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Glam Magazine

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Rocky Marsiano’s – “Meu Kamba Live”

O novo projecto de Rocky Marsiano regressa a casa.

Meu Kamba” renascido “Live” com formação revista e aumentada recupera grandes clássicos de Cabo Verde, Angola e Moçambique. “Meu Kamba Live" é portanto a pista de dança perfeita entre o semba e o funaná, com uma perninha de timbira e batidas orelhudas. Para celebrar dia 21 de Janeiro de 2016 no BLeza em Lisboa, cidade-porto de todas as sonoridades de raíz lusófona.

“Meu Kamba”, enquanto disco, nasce da colaboração entre Rocky Marsiano e a sua exploração da coleção discográfica de Rui Miguel Abreu, que seleccionou vários álbuns de paises luso- africanos. Estabelecido o ponto de partida, a travessia pelas sonoridades africanas resultou numa viagem pelos grandes clássicos, celebrada pela mais apurada arte de servir: a mão de um dos mais importantes produtores e DJ do nosso tempo. Como bem descreveu o jornal "Público": “O resultado final é excitante. Surpreendente pela simplicidade, pela leveza e pela eficácia, com ritmos, harmonias ou vozes resgatadas a mornas, coladeras ou funanás, recriadas por entre técnicas do hip-hop, elementos rítmicos dancehall, propriedades jazzisticas ou componentes disco ou afro-beat.”

Image2.jpgMeu Kamba Live” é o passo que se segue, o salto para o palco. É a reconciliação do passado, o presente do século XXI e apontamento de pistas para o futuro. A celebração pura da tradição renascida com nova roupagem. A estreia ao vivo deu-se no Lux em Setembro de 2015, com outra passagem pelo Vodafone Mexefest em Novembro de 2015.

 

Rocky Marsiano não dispensa apresentações. A sua arte é tão vasta e completa que convém situarmo-nos. Veterano produtor nacional, um dos principais impulsionadores da arte da fusão de música de cariz eletrónica com o jazz em Portugal. Foi também fundador da Loop:Recordings, e da Bloop; reside actualmente em Amesterdão. Quando criou o projecto Rocky Marsiano, o jazz foi a primeira paixão deste produtor, que no entanto foi sabendo contruir uma discografia onde se aproximou de outras latitudes, da soul à imensa música do Brasil.

Em 2015, dez anos após a estreia com o grande marco na sua carreira “The Pyramid Sessions”, baralhou e voltou a dar. Vasculhou justamente a memória musical das ex-colónias africanas e recuperou, na sua linguagem própria, revestida de batidas com um balanço contemporâneo, clássicos de Cabo Verde, Angola e Moçambique. Nasceu “Meu Kamba”, a pista de dança perfeita entre o semba e o funaná, com uma perninha de timbira e beats/batidas orelhudos/as.

Com esta nova linguagem foi o único artista português seleccionado para o cartaz oficial do WOMEX 2015 em Budapeste.

2016 é o ano de “Meu Kamba Live” em versão revista e aumentada..

 

B.Leeza (Lisboa)

21 de Janeiro 2016 | 23.00h