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Glam Magazine

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Linda Martini Vs The Legendary Tigerman no palco do Teatro Clube de Alpedrinha

Os Linda Martini e The Legendary Tigerman vão realizar uma digressão conjunta até o final deste ano, em vários espaços e salas de concertos, sob o tema "Rumble in the Jungle", nome pelo qual ficou conhecido um lendário combate de boxe entre Muhammad Ali e George Foreman em 1947. Este combate histórico ficou imortalizado como Rumble in The Jungle e glorificou Muhammad Ali como o verdadeiro Campeão dos pesos pesados.

Cartaz

Linda Martini e The Legendary Tigerman homenageiam cada um desses rounds numa Digressão de Clubes que se espera que esgote muito, mas muito rapidamente.

Não se jogará boxe, mas sim rock. Rock suado, com a vertigem e o peso a que estas duas Bandas nos habituaram. Depois deste encontro cara a cara e com os fãs, 2018 será ano de álbuns novos para Linda Martini e The Legendary Tigerman.

 

O 7º Round deste prometedor duelo será realizado no palco do Teatro Clube de Alpedrinha no próximo dia 8 de Dezembro. Até lá, senhoras e senhores, There will be blood all over the country... e sejam bem-vindos ao Rumble in The Jungle. Este evento nasce da parceria do Teatro Clube de Alpedrinha com a Junta de Freguesia de Alpedrinha no intuito de comemorar mais uma época Natalícia e promover uma causa solidária, após o flagelo que a Serra de Gardunha e a Vila de Alpedrinha sofreram no passado Verão por cada bilhete vendido 1€ reverterá para a prevenção e recuperação contra os incêndios.

Esta iniciativa e que será a primeira de muitas com o intuito de se voltar a colorir a nossa Serra da Gardunha.

 

 

Sean Riley & The Slowriders anunciam nova data em Lisboa

Depois de encher o Faial, Aveiro e Coimbra e esgotar Porto e Leiria, a tour 10 Anos de “Farewell” acaba de esgotar Lisboa a 15 de Dezembro. A banda decidiu, então, abrir nova data e regressará à Galeria Zé dos Bois a 16 de Dezembro.

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"Estamos muito felizes com a forma como o público está a reagir a estes concertos. É muito bom trazer a palco algo tão especial para nós e ver que passados todos estes anos ainda há amor pelo Farewell e que as salas estão a esgotar." Afonso Rodrigues

 

A 20 de Outubro chegou às lojas a re-edição em CD e digital de “Farewell”, o primeiro disco de Sean Riley & The Slowriders originalmente editado em Outubro de 2007 pela Valentim de Carvalho. A edição-estreia em vinil chegará este mês. O formato CD inclui três temas-extra: “Bring Your Boy Home” e as gravações originais de Wout Straatman para Moving On e Lights Out. Em vinil, o álbum surge em duas versões: uma a preto e a outra a cor-de-laranja, com o poster da primeira digressão da banda.

Marilyn Manson… em Portugal

Dia 27 de junho Lisboa vai receber um dos grandes concertos do ano.

Marilyn Manson sobe ao palco do Campo Pequeno para apresentar o novo álbum de estúdio “Heaven Upside Down”, o 10.º da carreira da banda, lançado no passado dia 6 de outubro.

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photo: Peter Hutchins

 

O disco que para muitos é uma prova da capacidade de Marilyn Manson de surpreender e continuar a dar voz a fortes polémicas chega dois anos após o bem-sucedido “The Pale Emperor” e foi feito em parceria com o guitarrista Tyler Bates, conhecido pela composição de bandas sonoras de filmes como “Guardians of the Galaxy”, “300” e “John Wick”.

 

O disco conta com fortes elementos que remetem a álbuns mais antigos como “Portrait of an American Family” e “Holy Wood (In the Shadow of the Valley of Death)”, tendo, no entanto, novas influências vindas do rap e post-punk.

 

Meu nome é Gal… e não faz mal… Uma noite no Coliseu

Celebrar 50 anos de carreira não é para qualquer um, mas Gal Costa é uma dessas artistas que celebra 50 anos, deitada na sua harmonia musical. São esses 50 anos de carreira que desfilaram na noite de domingo, num concerto intimista, partilhado por um coliseu cheio, onde essa carreira, iniciada aos 12 anos de idade, surgiu em palco acompanhada na guitarra e/ou pelo violão de Guilherme Monteiro.

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Gal Costa e Guilherme Monteiro, a dupla nasce de um acaso onde o músico brasileiro, a residir em Nova Iorque, desafia Gal para uma aventura acústica, e como ela própria referiu, deitada na sua harmonia parte na aventura. Despida de adereços em palco, Gal acentua como ninguém as suas canções com a envolvência acompanhada pela guitarra.

 

Nos primeiros minutos do concerto, transmite sentimentos fortes, histórias de vida, de amor, acontecimentos marcantes que fazem 5 décadas de músicas com estilos e análises diferentes.  E são esses momentos marcantes da vivência de Gal, apresentados ao longo da noite, onde os sucessos conquistaram o público algo tímido no início, mas envolvendo-se na retrospectiva apresentada.

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Recuou até aos anos 70, início da década, recuperando um original de Bob Dylan que na altura ganhou nova roupagem pela mão de Caetano Veloso. A fase pôs Tropicalia a marcar em definitivo a carreira de Gal, bem como a sua aventura pela década de 70 com referência obrigatória aos “Dancin Days” relembrados pela canção “Tigresa” de 1977.

 

Um throwback até aos anos 60 onde o movimento Tropicália, de contestação, inspirou o tema “Tuareg” de Jorge Ben Jorge, mas que Gal confidenciou que registou como sendo dela em 1969. Numa roupagem inédita, “Tuareg” trouxe as memórias de uma Gal ativista.

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A viagem intemporal leva o público até 1983 recuperando o tema “Baby” da banda sonora do filme “1972”. “Quem quiser gritar que grite...” a desgraça o sofrimento que evocam o fado na mensagem transmitida, é abraçada por Gal, que mais uma vez demonstra o seu amor por Portugal.

 

Você não entende nada” leva o coliseu ao rubro com o público a cantar acapella a canção. “Meu nome é Gal... e não faz mal” e viajamos até 1979... onde as influências latin jazz marcaram a carreira da artista no disco “Gal” editado nesse mesmo ano...
Meu nome é Gal e amo igual, remata a canção.

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Para desânimo dos presentes, ao fim de 1 hora de concerto, Gal Costa despede-se do público, mas seria uma despedida breve para regressar por mais 3 vezes.

 

No primeiro encore da noite, recupera o clássico “Modinha para Gabriela” de 1975, tema marcante da novela da Globo “Gabriela” e que constitui provavelmente o maior sucesso da cantora, bem espelhado pelo apoio do público presente. A segunda canção do primeiro encore seria mais um clássico “Um dia de domingo” de 1985, um tema original de Tim Maia, mas que seria Gal Costa a dar o sucesso que a canção sempre conseguiu.

 

Nova despedida e novo encore, o segundo da noite traz uma versão de “Índia”, tema de 1973 em versão acapella e finaliza com Gal Costa mais uma vez a demonstrar o amor pelo nosso país, cantando de uma forma sentida o clássico de Amália Rodrigues “Uma casa portuguesa”.

 

O terceiro e último encore da noite traz uma Gal mais contemporânea, primeiro com o já clássico “Meu bem Meu Mal” do álbum “Fantasia” de 1981, e encerra com “Força Estranha”, mais uma tema escrito por Caetano Veloso em 2008.

 

Uma força estranha que leva Gal a cantar e que não a faz parar, por isso é que ela canta e ao longo de 90 minutos encantou uma plateia que soube estar à altura da Grande Gal Costa.
São 50 anos marcantes, com períodos únicos da MPB sempre atuais e que fazem que as suas canções mantenham atualidade ao longo destas 5 décadas.

 

Texto: Sandra Pinho

Fotografias: Paulo Homem de Melo

 

 

 

 

LCD Soundsystem em dose dupla no Coliseu dos Recreios em 2018

Um dos regresso aguardados para o ano de 2018 depois da passagem em 2016 no Vodafone Paredes de Coura, a banda de James Murphy traz a Portugal a digressão de apresentação do quarto álbum de estúdio “American Dream”, editado no passado mês de setembro e sucessor de “This is Happening”, lançado em 2011.Em dose dupla, os LCD Soundsystem vão subir ao palco do Coliseu dos Recreios nos dias 19 e 20 de Junho de 2018.

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photo: Paulo Homem de Melo

 

A banda que rapidamente ganhou projeção mundial após o lançamento do disco de estreia homónimo em 2005, que incluía os temas “Daft Punk is Playing in My House”, “Losing My Edge” e “Movement”, é hoje um dos maiores ícones da música eletrónica em todo o mundo. Em 2007 os LCD Soundsystem lançaram o segundo álbum de estúdio, “Sound of Silver”, que rapidamente se tornou um gigante fenómeno junto dos fãs e da imprensa. “All My Friends”, um dos temas do disco, foi considerado pela revista Time uma das 10 melhores músicas do ano.

 

O terceiro disco da banda, “This is Happening”, editado em 2010, foi o primeiro a entrar no top 10 dos Estados Unidos e foi sucedido por uma massiva digressão mundial completamente esgotada em 2011, que terminou com um concerto no Madison Square Garden, onde anunciaram um interregno na sua carreira. Após cinco anos os LCD Soundsystem surpreenderam os fãs com a notícia do lançamento de um novo longa-duração e agora acabam de confirmar uma digressão que conta com duas noites na mais emblemática sala portuguesa.

Steven Wilson em Janeiro na Sala Tejo da Altice Arena....

Hoje visto como a figura de proa e homem dos mil talentos do prog rock, por esta altura Steven Wilson já tem pouco a provar e, ainda assim, cada novo álbum que grava afirma-se como uma aconchegante reafirmação dos valores base que têm dominado a sua carreira desde que, no final dos anos 70, começou a fazer música. Senhor de uma incrível (e muito refinada) habilidade como compositor, produtor e engenheiro de som, ao longo das últimas quatro décadas, o multifacetado guru do som desafiante inglês tem escrito dezenas de canções cheias de alma e carregadas de envolvência, que merecem um público bem mais amplo que aquele que, de há uns anos a esta parte, vê o seu trabalho como uma espécie de equivalente moderno dos Pink Floyd ou dos Genesis. A prová-lo está a novidade “To The Boné” que, com data de edição agendada para Agosto de 2017, serve de mote a um muito ansiado regresso do músico ao nosso país, para um espetáculo único na Sala Tejo, da Altice Arena, em Lisboa, a 31 de Janeiro de 2018.

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Nascido em Kingston Upon Thames, em Londres, em 1967, o talentoso Steven Wilson sentiu-se inspirado a perseguir uma carreira na música depois de devorar a vasta coleção de discos que os seus pais tinham em casa e, depois de passagens por diversos projetos, incluindo o duo psicadélico Altamont, os roqueiros prog Karma e a banda new wave Pride Of Passion, decidiu então formar a banda de pop art No Man em conjunto com o vocalista Tim Bowness em 1987. No mesmo ano nascem também os Porcupine Tree, que acabariam por transformar-se na sua mais famosa criação de sempre e catapultá-lo para a fama de que goza hoje. Entretanto, graças à prolífica ética de trabalho que lhe permite rivalizar com Devin Townsend e a sua extensa lista de projetos paralelos, o multi-instrumentista, produtor e engenheiro de som autodidata transformou-se num dos nomes mais aplaudidos e aclamados pela crítica ao longo das últimas décadas e, entre 1991 e 2009, assinou um total de 16 álbuns de originais.

 

Apesar do compromisso a longo prazo com as suas bandas de raiz, o músico nunca deixou de ter tempo para materializar outros projetos e, só durante os anos 90, gravou eletrónica ambiental com os Bass Communion, krautrock revivalista com os Incredible Expanding Mindfuck e criou também os muito aplaudidos Blackfield, numa colaboração com a estrela do rock israelita Aviv Geffen. Demonstrando enorme versatilidade, transformou-se também num requisitado e reputado produtor, trabalhando em registos de músicos tão diversos como a vocalista norueguesa de jazz Anja Garbarek, os metaleiros Opeth e Orphaned Land e até Fish, o ex-vocalista dos Marillion. Como se isso não bastasse, em 2003 encetou uma muito bem sucedida carreira a solo, que deu origem a cinco álbuns de qualidade inequívoca, “Insurgentes” em 2008, “Grace For Drowning” em 2011, “The Raven That Refused To Sing (And Other Stories)” em 2013, “Hand. Cannot. Erase” em 2015 e, com data de edição apontada para Agosto de 2017, a novidade “To The Boné”.

 

 

Wand em Portugal em Fevereiro de 2018

Wand apresentam 2 concertos em Portugal já em Fevereiro de 2018. Actuam no Musicbox no dia 3 de Fevereiro de 2018 e um dia antes, a banda de Los Angeles tem concerto marcado no Hard Club, Porto.

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As datas em Portugal estão integradas na tour europeia de apresentação de “Plum” (2017), o quarto álbum de estúdio da banda. No final de 2016, juntaram-se a Cory Hanson (vocais e guitarra), Lee Landey (baixo) e Evan Burrows (bateria) o guitarrista Robert Cody e a teclista Sofia Arreguin. Com esta nova formação surgiu um renovado processo de composição: as canções deste último registo são o resultado de um conjunto de improvisações levadas a cabo pelo grupo ao longo de 2016.

 

A música de “Plum” foge a quaisquer definições fixas dentro de um ou outro género musical; o cenário multi-cromático que dele resultou posiciona a banda numa lógica de pastiche, reflectindo os gostos e influências musicais dos cinco músicos que compuseram o álbum, o que evidencia um ponto de viragem na carreira dos Wand.

Workshop WHY Portugal no âmbito do Ocupa #2 em Braga

No seguimento do calendário de workshops promovidos pela WHY Portugal, a próxima sessão de capacitação profissional vai ter lugar em Braga, dia 25 de Novembro pelas 16h, no Gnration. O objetivo deste workshop prende-se com a capacitação profissional no contexto da exportação da música, de forma a maximizar os resultados dos participantes nos vários eventos e feiras profissionais internacionais em que a WHY Portugal está presente ou com os quais tem parceria. A par disso, a sessão terá espaço para um debate e partilha de conhecimento entre profissionais, partindo de exemplos na primeira pessoa, de um convidado a anunciar, e do público em geral.

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Outras vertentes importantes destes workshops são o balanço das principais ações levadas a cabo pela WHY Portugal na sua primeira temporada de atividade (2016/17), assim como a apresentação dos planos que visam o crescimento e desenvolvimento da ação WHY Portugal no âmbito da exportação da indústria da música portuguesa.

 

Enquadrado como evento paralelo do Ocupa #2 - música eletrónica e arte digital, a oradora da sessão será a Ana Rita Feijão, membro do cluster de música e, como tem vindo a ser praticado, o workshop é de admissão gratuita e mediante inscrição atavés do info@whyportugal.org.

 

Recentemente foi anunciado que a WHY Portugal começa a fazer parte da direção de dois organismos europeus: a rede EMEE (Grupo Europeu de Gabinetes de Exportação de Música), juntamente com França e Holanda; e a rede ETEP (European Talent Exchange Programme), durante os próximos 3 anos, significando um importante reforço da relação estabelecida com o festival Eurosonic Noorderslag.

“Super Superstição” é o primeiro single extraído do disco que reúne as canções do musical “FÔ dos Clã

O álbum “” é o registo em estúdio da banda sonora original do espectáculo com o mesmo nome, estreado em Janeiro de 2017 no Teatro Carlos Alberto no Porto. “Super Superstição” é o primeiro single extraído do disco.

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Os Clã e os actores João Monteiro, Maria Quintelas e Pedro Frias dão corpo aos temas compostos por Hélder Gonçalves, com letras de Regina Guimarães – que assinou também as canções de “Disco Voador”, o primeiro registo em estúdio da banda dedicado ao público mais jovem. “” parte de um espectáculo pensado para os supernovos com composições que tocam também (e profundamente) os adultos.

 

O lançamento do disco antecede a reposição do espectáculo que estará em cena de 13 a 22 de Dezembro, no Teatro Nacional São João.

Jan Garbarek abre a segunda ronda de concertos da 26ª edição do Guimarães Jazz

Depois de uma primeira semana preenchida por grandes atuações, é sempre bom recordar que o Guimarães Jazz vai a meio e que faltam ainda quatro grandes concertos para dar por terminada mais uma edição do histórico festival. Jan Garbarek, Allison Miller, Jeff Lederer/Joe Fiedler Quartet feat. Mary LaRose e Darcy James Argue’s Secret Society protagonizam a segunda ronda de espetáculos da 26ª edição do Guimarães Jazz.

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O arranque da segunda semana do Guimarães Jazz – marcado para esta quinta-feira – testemunhará o regresso do saxofonista norueguês Jan Garbarek. Com uma longa carreira de quase cinquenta anos, não apenas no jazz mas também no campo da música clássica e da world music, Garbarek é hoje consensualmente reconhecido como um nome incontornável da música contemporânea. O quarteto com que se apresenta no Guimarães Jazz inclui alguns dos seus habituais colaboradores, nomeadamente o contrabaixista Yuri Daniel, o teclista Rainer Brüninghaus e o virtuoso percussionista indiano Trilok Gurtu. A sensibilidade musical de Jan Garbarek, centrada numa abordagem textural e abstratizante do jazz, encontra neste quarteto um ponto de confluência de linguagens capaz de criar uma música evocativa e expansiva, desenvolvida a partir de um diálogo aberto e sem fronteiras entre sons e idiomas culturais, e que constituirá, sem dúvida, um dos pontos altos desta edição do Guimarães Jazz.

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Na sexta-feira, o palco do Grande Auditório do CCVF pertence a Allison Miller. Baterista de grande sensibilidade melódica e compositora talentosa com uma linguagem livre e flexível, Allison Miller é uma das mais proeminentes figuras da cena jazzística nova-iorquina da última década. A par de uma intensa atividade enquanto colaboradora de prestigiados músicos contemporâneos, Miller apresenta já um relevante currículo enquanto líder, sobretudo no contexto do grupo Boom Tic Boom, com o qual atuará no Guimarães Jazz. O álbum “Otis Was a Polar Bear” (2016) constituirá o foco principal de atenção deste concerto, onde Allison Miller se apresentará acompanhada de notáveis músicos. Desta formação, é legítimo esperar uma música vital e pulsante na qual as composições de Miller e a improvisação confluem harmoniosamente e desafiam os limites das convenções modernas sobre o que é ou o que pode ser o jazz hoje, no instável território da modernidade.

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No último dia, sábado, estão programados dois concertos. Às 18h30, no Pequeno Auditório do CCVF, o Guimarães Jazz apresenta o concerto da formação de músicos que está responsável pelas oficinas de jazz e pelas jam sessions do festival. Jeff Lederer, saxofonista e clarinetista inovador e heterodoxo, e Joe Fiedler, um dos mais conceituados trombonistas norte-americanos da atualidade com uma impressionante carreira de mais de vinte anos, vão estar acompanhados pela vocalista nova-iorquina Mary LaRose, pelo jovem contrabaixista Nick Dunston e pelo consagrado baterista e compositor com uma já longa e prolífica carreira na música, George Schuller.

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photo: Lindsay Beyerstein

 

À noite, às 21h30, o Guimarães Jazz encerra, como habitualmente, em espírito celebratório, com a atuação de uma grande formação no Grande Auditório do CCVF. Com 18 músicos em palco, a Darcy James Argue’s Secret Society traz ao festival deste ano uma singular visão musical e artística. Darcy James Argue, jovem e idiossincrático compositor, tem-se revelado um dos valores emergentes do jazz contemporâneo e o trabalho que aqui estará em foco, “Real Enemies”, revela um compositor inquieto e vigilante, determinado a compor música comprometida com o presente da sociedade da arte. A estes valores que atestam a pertinência deste espetáculo acrescem as composições de elevada qualidade que elevam este projeto ao patamar da excelência artística. Assim termina mais uma histórica edição do Guimarães Jazz.

 

Para além do cartaz principal de concertos, durante esta semana decorrem as habituais oficinas de jazz orientadas por Jeff Lederer, Joe Fiedler, Mary LaRose, George Schuller e Nick Dunston. O Convívio Associação Cultural será, esta semana, o ponto de encontro das jam sessions, que constituem, sem dúvida, uma das facetas mais identificadoras do Guimarães Jazz.

 

JazzInFado… Vídeo de “Estranha Forma de Vida” por Helder Moutinho

JazzInFado”, o disco que reúne as melhores canções do fado e os seus melhores intérpretes a alguns dos mais importantes músicos do jazz latino já se encontra à venda nas lojas e está também disponível nas plataformas digitais. Acaba também de ser revelado o vídeo da surpreendente versão que o fadista Helder Moutinho fez do clássico “Estranha Forma de Vida” para este disco inovador. O vídeo foi realizado por Marcos Cosmos.

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JazzInFado” procura alargar as fronteiras do fado, reunindo grandes fadistas, nomeadamente Carlos do Carmo, Hélder Moutinho, Carminho, António Zambujo, Raquel Tavares, Marco Rodrigues, Ana Bacalhau, Cuca Roseta, Maria Berasarte e Joana Almeida.

A ideia de juntar estes grandes nomes do fado às harmonias do jazz partiu de Óscar Gomez, músico e produtor cubano, vencedor já de cinco Grammys, membro do Board da Academia dos Grammys Latinos e cujas produções já venderam mais de 20 milhões de discos em todo o mundo. “JazzInFado” foi gravado entre Madrid e Lisboa e nas gravações os fadistas foram acompanhados de músicos maioritariamente cubanos, como é o caso de Pepe Rivero ou de Ivan “Melon” Lewis.

 

JazzInFado” é um objeto único que evidencia a imensa riqueza do fado, mas mostrando como esta música também dialoga de forma inovadora com o jazz.

Legacy Of The Beast World Tour… Iron Maiden ao vivo em Lisboa

No seguimento de uma muito bem-sucedida digressão mundial de apoio ao seu 16º álbum de estúdio, “The Book Of Souls”, em 2016-2017, os Iron Maiden voltarão à estrada em 2018 para uma série de espetáculos em arenas e festivais na Europa. A abertura da Legacy Of The Beast World Tour acontece em Talin, na Estónia, a 26 de Maio do próximo ano e termina na O2 Arena, em Londres, a 10 de Agosto, sendo que a lendária banda britânica tem passagem marcada por Portugal a 13 de Julho, para um concerto único na Altice Arena, em Lisboa.

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O conceito da Legacy Of The Beast World Tour foi inspirado no jogo para telemóvel e no livro de B.D. do mesmo nome e o design do palco para as atuações contará com uma série de "mundos" diferentes, mas interligados, com um alinhamento definido que vai cobrir uma grande seleção de material dos anos 80 e algumas surpresas de álbuns posteriores para adicionar diversidade.

 

Rod Smallwood, o manager dos Iron Maiden, explica:

"Como os fãs sabem, temos vindo a seguir um ciclo de digressões particular desde que o Bruce e o Adrian voltaram a juntar-se aos Maiden no início do milénio, alternando tours de promoção aos álbuns novos com rotas históricas, apoiadas nos maiores sucessos do grupo. Há várias razões para gostarmos de trabalhar desta forma, mas o mais importante é mesmo o facto de darmos à banda oportunidade de tocar não só material novo mas também todos os temas mais antigos, que já sabemos que os nossos seguidores gostam de ouvir. Isso mantém as coisas frescas, não só para os nossos fãs, mas também para o próprio grupo.

Para esta digressão histórica/êxitos decidimos basear o conceito em torno do nome Legacy Of The Beast, que se adequa perfeitamente aos nossos objetivos, dando-nos o alcance necessário para podermos criar algo criativo e divertido, especialmente com Eddie! Por enquanto, não quero estar já a revelar demasiado, mas estamos a trabalhar numa série de palcos diferentes, todos de acordo com a tradição dos Maiden e esperamos proporcionar aos nossos fãs uma experiência fantástica quando vierem ver este espetáculo muito especial”.

 

Os ingressos para a maioria destes concertos vão estar à venda a partir de sexta-feira, dia 24 de Novembro. O roteiro completo da tour pode ser consultado em IronMaiden.com, sendo que esta rota vai prolongar-se por 2019

Primeira exposição internacional de Rafa López… “Nocturnos de la Ventana” é uma alusão plástica ao poema de Federico Garcia Lorca

A galeria shairart, em Braga, inaugura no próximo sábado, dia 18 de novembro, às 16 horas, a primeira exposição internacional de Rafa López. O artista plástico espanhol expõe “Nocturnos de la Ventana”, em alusão ao poema homónimo de Federico Garcia Lorca. Comissariada por Helena Mendes Pereira, curadora da shairart, a mostra que reporta à cultura hispânica na sua dimensão ampla e de território mundo, inaugura numa altura em que o país vizinho atravessa um período de grande instabilidade política.

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A literatura espanhola é inspiração maior para a primeira exposição internacional de Rafa López. Helena Mendes Pereira acredita até que se estende muito para além daquele poema de Lorca. “A dimensão mágica e utópica de Nocturnos de la Ventana de Lorca, poema escrito no período de residência de estudantes, em 1923, com os companheiros Salvador Dali (1904-1989) e Luis Buñuel (1900-1983), entre outros, é um reflexo revivalista no qual, ainda que inconscientemente, Ráfa Lopez me parece respirar”. A curadora da shairart defende, ainda assim, que as “cores lúcidas e enérgicas de Rafa López, às quais junta um sistema de códigos, de sobreposição e justaposição de conteúdo e narração de uma ideia ou de um conjunto imagético de pensamentos surrealistas” mantêm viva a presença constante de outra indiscutível referência da literatura hispânica, Dom Quixote, “eterno cavaleiro andante da peródia na parábola do homem que vive a fábula da sua imaginação”.

 

Com “Nocturnos de la Ventana”, a galeria shairart dst será palco de dezenas de pinturas de Rafa López, que se distinguem pela paleta viva de cores, de composição complexa e simbólica. Para além das obras-primas do artista, pintor por natureza, o espaço cultural acolherá ainda uma instalação artística, projetada e personalizada para o espaço da galeria do grupo dst. Mais do que a suma do trabalho de vários anos de López, será possível, então, perceber e analisar o envolvimento do artista com a cultura local, naquela que é a sua primeira experiência internacional.

 

Rafa López, que trocará, por alguns dias, Dos Hermanas - localidade situada a poucos quilómetros de Sevilha - pela cidade de Braga, é um artista emergente que soma já vários prémios no portfólio. Entre 2009 e 2016 foi galardoado com inúmeros prémios e distinções, como o primeiro lugar no “XXXVI Premio Bancaja”, em 2009, e o honroso segundo lugar no “XVI Premio de Pintura Real Academia de BBAA de San Carlos”, em 2015. Licenciado em Belas Artes pela Universidade de Sevilha, possui ainda mestrado na área das técnicas da ilustração, pela CEA de Sevilha.

 

De entrada livre, “Nocturnos de la Ventana” está em exposição na galeria shairart dst até 6 de janeiro de 2018. As obras de arte de Rafa López encontram-se disponíveis para aquisição na shairart, plataforma online de arte contemporânea, sediada na galeria shairart dst.

 

SunKing lança primeiro EP "Pouco Original"… com selo Colado

“Se é para começar uma carreira a solo, vamos fazê-lo como deve ser: de cerveja na mão e três EPs a solo na manga, prontos a ser lançados sucessivamente daqui até ao Verão. Três EPs estes que terão no final direito a uma edição física para agregar isto tudo”… e assim surge o primeiro…. SunKing e "Pouco Original"

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Pouco Original”, o primeiro dos três trabalhos a serem lançados durante os próximos meses, representa a afirmação de Luís José Tojo (teclista em Chinaskee & os Camponeses) como frontman nos seus próprios termos, baseando-se em canções pop simples e coros bonitos, agarrado ao microfone.

 

Produzido por Miguel “Chinaskee” Gomes no Estúdio Voador, são 3 canções de um junkie pop solarengo que deixam sempre vontade de ouvir mais. A boa notícia é que 2018 está mesmo aí, e traz a si atrelado a segunda parte desta trilogia, que conta com o selo conjunto Colado/ French Sisters Experience.

Jovens e mercado de luxo: uma relação promissora

A venda de artigos de luxo está em expansão. A pergunta que se coloca é: quem é que está a contribuir para esse crescimento? Segundo o recente estudo da consultora Bain & Co, são os jovens os grandes impulsionadores deste aumento de vendas.

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É graças à Geração Z e aos Millennials que o mercado de luxo tem crescido a olhos vistos. O estudo da Bain, revela que a venda de bolsas, calçado e joalharia de luxo está a ter uma imensa procura por consumidores chineses e jovens.

 

Depois de ter sofrido um período de queda e estagnamento em 2016, o volume de negócios resultante da venda de bens de luxo pessoais, deverá aumentar 6% a taxas de câmbio constantes em 2017, para 262 mil milhões de euros, antecipa a Bain no seu relatório anual, que compila em parceria com a associação italiana Altagamma.

 

Estes resultados traduzem-se na crescente popularidade de retalhistas de luxo, incluindo o francês LVMH, que detém a marca de joalharia Bulgari e a casa de moda Louis Vuitton, e a italiana Brunello Cucinelli.

 

Frederica Levato, partner na Bain e coautora do estudo, revela que o crescimento este ano é “mais saudável”, impulsionado por um aumento nos volumes em vez de nos preços, e está equilibrado entre as compras de turistas e compradores locais.

 

Europa e China voltam a assumir a liderança

Este cenário positivo do comércio de luxo nem sempre se verificou tão promissor. As ameaças constantes à segurança na Europa e o abrandamento económico na China prejudicou, em muito, o consumo de bens de luxos.

 

Como a economia e o mercado são ciclos ora positivos ora negativos, os números voltaram a verificar-se positivos nas últimas semanas. Os habitantes e os turistas europeus estão, novamente, a investir no mercado de luxo. Já na China, a procura por parte da classe média está a crescer exponencialmente. Estes sorridentes resultados, ajudam a compensar um mercado americano mais parado neste setor.

 

O poder dos Jovens no mercado de luxo

Os jovens são os novos consumidores de bens de luxo. Para que esta tendência se mantenha in, é necessário repensar em estratégias.

 

Uma dessas estratégias é a aposta nas redes sociais. As marcas estão cada vez mais a estabelecer contacto com os consumidores através das suas páginas de Instagram, Facebook, Youtube ou Twitter. Esta não é a única estratégia de marketing em voga atualmente. As celebridades e os influencers, com popularidade nas redes sociais, passaram a promover os produtos nas suas contas pessoais, estabelecendo uma maior influência junto do público mais jovem.

 

Apesar de haver bons resultados através do mundo digital, há também um lado negativo. Apesar do crescimento de 65% das empresas de luxo durante este ano, apenas 35% serão suficientemente capazes de aumentar a sua margem de lucro, revela a Bain. Isto deve-se, em grande parte, à inconsciência dos jovens. A Geração Z e os Millennials, têm a tendência de saltar de uma marca para a outra, obrigando os retalhistas a manterem-se atentos e a redobrar os seus esforços. Não há, assim, uma coerência de preferências.

 

“A fasquia sobe na forma como as empresas estão a pensar nas suas estratégias de marketing. Tradicionalmente, eram apenas imagens bonitas numa paisagem com um produto bonito, mas agora já não é o caso”, resume Federica Levato.

 

E a previsão para o futuro?

Até 2020, a indústria pode apresentar taxas de crescimento anual de 4% a 5%. As vendas online estão, cada vez mais, a atingir vários mercados, e o de luxo já se deixou render a este método de venda mais próximo do consumidor, mais acessível e mais cómodo.

 

Prevê-se que as compras pela Internet representem 25% das vendas até 2025, crescendo fortemente em comparação com os atuais 9%. O mercado de luxo tem todos os ingredientes necessários para um futuro promissor. Agora resta-nos esperar pelas cenas dos próximos episódios.

 

Texto: Liliana Pedro
Foto: Vogue /DR

 

 

"Quem sabe o que andamos hoje a fazer que amanhã nos parecerá desumano?"

Em 1782, uma viúva, que a História guardou apenas como Mrs. Fitzherbert, morreu por ter rido durante mais de 24 horas seguidas depois de assistir a The Beggar’s Opera num teatro de Londres. Sentada na plateia começou a rir que nem uma perdida quando entrou em cena um ator travestido de Polly Peachum.

O obituário publicado no The Gentleman’s Magazine relatava que a mulher fora incapaz de tirar a figura teatral da memória, tendo entrado num estado de histeria tal que o riso durou desde a noite de quarta-feira até à manhã de sexta, quando finalmente morreu. A este processo chama-se hilaridade fatal.

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Em 1939, um ano em que parecia que ninguém queria / podia rir, André Breton publicou a primeira versão da Antologia do Humor Negro, cunhando assim um termo que permite que nos riamos da desgraça dos outros (da desgraça, ponto), dando a experimentar a gargalhada e o desconforto, muitas vezes em simultâneo.

Rir dói.

E é isso o Humor Maligno. É o humor do calabouço.

 

Texto: Pedro Penim com Hugo van der Ding 

Encenação: Pedro Penim

Figurinos: Joana Barrios

Cenário: Bárbara Falcão Fernandes

Desenho de Luz: Daniel Worm

Assistência de Encenação: Óscar Silva

Fotografia: Bruno Simão

Registo vídeo do espetáculo: Marco Arantes

 

Intérpretes: Angelina Mateus, Carlos Fernandes, Carlos Nery, Catarina Rico, Cristina Gonçalves, Diana Coelho, Elisa Worm, Helena Marchand, Isabel Millet, Isabel Simões, João Silvestre, Jorge Leal Cardoso, Júlia Guerra, Kimberley Ribeiro, Manuela de Sousa Rama, Maria Emília Castanheira, Maria Helena Falé, Maria José Baião, Mário Figueiredo, Paula Bárcia

 

A Companhia Maior, em residência no Centro Cultural de Belém [CCB], em Lisboa, é composta por artistas com mais de 60 anos de idade, vindos de diversos quadrantes da criação artística — dança, teatro, música — e com diferentes experiências. A companhia foi criada em 2010, por iniciativa de Luísa Taveira, com a missão de promover a criatividade na idade maior, em contacto com as várias gerações de criadores e no contexto interdisciplinar da criação contemporânea, de valorizar saberes adquiridos e aperfeiçoados ao longo do tempo e de proporcionar as condições para a sua expressão e comunicação. Para a concretização daqueles objetivos, as atividades da Companhia Maior têm duas vertentes essenciais: a produção e a apresentação de espetáculos e a realização de atividades de formação — ateliês, seminários, workshops e residências artísticas.

 

Centro Cultural de Belém (Lisboa)

18 a 21 de Novembro 2017

"Há Dias Assim" é o novo single de Rodrigo Serrão

"Há Dias Assim" é o segundo single a ser revelado do novo álbum de Rodrigo Serrão "Do Amor e outras Histórias"  com lançamento marcado para a primavera 2018.

Tema onde se confirma a dupla missão deste artista: explorar a sonoridade do seu Chapman Stick enquanto, ao mesmo tempo, oferece a própria voz para dar voz às pessoas, encontrando nas suas letras uma forma de expressar o que sempre houve para dizer.

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Fluindo num universo muito particular, a batida Pop deste tema destaca a riqueza criativa do artista: a musica dançando com a poesia e a entrega clara de uma mensagem.

Com edição prevista para a Primavera 2018, "Do Amor e outras Histórias" é um disco em que tudo se estrutura e unifica em torno de relatos concretos, onde Rodrigo Serrão acompanhado pelo seu Chapman Stick® mergulha definitivamente na música das palavras e se revela por completo como Contador de Histórias, trovador no Séc. XXI, assumindo influências tão marcantes como José Afonso, Chico Buarque ou Tom Waits