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Glam Magazine

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“Nevoeiro”… dirigido e coreografo por Luís Guerra

Nevoeiro” é uma peça de dança para quatro bailarinos, dirigida e coreografa por Luís Guerra, e divide-se em três atos distintos. Em comum têm uma cortina prateada que serve como personificação do nevoeiro.

Ao entrarmos no espaço existe já uma música hipnótica a tocar. Podemos adivinhar uma parede no fundo ou talvez um palco mais pequeno que o normal. Quando a luz no nosso lado se apaga, outro espaço é revelado. O espaço atrás da parede. Então, percebemos que a parede é na verdade uma cortina muito fina. Atrás dela, quatro bailarinos mexem-se numa velocidade muito rápida e virtuosa mas de uma forma contida. Desenham movimentos mecânicos e por vezes lascivos que parecem ter sido postos sob "fast-forward". Estão meio despidos. E então...

NEVOEIRO - MARGARIDA DIAS.JPG(c) Margarida Dias

 

O primeiro ato apresenta uma dança rápida e precisa. Um exercício coreográfico que aproxima a dança da arte marcial. Tomando os bailarinos como personificação de todas as cores do espetro da luz, vemos através dessa dança uma espécie de imagem desfocada. A rapidez e desumanização dos intérpretes que raramente se encontram muito tempo no mesmo sítio personifica tudo aquilo que existe, tudo o que podemos realmente ver. Com o decorrer deste ato, constrói-se a ideia de desfoque, dado à rapidez dos movimentos. O campo visual passa a ser mais e mais indefinido – chegando, assim, ao nevoeiro

 

Luís Guerra é um artista português que se expressa principalmente através da dança e do desenho. Estudou dança desde muito novo e completou a sua formação artística e académica no Conservatório Nacional. Em relação ao seu imaginário criativo pessoal, estudou coreografia num curso organizado pela Fundação Gulbenkian e começou a assinar os seus próprios trabalhos para palco desde 2005. Simultaneamente trabalhou regularmente como bailarino, ator e performer para muitos outros direcores, tendo mantido até hoje uma participação frequente nas peças de Tânia Carvalho. Foi destacado pela revista Dance Europe pela sua interpretação em "Olhos Caídos", peça desta mesma coreógrafa. Para lá do mundo da performance em geral, Luís também produz e expõe os seus desenhos a caneta e lápis que reportam claramente para o seu interesse de longa data no urbanismo, geografia e artes decorativas.

 

Interpretação: Jacome Filipe, Lander Patrick ou André Mendes, Luís Guerra e Teresa Silva ou Marta Cerqueira

Música: Ulrich Estreich

Luzes e direção técnica: Zeca Iglésias

 

Centro Cultural de Belém // Pequeno Auditório

8 e 9 de Janeiro 2016 | 21.00h