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Glam Magazine

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FINK na Casa Da Música (Reportagem)

Na segunda e terça feira, 6 e 7 de novembro de 2017, o Teatro Tivoli BBVA em Lisboa, e a Sala 2 da Casa da Música do Porto, receberam os FINK no âmbito da tour europeia de promoção do álbum “Resurgam”.

A Glam Magazine foi vê-los e ouvi-los naquele que Finn Greenall declarou ter sido o edifício mais estranho onde já tocou. A sala abriu antes da hora marcada, com uma antologia de entrevistas e temas que homenagearam meio século de música, projetada na superfície ondulada atrás do palco: zappa, beatles, talking heads, bowie, iggy, pixies, police, radiohead, beck, nick cave e muitos outros. À medida que o recinto se encheu, a atenção divergia entre entre o registo multimédia dos ícones da musica, e a prodigalidade de um set up constituído por duas baterias acústicas nos extremos opostos do palco, separadas por uma variedade interminável de guitarras e baixos, pedais para todos os efeitos, e um teclado quase solitário junto a aresta frontal.

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O trio que integra o projeto FINK muniu-se de um baterista e guitarrista adicionais, e em formato pentagonal abriu com “Warm Shadow” ao som da bateria suplementar, três guitarras e com Guy Whittaker no baixo de seis cordas que segurou na maioria dos temas. O som apoderou-se do espaço quando Tim Thornton substituiu a guitarra pela percussão, conseguindo um efeito stereo notável, potenciado pela sonoridade irrepreensível da sala. Seguiu-se “Shakespeare”, em que os ensinamentos de Romeo deram continuidade os preliminares restabelecendo a ligação com um público recetivo. Finn sentou-se ao piano para entoar o belíssimo “Day 22”, inicialmente acompanhado por Tim Thornton na guitarra acústica, que a certo ponto abandonou pela bateria, conferindo um groove adicional à musica que escalou até ao final apoteótico. Seguiu-se “Not Everything Was better In The past” num registo quase unpluged, conseguido pelo namoro entre o dedilhar minucioso de uma guitarra de 12 cordas e a perícia de Guy Whittaker a extrair toda a sensualidade de um baixo acústico.

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A transposição para “Perfect Darkness” deu-se entre uma nuvem de fumo de cena de tal forma intensa que os sentidos ficaram reduzidos à audição e à vibração, e os corpos viajaram por cima do som, saltitando entre as notas, e registando ocasionalmente o piscar de umas luzes que sinalizavam a transição entre a fantasia e a realidade. “Ressurgan” ressuscitou do latim na sua cadencia circular em torno da vocalização nivelada de Finn, com o efeito de pedrada atirada ao charco que caracteriza a morfologia da musica, amplificado pela clonagem milimétrica do eco das baterias. O teclado voltou a ser abordado em “Godhead”, e entreabriu a porta às cordas, que por sua vez cederam o lugar a pandeiretas, palmas, e tudo quanto produzisse som e marcasse ritmo. Seguiu-se “Cracks Appear”, o single que estabelece a ligação entre os álbuns anteriores e o mais recente, e que se confirma mais próximo dos sons etéreos que antecederam este novo trabalho, marcadamente mais complexo. Outra lufada de fumo cénico criou um ambiente paradoxal para “Fall Into The Light”.

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A interpretação começou por ser minimalista, marcada pela percussão eletrónica, os loops curtos e delays que repescam o som seminal de FINK, mas deslizou para uma catarse triunfal, magnetizada pelo desempenho genial de Tim Thornton na bateria. “This isn’t a Mistake” desenrolou-se em torno das linhas de baixo de Guy Whittaker, que deslizaram até ao infinito, secundarizando toda a restante instrumentalização, e tornando a vocalização quase irrelevante. Um efeito que no álbum apenas se intui, mas que ao vivo acrescentou música à musica, tornando-a quase hardcore. “Lookin too Closely” satisfez a ansiedade da audiência, e antecedeu “Yesterday was Hard on all of Us”, que se iniciou com Finn sentado com a guitarra acústica no colo, e evoluiu para trocas de instrumentos entre todos os elementos da banda, até assentar num ritmo da bateria quase tribal que raptou a musica, o palco e o público. O concerto terminou com a doçura de “Word to the Wise”, um diálogo de ternura entre piano e voz discretamente alumiado por acordes de guitarra. No post scriptum, Finn pegou numa guitarra e entoou sozinho “This is The “Thing”.

 

Um concerto memorável, onde apenas faltou “Sort of Revolution”, e que revelou que o percurso ascendente dos FINK se deve à excelência dos músicos e à coragem de trocar fórmulas feitas por inovações criativas.



Texto: Ana Cristina Carqueja

Fotografias: Nuno Machado
Mais fotografias nas galerias do facebook da Glam Magazine

The National… a primeira confirmação para o NOS Alive’18

Depois de um concerto esgotado e absolutamente extraordinário no Coliseu dos Recreios, The National acabam de confirmar presença no NOS Alive’18. Uma das mais consagradas bandas do momento para o público e para a imprensa nacional e internacional traz ao Passeio Marítimo de Algés o sétimo disco de originais “Sleep Well Beast”.

The National atuam dia 13 de julho, segundo dia do festival, no Palco NOS.

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photo: Paulo Homem de Melo

 

Conhecidos pela sua criação e interpretação musical única, The National contam com 7 álbuns de estúdio. O novo registo de originais foi produzido pelo compositor, guitarrista e teclista da banda Aaron Dessner, e co-produzido pelo vocalista Matt Berninger e pelo guitarrista Bryce Dessner.

 

O NOS Alive está de regresso ao Passeio Marítimo de Algés nos dias 12, 13 e 14 de julho de 2018

Hercules & Love Affair estreiam novo vídeo uma semana antes do concerto no Lux

Hercules & Love Affair estão de regresso aos discos e a Portugal, para um concerto no Lux, dia 17 de Novembro. “Omnion”, o quarto longa-duração do projecto de Andy Butler, tem sido amplamente aplaudido pela critica especializada, por dar continuidade ao trabalho desenvolvido até agora e por introduzir novas dinâmicas na sonoridade de Hercules & Love Affair. O concerto, que decorre na próxima sexta-feira, em Lisboa, está inserido na digressão europeia de apresentação e encontra-se quase esgotado. Os últimos bilhetes estão à venda nos locais habituais.

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Rejoice”, o novo single de Hercules & Love Affair mostra, pela primeira vez em seis anos, Andy Butler num vídeo. Realizado por Will Kennedy, que num registo descrito como documental captura o ambiente nocturno e festivo dos concertos da banda, é protagonizado Rouge Mary BabyBJane, a primeira é bem conhecida do público por acompanhar ferozmente o projecto ao vivo.

Para esta digressão, numa colaboração com David Wilson, artista e realizador nomeado para um Grammy Award, Hercules & Love Affair desafiaram artistas de renome internacional para produzirem o suporte visual do espectáculo, criando um conteúdo original e arrojado, com diferentes formas que se revelam e transformam todas as noites.

Mariano Marovatto termina digressão na Fundação Saramago

Depois de lançar em fevereiro de 2017, “Selvagem”, seu primeiro álbum lançado em solo português, extraordinariamente muito bem recebido pela crítica, o luso-brasileiro radicado em Lisboa, termina sua digressão no dia 15 de novembro às 18:30 na Fundação Saramago.

Convite

Juntando sua dupla identidade de escritor e músico, Mariano Marovatto foi convidado pela Fundação para apresentar "Com o Mar por Meio - Uma amizade em cartas", livro de correspondência entre José Saramago e Jorge Amado. Marovatto além de cantar canções que eram de predileção desses que foram os dois maiores vultos da prosa em língua portuguesa do século XX (que curiosamente já faziam parte do repertório do concerto de Selvagem), lerá em companhia do ator português Marcelo Urgeghe algumas das cartas publicadas no livro editado pela também luso-brasileira Companhia das Letras.

 

A entrada é livre…

Luiz Salgado celebra duas décadas de carreira em Portugal

Luiz Salgado pertence à rara estirpe de músicos com o dom de transmitir a quem o ouve a terra, a região e o país que o viu nascer. É, aliás, impossível ficar indiferente ao amor que transmite pela cultura e influências da Música Popular Brasileira e da música caipira na sua sonoridade!

Luiz Salgado Tour

Depois de se ter apresentado ao público português com o single “Galope à Beira-Mar”, do disco “Quanto Mais Meus Óio Chora, Mais o Mar Quebra na Praia” (2016), é tempo de se estrear nos palcos nacionais. Lisboa abriu as hostilidades com uma noite memorável. O B.Leza  foi ao rubro com as atuações de André Abujamra, Acrobata do Riso e do cantor e compositor que agora comemora duas décadas de carreira em Portugal. Seguem-se passagens por Castro Verde e Porto numa digressão com o selo da Music For All.

 

11 de Novembro 2017 - 7Arte (Castro Verde) Entrada Livre

17 de Novembro 2017 - Fábrica dos Ofícios (Porto) Entrada Livre

LOOP - Festival de Danças Urbanas

O LOOP - Festival de Danças Urbanas, acontece este sábado, 11 de Novembro no Cineteatro António Lamoso na Feira. O Festival une criadores Portugueses que representam a união de todas as vozes de gerações existentes por vir e que ao longo do seu percurso têm trabalhado através do seu conhecimento e experiência, contribuindo com a sua própria harmonia e estética.

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O objetivo é dar palco às vozes criadoras que têm dedicado e potencializado com a sua visão de forma íntegra e incondicional, esta rica e abrangente linguagem dentro das Danças Urbanas.
O festival conta com um momento formativo e performativo.

10h-13h Momento formativo com os criadores / Gratuito mediante apresentação do bilhete para o festival.

22h00 – espetáculo
QUERENCIA de Catarina Campos e Rina Marques
STATE OF DOUBT de Duarte Valadares
BOUNCING HEADS de Vitor Fontes e Maria de Melo Falcão
EM EL VACIO de Melissa Sousa

Este sábado, Filho da Mãe e José Valente na 2ª noite do ciclo As Guitarras Não Têm Saudade

Este sábado, a Casa Museu Bissaya Barreto, em Coimbra, volta a abrir-se para a segunda noite do ciclo As Guitarras Não têm Saudades. A proposta continua a ser simples mas dificilmente repetível: 1 noite, dois concertos, oportunidade única de sentir a paixão do talento de alguns dos melhores compositores e virtuosos de cordas portugueses. Às 21h30 do próximo sábado, dia 11 de Novembro, José Valente e Filho da Mãe são os guitarristas que se seguem.

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O primeiro a subir ao palco é o músico de Coimbra, conhecido pelo virtuosismo e peculiaridade da sua música marcada pela improvisação e influenciada pelo jazz. José Valente tem um percurso definido por uma difícil coesão no vasto cruzamento de múltiplas formas de expressão artística. Merecedor de vários prémios e formado em instituições como a Kaertner Landes Konservatorium na Áustria e a The New School em Nova Iorque, José Valente encontrou na Viola d’ Arco um meio de acção para uma densa expansão e experimentação do seu pensamento. Afinal o que é um caminho artístico senão uma viagem constante entre as circunstâncias?

A pergunta é do próprio músico que se espera re-questionada no concerto do próximo sábado.

 

Rui Carvalho aka Filho da Mãe sobe ao palco de seguida a provar porque o seu nome de guerra é alcunha dada por quem lhe ouviu os dedilhados, as melodias experimentais, a leveza com que quase não toca nas cordas. Dotado contador de histórias que constrói canções como se não soubesse que podiam ter palavras, Filho da Mãe chega a Coimbra com “Mergulho” (2016), o mais recente trabalho, gravado no Mosteiro de Rendufe, em Amares. O disco aparece como o registo da solidão do guitarrista junto das pedras frias do Mosteiro. Ao ouvi-lo somos nós que ficamos habitados pela solidão dos eremitas, a precisar que nos guie para encontrar o caminho no labirinto escuro que não sabemos se é o do mosteiro, de nós próprios, ou da evidência de que Filho da Mãe é o nome de um guitarrista incrível.

 

Hands on Approach… "Hearts" editado hoje e apresentado na FNAC Chiado

Uma das mais carismáticas e acarinhadas bandas nacionais, os Hands on Approach, estão de regresso em 2017 para um muito esperado álbum de originais. "Hearts", nome do longa duração, teve já como primeiros avanços "Be True" e "All That Was Taken". O novo trabalho sai hoje e é apresentado às 18:30 na FNAC Chiado.

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"Hearts" é um conjunto de experiências e emoções, vividas pela banda durante estes 20 anos de existência e refletidas agora em 10 temas, produzidos por Vasco Ramos, que mostram a essência do grupo setubalense com uma produção atual aos dias de hoje nunca esquecendo ao vivo, aqueles que são os grandes êxitos do passado como "My Wonder Moon" ou "If You Give Up"

 

Para além da apresentação, hoje às 18:30 na FNAC Chiado, os Hands On Approach têm já mais uma série de datas marcadas pelas FNAC do país para mostrar o novíssimo "Hearts"

Red Bull Music Culture Clash… Crew 4 - Rui Pregal da Cunha apresenta Ultramar

O Red Bull Music Culture Clash regressa no dia 2 de março ao Coliseu de Lisboa, com 4 crews, 4 palcos, 1 vencedor, onde a escolha pertence ao público. Com inspiração nos sound clash jamaicanos, estas batalhas sonoras têm deixado uma forte marca um pouco por todo o mundo.  Inspirado nos famosos sound clash jamaicanos, o Red Bull Music Culture Clash tem percorrido o Mundo, de Londres a Nova Iorque, passando Toronto, Manchester ou Milão. Lisboa fez no ano passado a sua estreia, transformando por completo a paisagem do Coliseu dos Recreios com quatro palcos e quatro crews. Um conceito que tem já a sua continuidade assegurada para 2018 no mesmo espaço da cidade, com um cartaz fechado para o dia 2 de março.

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As crews que se irão defrontar para este desafio representam diferentes sonoridades e tendências na cena musical portuguesa.

 

É seguro dizer que Rui Pregal da Cunha foi um dos portugueses que inventaram o mundo em que vivemos agora. Fez isso à frente dos Heróis do Mar – um dos mais importantes grupos da modernidade pop portuguesa – que na sua incrível discografia explorou rock e dança, África e fado, electrónica e muita electricidade. Sempre com toneladas de originalidade. Agora, a ideia Ultramar é elevar a celebração original, “ir mais além”, como sublinha Rui Pregal. E, para isso, a união faz a força: a tripulação que navega neste Ultramar conta com os Capitão Fausto, Memória de Peixe e Throes + The Shine. Tudo gente que tem colhido os mais rasgados elogios da imprensa especializada, com muitas horas de voo em palcos de todos os tamanhos, dos mais suados e íntimos clubes aos maiores festivais. “O som da crew”, explica o timoneiro, “é respeitoso da sonoridade de cada um dos grupos que a integram, cada um deles escolhido a dedo para fazer um só momento desta batalha. Pode ser uma leve bossa, total freak-out ou uma zombada pesada, mas que mantêm o ADN dos seus participantes na re-interpretação de uns clássicos momentos sónicos”. Rui Pregal da Cunha anda a sonhar isto tudo como um dia sonhou com o futuro que temos hoje: “os treinos ainda não saíram da parte intelectual mas brevemente passarão para sangue, suor e lágrimas”. Vai ser épico!

Red Bull Music Culture Clash… Crew 3 - Richie Campbell apresenta Bridgetown

O Red Bull Music Culture Clash regressa no dia 2 de março ao Coliseu de Lisboa, com 4 crews, 4 palcos, 1 vencedor, onde a escolha pertence ao público. Com inspiração nos sound clash jamaicanos, estas batalhas sonoras têm deixado uma forte marca um pouco por todo o mundo.  Inspirado nos famosos sound clash jamaicanos, o Red Bull Music Culture Clash tem percorrido o Mundo, de Londres a Nova Iorque, passando Toronto, Manchester ou Milão. Lisboa fez no ano passado a sua estreia, transformando por completo a paisagem do Coliseu dos Recreios com quatro palcos e quatro crews. Um conceito que tem já a sua continuidade assegurada para 2018 no mesmo espaço da cidade, com um cartaz fechado para o dia 2 de março.

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As crews que se irão defrontar para este desafio representam diferentes sonoridades e tendências na cena musical portuguesa.

 

Richie Campbell é uma das vozes mais acarinhadas no nosso país. Homem que veio do reggae, que se move por modernos terrenos R&B e que está habituado a enfrentar – e sobretudo a conquistar – multidões de muitos milhares de pessoas. É o líder da Bridgetown, um colectivo criativo que nasceu na capital de Barbados, mas que se planta hoje de pés firmes em Lisboa, que também é, relembra Richie, uma Bridgetown. Neste colectivo integram-se os talentos de Mishlawi, General Gogo, Luís Franco Bastos, Ben Miranda, Dengaz, Plutonio, DJ Dadda, Dodas Spencer e Afonso Ferreira. “Acho que na Bridgetown vamos um bocado a todo o lado dentro da Black Music… desde Reggae a Dancehall, Hip Hop, Afrobeat…”, aponta Richie Campbell, abraçando todas as coordenadas que fazem vibrar o planeta com um pulsar irresistível. Com os diferentes membros da crew apostados em lançar novos trabalhos, a certeza é que argumentos não vão faltar no momento de pisarem o palco do Coliseu dos Recreios. E, garante Richie Campbell, “tenho a certeza que vamos estar preparados para ganhar”. Quem fala assim, não está para brincadeiras. Ou se calhar...

Red Bull Music Culture Clash… Crew 2 - Paus e Pedras

O Red Bull Music Culture Clash regressa no dia 2 de março ao Coliseu de Lisboa, com 4 crews, 4 palcos, 1 vencedor, onde a escolha pertence ao público. Com inspiração nos sound clash jamaicanos, estas batalhas sonoras têm deixado uma forte marca um pouco por todo o mundo.  Inspirado nos famosos sound clash jamaicanos, o Red Bull Music Culture Clash tem percorrido o Mundo, de Londres a Nova Iorque, passando Toronto, Manchester ou Milão. Lisboa fez no ano passado a sua estreia, transformando por completo a paisagem do Coliseu dos Recreios com quatro palcos e quatro crews. Um conceito que tem já a sua continuidade assegurada para 2018 no mesmo espaço da cidade, com um cartaz fechado para o dia 2 de março.

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As crews que se irão defrontar para este desafio representam diferentes sonoridades e tendências na cena musical portuguesa.

 

Os PAUS, colectivo de Joaquim Albergaria, Hélio Morais, Fábio Jevelim e Makoto Yagyu, têm-se revelado um grupo incansável. Contam quatro álbuns no activo e muitas sessões públicas de porrada: porrada sobre a inércia e a imobilidade. E muita celebração, claro: da união e energia, da criatividade e festa, da cena tão natural e indizível que é a nossa. E que os outros já se habituaram a aplaudir. Eles reuniram as PEDRAS: DJ Glue e Mike El Nite, Holly Hood e Silk, quarteto poderoso de talento e força que combina bem com os homens de Clarão. Um DJ que sabe bem com quantas malhas se faz uma festa, dois MCs que são homens de palavra e de língua afiada, e um mestre de cerimónias que não faz cerimónia na hora de nos meter todos a dançar. Hélio Morais avisa que esta é uma crew “grave”. “Muito grave. Sempre tivé

emos synths com subs carregados, mas com o peso do rock. O Holly e o Mike movem-se no trap, o Silk é um homem do funk e o Glue é um DJ muito versátil em todos estes universos”. Estratégia para a grande batalha? Bem, a ideia é não abrir muito o jogo: “Para já temos andado a meter todas as ideias na mesa e começámos a definir a estrutura de cada round. E para isso...”, conclui Hélio Morais,

já andamos a dormir com o inimigo”. Ficam avisados.

Red Bull Music Culture Clash… Crew 1 - Capicua e Guerrilha Cor-De-Rosa

O Red Bull Music Culture Clash regressa no dia 2 de março ao Coliseu de Lisboa, com 4 crews, 4 palcos, 1 vencedor, onde a escolha pertence ao público. Com inspiração nos sound clash jamaicanos, estas batalhas sonoras têm deixado uma forte marca um pouco por todo o mundo.  Inspirado nos famosos sound clash jamaicanos, o Red Bull Music Culture Clash tem percorrido o Mundo, de Londres a Nova Iorque, passando Toronto, Manchester ou Milão. Lisboa fez no ano passado a sua estreia, transformando por completo a paisagem do Coliseu dos Recreios com quatro palcos e quatro crews. Um conceito que tem já a sua continuidade assegurada para 2018 no mesmo espaço da cidade, com um cartaz fechado para o dia 2 de março.

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As crews que se irão defrontar para este desafio representam diferentes sonoridades e tendências na cena musical portuguesa.

 

Liderada por Capicua, esta crew pega numa ideia que tem vindo a ser explorada na discografia da rapper portuense: “A Guerrilha Cor-de-Rosa" é um nome que já me acompanha há alguns anos. Começou por ser mencionada numa rima na mixtape “Incendiários” (2009), depois passou a fazer parte da introdução da “Maria Capaz e acho que há muitas pessoas que associam esse conceito ao meu trabalho”.

E que conceito é esse? Simples: “Basicamente é a força feminina, optimista e combativa com que me atiro para a frente em tudo o que faço e, desde sempre, teve um carácter inclusivo. A Guerrilha Cor-de-Rosa é de quem se quiser juntar”.

E neste caso juntaram-se DJ D-One e M7, presenças habituais ao lado de Capicua nos palcos, e ainda Ana Bacalhau – que conhecemos de Deolinda –, a rapper angolana Eva Rap Diva, a soul diva Marta Ren e Blaya, a mulher que tantos concertos de Buraka Som Sistema arrasou. Mulheres e força. Mulheres com força. E com ideias, rimas e melodias, alma e groove. Mulheres – e um homem! – que partem do hip hop, mas abraçam o funk e a soul, abraçam a ideia da desgarrada tradicional e que não temem ir a jogo. “Temos mil ideias a fervilhar”, garante a líder. E não há como não acreditar.

BINNAR 2017… Suelen Estar Quartet + Montanha Magnética

O festival de artes BINNAR realiza-se pela segunda vez na cidade de Vila Nova de Famalicão, entre os dias 10 e 24 de Novembro de 2017. Entre música, performance, fotografia, teatro, vídeo, escultura, imagem ou instalação são vários os artistas e grupos de artistas que passam pela cidade, quer seja em exposição, com actuações ao vivo, em residência e/ou a coordenar projectos e workshops....

Está sexta feira o Mosteiro de Arnoso recebe pelas 22h00 dois projetos, Suelen Estar Quartet e Montanha Magnética

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Suelen Estar Quartet é um quarteto de improvisação livre nascido no seio da O.M.E.Ga (Orquestra de Música Espontánea de Galicia) da qual os quatro foram membros, todos com formação clássica e posteriormente especializados em estilos muito diferentes como a música antiga, o jazz, o rock. Sem partituras tudo o que se cria é próprio, imediato, único e exclusivo. Deixa-se de ser um mero intérprete e passa-se a ser compositor, um criador instantâneo. Dá-se rédea solta à imaginação; uma paisagem, uma ideia, uma emoção, um som… servem de nutrientes para desenvolver a criatividade num momento concreto de espaço/tempo. Transmitir ou gerar de forma espontânea uma ideia ou sentimento através da música faz com que cada concerto seja irrepetível. Experimentar de todas as formas possíveis, indagar na escuta, as sonoridades dos instrumentos, a sua natureza, explorar a cada instante todas as varáveis possíveis das que se dispõem. Ser sensíveis ao azar ou à surpresa, muito importante como geradora de novos caminhos musicais, som parte dos métodos de investigação que se utilizam, sendo totalmente original e idiossincrático do próprio quarteto. Trata-se da criação de uma linguagem, um código comum e único, umas novas normas do jogo, para jogar ao jogo de sempre mas de maneira diferente

 

Montanha Magnética é um trio composto por João Felgueiras Magalhães na sanfona e efeitos, João Pais Filipe na percussão e Mónica Baptista nas projecções, habitualmente em película 16mm. Música e imagens geram mapas sonoros e visuais que se sobrepõem em planos geográficos e mentais.

Martin Harley em digressão por Portugal….

“Música simples, honesta e directa, gravada numa sala de som aconchegante, com os melhores microfones, alguns amigos e tantas outras cervejas geladas.” Nesta série de três concertos em Portugal, o primeiro foi esta quinta feira 9 de Novembro em Almada, Martin Harley vem apresentar um conjunto de canções retiradas dos seus últimos discos: “Live at Southern Ground” e “Static in the Wires”.

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Músico de referência na área do Blues, Martin Harley, vindo de Inglaterra e que se encontra a efectuar uma tour internacional, com concertos anunciados, pelo menos, até aos finais de Maio do próximo ano, apresentando-se apenas em três concertos ao vivo em Portugal, em Almada, no Teatro Avenida em Castelo Branco (10 de Novembro) e no Teatro Diogo Bernardes a 11 de Novembro, uma oportunidade única para apreciar este reconhecido artista a nível mundial. Martin Harley é um dos valores do blues acústico que passou a fronteira de novo talento para artista de reputação mundial.

Exímio guitarrista, cantor e compositor de música acústica, Martin Harley brinda-nos com um conjunto de canções que podiam bem fazer parte do universo das nossas vidas. Como Martin explica: “Eu queria fazer algo representativo do momento em que me encontro a nível musical, queria fazer um disco que fosse o reflexo dos últimos anos de tournées a solo e em duo.”

Simone, O Musical chega esta sexta feira ao Coliseu (Porto)

Após 6 semanas no Teatro Tivoli BBVA, Simone, O Musical parte em digressão por várias cidades portuguesas. A história da vida e carreira de Simone de Oliveira já arrebatou os espectadores em Lisboa, recebendo longas ovações de pé em cada final de espectáculo. Risos e lágrimas multiplicaram-se, não deixando indiferente quem já conhecia a sua vida e conquistando os mais novos com os poemas, a elegância do texto, a excelência das interpretações.

Simone, O Musical continua em cena em 2018.

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Amada por todos, Simone de Oliveira é sinónimo de força, autenticidade e coragem. Artista completa, na sua carreira abraçou mais de sete ofícios, fazendo sempre frente aos desafios que a vida lhe lançou. Sem temer, ou temendo muito, desbravou caminhos e fez-se ouvir numa sociedade adversa às mulheres com voz. Foi jornalista, locutora de continuidade, apresentadora de concursos e programas de televisão e rádio quando a voz, possante e enérgica, a fintou. Lutou e sobreviveu; regressou às canções que a notabilizaram, aos poetas controversos a cuja obra cedeu a alma, aos palcos que a amavam como cantora e actriz, ao público que aplaudia a Artista e a Mulher.

 

Aos 79 anos, Simone de Oliveira ainda tem sonhos por concretizar e muitas memórias para partilhar. A partir de temas icónicos como “Desfolhada”, “Sol de Inverno”, “Esta Palavra Saudade” e “Tango Ribeirinho”, Simone desvenda-se e, mais uma vez, entrega-se publicamente pelo que acredita, pelo que sente como destino, pelo que a torna um exemplo acarinhado por todos os portugueses. Mas, Simone, O Musical é muito mais que um musical em nome próprio, onde a sua história, recheada de personagens como Varela Silva, Ary dos Santos, Carlos do Carmo e David Mourão Ferreira, é pautada pela música e humor.

 

Coliseu Porto

10 Novembro 2017 - 21h30

11 Novembro 2017 - 16h30, 21h30

 

CAE Figueira da Foz

17 Novembro 2017 - 21h

18 Novembro 2017 - 17h, 21h

19 Novembro 2017 - 17h

 

Forum Municipal Luísa Todí (Setúbal)

5 Janeiro 2018 - 21h30

6 Janeiro 2018 - 16h30, 21h30

 

Teatro das Figuras (Faro)

26 Janeiro 2018 - 21h30

27 Janeiro 2018 - 16h30, 21h30

Barry White Gone Wrong lançam "Chill Pill"

Os Barry White Gone Wrong não perdem tempo e, a suceder ao ainda recente “Always On The Road”, apresentam o seu terceiro single e vídeo de 2017: “Chill Pill”.

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Resultado, uma vez mais, do fantástico Gaspar Hötel, “Chill Pill” foi gravado em Willebroek, na Bélgica, no último dia de digressão da banda. Sem ideia definida no momento de gravações, o vídeo surgiu na cabeça de Peter em consequência dos elementos presentes, que se alinharam muito naturalmente

 

11 Novembro 2017 - Clube da Praia - Praia das Maçãs, Sintra / Portugal

17 Novembro 2017 - Will's Rock Club - Lousada / Portugal

18 Novembro 2017 - CRU :: Espaço Cultural - Famalicão / Portugal

19 Novembro 2017 - La Fabrica de Chocolate - Vigo / Espanha

20 Novembro 2017 - Novo Labranza - Meiro, Pontevedra / Espanha

23 Novembro 2017 - Bombadon - Gentbrugge / Bélgica

24 Novembro 2017 - Club B52 - Eernegem / Bélgica

25 Novembro 2017 - Café Feron - Geleen / Holanda

26 Novembro 2017 - 't Raedshof - Val-Meer / Bélgica

1 Dezembro 2017 - Incrível Almadense - Almada / Portugal

2 Dezembro 2017 - ÄREA Club - Verín / Espanha

7 Dezembro 2017 - Piolho - Praia da Tocha / Portugal

8 Dezembro 2017 - Club Clavicémbalo - Lugo / Espanha

9 Dezembro 2017 - ARMAZÉM 8 - Évora / Portugal

30 Março 2018 - GritoRock - Praia - Cabo Verde / África

BINNAR 2017 em Vila Nova de Famalicão

O festival de artes BINNAR realiza-se pela segunda vez na cidade de Vila Nova de Famalicão, entre os dias 10 e 24 de Novembro de 2017. Entre música, performance, fotografia, teatro, vídeo, escultura, imagem ou instalação são vários os artistas e grupos de artistas que passam pela cidade, quer seja em exposição, com actuações ao vivo, em residência e/ou a coordenar projectos e workshops....

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O festival, apoiado pela Câmara Municipal, tem agregado várias parcerias e diferentes espaços da cidade e do concelho (museus, galerias, fundações, escolas e outros) para apresentar um programa que junta artistas consagrados e emergentes. A entrada é sempre gratuita em todos os eventos e actividades.

 

Concertos :
- Pop Dell'Arte, Selen Estar Quartet, No!On - Alain Fournier, Laudo, Daily Misconceptions, Montanha Magnética

 

Criadores :
- Daniel Cleghorn, Guli Silberstein, Harold Charre, Nina Barret-Mémy, Oficina, Mathias Gramoso, Neza Agnes Momirski, Peri Helio, Pierre Ajavon, Plataforma 4740, Simon Coates, Cooperativa Ladra, Marcelo Felix, ACE com Andreia Ruivo, Ana Cláudia Silva, André Macedo, Diego Bernaschina, Fátima Abreu Ferreira, Gian Cruz, Hugo Pereira, Johannes Gerard, Juan Alberto Negroni + Iván Antonio Negroni, Kushtrim Zeqiri, Mar Catarina, Mário J. Negrão, Miguel F, Patrícia Pinto, Paul Wiersbinski, Rogério Ribeiro

The Jesus & Mary Chain com concertos em Lisboa e Porto no mês de Maio

The Jesus & Mary Chain, banda Escocesa dos irmãos Reid, vem ao nosso país, nos dias 28 e 29 de Maio em Lisboa e Porto respectivamente, para apresentar o seu mais recente trabalho "Damage and Joy" (2017) e tocar clássicos da sua carreira, onde não faltarão temas dos álbuns "Psychocandy" e "Darklands", que os catapultaram para a fama.

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photo: Paulo Homem de Melo


Os Jesus & Mary Chain foram uma das mais marcantes bandas dos anos 80. Inspirados por colectivos como The Velvet Underground, Beach Boys ou The Who, a banda alcançou um grande sucesso na segunda metade da década de 80 e início dos anos 90 até se separar em 1999. 2007 foi o ano marcado pelo grande regresso do grupo. Com um espetáculo épico em Coachella, contaram com Scarlett Johansson em palco para um dos temas mais conhecidos da banda, "Just Like Honey", que tinha feito parte da banda sonora de Lost in Translation, de Sofia Coppola, protagonizado pela atriz.  
 
Após 19 anos sem novas edições e depois de terem passado pelos festivais NOS Alive e EDP Vilar de Mouros, chega agora a vez de actuarem em duas das salas mais emblemáticas para espectáculos em Portugal, o Coliseu dos Recreios ,em Lisboa e a Casa da Música, no Porto. Esta é portanto, uma oportunidade rara a não perder, de ver uma banda dos anos 80 muito acarinhada pelo público Português que marcou várias gerações ao longo dos tempos.

We wear Culture

3000 anos do mundo da moda são reunidos na maior exposição virtual do género. “We wear Culture” é um projeto do Google Arts & Culture que conta com a colaboração do Museu Nacional do Traje e mais de 180 instituições culturais de todo o mundo. Usando tecnologia de ponta e através de uma viagem virtual, o projeto permite percorrer diversos e diferentes temas, tais como “ancient silk road”, “fashions of Versailles” e “Bristish punk”, histórias que estão por detrás das roupas que usamos hoje.

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O Museu Nacional do Traje aceitou este desafio e participa neste projeto que dará uma enorme visibilidade internacional ao património que detém à sua guarda, uma coleção de traje e acessórios desde o século XVIII à atualidade. Especialistas de moda, curadores, designers de moda, universidades, museus e ONG’s de todo o mundo colaboram nesta exposição mundial que revela a moda como parte de uma cultura, uma forma de arte ou o resultado de artes artesanais com impactos multifacetados. A utilização de uma avançada tecnologia de ponta, que inclui viagens virtuais, vídeos a 360º, Street View e imagens com alta resolução, tornou possível a acessibilidade das coleções de forma global, contribuindo para a sua conservação. 

 

Destaques do Museu Nacional do Traje:

- Através do Street View será possível visitar virtualmente o Palácio Angeja-Palmela, casa do Museu Nacional do Traje e percorrer a exposição permanente - O Traje em Portugal. Do século XVIII à Contemporaneidade

Virgul… “Saber Aceitar”, álbum de estreia a solo editado a 24 de Novembro

“Saber Aceitar”, o álbum de estreia a solo de Virgul, é editado no próximo dia 24 de Novembro. O anúncio acontece no mesmo dia em que a nova versão do single “Rainha”, em dueto com Ludmilla, é distribuído para as rádios e fica disponível no canal de youtube de Virgul. Este novo single, gravado durante o Verão, estará nas plataformas digitais (spotify, itunes, apple music, …) na data de edição do álbum, a 24 de Novembro.

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O álbum, que inclui os êxitos “I Need This Girl”, “Só Eu Sei” e “Rainha”, conta, além da participação de Ludmilla, com um dueto com Nelson Freitas.

Este é certamente um álbum muito aguardado e que surge após o lançamento de três singles de grande êxito que valeram até à data dois galardões de ouro e um de platina, forte presença nas tabelas de vendas de singles e de streaming, mais de 27 milhões de visualizações no youtube, presença entre os artistas mais tocados nas rádios nacionais e um ano e meio de intensa digressão com mais de 100 espectáculos de norte a sul do país.

Vodafone Mexefest canta Gisela João

Este ano o Vodafone Mexefest começa mais cedo!

Para além do efeito surpresa que o Festival tem no público a cada edição, com música à espreita em formatos e locais inusitados, este ano a surpresa maior chama-se Vodafone Mexefest canta Gisela João. Um concerto da fadista de entrada livre, no Cineteatro Capitólio, em Lisboa, que se realiza a 18 de novembro, às 21h20, uma semana antes de a música mexer na cidade.

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A fadista, que já integrou o cartaz do Vodafone Mexefest, volta assim a fazer parte do Festival que todos os anos traz os fãs de música à Avenida da Liberdade e artérias adjacentes, proporcionando a descoberta de novos espaços, de pormenores da cidade até então desconhecidos ou de uma nova sonoridade ao virar de cada esquina. Se, na sua música, Gisela João já deu voz a poetas da atualidade e a alguns dos intérpretes mais importantes da história da música, no espetáculo Vodafone Mexefest canta Gisela João vão ter voz alguns convidados especiais, que vão juntar-se em palco à cantora, que é, também ela, uma das mais importantes intérpretes do panorama musical português da atualidade.

 

Luísa Sobral, Samuel Úria, DJ Stereossauro e MOMO, que atuará na edição deste ano do Vodafone Mexefest, são os convidados confirmados que Gisela João escolheu para fazer parte deste concerto inédito, que assinala o aquecimento para os dias 24 e 25 de novembro. Músicos de referência, cada um no seu estilo, vão dar uma primeira mostra de que a diversidade, que caracteriza a agenda musical do Festival, volta a fazer todo o sentido quando as palavras de ordem são qualidade e originalidade.

O Vodafone Mexefest abre-se à cidade e convida para este concerto, de entrada gratuita (até ao limite da lotação da sala).

Shairart e Fundação Bienal de Cerveira apresentam exposição de Ricardo de Campos… “Apropriação, Acumulação e Anulação”

Apropriação, Acumulação e Anulação” é a exposição de Ricardo de Campos que inaugura já no próximo sábado, dia 11 de novembro, pelas 16 horas, no Fórum Cultural de Cerveira. A iniciativa artística, com curadoria de Helena Mendes Pereira, curadora da shairart, nasce de uma parceria entre a galeria shairart e a Fundação Bienal de Cerveira, que se unem para expôr o trabalho de pintura e escultura de um dos artistas plásticos mais promissores da nova geração.

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Até dia 30 de dezembro, é possível conhecer e descobrir o trabalho de Ricardo de Campos, que reúne na Sala Principal do espaço emblemático da Vila das Artes mais de cem obras de arte, entre as quais algumas desenvolvidas em parceria com outros artistas. A grande exposição do artista, que completou este ano quarenta anos, assinala o final de uma importante fase do seu percurso académico, após a conclusão do Mestrado de Arte Contemporánea. Creación e Investigación, pela Faculdade de Belas Artes de Pontevedra.

 

Para Helena Mendes Pereira, que volta a cruzar-se com o artista pela terceira vez este ano, é evidente a “evolução plástica de Ricardo de Campos”, cuja mostra espelha “a destruição literal do ícone, do símbolo imagético de Cristo, numa metáfora clara à destruição do seu exemplo, numa análise de fé ou, simplesmente, histórica e geográfica”. A curadora da shairart, para quem esta exposição é mais uma prova de que o artista “não parará de nos surpreender”, afirma ainda que o artista se libertou “do seu espaço interior, da sua zona de conforto, da sua geografia doméstica, aventurando-se num caminho em que somou ao desvirtuamento do suporte tradicional da obra de arte à reutilização de objetos materiais do quotidiano, a afirmação dos seus grandes formatos e a adoção de um figurativo de contorno, de vanguarda e de mensagem mais corrosiva.”

 

Natural de Monção, Ricardo de Campos conta já com múltiplas exposições individuais e coletivas em espaços públicos e privados. Para além da Bienal de Vila Nova da Cerveira, das galerias Art de Pontevedra, Arte do Tempo, em Viana do Castelo, Lucília, em Guimaraes, e IPSA, em Roma, o artista apresentou o seu trabalho em vários mosteiros, como o de Silos de Burgos, de Oseira de Ourense, de Samos de Lugo, assim como na Igreja de S. Denys, em Paris, entre outros espaços. Das suas exposições coletivas, destaque para Dallas Award 2012 do Museum of the Americas (Dallas, EUA), Art Shanghai 2011, Hispanic Heritage in America do Museum of the Americas em Miami (EUA), Concurso Internacional C. Antonio Gualda, em Espanha, e VII Bienal Eixo Atlântico, entre outras.

 

Além de “Apropriação, Acumulação e Anulação”, de Ricardo de Campos, a Fundação Bienal de Arte de Cerveira inaugura também, no dia 11 de novembro, uma exposição individual do artista William Ramirez. Trata-se de uma iniciativa que vai ao encontro da missão da Fundação Bienal de Arte de Cerveira, que procura dar continuidade ao lugar cativo de jovens artistas em início de carreira. No sábado, haverá ainda lugar para a exibição do filme Pina, do realizador Wim Winders, no âmbito do Prémio Lux de Cinema Europeu, que será exibido no Fórum Cultural de Cerveira.