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Glam Magazine

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MIMO apresenta... artistas de referência pela primeira vez em Portugal

A cidade de Amarante volta a ser palco do MIMO Festival Amarante que se realiza de 21 a 23 de Julho e conta com 52 actividades, entre música, cinema, programa educativo, fórum de ideias e poesia. Da programação fazem parte músicos de 10 nacionalidades (de Portugal, do Brasil, de França, da Etiópia, dos Camarões, de Cuba, dos EUA, de Inglaterra, de Cabo Verde e do Mali), alguns deles em estreia absoluta no nosso país, como é o caso do brasileiro Jards Macalé, da inglesa ALA.NI, da francesa Anne Paceo e do etíope e franceses Girma Bèyènè & Akalé Wubé.

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photo: Filipe Diniz

 

Com mais de 50 anos de carreira, o cantor e compositor carioca estreia-se em Portugal num momento de grande reconhecimento e visibilidade de sua obra. Autor de sucessos gravados por Maria Bethânia, Gal Costa, Elizeth Cardoso, Nara Leão, Luiz Melodia e O Rappa, Jards Macalé foi director musical do álbum "Transa" que Caetano Veloso editou no exílio em Londres, em 1972.

Considerado um cantor maldito, tal como Tom Zé, o músico brasileiro de 74 anos apresenta-se no MIMO com uma banda composta por músicos da nova geração para recordar canções marcantes como “Vapor barato”, “Negra melodia”, “Hotel das Estrelas”, "Mal secreto", “Let’s play that”, “Farinha do desprezo” e “Movimento dos barcos”, entre outras.

 

21 Julho 2017 | 20.30h - Museu Amadeo Souza-Cardoso

 

Em destaque na cena jazzistica francesa, tem quatro álbuns aclamados pela crítica e venceu importantes prémios como o Django de Ouro de “novo talento”, em 2010; e dois Victoires du Jazz, o primeiro em 2011 na categoria “revelação do ano”, e o segundo, em 2016, como “artista de jazz do ano”. Na estreia em Portugal, Anne Paceo vai apresentar o mais recente "Circles" com a cantora Leïla Martial, o saxofonista Émile Parisien e o tecladista Tony Paeleman.

Conhecida pelo seu "groove orgânico, poético e inspirado", descreve a crítica, Anne Paceo começou a tocar bateria com apenas 10 anos e aos 14 participou no festival “Les enfants de Barcelonnette”. Aos 19 já partilhava o palco com grandes nomes do Jazz e da world music e, durante os estudos no Conservatório de Paris, cruzou-se com o contrabaixista Charlie Haden, o baterista Billy Hart, a cantora Dianne Reeves e o saxofonista Kenny Garrett.

Cheia de talento e musicalidade, tem uma forma particular de se expressar. É incansável, já actuou em 40 países, e criou laços com músicos de várias áreas, do jazz à pop, da clássica à world music.

 

22 Julho 2017 | 20.30h - Museu Amadeo Souza-Cardoso

ALA.NI@Ira Rokka

photo: Ira Rokka

 

Inspirada pelo jazz e os musicais americanos dos anos 30 e 40, por vozes como as de Billie Holiday e Judy Garland, a artista londrina, de origem caribenha, é considerada uma revelação no cenário musical europeu. Em digressão com o álbum de estreia, “You & I”, ALA.NI estreia-se em Portugal no MIMO Amarante, ao lado do guitarrista Marvin Dolly. Depois de ter sido vocalista de Andrea Bocelli e Mary J. Blige, foi encorajada por Damon Albarn (Blur e Gorillaz) a lançar-se a solo. Em 2015 surpreendeu com os EPs “Spring”, “Summer”, “Autumn” e “Winter”, passando a ocupar espaço nobre em importantes publicações.

Com uma voz incrível e um sentido estético apurado, ALA.NI é uma artista completa, com experiência no mundo da dança e da moda. Em palco, tem uma presença arrebatadora. É romântica, amante da art déco e coleccionadora de coisas antigas, veja-se o microfone que usa em palco, a fazer lembrar as cantoras de rádio antigas.

 

23 Julho 2017 | 20.00h - Museu Amadeo Souza-Cardoso

 

Girma Bèyènè&Akale Wube©Cyril Fussien

photo: Cyril Fussien

 

Titã do ethio-jazz, como definiu o Washington Post, o cantor e pianista Girma Bèyènè ressurge no panorama da música internacional ao lado do quinteto parisiense Akalé Wubé, com o álbum “Mistakes on purpose”, lançado em Janeiro. O artista veterano de Adis Abeba, que se consagrou também como compositor e arranjador na Era de Ouro da música etíope moderna, desde que surgiu na década de 60, foi um dos mais criativos e produtivos de sua geração. Afastado dos palcos desde o início dos anos 80, altura em que se exilou nos EUA após a queda de Haïlé Sélassié, Girma Bèyènè foi redescoberto pelo produtor francês Francis Falceto, fundador da maravilhosa colecção “Ethiopiques” - da qual também fazem parte Alemayehu Eshete, Asnaketch Worku, Mahmoud Ahmed, Mulatu Astatke e Tilahun Gessesse -, que o apresentou ao quinteto Akalé Wubé e, juntos, editaram "Mistakes on purpose", um disco cheio de beleza e do swing do ethio-jazz.

 

Mas há mais, muito mais… O norte-americano Herbie Hancock; o brasileiro Rodrigo Amarante; o inconfundível Manel Cruz; os tuaregues Tinariwen; a sedutora Céu; o brasileiro Hamilton de Holanda & O Baile do Almeidinha convidam a cabo-verdiana Mayra Andrade; os pernambucanos Nação Zumbi; o contrabaixista africano e os cubanos Richard Bona & Mandekan Cubano; o fadista Ricardo Ribeiro; os regressados Três Tristes Tigres; o pianista Filipe Raposo; e o Quarteto Arabesco que vai partilhar o palco com Pedro Jóia e Coro da Câmara de Lisboa.

 

Além da música, fazem parte integrante do cartaz o Festival MIMO de Cinema que estreia em Portugal "Chico Science - Um Caranguejo Elétrico", de José Eduardo Miglioli, e conta ainda com "Vinicius de Moraes - Um Rapaz de Família" de Suzana Moraes, “Tim Maia” de Mauro Lima, “Mudar de Vida: José Mário Branco, Vida e Obra” de Nelson Guerreiro e Pedro Fidalgo, “I Love My Label – Discotexas” de António Sabino, Pedro Gonçalves e Igor Martins;

O Programa Educativo com workshop de Anne Paceo, ALA.NI, Rafael dos Anjos, oficina de Walter Areia e uma masterclasse com Pedro Jóia; o Fórum de Ideias com palestras de Manel Cruz, Nação Zumbi, Ricardo Ribeiro e Jards Macalé; a Chuva de Poesia com textos de poetisas de todo mundo como Sophia Breiner de Mello Andersen, as brasileiras Ana Cristina César e Hilda Hilst, a russa Marina Tsvietáieva, a norte-americana Emily Dickinson, a grega Safo e a indiana Rupi Kaur; e um Roteiro Cultural Guiado que visita a história, a tradição e a natureza de Amarante.

De acesso gratuito, o MIMO Festival Amarante realiza-se de 21 a 23 de Julho no Parque Ribeirinho, Museu Amadeo de Souza-Cardoso, Igreja de São Gonçalo, Igreja de São Pedro, Centro Cultural de Amarante e Cinema Teixeira de Pascoaes.