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Glam Magazine

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MACHA…. culto, magia e sublimação.

O momento único e irrepetível do espetáculo, que só o é por ser partilhado com um público, não se trata apenas de um cliché teórico dos estudos de performance. É justamente o único radical comum a qualquer acontecimento performativo que interessa preservar e re-trabalhar. Nesse sentido, propõe-se aqui um regresso às origens, uma re-elaboração ritualística do espetáculo (inequivocamente efémero) trazido para a contemporaneidade, num processo de desvelamento ao mesmo tempo antropológico e mitológico de ações e de gestos que dão forma à nossa cultura mais ancestral (pré-romana e pré-cristã).

mancha.jpg(c) 2015 Vitor D.Rosário

 

Regressamos a MACHA, uma importante figura da mitologia celta, divindade protetora dos mortos, deusa da fertilidade e da abundância, para com ela reconciliarmos o ar do tempo com o misticismo por ele recalcado, exaltando forças telúricas, eminentemente femininas, que sempre enformaram a nossa relação com o “mundo” (leia-se: a nossa mundo-visão). MACHA, o espetáculo, será um ritual cósmico, uma romaria experimental, uma viagem trans-dimensional movida por forças do sublime, do oculto e do inconsciente coletivo. O público, parte integrante de uma qualquer tribo pagã, será testemunha de um culto primordial, ao mesmo tempo contemplando e agindo. No espaço de ação estarão também dois Xamãs, uma Entidade e um Druida, ativados por um Canal propiciatório, ao mesmo tempo abstrato e simbólico, concreto e enunciativo. À imoralidade desse gesto contemporâneo de refazer a História, re-começando (“de novo”) ou despertando (“outra vez”), MACHA confrontará o natural observável com o saber oculto, criando um espaço de tensão onde a Dança™, em vez de disciplina, será culto, magia e sublimação.

 

Uma criação: Ballet Contemporâneo do Norte

Ideia, coreografia e direcção artística: Mariana Tengner Barros

Co-criação e interpretação: Susana Otero

Co-criação, música original e interpretação: PandemiCK (a.k.a. Jonny Kadaver)

Desenho e operação de luz: Daniel Oliveira

Figurino de Susana Otero: António MV

Texto: Rogério Nuno Costa

Fotografia e vídeo: Victor D. Rosário com Nuno Antunes

Acompanhadora e make-up: Sade Risku

Co-Produção: A Bela Associação

Produção: Manuel Poças

Produção Executiva: Inês Nogueira

 

Cineteatro António Lamoso (Santa Maria da Feira)

9 de Janeiro 2016 | 22.00h

 

Galeria Zé dos Bois (Lisboa)

13 a 16 de Janeiro de 2016