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Glam Magazine

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My Woman... Angel Olsen no NOS Primavera Sound

Para quem já conhecia o trabalho de Angel Olsen, as expectaivas eram grandes. A norte americana tinha na calha um dos melhores discos de 2017, “My Woman”, um disco de afirmação depois de 2 trabalhos que marcaram o inicio de carreira da jovem Olsen, “Burn Your Fire for no Witness” de 2014 e “Half Way Home” de 2012.

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Angel Olsen, com a sua voz intemporal rapidamente envolveu o ambiente com as explosões sonoras cativantes. Frontal e simpática, Angel é selvagem em palco mas nunca demonstrando esse lado mais ‘fora’ da sua música, mas o seu lado bruto e cru está lá, na música e em palco bem como nos músicos que a acompanham. Olsen é o retrato tipico da estrela pop de personalidade errada, que seguiu um caminho elíptico e sombrio, e ainda bem…

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Temas como “Sister” ou “Woman” são marcantes para compreender a mensagem que transmite, quer em disco quer em palco. Mas a sua mensagem é disforme, segue caminhos sinuosos à medida que transmite uma sensação de sedução junto do publico, apelando quer ao sentimentalismo ou à revolta.

As suas variações de ritmo e até de humor enquanto nos brinda com a sua música, apelam aos sentimentos desde os mais tristes, na segunda parte do concerto, ou os mais sentimentalistas logo a abrir o alinhamento.

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Em palco, desmaios poéticos caracterizam a sua afirmação, apresentados ao som de um folk sombrio, pincelado de grunge e de tiradas pop sempre escolhidas a dedo por Angel.

Shut Up Kiss Me” logo na primeira parte do concerto, é o reflexo dessa postura grunge, nervosa mas subtil na passagem da mensagem feminista levada à exaustão de quem está apaixonado.

A fechar o concerto um maravilhoso ensaio ‘pop-electronico-vintage’ com flashbacks psicadélicos.

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Soube a pouco? Sim. Angel é daquelas presenças em palco que não cansa, que não aborrece e sobretudo é uma artista que tem sempre presente o factor surpresa devido à sua variedade única de estilos que desfia em palco, intuitivamente inteligente, calorosamente comunicativo e sem receios. Angel Olsen fala a todos, independentemente do seu trabalho apelidar-se de “My Woman”

 

Reportagem: Sandra Pinho
Fotografias: Paulo Homem de Melo