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Glam Magazine

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Surma e as viagens de “Antwerpen”….

Confesso que assistir a um concerto da Débora já não é novidade nenhuma para mim. Confesso ainda que escrever sobre a Débora é ainda mais complicado. A Débora está para além da artista… é a rapariga frágil que conheço desde que se aventurou com o projecto Surma.

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A Débora Umbelino é Surma como já se percebeu, e surgiu com este projeto em 2015. A Débora, permitem que a trate assim, sempre cativou a simpatia de todos principalmente por onde passa. Faz amigos, conversa com as pessoas, envolve-se com as vivências de cada um e ao fim de 2 anos e 1 álbum a Débora não mudou, neste sentido, porque como artista mudou, e muito, e para melhor…

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A Débora cresceu, em palco, na música, mas sobretudo no que quer transmitir nos seus concertos, sejam eles no Super Bock Super Bock, ou junto a uma agência bancária em plena Rua.
O grande salto da Débora acontece com o seu diário de viagens. “Antwerpen”, o álbum de estreia da miúda frágil mas envolvente, da miúda franzina mas cheia de garra, da miúda que faz tudo em palco, rodeada de teclados, caixas de ritmos, guitarras, e agora até de campanhinhas.
Débora concentra-se na música, na mensagem que transmite para quem assiste, quer seja pela primeira vez, quer pela 30ª vez…

Em palco, as canções de Surma falam por si, e substituem a Débora, que descalça, joga com os sons e palavras, por vezes em dialectos estranhos e longínquos, mas que complementam um diário de viagens obscuras por latitudes divergentes do nosso sentido diário.

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Ontem a Débora esteve no CineTeatro António Lamoso pela primeira vez… Para muitos e pelos comentários que ouvi, foi a primeira vez que a miúda de cabelo curto lhes encheu o coração, mas para mim foi mais uma, mas a primeira em que ouvi as novas canções de “Antwerpen” ao vivo…

No final a Débora perguntou-me se tinha gostado… a minha resposta esta nesta crónica

 

Texto e Fotografias: Paulo Homem de Melo

Mais fotografias na galeria do faceboo da Glam Magazine

Sara Tavares com novo disco “Fitxadu”

Sara Tavares está de regresso às edições discográficas. Chama-se “Fitxadu” e é o quinto trabalho de originais de um nome maior da música portuguesa. “Fitxadu”, “fechado” em crioulo de Cabo Verde, marca  “o encerramento de um ciclo, e como todos os capítulos, o inicio de um novo”.

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Pela primeira vez, Sara Tavares partilha a produção musical e composição das suas canções, na companhia de nomes como Kalaf Epalanga, Toty Sa´Med, Manecas Costa, Bilan (Cachupa Psicadélica)  Princezito,  Nancy Vieira ou Paulo Flores, entre muitos outros.

Coisas Bunitas” e “Brincar de Casamento” anteciparam a chegada do quinto trabalho de originais com data de edição dia 27 de Outubro de 2017 (Sony Music Portugal), revelando uma sonoridade renovada.

Sem pressas, com a qualidade a que nos tem habituado, numa carreira ímpar com mais de 20 anos, o último single “Brincar de Casamento” surge de uma colaboração – como muitas neste novo disco - com Toty Sa’Med e Kalaf Epalanga na autoria e composição do tema.

Cuca Roseta… Novo álbum “Luz” com edição a 10 de Novembro

Diz a sabedoria popular que a verdade do fado está nos tradicionais e que naquele conjunto de quase 200 melodias passadas de boca em boca se pode viver a vida toda. Mas é natural que cada vida, para ser cantada em toda a sua integridade, precise de um vocabulário e de um código próprios. Sem menosprezo por esse imenso património tradicional, cuja riqueza e vitalidade nem à UNESCO escapou, Cuca Roseta vem reivindicando desde há muito um fado pessoal, feito à sua medida, não se entregando apenas nas mãos de terceiros mas propondo também as suas autorias, aplicando-lhe uma marca verdadeira e única. Um fado, por assim dizer, pessoal, intransmissível e reconhecível num par de segundos.

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Não há na escolha deste caminho a mais ínfima arrogância. Mas há certamente a afirmação de uma mulher que não pede desculpa nem pede autorização para reclamar o direito a fazer as suas escolhas. O trajecto de Cuca Roseta tem sido feito, aliás, de pequenas ousadias que, ao invés de a colocarem no trilho mais habitual, confortável e seguro de cantar um repertório indistinto e pouco personalizado, assemelhou-se desde a primeira hora a um processo de descoberta individual. Desde logo, com a produção de um argentino oscarizado, Gustavo Santaolalla (premiado pelas bandas sonoras O Segredo de Brokeback Mountain e Babel), no seu homónimo álbum de estreia em 2011, mas pouco depois expandindo o seu universo com Raiz (2013), em que se assumia como compositora e letrista da maior parte dos temas. Esse tem sido o caminho de revelação de Cuca Roseta – que o tem percorrido descobrindo-se e revelando-se plenamente, como intérprete, autora, compositora, letrista, mulher inteira no fado. E sempre disposta a buscar-se a cada novo disco, a cada nova oportunidade de se mostrar a um público que cedo se lhe rendeu, desde que a escutou, preciosa, a dar voz a “Novo Fado da Severa (Rua do Capelão)”, magnífico fado amaliano, no filme Fados (2007), do espanhol Carlos Saura. Do Brasil, e não de Espanha, viria em seguida o enquadramento do seu terceiro álbum. Riû, produzido por Nelson Motta – compositor e jornalista que foi o grande responsável pelo lançamento da carreira de Marisa Monte e foi um colaborador próximo de Elis Regina –, significava uma vez mais alguém que, chegado de fora, se enamorava perdidamente pela voz de Cuca.

 

Motta, que não aceitara produzir nenhum outro disco ao longo da década anterior, deixou-se seduzir pelo fado particular de Cuca Roseta e propôs-se dar-lhe mundo. Para Cuca, Riû era um momento especial de namoro com o Brasil, juntando autorias e convidados tão diferentes quanto Ivan Lins, Jorge Drexler, Bryan Adams, Djavan, Sara Tavares ou Jorge Palma. Mas não apagava o seu passado recente e também a cantora assinava várias letras e duas composições. Tudo isto para chegarmos aqui, para chegarmos a Luz. O título não engana e a capa também não. A “luzinha” de que Cuca fala em “Cara Carinha” pode ser lida facilmente como uma alusão à candeia que ilumina o seu caminho, a uma luz interior que lhe traz o conforto e a segurança suficientes para fazer deste álbum um novo momento de revelação para Cuca Roseta, aquele que mais longe vai na definição daquele que é o seu fado. E que a própria cantora troca por palavras em “Versos Contados”: “Fado sabe a sentimento / Fado sente a sabedoria / Fado nasce no momento / Fado é novo a cada dia”.

 

Aldina Duarte… “Quando Se Ama Loucamente”

O novo disco de Aldina Duarte, “Quando Se Ama Loucamente”, teve entrada direta para o segundo lugar do top nacional de vendas. Há um ano, Manel Cruz (Ornatos Violeta) enviou-lhe um tema, por email, feito a pensar nela, “Quando Se Ama Loucamente”.

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Inesperadamente o mote para um novo disco estava dado. Aldina Duarte decide escrever uma autoficção em verso para fados tradicionais, um elogio da paixão, uma história verdadeira onde o tempo e o espaço são ficcionados a partir da obra literária de Maria Gabriela Llansol, uma das suas escritoras de eleição. Aldina faz um novo e singular disco conceptual, raro na história do fado, também por ser a primeira fadista/letrista a escrever um disco seu na íntegra: uma autoficção e simultaneamente um tributo a Maria Gabriela Llansol.

 

São seus cúmplices criativos, para além de Pedro Gonçalves (Dead Combo), Paulo Parreira, Rogério Ferreira, Isabel Pinto e Rui Garrido, Manel Cruz, João Barrento, Hélia Correia e Pedro Cabrita Reis.

Quando Se Ama Loucamente”…  um elogio da paixão.

 

Emergências… Primeira Dama + Jake Shane

Primeira Dama fascina pela forma como as suas canções crescem da simplicidade de alguns acordes no órgão, para uma complexidade melódica marcada pela voz e os poemas imensos que desfila de rajada. E o que parece uma composição inocente e directa ao primeiro encontro, transforma-se num mar de sensações à medida que a canção vai crescendo.

Gravado em Aveiro, com a ajuda preciosa de João Sarnadas (Coelho Radioactivo), o disco "Histórias por Contar" revela que Primeira Dama continua a cantar de forma directa, com a sua voz a projectar uma alma invulgar (que, até com algum atrevimento, podia chamar de Fado), mas com um nível de ambição surpreendente.

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Jake Shane (na foto) é um cantautor norte-americano, nascido e criado em Springfield, no estado de Illinois. Depois de ter mergulhado fundo no blues e na folk no seu dico de estreia, "Ancient Fire", Shane mudou-se para Madrid onde lançou o segundo álbum, "Evening Sound", onde as influências melódicas da música espanhola se fundiam com a sua americana. Agora, Jake Shane vem a Portugal pela primeira vez, onde vai dar início a uma digressão europeia, onde poderemos ouvir a sua música de viagem, de partilha e de encontros.

 

Casa da Cultura (Setúbal)
31 de Outubro 2017 | 21.30h

Caelum apresenta novo single “Falta-me a Força”

O novo single dos Caelum, distribuído pela Sony Music Portugal, marca o regresso da banda ao estúdio.  

Com influências da música electrónica, e do Pop contemporâneo, o "Falta-me a Força” mantém a identidade Space/PopRock, característica da banda e é um manifesto sobre conflitos sentimentais e esperança. A música vai estar disponível em todas as plataformas digitais como o ITunes, Apple Music ou Spotify.

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Este single é acompanhado por um videoclip, que tem a particularidade de se utilizarem pela primeira vez as redes sociais Instagram e Snapchat na sua realização. A banda lançou um desafio com uma única regra: serem originais. As pessoas contribuíram com vídeos interpretando a música, tornando cada participação única.

Desde que venceram a primeira edição do EDP Live Bands, o percurso musical dos Caelum tem sido bastante preenchido. Editaram em 2016 o disco "Enigma", lançado também pela Sony Music Portugal, que contém as primeiras canções em português da banda. Após uma primeira tour em 2016, iniciaram a digressão atual, “Rising Tour” que se prolonga até ao final deste ano. Nesta, já partilharam palco com nomes como Guano Apes, Cock Robin, Kaiser Chiefs e vários nomes da música Portuguesa como Richie Campbell, Virgul ou Atoa.

 

A banda é composta por Pedro Correia (voz e guitarra), Diogo Costa (guitarra e teclado), José Ganchinho (baixo) e Diogo Lopes (bateria).

“Nós matámos o cão tinhoso”… Novo espetáculo de João Garcia Miguel

“Nós matámos o cão tinhoso” é o novo espetáculo de João Garcia Miguel e sobe ao palco da Casa da Cultura de Ílhavo já no próximo sábado, 28 de outubro, às 21.30h. Inspirado no primeiro e mais extenso dos contos incluídos no livro que lhe dá título, “Nós matámos o cão tinhoso” é narrado através dos olhos e emoções de um menino moçambicano negro chamado Ginho. A história desenrola-se à volta de um cão vadio abandonado e doente, com o corpo coberto de feridas e de aspeto repelente, por quem todos se sentem enojados. Ginho, o narrador da história, é semelhante alvo de troça e desprezo por parte dos colegas de escola, inclusivamente durante os jogos de futebol onde não pode participar. Ginho observa o cão e uma menina que com ele se relaciona e parece ser a única que o aprecia e por ele demonstra afeto. Um dia, Ginho e um grupo de rapazes da sua idade são persuadidos e chantageados para matar o cão. Se Ginho o fará, se o cão morrerá, só saberá quem for até à Casa da Cultura de Ílhavo no próximo sábado.

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Esta não é a primeira vez que a João Garcia Miguel leva um espetáculo à Casa da Cultura, sendo já próxima a relação do criador com a região. A sua Companhia vê na “liberdade” e no “teatro” os seus dois mentores de criação, formação e difusão.

Novo livro de John Green (A Culpa é das Estrelas) editado a 6 de Novembro

O quinto romance de John Green, depois de uma ausência de cinco anos e o primeiro editado depois do sucesso mundial que foi A Culpa É das Estrelas, está a já a ser bastante elogiado pela crítica – foi publicado a 10 de outubro nos Estados Unidos e entrou para o primeiro lugar na lista dos mais vendidos do The New York Times, à frente de Origem, de Dan Brown, e em segundo na lista do USA Today. O jornal Guardian chamou-lhe “um clássico da literatura moderna”, enquanto o The New York Times disse tratar-se do "mais espantoso romance de John Green."

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A história centra-se em Aza Holmes, uma estudante do liceu de 16 anos, com um transtorno obsessivo- compulsivo, que se junta à destemida, Daisy, na perseguição de um bilionário fugitivo, Russell Pickett, porque, em jogo, há uma recompensa de cem mil dólares. Na procura de pistas, irão transpor a distância que as separa do filho do desaparecido, Davis. Aza e Davis sentem entre si uma afinidade profunda. Ambos perderam pessoas que amavam. São almas irremediavelmente sós. Davis vive isolado pelo privilégio numa mansão megalómana. Aza debate-se com as suas batalhas interiores. Por mais que tente ser uma boa amiga, filha, namorada, e detective, tem de lidar diariamente com a sua mente asfixiante. Como pode ser uma boa amiga se está constantemente a pôr entraves às aventuras que lhe surgem no caminho? Como pode ser uma boa filha se é incapaz de exprimir o que sente à mãe? Como pode ser uma boa namorada se não consegue desfrutar de um simples beijo? Através da intensa vida de Aza,

 

John Green partilha as angústias e os dramas da doença que o afecta desde a infância. O escritor norte-americano já disse que “embora seja ficção este livro é bastante real e pessoal.” Green venceu o Printz Medal, o Printz Honor da American Library Association e o Edgar Award e foi duas vezes finalista do prémio literário do LA Times. Neste momento está em digressão pelos EUA a apresentar o livro para os seus milhões de fãs em sessões de apresentação há muito esgotadas.

 

Nelo Carvalho… Tour 2017/2018 chega ao B.LEZA

A tour nacional, teve inicio no passado dia 3 de julho na Discoteca Krystal onde apresentou o seu mais recente disco “las voces e los cantos”. No próximo dia 31 de outubro, às 22h00, Nelo Carvalho volta ao B.LEZA, uma sala onde se sente em casa, rodeado das gentes que reconhecem a sua obra e o seu talento. Nelo Carvalho prepara uma noite memorável, onde apresenta um alinhamento que passa pela trilogia dos discos, “Encontros” (2013), “Reencontros” (2015) e “las voces y los cantos” (2017).

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Espera-se uma noite em que através dos sons de Angola, Cabo Verde, Brasil, Portugal, Cuba, República Dominicana, Guadalupe e Espanha, e dos ritmos como a Morna, Semba, Zouk, Bossa Nova, Coladera, Fusão e Jazz, o público entrará numa viagem, em que se atravessa, vários países com várias abordagens musicais e culturais.

Nelo Carvalho reinventa-se e inova, num espetáculo que encara como único e irrepetível.