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Glam Magazine

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Protex... as raízes punk de Belfast em Portugal…

Protex, formados em 1978 e oriundos de Belfast, por entre clivagens sociais, cedo mostraram capacidades inatas na composição de musicas, que nos dias de hoje são unanimemente considerados como clássicos. Curioso foi a escolha do nome, Protex, palavra retirada de um tema dos The Clash, Protex Blue, é que a banda escolheu sem saber o significado do termo Protex Blue (alusivo a preservativos). Do rebuliço urbano de Belfast foram brotando várias bandas, tal era a ansia da juventude em mostrar que estavam vivos e queriam dizer de viva voz aquilo que lhes ia na real gana. Os Protex em 1978 começam a tocar regularmente em pubs e em rádios, esse frémito rockeiro chama à atenção de Terri Hooley (fundador da Good Vibrations records) que logo assina um contrato para um single.

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O single seria o mítico "Don't ring me Up", um 7 polegadas que contava com mais dois temas. Mas o tema orelhudo era sem dúvida o "Don't Ring me Up". Tanto foi o tinir da música que a editora independente, Rought Trade decide reeditar o single no mesmo ano. A centelha já tinha sido ateada, não foi preciso muito para uma multinacional dos discos, a Polydor, pegar nos Protex e a assinar um contracto. Durante o período da Polydor foram editados mais 3 singles, além da participação numa coletânea "Made in Britain", disco que serviu para promover algumas bandas da editora nos Estados Unidos. Por entremeio aos singles editados, os Protex fizeram uma tour com os Boomtown Rats e outra com os Adam and Ants.

 

Em 1980 a banda foi aos Estados Unidos e ao Canadá mostrar o seu som, tendo tocado em Nova Iorque. Essa passagem por Nova Iorque foi documentada em filme. Por essa mesma altura, 1980, dá-se por finalizada a gravação daquele que seria o primeiro álbum, "Strange Obsessions" produzido por Chas Chandler (manager e produtor dos Slade). Mas o disco acabou por nunca ter sido editado, devido a divergências entre a banda e a editora e por essas razões o disco não é posto à venda. Foram precisos mais de 30 anos para o disco ver a luz do dia, pela mão da Sing Sing Records. A edição do disco foi um autêntico estoiro em 2010, foram necessárias mais que duas prensagens, tal foi a voracidade dos colecionadores e apreciadores dos Protex.

 

Mas só em 2012 é que voltamos a ouvir falar dos Protex, quando estes foram uma das surpresas do Rebellion (maior festival punk da Europa). A partir dessa atuação, foram logo convidados para tocar no Japão, Espanha, Inglaterra, Alemanha. Durante estes últimos tempos a banda tem tocado em vários pontos do mundo, já foram mais que uma vez aos Estados Unidos, Espanha, Suécia e Alemanha. Durante esse período a banda foi editando singles e reedições de material antigo. Em 2016 sai o tão aguardado segundo álbum , "Tightrope". O disco teve o condão de criar reboliço nas hostes do punk/new wave e recebido boas críticas. Reflexo disso é que a primeira edição do disco está praticamente esgotada. O som continua o mesmo, punk refrescante com melodias que colam à primeira e obrigam ao sing a long, cantarolar é sinónimo de Protex.

 

Chegando agora a 2017. Novembro marcará a estreia dos Protex, um dos maiores nomes do Punk da Irlanda do Norte, em Portugal. Duas datas que prometem ficar na memória, no fim de contas serão duas noite de acção.