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Glam Magazine

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ModaLisboa Boundless… 11 de Março (Reportagem)

ModaLisboa seis anos depois, decidiu sair da “zona de conforto”, assim nesta 48.ª edição encheu as salas do Museu Colecção Berardo e Garagem Sul do Centro Cultural de Belém. O tema escolhidos para esta edição foi Boundless (em português, sem limites). A escolha da palavra insere-se no contexto actual de divisão, “num mundo em que está toda a gente um bocadinho na retranca: muros para aqui, saídas de territórios comunitários”, refere a presidente da Associação ModaLisboa. A criatividade, acrescenta, “é uma disciplina que pode ser transversal, pode ultrapassar tudo”, assim como a espiritualidade.

Contou, como tem acontecido nas duas ultimas edições, Fast Talks no dia 9 de Março, procedida por três dias de desfiles.A edição seguinte da Moda Lisboa, em Outubro de 2017, deverá ser no Pavilhão Carlos Lopes.

 

2.º DIA – 11 Março

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AWAYTOMRS

Trouxe para a passerelle algo inovador, as telas saíram dos cavaletes e projetaram-se para o têxtil, os últimos retoques foram feitos em pleno momento de desfile. Apostou e marcou a diferença neste sentido, juntou um pouco do espetáculo e dinamismo à coleção apresentada.

 

 

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EUREKA

Estreou-se na Modalisboa, sendo a primeira marca de calçado a pisar a passerelle. Sobre a coleção a pele salienta-se como a matéria-prima com a qual costumam trabalhar mais.

Foram buscar os tons da natureza, com modelos que nos levam ao relax e ao descanso.

Os tons do desfile foram os amarelos, laranjas, vermelhos, verde seco e pretos.

 

KOLOVRAT

Wonderment”, num espírito de multiculturalismo que nos leva para as viagens e ao espírito livre e curioso, inspirou-se na América do Sul.

Na passerelle vimos referências aos padrões coloridos e têxteis típicos da cultura sul-americana. Com burel e as mantas do Alentejo e do Ribatejo e os seus volumes, identificamos uma referência portuguesa implícita. Transparências em tule para criar silhuetas que não foram premeditadas, mas pensadas para equilibrar esta multiplicidade de texturas num mesmo corpo.

 

 

02

 

 

 

 

FILIPE FAÍSCA

Intitulou a coleção de CALEIDOSCÓPIO, e jogou pelas cores básicas como o cinza, prateado, dourado, preto, branco e bege. Arriscou na combinação de padrões distintos num mesmo coordenado e ousou ainda com o cabedal e com as transparências.

 

RICARDO ANDREZ

 “Venus as a boy

Contrapôs o clássico com o andrógeno numa coleção onde usou lãs e pvc, num jogo de volumes e mistura de texturas com padrões cinzas, pretos com apontamentos rosa. Predominando sempre o preto.

Os coordenados ganham uma dimensão cromática em padrões coloridos.

 

 

 

03

 

 

 

 

MUSTRA

 

Nápoles” é o tema da coleção da Mustra que se estreia na ModaLisboa.

Uma coleção feita de caxemira e alpaca que se sobrepõem a algodões, moleskin, veludos e tweeds lavados. 

Os códigos de alfaiataria estão inevitavelmente presentes numa marca cujo mood gentlemen já faz parte do seu ADN. Uma multiplicidade de texturas e uma complexidade de matérias que enriquecem esta coleção.

 

 

 

 

 

 

 

04

 

 

LUIS CARVALHO

 

Deep” é o nome desta coleção, referência às profundezas do mar e todas as suas referências.

As tonalidades vão dos azuis aos negros. O mar e o seu fundo foram a fonte de inspiração deste designer.

Das texturas usadas destacam-se as malhas com acabamentos de vinil, sarjas de seda, chiffon de seda, tule de seda, fazendas, brocados que assumiram as tonalidades do mar, a contrastar com o verde profundo e o vermelho oriental, tonalidade usada em parceria com a EUREKA nas botas e botins.