Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Glam Magazine

Glam Magazine

“Eu sou uma rapariga fácil de agradar”… Gisela João no Coliseu

Foi a fechar o mês de Março que Gisela João se apresentou no Coliseu do Porto pela segunda vez. De branco, Gisela irrompe pelo palco qual luz da Primavera, ao som das ondas do mar. Gisela é ‘nua’, livre, despida de ideais e conceitos.

DSC_0078 (Cópia)

A música ecoa pelo Coliseu, que se enche de poemas e de amor, uma das mensagens que Gisela quer, e fez questão de transmitir ao longo de uma noite de nervos como fez igualmente questão de dizer. Os poemas de “Quando os outros te batem”, as palavras de “Maldição”, dão lugar ao romantismo com pinceladas de boa disposição ao som do intemporal “Sr. Extraterrestre”.

DSC_0170 (Cópia)

As palavras são marcantes na vida de Gisela, e são as palavras que a conquistam. As canções, essas, são de simplicidade única de quem cultiva o gosto pela música, de quem ouve vários tipos de música, desde que seja boa. O “Canto do rio” proporciona uma viagem ao som dos seus músicos, onde Gisela apela a todos para imaginar uma poesia ao som das guitarras em palco.

DSC_0173 (Cópia)

Dizem que eu tenho poucos originais, até me gozam com isso mas é para o lado que durmo melhor’, ironiza e prossegue com um original “Sombras do passado”. 

 

Uma sala ovacionada do princípio ao fim, sempre ao ritmo das palavras. “Palavras” que dão título à canção, palavras que levam à festa, a festa da “Noite de São João”, descalça traz o fado canção retratando as tradições da noite mais longa do Porto, sendo o ponto alto do concerto. Na hora da despedida está ‘nua’ como as flores, com sorrisos e lágrimas e deixa-nos com o seu ir e que a vida seja sempre assim… ‘nua’.

DSC_0207 (Cópia)

A vida, o amor é a base da nossa vida, e sob uma chuva de flores, em que “As Rosas não falam”, o palco é coberto de pétalas.

Emocionada fecha o concerto agradecendo aos amigos pois é assim que os quer chamar, e não de fãs, com o tema mexicano “Llorona”.

DSC_0226 (Cópia)

O inevitável primeiro encore acontece, ao som de “Naquela noite em Janeiro” que se estende até à Casa da “Mariquinhas”, prolongando-se por mais uma mão cheia da canções terminando em festa com um autentico “Bailarico Saloio”. Rendido, o Coliseu quer mais, e o segundo encore acaba naturalmente por surgir pelo amor que o próprio Coliseu emana junto da fadista como “Antigamente”.

 

Alinhamento

- Quando eu era pequenina

- Quando os outros te batem

- Libirinto

- Maldição

- Sr. Extraterrestre

- O mundo é um moinho

- Fado para este noite

- Fado da Saudade

- Lá na minha aldeia

- Naufrágio

- Canto do Rio

- Sombras do Passado

- Palavras

- Noite de São João

- As Rosas não falam

- Llorona

 

1º encore

- Naquela noite em Janeiro

- Mariquinhas

- Vieste do fim do Mundo

- Voltaste

- Bailarico Saloio

 

2º encore

- Canto da Rua

- Meu amigo está longe

- Madrugada sem Sono

- Antigamente

 

Galeria completa do concerto aqui

 

Reportagem e Fotografias; Paulo Homem de Melo