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Glam Magazine

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A história do Grupo Novo Rock… GNR

O Grupo Novo Rock (GNR) constitui-se oficialmente em Setembro de 1980. Os elementos da formação do grupo eram Toli César Machado (bateria), Alexandre Soares (guitarra) e Vítor Rua (guitarra). Pouco tempo depois da formação da banda, entra o baixista Mano Zé que já tinha tocado com Rui Veloso.

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Em 1981 a banda assina contrato com a Valentim de Carvalho e edita em Março desse mesmo ano o primeiro single, com os temas "Portugal na CEE" e "Espelho Meu". O single torna-se um grande sucesso vendendo mais de 15.000 exemplares. Mano Zé abandona o grupo e Miguel Megre entra para o seu lugar e mais tarde iria também ocupar-se das teclas. Nesse mesmo ano o grupo lança o single "Sê um GNR" que acaba por vender mais do que o primeiro. Em Setembro entra para a banda o vocalista Rui Reininho.

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O primeiro LP, "Independança", é editado em 1982. O disco foi um êxito junto da crítica, mas em termos comerciais é um fracasso, devido ao baixo volume de vendas. Deste álbum foi editado um single que se tornou outro grande sucesso do grupo, "Hardcore (1º Escalão)". O lado B do álbum incluía a faixa "Avarias" com 27 minutos de duração. A seguir à edição do álbum começam a aparecer os problemas internos na banda. Miguel Megre sai e Alexandre Soares é convidado a sair, ficando o grupo reduzido a 3 elementos. Em Agosto de 1982, os GNR participam no Festival de Vilar de Mouros, apenas com Rui Reininho, Toli Machado e Vitor Rua. O concerto no Festival chega mesmo a ser anunciado como o último do grupo. Em Outubro de 1982, Nuno Rebelo (ex-Street Kids) colabora com os GNR, chegam a ser gravados dois temas, um original e uma versão do clássico "Soul Finger", mas que nunca seriam editados. Toli Machado e Vitor Rua são convidados a produzir o álbum de estreia de António Variações. As gravações param a meio porque o estúdio estava super-lotado. Vitor Rua e Jorge Lima Barreto deslocam-se então a Nova Iorque e quando regressam Rua decide abandonar o grupo. 

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O baixista Jorge Romão (ex-Bananas) entra para o grupo e Alexandre Soares regressa. Em Junho de 1983 é editado um EP com os temas "Twistarte", "TV Mural" e "General Eléctrico".Até esta altura o grupo continua a mostrar alguma instabilidade na sua formação.

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Em Outubro de 1984 é lançado o álbum "Defeitos Especiais", com temas como "Piloto Automático", "Muçulmania", "Pershingópolis" e "Mau Pastor". "I Don't Feel Funky (Anymore)" e "Pershingópolis (na versão inglesa)" são editados em formato Máxi-single. Nessa mesma altura o teclista Manuel Ribeiro entra para o grupo. Actuam em Vigo e em França numa mini-digressão.

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Entretanto o local de ensaios do grupo passa para a cave da casa de Alexandre Soares. "Os Homens Não Se Querem Bonitos" é editado em Julho de 1985. O disco inclui clássicos como "Dunas" e "Sete Naves". Toli Machado passa a ocupar-se dos teclados.  No ano de 1986, os GNR esgotam a Aula Magna, naquele que foi o seu primeiro grande concerto em Portugal. A banda actua ainda em Madrid, na Sala Astoria. Deslocam-se nesse mesmo ano a Toulose onde participam num programa em directo para toda a Europa.

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Em Setembro é lançado o álbum "Psicopátria" que chega a disco de prata graças a temas como "Efectivamente", "Pós Modernos" e "Bellevue". Após o lançamento do disco, tocam no Printemps de Bourges e apresentam-se várias vezes na Galiza. Entretanto mais uma saída, Alexandre Soares abandona o grupo em 1987. Para o seu lugar entra, temporariamente, o guitarrista Zézé Garcia, dos Mler Ife Dada, que actua, em Abril, no concerto do Coliseu dos Recreios.

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Ainda em 1987, o grupo edita o single "Ao soldado desconfiado", tema incluido no album "Psicopatria". Regressam aos originais em Janeiro de 1988, com a edição do EP "Video Maria". O disco contou com a participação de Hermínio Tavares (Entes Queridos) e chegou a gerar alguma polémica tendo na altura a RTP proibido a transmissão do videoclip do single. Nesse mesmo ano de 1988, Zézé Garcia regressa em definitivo ao grupo depois de se desligar dos Mler Ife Dada.

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O álbum "Valsa dos Detectives", com produção do francês Remy Walter, é editado em Março de 1989. Os maiores sucessos deste disco são "Impressões Digitais", "Morte ao Sol", "Dama Ou Tigre" e "Falha Humana". O livro "Afectivamente GNR" de Luís Maio é editado em Setembro de 1989.

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Os anos 90 marcam o sucesso do grupo. Oito mil pessoas assistiram em 30 de Abril e 1 de Maio de 1990 aos dois concertos no Coliseu dos Recreios. As gravações desses dois espectáculos, inspirados no disco "Valsa dos Detectives" (parte do palco estava enfeitado com um automóvel da época dos gangsters), seriam editadas no disco "GNR in Vivo", álbum duplo que incluía uma versão de "Runaway" de Del Shannon e os maiores êxitos do grupo, bem como um medley com os temas "Sê Um GNR", "Portugal na CEE", "Espelho Meu", "Twistarte" e "Piloto Automático". Devido à intervenção judicial de Vitor Rua as edições seguintes do disco deixaram de incluir os primeiros singles do grupo sendo substituídos pelo tema "Homens Temporariamente SOS". A primeira edição do disco chegou inclusive a ser retirada do mercado.

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Em 1992 é editado o álbum "Rock in Rio Douro" que inclui duetos com Javier Andreu ("Sangue Oculto") e Isabel Silvestre ("Pronúncia do Norte") e outros temas como "Ana Lee" e "Sub-16". O grupo consegue encher o Estádio de Alvalade com 40.000 espectadores, até à data o maior concerto da banda. O disco vendeu 94 mil cópias e esteve 38 semanas no top nacional, atingindo o galardão de 4 Discos de Platina, um feito inédito para a altura.

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Em 1994 são convidados a participarem na compilação Filhos da Madrugada de homenagem a José Afonso, com a versão "Coro dos Tribunais". Nesse ano regressa ao Estádio de Alvalade para um concerto integrado nesse projeto. É editado o disco "Sob Escuta", que incluía temas como "+ Vale Nunca" (o primeiro single), "Las Vagas" (que teve um videoclip gravado nos Estados Unidos), "Dominó" e "Lovenita" (um dos temas com a participação do guitarrista de flamenco Vicente Amigo). Zézé Garcia sai do grupo e entra Alexandre Manaia para o seu lugar.

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Para celebrar os 15 anos de carreira, em 1996 é editada a compilação "Tudo O Que Você Queria Ouvir - o Melhor dos GNR" que incluía os inéditos "Julieta Su&Sida" e "Pena de Morte". Vitor Rua e Alexandre Soares compareceram à festa de apresentação do disco, pondo assim o fim ao diferendo que existia entre o grupo e Vitor Rua. Os dois músicos aparecerão ainda no concerto que o grupo deu no Coliseu, em Fevereiro de 1997. A 2ª edição da compilação inclui mais um tema, o inédito "Corpos" que fazia parte da compilação "A Cantar Con Xabarín" da TV Galiza.

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Em 1998 regressam às edições com o disco "Mosquito" com temas como "Saliva", "Tirana", "Ananás" e "Mosquito", este com a participação de Janelo da Costa dos Kussondulola. Em 1999 participam no disco de tributo aos Xutos & Pontapés e gravam "Quando Eu Morrer" para o disco “XX Anos XX Bandas”

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O ano 2000 arranca com as gravações de "Popless" onde recorrem aos préstimos do produtor Nilo Romero. O primeiro single é "Asas (Eléctricas)" tema incluído na banda sonora do primeiro telefilme da SIC, "Amo-te Teresa". O disco inclui também os temas "Popless" (com direito a mais um vídeo censurado na rtp), "L's", "Essa Fada" e "Benvindo Ao Passado". O single “Digital Gaia” torna-se um sucesso nas pistas de dança

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Em Fevereiro de 2002 é lançada a antologia "Câmara Lenta" com baladas e outros temas "tranquilos". O disco obtém um grande sucesso chegando a nº 1 do top de vendas. "Você" e "Nunca Mais Digas Adeus" são os dois inéditos incluidos deste disco.

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No final desse mesmo ano é editado "Do Lado dos Cisnes", produzido novamente pelo brasileiro Nilo Romero, que mostra uns GNR de volta ao rock. Tóli toca guitarras neste disco. "Sexta-Feira (um seu Criado)" e "Morrer em Português" são os temas em destaque deste álbum que em termos comerciais não correspondeu às expetativas. Em 2003 gravam uma nova versão de "Canadádá", acústica e com a participação do brasileiro Paulinho Moska.

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A compilação "ContinuAcção, Vol. 3", com uma versão de "Quero Que Vá Tudo Pró Inferno", um original de Roberto Carlos e alguns dos temas menos conhecidos do grupo, é editada em 2006, comemorando assim os 25 anos de carreira. É lançado o disco de tributo "Revistados 25-06 GNR" com temas interpretados por nomes do hip hop, reggae e R&B nacional: NBC, Virgul (Da Weasel), Expensive Soul, Melo D, Guardiões do Subsolo, entre outros. O ano de 2006 é igualmente um ano de grandes concertos para a banda com passagem nos Coliseus e no Rock in Rio. O livro "Líricas Com & Onianas" de Rui Reininho, com textos e vários recortes interessantes, é lançado pela editora Palavra em 2007. Em 2008, uma super produção marca a carreira do grupo, encerrando a polémica entre a banda e a instituição militar GNR por causa do nome em comum, sobem ao palco do Pavilhão Atlântico com a Banda Sinfónica da Guarda Nacional Republicana no dia 18 de Abril.

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O ano de 2010 é o ano de edição do 10º disco de originais da banda. "Retropolitana" é lançado em Junho e traz o single “Reis do Roque”.

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Em 2011, e comemorando os 30 anos de carreira, lançam o disco "Voos Domésticos" colectânea com músicas já conhecidas mas com novas roupagens “light”. Do album editam o singel "Cais". Regressam às colectâneas em 2012 com "Concentrado - O Melhor dos GNR" numa faze da carreira sem grandes novidades.

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O single “Cadeira Eletrica” é lançado em 2014 e finalmente em 2015 surge a “Caixa Negra”, o novo álbum de originais da banda, editado pela recente criada Indiefada, a editora do grupo. O single "Caixa Negra" é editado em Setembro.

São 34 anos de carreira, 34 anos de canções que vão subir ao palco nos dias 23 no Coliseu no Porto e no dia 30 em Lisboa para um conjunto de 2 concertos muitos especiais e com alguns convidados especiais.

 

Discografia:

Independança (LP, EMI, 1982)

Defeitos Especiais (LP, EMI, 1984)

Os Homens Não se Querem Bonitos (LP, EMI, 1985)

Psicópatria (LP, EMI, 1986)

Valsa dos Detectives (LP, EMI, 1989)

In Vivo (2LP, EMI, 1990)

Rock In Rio Douro (CD, EMI, 1992)

Sob Escuta (CD, EMI, 1994)

Tudo O Que Você Queria Ouvir (Compilação, EMI, 1996)

Mosquito (CD, EMI, 1998)

Popless (CD, EMI, 2000)

Câmara Lenta (Compilação, EMI, 2002)

Do Lado dos Cisnes (CD, EMI, 2002)

ContinuAcção (Compilação, EMI, 2006)

Retropolitana (Farol, 2010)

Voos Domesticos (EMI, 2011)

Caixa Negra (Indiefada, 2015)