Porminho

- Linda Martini

- Neon Animal (Inglaterra)

- PAUS

- Killimanjaro

- GrandFather’s House

Palco Revelações de entrada gratuita

- New Mecânica

- Tears in Rain (Espanha)

- Scream of the Soul

- Dj NATTU

 

Reportagem e fotografias: Paulo Homem de Melo

Há Música No Trindade… Programação de luxo leva grandes vozes e instrumentistas ao coração de Lisboa

No próximo dia 23 de junho arranca em Lisboa, no Teatro da Trindade, o programa Há Música no Trindade que se prolongará até dezembro próximo com concertos que atravessam um largo espectro da modernidade, mais centrada nos cantores e nos instrumentistas e onde se apresentarão artistas portugueses, claro, mas também do Brasil e de Cabo Verde, com vários encontros inéditos a sublinharem o carácter especial desta programação que procura sublinhar a mestria que tem vindo a ser desenvolvida por quem usa a voz, mas também a guitarra ou o piano como veículos privilegiados de expressão.

efc484ad-2164-4f60-bdb8-a0c74ee8bbe0.jpg

São encontros de expoentes da nossa música com o público, numa das melhores salas do coração de Lisboa, mas também de músicos com outros músicos e até de novas paixões nacionais: Salvador Sobral ergueu-se à categoria de autêntico fenómeno, depois de conquistar um inédito primeiro lugar para Portugal no Festival da Eurovisão. Nos próximos dias 6 e 7 de outubro, Salvador protagonizará um momento muito especial: o palco do Trindade, sala belíssima de características únicas e que permite uma invulgar proximidade entre o público e quem pisa o palco, permitirá ver de perto a magia que conquistou a Europa e o coração dos portugueses. Salvador Sobral levará consigo o pianista Júlio Resende para o palco do Trindade, no que se adivinha um momento de rara beleza e de intensa partilha.

Mas haverá muito mais: Vitorino dividirá atenções com os fantásticos pianos de João Paulo Esteves da Silva e de Filipe Raposo, revisitando um reportório que é dos mais celebrados da nossa música popular; Mário Laginha encontrar-se-á com Tcheka e os dois prometem arrebatar corações mesmo em vésperas de Natal. Haverá ainda muitas surpresas nos concertos de Tatanka, que prepara trabalho em nome próprio, depois de percorrer o país e mais além com os seus The Black Mamba, no recital do incrível Yamandu Costa que com o violão de sete cordas é apontado como um dos expoentes da moderna música brasileira, nas apresentações de José Manuel Neto, também ele expoente, mas da guitarra portuguesa, dos Dead Combo – sempre surpreendentes – ou de Frankie Chavez, que também aproveitará a ocasião para um momento especial, já que o concerto será gravado para edição em CD e DVD.

 

As bilheteiras estão agora abertas para os concertos de Tatanka (dia 23 de junho), Yamandu Costa (dia 24 de junho), José Manuel Neto (dias 7 e 8 de julho), Dead Combo (dias 27 e 28 de julho), Salvador Sobral (dias 6 e 7 de outubro), Vitorino com os pianos de João Paulo Esteves da Silva e Filipe Raposo (dias 13 e 14 de outubro), Frankie Chavez (dias 27 e 28 de outubro) e ainda de Mário Laginha e Tcheka (que subirão ao palco do Trindade a 15 e 16 de dezembro).

 

Marionetas de papel no Turno da Noite

Este sábado, dia 20 de maio, acontece mais um Turno da Noite no Museu do Papel, em Paços de Brandão. Entre as 22h00 e as 02h00, o papel “ganha vida” com teatro de marionetas de papel. Uma noite de celebração, marcada pela imaginação e criatividade, que promete surpreender os visitantes. O acesso é gratuito.

Manipulação de Marionetas de Papel_Marionetas da

O Turno da Noite está integrado nas comemorações do Dia Internacional dos Museus, celebrado a 18 de maio, e na 13ª edição da Noite Europeia dos Museus, que conta com a participação de aproximadamente 3000 museus em todo a Europa.

O Museu do Papel participa desde a primeira edição neste evento, surpreendendo sempre o seu público pela originalidade e criatividade das performances e ambientes que cria e apresenta. Cada Noite Europeia dos Museus é diferente e destinada a diferentes públicos.

O Turno da Noite de 2017 contará com a participação das Marionetas da Feira, companhia que dinamizará uma visita aos espaços do Museu, interagindo com o público através de marionetas de papel, em que o “Papel da Marioneta” será o de criar sensações, sons e movimentos, transmitindo ação, drama e comédia.

Moullinex estreia o video “Love Love Love”

Se a dança acontece dentro de várias restrições sociais, seremos nós capazes de torná-la mais instintiva e fiel aos nossos sentimentos, forçando-a?

Ao fazê-lo, podemos desafiar um certo fator de autoconsciência?

Mais de trinta pessoas responderam a uma chamada de casting para um vídeo de música, mas não foram informadas de que a gravação deste processo seria o próprio vídeo em si.

unnamed.jpg

Quando questionadas sobre género, religião, os seus sentimentos e a dança, elas responderam dançando.

Ao contrário de "Buzz Club" (1996), de Rineke Dijkstra, onde os bailarinos foram "removidos" do seu contexto, aqui decidimos mergulhá-los num ambiente muito estéril, artificial e até mesmo incómodo, com o objetivo de captar espontaneidade ocasional e involuntária.

Simultânea… Obras da Coleção da Caixa Geral de Depósitos

A exposição apresenta obras da Coleção da Caixa Geral de Depósitos e, como o próprio nome indica, realiza-se em paralelo com a exposição O Fotógrafo Acidental: Serialismo e Experimentação em Portugal, 1968-1980, contribuindo para a compreensão do panorama criativo desse período. Para tal, inclui obras produzidas num arco temporal um pouco mais amplo, realizadas em suportes diversos (pintura, escultura, desenho, instalação) e demonstrativas do processo exploratório de alguns dos mais marcantes artistas ativos no período de referência.

simultanea1.jpg

De salientar a apresentação de duas instalações pioneiras de Alberto Carneiro, O canavial: memória-metamorfose de um corpo ausente (1968) e Uma Floresta para os teus sonhos (1970), esta última gentilmente cedida para a exposição pela Fundação Calouste Gulbenkian. Em julho será apresentado na Culturgest Porto Um Campo depois da colheita para deleite estético dos nossos corpos (1973-1976) revisitando três obras seminais do artista recentemente falecido – e que serão objeto de uma publicação a elas dedicada.

A Coleção da Caixa Geral de Depósitos iniciou-se em 1983 e inclui obras em diversos suportes, maioritariamente de artistas portugueses. A escolha realizada para a exposição Simultânea teve em consideração as obras oriundas do período entre 1965 e 1983, tendo sido solicitadas três obras que completam os núcleos existentes na Caixa Geral de Depósitos dos artistas Alberto Carneiro, Ângelo de Sousa e Helena Almeida.

 

Obras de: Alberto Carneiro, Ângelo de Sousa, Álvaro Lapa, Eduardo Batarda, Fernando Calhau, Helena Almeida, João Vieira, Joaquim Rodrigo, Julião Sarmento, Luís Noronha da Costa, Pires Vieira, Vítor Pomar.

 

Inauguração, Sexta 19 de maio, 22h

Exposição de 20 de Maio a 10 de Setembro no Culturgest

Museu da Chapelaria recebe designers da Casa Real Espanhola

Num conto de fadas. Da cabeça aos pés” é o tema que dá o mote para as histórias de sucesso que serão apresentadas ao longo deste ano, em S. João da Madeira. Uma parceria entre o Museu do Calçado e o Museu da Chapelaria, que leva à cidade sanjoanense histórias reais de designers internacionais, cujo talento, empenho e empreendedorismo projetaram as suas criações além fronteiras.

Pablo y Mayaya1.jpg

Depois dos sapatos de Anastasia Radevich terem calçado a iniciativa, no passado mês de abril, chegou a vez dos chapéus assumirem o protagonismo. O Museu da Chapelaria recebe a primeira exposição da iniciativa “Num conto de fadas. Da cabeça aos pés”, intitulada “Tocados por Pablo y Mayaya”, que vai viajar no tempo para conhecer e honrar o percurso de uma das mais importante marcas da indústria chapeleira, “Pablo y Mayaya”.

 

Pablo Merino e Mayaya Cebrián são dois dos principais designers espanhóis da atualidade, conhecidos por adornarem algumas das “cabeças” mais importantes de Espanha, como é o caso da rainha Letizia e da restante Casa Real Espanhola. Também colaboram regularmente com vários estilistas, como Andrés Sardá, Roberto Torreta, Pedro Morago, Mireya Ruiz y Ángel Schelesser, durante as Semanas da Moda de Madrid e de Barcelona. O seu prestígio indiscutível ultrapassa fronteiras e a marca exporta chapéus e toucados para vários países, como Portugal, Angola, França, Itália, Alemanha, Bélgica, Grã-Bretanha, Japão e até para o Brasil. Pablo e Mayaya deram os primeiros passos na indústria chapeleira nos anos noventa, quando abriram o primeiro atelier de alta-costura, em Valladolid. Desde então, percorreram um caminho singular, que os fez vencer o Prémio Nacional de Artesanato, em 2009, pela experimentação, recorrendo a novos materiais e textura, e o troféu “Dedal de Oro”, em 2015, atribuído apenas aos estilistas mais importantes de Espanha. A capacidade de se adaptarem aos tempos modernos, através de diferentes técnicas e conhecimentos, permitiu-lhes construir um percurso sólido numa indústria cada vez menos valorizada. Resultou assim, a criação de um negócio totalmente dedicado à produção de chapéus de modo artesanal e personalizado, associado a um rigoroso sistema de controlo de qualidade e sistema de distribuição tipo industrial. Hoje, depois de mais de duas décadas dedicadas inteiramente à chapelaria, os artistas sonham em alargar horizontes, apostando noutras áreas criativas, como o calçado e a perfumaria.

 

Museu da Chapelaria (São João da Madeira)

20 de Maio 2017 a 30 de Setembro