Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Glam Magazine

Glam Magazine

Havoc... no Musicbox

"I got you stuck off the realness. We be the infamous, you heard of us, official Queensbridge murderers." Esta será indiscutivelmente uma das rimas mais conhecidas do rap contemporâneo. “Shook Ones (Part II)”, é o prefácio do até hoje aclamado álbum The Infamous e a bem dizer, a apresentação dos Mobb Deep ao mundo. Depois de uma estreia inexpressiva em 1993 com o álbum Juvenile Hell, é The Infamous que nos dá a conhecer Prodigy e Havoc como um dos colectivos mais relevantes e consensuais desta cultura.

21687424_1190431724390198_2462803944322019931_n

Falar de Mobb Deep é algo que desde 20 de Junho se tornou extremamente delicado. Sem que nada o fizesse prever, Prodigy faleceu. Inegavelmente a importância do seu trabalho e o seu estatuto enquanto um dos pilares desta vertente musical, foram exponenciados ao máximo um pouco por tudo o mundo que padece em choque com a sua ausência. Para a posteridade fica um longo e inegável legado de trabalho com o qual os Mobb Deep nos presentearam durante mais de duas décadas. A dupla de QB editou oito álbuns em nome próprio e um sem fim de colaborações dignas de destaque.

 

Se a morte de Prodigy é um facto impossível de descurar, é impossível descurar também que uma das metades deste icónico duo é Havoc, o criador da sonoridade que levou o grupo ao estatuto de banda de culto a nível global. Definir Havoc é algo que requer um brainstorming exaustivo, sobretudo no momento de travar a quantidade de adjectivos proficientes que o definem. Havoc é um MC proeminente, com um carisma irrefutável e que sempre acompanhou a fasquia elevadíssima de Prodigy, mas é enquanto beatmaker e produtor que o seu trabalho assume contornos de genialidade.

 

É das mãos de Havoc que nascem temas como “Shook Ones (Part II)”, “Survival of the Fittest”, “Hell on Earth”, “Quiet Storm” ou “It's Mine”. Músicas como estas são apenas uma fracção mínima de um reportório absolutamente notável. Com quatro álbuns a solo e um par de álbuns instrumentais, Havoc é um artista completo e acima de tudo consistente. Para além do seu trabalho enquanto beatmaker, onde já colaborou com nomes como Notorious B.I.G., Eminem, Nas, The Game ou Kanye West, Havoc lançou recentemente o álbum The Silent Partner em parceria com The Alchemist.

É com este histórico que Havoc se apresentará dia 24 de Outubro no Festival Jameson Urban Routes, no Musicbox Lisboa para um concerto co-programado pela Versus. Havoc será acompanhado por Big Noyd, rapper desde sempre ligado ao colectivo Mobb Deep e para o qual produziu quase na totalidade o seu primeiro álbum de originais Episodes of a Hustla, um clássico do circuito underground nova-iorquino.

Aräyuí… e “Cerca Trova”…

Aräyuí é um projeto solo e inteiramente "Make yourself" feito para aliviar a tristeza e misantropia de ouvidos exigentes e cansados da melancolia do século XXI. Todas as letras foram baseadas em histórias vividas ou absorvidas durante conversas com amigos e parentes.

cover

“Cerca Trova”, são oito faixas que passeiam pelo showegaze/noise. “Cerca Trova” é também um disco produzido em home estúdio, um disco que de um cara que hoje se divide entre os estudos acadêmicos quase que solitários em Curitiba no Paraná e as férias de rever amigos de infância no Piauí, chamado Lucas de Miranda, de apenas 19 anos. Tem como inspiração bandas recentes da cena Brasileira como Lupe de Lupe e gorduratrans e foi gravado entre abril e outubro deste ano.

 

Download gratuito aqui

Elsiane apresentam-se ao vivo no Hard Club

A dupla canadiana, mundialmente projectada após a sua actuação ao vivo no espectáculo do Cirque du Soleil, Le Royaume do Tôle, em 2013, escolheu novamente a cidade do Porto para o reencontro. O Hard-Club a sala que novamente os receberá. Os 4 anos, desde a apresentação de estreia, deixaram uma saudade que poderá agora ser mitigada.

dd20e50b-64d7-492a-b444-914d85b8a3c3

Death of the Artist”, o terceiro álbum, editado em Abril deste ano, é novamente um trabalho intimista, como os dois anteriores (Hybrid  e Mechanics of Emotion), profundo, cheio de véus encantadores e que trilha os árduos caminhos interiores da Elsieanne Caplette. Com ímpares vocalizações, suportadas pelos prodigiosos ritmos do Stephane Sotto, envolve-nos numa fusão criativa de vaporosas e texturadas composições, emocionalmente carregadas e complexas, por vezes sombrias e devastadoras, mas sempre soberbas e viciantes. Uma performance a não perder, onde com certeza se revisitarão os celestiais e enfeitiçantes êxitos de 2007, “Vaporous” e “Paranoia” ou ainda “Underhelped” e “Nobody Knows” de 2012.

 

Para a abertura do espectáculo os portugueses The Black Zebra. Os irmãos Machado, reforçados pela entrada do Davide Lobão, apresentam o seu primeiro longa duração, “Nonsquare”. O single de avanço “Children” roda já nas rádios e o seu videoclipe nas redes sociais. O álbum, com edição Gritos / Cultura Fnac, foi lançado em Fevereiro e rapidamente se sucederam os concertos de promoção.

Concerto com início às 21:30h, na noite de 27 de Outubro na Sala 2 do Hard-Club

Sitiados… 25 Anos

No ano em que se comemoram 25 anos da edição do álbum de estreia dos Sitiados, a Sony Music Entertainment reeditará a 3 de Novembro essa obra seminal na história da música portuguesa.

Capa Sitiados - 25 Anos (c sticker)

O álbum “Sitiados”, há muito indisponível, regressa assim às lojas numa edição especial comemorativa do 25.º aniversário, na qual se incluem 25 temas extra e um luxuoso livreto de 32 páginas recheado de imagens inéditas.

Este álbum duplo inclui os 16 temas originais remasterizados, diversas maquetes com temas inéditos e versões ainda embrionárias de temas que viriam a ser regravados para o disco de estreia, em gravações de 1987 a 1989. No livreto podem ainda encontrar-se dois testemunhos de Pedro Gonçalves e Ricardo Alexandre, diversas fotos do arquivo privado dos artistas e disponibilizadas pela primeira vez ao público e ainda vários documentos históricos.

“Diablo”... O Novo Single de Captain Boy

"Um diabo pode ser a face do bem ou do mal, dependendo do lado da moeda. Pode ser a transformação necessária. Pode, ele próprio, possuir a solução para dois seres humanos que acham que o mundo é demasiado grande. Quão mais fácil seria se nos transformássemos em peixes, fechados num universo sem esquinas ou cantos, onde pudéssemos continuar a ver o outro mundo, aquele que não é nosso?” Pedro Ribeiro

sem nome (10)

Captain Boy é o alter-ego de Pedro Ribeiro. Vagabundo com voz rouca e guitarra a tiracolo que canta histórias que transcendem o tempo. A sonoridade ferrugenta acompanha-o em todos os seus temas remetendo-nos para um ambiente como se nós próprios estivéssemos a bordo de um barco imaginário. “Diablo” é o novo single retirado do seu álbum de estreia “1”, editado em Janeiro pela Moon Records.

A realização do videoclipe tem a assinatura de Bruno Carreira.

 

26 Outubro 2017 - Quintas de Leitura / Teatro do Campo Alegre (Porto)

27 Outubro 2017 - Três a Solo / Cine Teatro Garret (Póvoa de Varzim)

11 Novembro 2017 - Paços da Cultura (São João da Madeira)

Somma apresentam o video de "Mundo Inquebrável"

Os Somma lançaram o seu mais recente single no passado dia 28 de Setembro e apresentam agora o Lyric Video do tema "Mundo Inquebrável".

sem nome (9)

"Mundo Inquebrável" contou com a colaboração dos seguintes músicos: Sandra Peres (vocalista do projeto musical: Aza de Jorge Riobom), cuja interpretação deu uma inigualável carga emocional ao belo poema que povoa esta música. Gustavo Afonso (teclista: human cycle, Heavenwood, Mazzalov, entre outros) talentoso músico que ficou responsável pelos arranjos do Piano.

 

André Vaz anuncia tour pelo Japão…

André Vaz pode ser um nome desconhecido para a maioria das pessoas, mas o fado não é, de todo, desconhecido para André Vaz. Nascido e criado na cultura do fado, cedo começou a cantar de forma profissional. Vieram primeiro os concursos, depois os musicais e o cinema. Ainda criança gravou vários registos em nome próprio até descobrir, já em adulto, a sua verdadeira identidade como fadista, maturada nas melhores casas de fado da capital. E é numa viagem à génese dessa identidade que André nos leva agora em FADO.

93a49c7c-d0fd-4cfd-9ab9-95a4b320850c

O trabalho começou com a recolha dos onze temas que compõem o disco. Muitas horas a ouvir as velhinhas gravações dos anos 60, 70 e 80. Em mente, um objectivo, os fados com que verdadeiramente se identificasse, mas que dessem espaço para o seu cunho pessoal. Era importante modernizar aquele som, torna-lo actual e seu, para isso eram necessários fados intemporais que não perdessem a sua essência qualquer que fosse a roupagem que lhes desse.

 

Temas de fadistas como Carlos Ramos, Manuel Fernandes, Maria da Fé, Francisco José, Manuel de Almeida, Fernando Maurício, entre outros, nunca antes regravados por nenhum artista que não o cantor original, foram os escolhidos. Fados que se distinguem pela sua poesia popular inalterada, injustamente caída em desuso nas gravações de fado mais actuais.

 

Em FADO, André contou com a orientação de Diogo Clemente (Carminho, Raquel Tavares, Mariza) que assina a produção do disco, bem como as violas no mesmo. Mas a interpretação instrumental também não foi descurada e a guitarra portuguesa foi entregue a Ângelo Freire (Ana Moura) e Bernardo Couto (António Zambujo), e o baixo a Marino de Freitas (Carlos do Carmo), músicos sobejamente experientes na área do fado.

“Mulher ou Comandante”... o novo tema dos Prana

No Dia Mundial de Combate ao Bullying (20 de Outubro) os Prana avançam com novo tema, volumoso, debruçado nesta temática silenciosa. Depois de “Não Te Dás a Ninguém”, Prana avançam com novo tema mantendo um registo de pop alternativo, com fortes traços de rock e uma componente melódica e digital. Pela primeira vez a banda não contou com qualquer colaboração externa em estúdio, na produção do álbum. O trio compôs e gravou apenas com os próprios elementos, o que resultou numa sonoridade naturalmente genuína e líricas mais íntimas.  A abordagem musical é marcada por componentes híbridas, onde guitarras frenéticas se aliam a uma percussão com nuances eletrónicas, sempre em crescendo até atingir um clímax musical.

Prana

Sobre o novo tema, Miguel Lestre, vocalista e baixista de Prana, adianta que a “música fala das batalhas internas que travamos diariamente com aquele que é muitas vezes o nosso pior inimigo. Nós mesmos”. Apesar de energético e volumoso, ‘Mulher ou Comandante’ trata de doenças silenciosas que acumulam vítimas percetíveis entre tantos estratos etários e sociais. “Achámos que este tema funcionaria bem como apelo a uma maior atenção ao que nos rodeia, aos que nos são próximos”.

O video que acompanha o tema acentua a colaboração entre a banda e Ricardo Leite, realizador de ‘A Instalação do Medo’, baseado na obra homónima de Rui Zink e que conta já com prémios e distinções em vários festivais de cinema. Esta é a terceira vez que unem esforços numa fórmula que vai continuar. A estética aproxima-se de uma curta-metragem, onde uma personagem jovem desenvolve ações insurgentes que acabam por ter uma razão muitas vezes difícil de descortinar mas que devem ser encaradas como sinais reais de algo sombrio numa cadeia de eventos. Entre atores jovens, como Ana Príncipe, a obra audiovisual contou com a colaboração de João Melo, ator com vasta experiência no circuito nacional de teatro.

Galo Cant'Às Duas lançam video "Processo Entre Viagens"

“Processo entre Viagens” é a exploração de cores e texturas como se entrasse em múltiplas metamorfoses dentro de um só indivíduo. Tal como na música, a ideia de viagem e ações ao longo de um determinado ciclo torna-se fulcral para a existência de uma evolução, seja ela constante ou inconstante. O tempo vai galgando e conduzindo a velocidade para uma sensação de tensão ou liberdade absoluta, querendo comunicar também com o desconhecido, arriscando por vezes a procura do desconforto. 

photo_MG_5497_Joana Linhares

photo: Joana Linhares


O encontro de um equilíbrio, ou de algo entendido como tal, de caso para caso só é possível ao confrontar todas estas irregularidades – vamos viajando e fazendo o balanço do passado com o presente, conseguindo assim o controlo de um futuro próximo, idêntico ao espelhar de nós próprios e conseguirmos ver o que queremos e o que não queremos. odas as variáveis fazem parte do Todo, apenas é importante salientar que tudo isto é suposto levar-nos a lugares cada vez melhores.

Depois do fenómeno quase inexplicável que abalou o rock nacional a norte do país, com Barcelos a fazer as vezes de Laurel Canyon como incubadora dos mais interessantes projectos psicadélicos nacionais, chegou a vez do interior dar cartas. Galo Cant'às Duas é uma ideia de Gonçalo Alegre e Hugo Cardoso, que são de Viseu - e fazem questão de o dizer.

 

"Os Anjos Também Cantam" é o primeiro trabalho discográfico do duo, mas nem por isso terá pouca projecção editorial. Lançado pela Blitz Records e distribuído pela prestigiada Sony Music Entertainment, o álbum vem confirmar as esperanças já depositadas nos Galo Cant'Às Duas pelas performances ao vivo já conhecidas que não deixavam grande margem para dúvidas quanto à inegável ousadia e virtuosismo do duo. O carácter improvável e único, quase misterioso, da junção entre os dois músicos se ter dado num encontro artístico isolado da cidade, num local recôndito em Castro Daire, só poderia culminar num som igualmente singular.

 

Piscam o olho ao pós-rock e ao space rock. Riffs graves são repetidos até penetrarem nos nós cerebrais e finalmente rebentam em clímaxes com tanto de longamente antecipados como de inesperados e surpreendentes.

 

"Vamos Falar de Blues" com Pedro Abrunhosa

Inserido na Programação do Nova Arcada Braga Blues, no próximo Domingo dia 29 de Outubro, Pedro Abrunhosa fará uma entrevista / concerto no Cineplace Nova Arcada pelas 17h.

2lxd2l8mpc7e

Budda Guedes leva o seu programa de YouTube para a sala de cinema do Nova Arcada e entrevista Pedro Abrunhosa, numa conversa sobre o Blues. Juntos irão ainda tocar alguns Blues escolhida pelo consagrado músico portuense, que traz consigo dois dos seus músicos (Cláudio Souto, nos teclados e Bruno Macedo na guitarra) para se juntarem a Budda Guedes (voz e guitarra) e fazerem um mini concerto à volta do Blues.

 

Vamos Falar de Blues é um programa de YouTube que teve inicio em Fevereiro deste ano, onde Budda Guedes entrevista várias figuras do Blues nacional e internacional, com o intuito de divulgar o género e de munir de ferramentas todos aqueles que se queiram aprofundar no género.

"Vamos Falar de Blues" com Pedro Abrunhosa

Inserido na Programação do Nova Arcada Braga Blues, no próximo Domingo dia 29 de Outubro, Pedro Abrunhosa fará uma entrevista / concerto no Cineplace Nova Arcada pelas 17h.

2lxd2l8mpc7e

Budda Guedes leva o seu programa de YouTube para a sala de cinema do Nova Arcada e entrevista Pedro Abrunhosa, numa conversa sobre o Blues. Juntos irão ainda tocar alguns Blues escolhida pelo consagrado músico portuense, que traz consigo dois dos seus músicos (Cláudio Souto, nos teclados e Bruno Macedo na guitarra) para se juntarem a Budda Guedes (voz e guitarra) e fazerem um mini concerto à volta do Blues.

 

Vamos Falar de Blues é um programa de YouTube que teve inicio em Fevereiro deste ano, onde Budda Guedes entrevista várias figuras do Blues nacional e internacional, com o intuito de divulgar o género e de munir de ferramentas todos aqueles que se queiram aprofundar no género.

Anavitória… Álbum de estreia já disponivel

Chegou finalmente às lojas o álbum de estreia das Anavitória, dupla de cantoras e compositoras brasileiras formada por Ana Caetano, de 21 anos, e Vitória Falcão, de 20, que este ano alcançou um sucesso estrondoso no Brasil e que começa agora a conquistar Portugal. Este primeiro álbum da dupla (nomeado para um Grammy Latino na categoria de Melhor Álbum Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa) será apresentado numa série de showcases nas lojas Fnac. A 28 de outubro as cantoras atuam na Fnac Santa Catarina, no Porto, às 16h. No dia 29, apresentam-se na Fnac do Centro Comercial Colombo, às 17h, enquanto no dia 1 de novembro atuam na Fnac Chiado, à mesma hora.

Capa_1

As Anavitória serão ainda as convidadas especiais de Diogo Piçarra para os concertos que o músico vai dar a 27 de outubro no Coliseu do Porto e a 3 de novembro no Coliseu de Lisboa. A dupla e o cantor português gravaram juntos uma nova versão do grande êxito “Trevo”, tendo inclusivamente gravado em conjunto um novo vídeo para este single, em São Paulo, no Brasil.

 

O álbum homónimo das Anavitória conta com produção de Tiago Iorc e nele as duas cantoras e compositoras mostram como não se cingem a um só género musical, transitando com naturalidade entre a pop, a folk ou até a música sertaneja.

Planeta Tundra apresentam EP em Concerto

O espaço tem um novo corpo celeste: Planeta Tundra, um fenómeno sideral visível a olho nu a 26 de Outubro, às 22:00, no Lounge, em Lisboa e com entrada livre. “Ananás” é o primeiro single da banda. 

4347261f-8ab7-4f1a-b1d9-fcbad9782d0a

Planeta Tundra é a criação dos lisboetas Tiago Martins & Ricardo Amaral e “Vigantol”, o primeiro EP da banda, editado pela Munro Records, já está disponível para escuta em todas as plataformas digitais.

As paisagens sónicas deste planeta são caracterizadas por baixos luxuosos, teclados espaciais e guitarras vibrantes - cenários imperdíveis para qualquer cosmonauta musical que se preze

Já disponível em formato digital o EP “Júpiter 49” dos Tripé

Tripé é um projeto de música eletrónica, progressiva e ambiental que assume a imagem e o vídeo como partes integrantes do projeto. Gravaram o primeiro álbum, “Júpiter 49”.

image001

As apresentações ao vivo são acompanhadas por vídeos alusivos a temas nos quais o grupo se revê. Marcam presença questões ambientais e sociais, bem como estéticas visuais ligadas à linguagem do cinema.

Os Tripé são: António Silvestre (sintetizadores), Carlos Brito de Sá (baixo e guitarra) Miguel Munhá (violoncelo), David Correia (bateria) e André Nascimento (eletrónica e teclados).

Versus apresenta… CJ Fly (ProEra) no Maus Hábitos

Quando falamos da evolução da música em geral, um dos factores mais relevantes é a capacidade de cada vertente se auto reinventar através dos tempos, estabelecendo desta forma novos conceitos e eras. A importância deste factor é vital, não só pelo leque de estilos que alimenta diferentes sensibilidades, mas acima de tudo por ser o factor que catapulta a longevidade da música em si. Falando de rap, podemos facilmente triar momentos específicos que são relevantes para a história actual desta vertente. Da golden era dos anos 90, ao controverso trap que se ouve actualmente, todos estes períodos têm uma importância diferente, mas inerente ao embargo de qualquer estagnação criativa.

cj-fly-day-zzzs-official-video-lead

As raízes do rap há muito que deixaram de ser uma incógnita para as massas e até mesmo a hegemonia de Nova Iorque é algo que hoje em dia é reconhecido pelo grande publico. É verdade que outros estilos e espaços demográficos ofuscaram durante alguns anos a "limelight" de New York, mas o foco voltou às suas origens. Existirão razões e culpados específicos por este regresso? Sem dúvida que sim. Colectivos como A$AP Mob ou Progressive Era, foram uma injeção de "freshness" no cenário nova-iorquino há muito aguardada. Não refutando qualquer outro similar, é unânime que o colectivo em destaque é originário de Brooklyn e são os Pro Era. Fundado em 2011 por Capital STEEZ, Powers Pleasant, Joey Bada$$ e CJ Fly, os Pro Era podem ser resumidamente definidos com a combinação perfeita entre a sonoridade suja e vanguardista que sempre caracterizou Nova Iorque e o exemplo mais refinado e exímio das sonoridades actuais – um "match made in heaven".

 

Depois do sucesso e consenso geral no que toca a Joey Bada$$, primeiro artista do colectivo a lançar-se a solo, chega agora o momento de nomes com Kirk Knight, Nyck Caution ou CJ Fly seguirem as pisadas do seu percursor. 2015 foi o ano do lançamento do álbum "Late Knight Special" de Kirk Knight, artista que esteve presente em Portugal em 2016 para duas actuações notáveis, que esgotaram no Porto e Lisboa respectivamente. Um dos atributos que distingue o colectivo Pro Era dos seus pares é sem duvida a consistência do seu trabalho. Qualidade em quantidade.

 

O ano de 2016 marca a apresentação formal à industria de mais um dos seus fundadores e elemento chave. Depois da mixtape "The Way Eye See It" editada em 2013, CJ Fly edita em 2016 o seu primeiro álbum a solo "Flytrap", um registo já há muito aguardado depois de participações brilhantes como "Hardknock" ou "Don't Front" na mixtape editada em 2012 "1999" de Joey Bada$$, uma mixtape intemporal e eleita como "clássico", muito por culpa de temas como estes.

 

CJ Fly concretiza em 2016 ou que se fazia prever em 2012 e com "Flytrap" confirma o seu estatuto de rapper multi-facetado e consistente. Mais uma vez a Pro Era e CJ Fly deixam vincado o que tão bem os define e distingue, a combinação perfeita entre o vanguardismo e o contemporâneo. Seguindo os passos do seu associado Pro Era, Kirk Knight, CJ Fly estará presente em Portugal, na cidade do Porto, para uma actuação no Maus Hábitos dia 24 de Novembro.

 

1ª Gala de Fado da Voz do Operário

Apresentada em conferência de imprensa, A Voz do Operário e a Música Unida juntam-se na realização da 1.ª Gala de Fado d’A Voz do Operário que acontece no dia 12 de Novembro às 15h, no Salão de Festas d’A Voz do Operário.

22490234_1294827843978880_4677201710967666045_n

A ligação entre a Sociedade de Instrução e Beneficência A Voz do Operário e o Fado remonta aos finais do século XIX. Ao longo da história da instituição, inúmeras foram as personalidades do mundo do fado que ajudaram a manter viva uma atividade regular, através de sessões de fado realizadas ou apoiadas pela Voz do Operário. De igual modo, as páginas do jornal A Voz do Operário foram um espaço sempre aberto para muitos autores lá registarem os seus poemas, e defenderam o Fado enquanto expressão cultural, social e das classes trabalhadoras.

 

Por sua vez a Musica Unida tem como princípio base a universalidade da Música em defesa da arte e da cultura. É cooperando na preservação do espólio cultural e do património imaterial da música e das tradições portuguesas, neste caso o Fado, que a Música Unida se junta à A Voz do Operário, contribuindo solidariamente na programação, organização e divulgação anual da Gala de Fado A Voz do Operário.

 

É esta relação indissociável ao Fado que A Voz do Operário e a Música Unida vêm agora celebrar com a realização anual da Gala de Fado d’A Voz do Operário, onde serão atribuídos prémios – uma estatueta estilizada, simbolizando o Fado – como forma de reconhecimento a personalidades ou instituições ligadas direta ou indiretamente ao Fado, e que são publicamente consideradas e reconhecidas pelo seu mérito, inovação, estilo e importante contributo para o Fado e, também, ao longo do seu percurso artístico, com A Voz do Operário. A Gala vai contar com apresentação de Vítor de Sousa, Diamantina Rodrigues e José Nobre e no seu decorrer serão entregues os Prémios Voz do Operário 2017 a 13 ilustres personalidades do Fado nas seguintes categorias:

 

- Carreira: Maria Amélia Proença e António Rocha

- Poesia e Literatura: Mário Raínho e Fernando Campos de Castro

- Compositor: mestre António Parreira e Vital d'Assunção

- Artes e Espetáculo – Madrinha da Gala: Maria da Nazaré

- Solidariedade: Carlos do Carmo

- Divulgação: Grupo Sportivo Adicense

- Lisboa: Anita Guerreiro

- Revelação: Beatriz Felizardo e Pedro Junot

- Popular: José António Garcia

 

O cartaz da 1.ª Gala de Fado d’A Voz do Operário conta com a participação solidária de grandes nomes do mundo artístico, especialmente no Fado, tais como: Ana Maurício, António Pinto Basto, Augusto Ramos, Cidália Moreira, Conceição Ribeiro, Emma, Fernando Santos, Filipe Duarte, Hélder Moutinho, Jorge Baptista da Silva, Luís Matos, Maria da Nazaré e Vanessa Alves.

 

Bruno Netto é o pintor e o artista plástico responsável pela imagem oficial da Gala de Fado a Voz do Operário, inspirada na voz e na imagem da consagrada fadista Maria da Nazaré, quer para o cartaz, quer para estatueta dos Prémios Voz do Operário, bem como para o cenário da Gala. A imagem do cartaz é parte integrante do quadro que Bruno Netto doou à Voz do Operário para leilão com o objectivo de angariar fundos para nobre causa da Gala de Fado A Voz do Operário.

 

Honrando o Fado, personalidades e instituições, esta Gala tem um carácter intrinsecamente solidário, sendo voluntária a participação de todos os artistas, dado que um dos objetivos finais, além da sensibilização da importância para os valores da Sociedade de Instrução e Beneficência A Voz do Operário na sociedade portuguesa, é a angariação de fundos para as necessárias obras de requalificação do seu Salão de Festas, de forma a dar continuidade a todas as atividades culturais inerentes à sua atividade associativa.

 

Nuno da Camara Pereira regressa aos discos com "Belmonte Em Cantos Mil"

Nuno da Camara Pereira, recria-se após 40 anos dedicados à renovação do fado do qual foi pioneiro na procura de tons e sons por terras de aquém e além-mar; por onde andou e se foi recolhendo numa incessante e vibrante busca de razões plenas de música e poesia; aonde apenas o fado, expressão máxima da lusitana língua portuguesa não permitiu deixar esquecer em toda a sua vertente, bem para lá de sua matriz única e soberana; nunca se deixando corromper por insidiosas modulações musicais, de fusão ou não, soube emprestar ao Fado todo o seu talento, toda a sua experiencia e toda a sua nobreza que conseguiram de forma única, e no decorrer de sua longa carreira, influenciar e ser ponto de partida para a modernização deste modo musical, hoje polarizado por todos os cantos do mundo.

79c5ce6d-2103-49a7-92b8-b8e37753e849

São os novos valores do fado que hoje a ele, até mesmo sem saber, vêm buscar a partida para novos pontos de chegada. Soube dar textura ao fado quer através de novos instrumentos musicais, através de novas sonoridades, movimentos ou mesmo através do reencontro com matrizes transcontinentais que apenas o coloriram; sem nunca se deixar levar nas modernas condições de mercado, lançou-se para caminhos mais cosmopolitas, mais comerciais, e soube manter intrinsecamente a matriz que o fazendo diverso, lhe inculcam “devaneios “ e comparações que não lhe retiram a sua genuinidade.

 

Com este álbum “Belmonte, Em Cantos mil”, Nuno Cabral da Camara Pereira relança o tema do “achamento do Brasil “por temas dedicados à viagem, no tempo e no espaço, de uma língua e de um povo que apenas a diáspora entende e justifica através da poesia e música de poetas e intérpretes de aquém e além-mar.

 

Cantando Caetano, Saulo Fernandes ou Doryval Cayme, Nuno com Luiz Caldas lança novamente o desafio, através de sete originais a par e passo dos temas popularizados por aqueles, como “Os Argonautas”, ”Raiz de todo o bem”, ”Saudade da Bahia”, ”É doce morrer no mar”, aonde repõe sentimentos e impressões que a música e seu talento fazem sentir indiferenciadamente na música brasileira e portuguesa, que sem se misturarem a tornam original e própria sem sequer se fundirem. É o Fado em toda a dimensão da palavra que tão exemplarmente se pretende fazer transmitir neste disco que ora relança a consanguinidade e dimensão transatlântica da língua portuguesa.

Stacey Kent… novo disco “I Know I Dream” já disponivel

Stacey Kent, a estrela do jazz vocal surpreende novamente com o seu novo álbum, “I Know I Dream”. Tendo sido gravado nos famosos Angel Studios e m Londres, com uma orquestra de 60 elementos, este é o seu primeiro álbum orquestral numa carreira que já engloba duas décadas e mais de 15 álbuns.

Stacey Kent - Cover - I Know I Dream

A cantora pensou, durante muito tempo, em criar um álbum deste género mas estava à espera da altura certa, como afirma: " I’m very patient. This was something I knew I needed to do one day or another, but I didn’t want to make it at any cost or rush it in any way." Por isso, quando a Sony e a OKeh pediram-lhe para criar um álbum com uma grande orquestra, a cantora sentiu que este era o momento certo: " It’s not every day that you get a call about a project with 58 musicians! Nowadays everyone tries to be reasonable but Sony had a real artistic vision. "

 

O álbum foi meticulosamente produzido por Tommy Lawrence e o colaborador de longa data (e marido) da cantora, Jim Tomlinson, os temas têm arranjos de forma a serem os próprios a transportar os ouvintes em vez de tal acontecer com a dimensão da orquestra, que traz harmonia e profundidade ao disco e para e para as histórias que o mesmo conta. A coisa mais importante para Stacey Kent foi: “to keep our sensibility and, at the center of everything, our sense of intimacy” I Know I Dream revisita, de facto, a quintessência do seu repertório e alma com três temas interpretados em francês (Les Amours Perdues, de Juliette Greco, composição original de Serge Gainsbourg, La Rua Madureira de Nino Ferrer e Avec le temps de Léo Ferré), quatro novos temas e cinco versões de clássicos brasileiros intemporais, como por exemplo, Photograph, de Carlos JobimI Know I Dream” é uma maravilha majestosa e suave, simultaneamente panorâmico e intimista: um auto-retrato com uma grande orquestra, como uma uma confidência segredada a 58 cúmplices.

Russ… estrela do rap estreia-se em Portugal

No próximo dia 7 de Março, Russ, a nova estrela do rap em ascensão meteórica, estreia-se ao vivo em Portugal, no Coliseu dos Recreios​.​ ​O ​rapper, compositor e produtor ​trar​á a​ digressão​ de​ "There's Really A Wolf", o seu primeiro álbum​,​ que o catapultou para milhões de seguidores em todo o mundo, tendo o seu mais recente single "Ride Slow" alcançado 5 milhões de visualizações no Youtube em apenas duas semanas.

foto

Depois de alguns anos a compor, a produzir beats e a lançar mixtapes (inicialmente influenciadas por G-Unit, 50 cent e Eminem), Russ tornou-se um fenómeno das redes sociais com ​dois temas, "What they want" e "Losin Control", que viriam a fazer parte do seu primeiro álbum​, contando com mais de 125 e 74 milhões de visualizações, respectivamente, no YouTube.​