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Glam Magazine

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Miguel Araújo em concerto solidário no Cineteatro António Lamoso (Reportagem)

No passado dia 21 Miguel Araújo passou pelo Cineteatro António Lamoso, a convite pela Rotary Feira, com o apoio da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira o concerto reverteu a favor da Rotary Foundation e da CerciFeira.

IMG_5261 (Cópia).JPGSozinho em palco, o compositor, cantor e letrista, Miguel Araújo rodeou-se de guitarras, e mostrou o porquê de ser um compositor de exceção no panorama nacional e por onde passa as salas esgotam, como foi o caso no Cineteatro. Miguel Araújo é membro fundador, guitarrista e compositor d’Os Azeitonas, mas conta com dois álbuns a solo “Cinco Dias e Meio” (2012) e “Crónicas da Cidade Grande” (2014).

Num espetáculo intimista, Miguel Araújo trouxe na bagagem além das músicas dos seus álbuns, algumas inevitáveis do seu grupo Os Azeitonas, e ainda músicas que compôs para outros nomes grandes da música portuguesa.

IMG_7235 (Cópia).JPGComeçou a solo com "Carolina", "Capitão Fantástico" (que dedica ao Kiko que se encontra na plateia: “ Bem sei que está adoentado- febril, mas como fez um esforço para estar presente esta é para ti..”, sem muitas palavras para com uma sala esgotada, a plateia, heterogénea, era composta por várias gerações, desde pais com filhos, avós com netos , o que mostra que a música do Miguel chega a todos os públicos, e todos sabem alguma música, um refrão, pois ouvia-se em surdina os refrões das músicas na sala, que o músico em palco ia desfiando os temas.

Reader’s Digest” fala da forma como teve contacto com os livros desta na sua infância na casa dos seus avós. “Fizz limão” leva-nos para os verões com o famoso gelado. A cada música que passa, vai trocando de guitarra, até chegar ao cavaquinho e sozinho num palco onde se transforma numa romaria tipicamente portuguesa, quando as luzes se acendem e chegamos à “Romaria de Santa Eufémia”, e os pássaros pendurados no cenário são uma das imagens de marca do Miguel, nos seus concertos, e tudo parece magia.

IMG_5267 (Cópia).JPGBalada Astral” foi dedicada ao Luis e Eunice, onde Miguel pergunta: “estão aí, ou nem por isso?” Alguém se acusa na plateia e as palmas surgem naturalmente.

Fala do grupo “Cidade” do qual fez parte “ já lá vão mais de 100 anos que este grupo existiu, e na altura da separação, separamos os bens e esta música ficou para outro, e até já ganhou prémios e eu nada…, aliás ele esteve nesta sala a umas semanas atrás…” brinca com “Pica do sete” a música que trouxe para a ribalta o seu amigo de longa data e de concertos António Zambujo, o público ri-se, mas não deixa de acompanhar o músico na letra.

IMG_7358 (Cópia).JPG“Os Maridos das Outras”, tema que lançou a carreira a solo do músico, é acompanhado pelo Paulo no bandolim, jovem de Santa Maria da Feira. Aliás é a única música que Miguel se fez acompanhar em palco.

Algumas das músicas como“ Lá vai sofia”, “Recantiga”, “Cidade Grande”, "Desenhos Animados" com um arranjo sui generis em que a meio da letra encaixa “Efectivamente” dos GNR, vão enchendo a noite e um concerto que ia arrancado sorrisos na plateia e algumas trocas de palavras entre Miguel e os presentes, há pedidos na plateia, mas este termina com Miguel Araújo a cantar em inglês: "American Tune", do álbum "There Goes Rhymin' Simon" (1973), o segundo disco a solo de Paul Simon.

IMG_7266 (Cópia).JPGUma ovação de pé e muitos aplausos depois Miguel volta ao palco, senta-se à guitarra e faz discos pedidos, alguém fala mais alto “Cartório”, mais 2 músicas e despede-se de todos….mas o público ainda não satisfeito “obriga” a um 2º encore de Miguel Araújo, com a música que faltava "Anda comigo ver os aviões" da banda de que faz parte Os Azeitonas, “Rancho fundo” satisfaz uma brasileira que se encontrava na plateia que diz “vim do Brasil para te ver”…

O concerto termina com o público em pé, numa grande ovação, uma sala rendida à música de Miguel Araújo e mais uma vez uma casa cheia no Cineteatro António Lamoso. Concerto agradou a todos os fãs que sairam no final satisfeitos e alegres com a boa música e boa disposição do músico, foram 90 minutos cheios.

No final da sua actuação, Miguel Araújo teve ainda tempo para dar autógrafos e tirar fotografias com pessoas que com ele foram ter.

 

Reportagem e Fotografias: Sara Silva