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Glam Magazine

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37º Portugal Fashion… “Celebration” (Parte I)

O primeiro dia do Portugal fashion, na sua 20ª edição decorreu no Coliseu do Porto. Da noite de quinta feira fizeram parte os desfiles de Pedro Pedro, Júlio Torcato, Anabela Baldaque, Elsa Barreto e a encerrar a noite Fátima Lopes.

Foi o regresso do Portugal fashion a um dos locais míticos da cidade do Porto.

 

Pedro Pedro

É assim que o look informal, que domina em silhuetas tendencialmente longilíneas, tanto para as peças de corte amplo como para as cingidas ao corpo, não deixa de fazer apelo a uma certa noção de elegância clássica, assim como o perfecionismo dos drapeados que combina com acabamentos desfeitos ou em bruto, numa miscigenação contrastante de influências mais austeras ou mais eróticas.

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Os materiais reforçam a visão multifacetada, com os cetins, linhos e jerseys de seda e algodão a conjugarem-se com redes e rendas abstratas que reforçam o look inacabado e sensual. As cores, que ampliam o efeito das transparências e aberturas, são preferencialmente sóbrias e vão do marinho ao brique, passando pelo preto e branco.

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Os sapatos, que já há várias estações são uma peça fundamental das coleções Pedro Pedro, apresentam-se coloridos, de salto confortável, com aplicações de bordados irregulares e entrançados de tiras feitos à mão.

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Júlio Torcato

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Três temas, como três telas, numa linguagem minimal, técnica e com expressão contemporânea. Homem urban tailoring, Mulher em ambiente dark e homem urban oversized.

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O Tríptico, normalmente associado à série de três painéis característico da arte gótica, é nesta coleção personificado por três figuras convidadas e relevantes na moda contemporânea portuguesa: Miguel Viana, Vera Deus e Nelson Vieira.PF-JT07.jpgGaleria de Fotografias aqui

 

Anabela Baldaque

Em comemoração dos seus 30 anos de carreira decidiu dar à sua coleção "Em nome próprio", simples homenagem à sua marca. “A roupa não se sobrepõe à alma de quem a veste, é importante deixar espaço para que a personalidade de cada um brilhe”.

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Temos uma coleção fluida, romântica, divertida, que se constrói, pelos muitos vestidos longos e saias divertidas e desconstruídas.

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Saias que, por vezes, saem do seu registo de saias justas com rachas assimétricas e de bolsos longos, para saias amplas e de trespasse diagonais e longas, tornando-as improváveis. Temos blusas hiper-românticas, enriquecidas com fitas de debrums, presilhas, contendo vários tecidos de texturas diferentes, por vezes só de padrões

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Mini tops, rígidos e fluidos inspiram os anos 70. As cores que foram utilizadas foram Azuis em vários níveis. Rosas desde do pálido ao pêssego. Amarelos e verdes camuflados. Castanhos dourados. Pretos.

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Elsa Barreto

A arte é, desde o início dos tempos, a manifestação da criatividade humana.A História da Arte, dada a sua natureza transdisciplinar, tem vindo a estudar as expressões artísticas visuais, a evolução técnica, conceptual e formal das imagens que tanto influenciam a humanidade.

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É nesse universo imagético que Elsa Barreto mergulha para se inspirar para a nova temporada primavera/verão'16.

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Entre as principais artes do século XX, a estilista elegeu a arquitetura, a pintura e a escultura e deixou que estas influenciassem o traço do desenho, o contorno, a textura e os padrões das matérias. A nova temporada, com a assinatura Elsa Barreto conhece, assim, coordenados estruturados, de personalidade intensa que tocam a delicadeza da pintura e a natureza orgânica da arquitetura e da escultura. Goethe disse um dia que “A arquitetura é música petrificada” querendo ele envolver-nos numa metáfora sensorial, uma viagem que tem início nos volumes, nas texturas e nos jogos de luz e sombra.

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É nessa jornada que Elsa Barreto nos leva com a sua mais recente coleção. Um percurso que revisita a estética contemporânea.

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Fátima Lopes

“Porque criar é dar vida”, a mais recente coleção de Fátima Lopes preserva o ADN da feminilidade no seu expoente máximo mas demarca-se do passado.

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As silhuetas primavera/verão 2016 focam-se na simplicidade, a mesma simplicidade de que Leonardo da Vinci era acérrimo defensor, sinal de sofisticação maior, pensamento criativo,... formas depuradas que resultam sempre.

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Plissados discretos, detalhes gráficos, ombros e costas nuas, a coleção valsa entre o preto e o branco, entre a acidez da hortelã-maçã e a frescura do lilás, à medida que se enlaça com toques dourados refinados.

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Um ritmo que Fátima Lopes pretendeu harmonioso e acessível, assim como a sua terceira coleção de calçado, completa, sofisticada e irresistível

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Reportagem: Mariana Pinto

Fotografias: Paulo Homem de Melo