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Glam Magazine

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Misty Fest 2015…. Mísia “para Amália”

"Para Amália" é a prenda de Mísia que nesta edição de 2015 do Misty Fest apresenta em palco o seu novo trabalho discográfico. O primeiro concerto da fadista, integrado no festival, foi ontem, 6 de Novembro, no Teatro Aveirense.GLAM - Misia 01.jpgAlguns problemas técnicos atrasaram o início do concerto mas nada que como se comprovou, prejudicou o concerto. Cerca das 22.15h, Mísia entra na sala ao som do piano de Fabrizio Domano. Mísia apresentou o seu concerto divido em 2 partes distintas. A primeira só com piano e voz, onde a artista cantou a vida e a morte numa adaptação clássica de poemas que foram interpretados por Amália. Segundo ela, poemas menos conhecidos da vastíssima obra da eterna fadista.

Destaque para a “canção do mar” com um arranjo ao piano, seguindo a mestria de Debussy. Nesta primeira parte, Mísia teve sempre o cuidado de explicar as suas escolhas, realçando a dificuldade na escolha do repertório. “Madrigal” com um arranjo musical de inspiração barroca por parte do maestro Fabrizio, foi daqueles temas, como a própria fadista frisou, para "amalianos puros" numa mescla sonora intemporal do clássico napolitano. "Rasga o passado" a nostalgia da vida e obra de Amália ganha outro fulgor com o ritmo de piano e voz bem vincada de Mísia.3GLAM - Misia 01.jpgMísia falou das suas aventuras de fim de semana em Aveiro, de uma história de vida e de morte, a morte como gosta de cantar, a morte de seu pai que ocorreu na ria de Aveiro, e que serviu de introdução ao tema de Pedro Homem de Melo. A morte dramatizada e cantada na obra de Amália. Para Mísia, Amália continua viva, e foi com um poema da própria Amália, que inspirou Maria de Medeiros a realizar o vídeo referente a este trabalho.

Ao som de um solo de guitarra o concerto caminhou para a sua segunda parte. Uma segunda parte mais popular. Mais Amália do povo, e foi o tema "Amália" a marcar essa transição. Temas inéditos mas dedicados a Amália fazem igualmente parte deste trabalho e deste espetáculo. "Sem sombra" o tema escrito pela própria Mísia dedicado a Amália a que ela não quis chamar de fado, e onde foi buscar influência a Nápoles. Mísia seguiu um trajecto musical que passou por Espanha, evidenciando a sua origem luso espanhola com o tema "la portuguesa" e já na recta final, o popular e os sons nacionais do folclore com a "Rosinha" despontam para a participação no público.GLAM - Misia 02.jpgTermina o concerto com um inédito de Amélia Muge, "Amália sempre agora". Rendida ao aplausos apresenta um encore com 2 temas terminado o concerto de “megafone” a cantar “Lisboa”, cidade que adora e onde se sente bem, ou se Mísia não fosse uma apaixonada pelas grandes cidades como disse durante o concerto.

 

Em palco foi acompanhada ao piano por Fabrizio Domano , na viola por André Réus, na guitarra Portuguesa Sandro Costa e no baixo acústico por Guigui.

 

Mais fotografias do Concerto aqui

 

Reportagem e fotografias: Paulo Homem de Melo