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Glam Magazine

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Os 30 discos do ano…. (Parte I)

De uma lista inicial de cerca de 100 álbuns editados em 2016, a equipa da Glam Magazine chegou a uma lista final de 30 discos que consideramos aqueles que marcam o ano musical nacional em 2016. Acreditamos que de fora ficaram discos bons e muito bons.

Os critérios inerentes à escolha foram vários para esta escolha, que por vezes baseiam-se nas nossas escolhas pessoais, mas acima de tudo a música Portuguesa em 2016 está de Parabéns. Desde o Hip-hop nacional à música de dança, ao rock e ao pop mais dinâmico, passando pelo jazz, fado e até fusão, vários estilos estiveram em destaque durante um ano que trouxe novidades sempre com um ritmo frenético.

Publicação2

Da lista final ficaram de fora os EP’s e os singles, esses incluídos numa lista autónoma com os melhores singles/vídeos de 2016, à semelhança do ano anterior.

Em 2015 os Best Youth eram os nossos eleitos com “Highway Moon” e em 2016?

 

Aqui fica a primeira parte, do número 30 ao 21….

 

  1. “Outras histórias” – Deolinda

DA2016 - 30

“Outras histórias” é o 4º disco de originais dos Deolinda. O sucessor de "Mundo Pequenino" de 2013, registado em co-produção com João Bessa, traça alguns caminhos que ainda não haviam sido explorados no repertório e estilo da banda. A música popular entra num jogo de espelhos com a música pop, ponto de partida para explorações e exercicíos que, à chegada, revelam uns Deolinda no domínio pleno da arte da escrita, composição e interpretação de canções.

 

  1. “Love is you and me under the Night Sky” – Nice Weather for Ducks

DA2016 - 29

Ao longo dos últimos quatro anos, os Nice Weather For Ducks viajaram de furgoneta e de avião, apaixonaram-se em Punta Caña, geraram descendência e deram conta que "Love Is You And Me Under The Night Sky". Este disco contou com produção, mistura e masterização de André Pereira e Nuno Rancho (Few Fingers). A banda que em 2012 lançou “Quack”, e deu origem à Omnichord Records, criou uma rodela bonita e cheia de música para ouvir do principio ao fim…

 

  1. “Acho que é meu dever não gostar” – Señoritas

DA2016 - 28

Num universo perfeitamente imperfeito surge uma voz, uma guitarra, um baixo e um acordeão, suportados por sets de programações que dão vida às letras de Sandra Baptista, que aqui se estreia também na escrita (à excepção de “Os Funerais são o casamento dos mortos” por Alexandre Nave e “Ciática” por Francisco Resende). O disco “Acho que é meu dever não gostar” foi editado em Setembro deste ano e marca o regresso de Mitó Mendes (A Naifa) e Sandra Baptista (A Naifa / Sitiados) à música..

 

  1. “The New Messiah” – Golden Slumbers

DA2016 - 27

Em 2013, as irmãs Cat e Margarida Falcão começaram no seu quarto o projeto Golden Slumbers, fazendo uso de harmonias de vozes e de guitarras acústicas para compor músicas que evocam uma sonoridade com ecos de Simon & Garfunkel, Fleetwood Mac ou Laura Marling. “The New Messiah” é o álbum de estreia, depois da edição do EP “I Found The Key”, onde é percetível a evolução e apuro da mesma sonoridade que lhes valeu uma nomeação para Artista Revelação na edição de 2015 dos Portugal Festival Awards. A composição das músicas tornou-se mais complexa e os arranjos mais detalhados

 

  1. “Mergulho em Loba” – Joana Barra Vaz

DA2016 - 26

Joana Barra Vaz estreou-se em disco em 2012 com EP “f l u me: ‘Passeio Pelo Trilho’”, cujo single “Vai” marcou presença na compilação Novos Talentos Fnac’12. No álbum “Mergulho Em Loba” encontramos 3 suites que sustentam o disco e onde as canções seguem sem paragem entre elas numa história apaixonante, onde o mar serve de inspiração. Um disco criado como uma viagem sonora, escrito e cantado em português. Foi editado em Setembro deste ano.

 

  1. “Slow” – Minta & The Brook Trout

DA2016 - 25

“Slow”, o terceiro longa duração de Minta & The Brook Trout, chegou às lojas no final de fevereiro deste ano. Recordando as palavras de Samuel Úria sobre o álbum… “Slow” tanto é cúmulo do equilíbrio, com a lisura da superdotada Mariana Ricardo a servir as canções da Francisca, ou a lição cirúrgica de Quanto-Baste nas baquetas do Nuno Pessoa, como é o desconcerto de aching limbs, matching headaches, crooked tiles, bracelets and bangles. Um turbilhão de coisas a confluir na mais terna bonança, e assim já nem sei se Minta & The Brook Trout é banda ou anticiclone”… 

 

  1. “Eyeglasses for the Masses” – The Weatherman

DA2016 - 24

Foram precisos 10 anos de espera para ouvir “Eyeglasses for the Masses”, o mais recente disco do projeto pessoal de Alexandre Monteiro, The Weatherman. “Eyeglasses for the Masses” é uma maquina de tempo de puro pop britânico, bebendo inspiração em bandas tão distintas como os The Beatles, encurtando caminho num piano de Elton John e terminado a viagem em finais dos anos 90 no brit pop mais agressivo dos Oasis.

 

  1. “We used to be Africans” – Cacique ‘97

DA2016 - 23

Os Cacique’97 são um colectivo de Afro-Beat provenientes de Portugal e Moçambique. São 10 músicos com carreira e curriculum provenientes de diversos grupos como Cool Hipnoise, Philharmonic Weed, Tcheka e The Most Wanted, projectos bem conhecidos nas áreas do funk, reggae e do som afro. Em 2009 lançavam o seu album de estreia. Em 2016 regressam com "We used to be Africans" álbum editado a 11 de Novembro.

 

  1. “Cimo de Vila Velvet Cantina” – Conjunto Corona

DA2016 - 22

Depois de dois álbuns editados em 2014 e 2015 (“Lo-Fi Hipster Sheat” e “Lo-Fi Hipster Trip”), o conjunto Corona regressou em 2016 com o seu terceiro álbum em 3 anos. A “ópera Hip-Hop Psicadélica/Rock & Roll aditada por molho de francesinha” (como um dia foi apelidada por Álvaro Costa) continuou neste capítulo com a narrativa a tomar lugar na tão portuense Rua de Cimo de Vila, reconhecida pelos seus distintos clubes noturnos de diversão. Da fusão entre o prestigiado “velvet Margarita cantina” e a rua de cimo de vila nasce o “cimo de vila velvet cantina”, um local que não tem Multibanco mas que lhe pode proporcionar uns bons momentos de lazer na baixa da cidade invicta.

 

  1. “Difter” - First Breath After Coma

DA2016 - 21

Quando, em 2013, gravaram um disco de estreia estavam longe de pensar que temas como “Escape”, “Shoes For Men With No Feet” ou “Apnea” conseguissem chegar a rádios internacionais e os levassem a uma extensa digressão com paragem em festivais. O cruzamento da influência post-rock com o formato canção que fez do seu disco uma surpresa auspiciosa era apenas o início de uma viagem que em 2016 teve um segundo capítulo. Gravaram sons de quase tudo o que os rodeava, perderam-se nas discografias da evolução do rock e da música eletrónica e o resultado, “Drifter”, carrega o ADN dos First Breath After Coma mas aponta ainda mais caminhos para o presente e para o futuro desta jovem formação leiriense.