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Glam Magazine

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“Se alguma vez precisares da minha vida, vem e toma-a”

A Gaivota, de Anton Tchékhov, é o ponto de partida para a nova criação de dança de Victor Hugo Pontes. Não se trata de transpor o enredo para o movimento, nem sequer de posicionar as personagens numa linguagem artística distinta do teatro. A dança clássica serve-se de um libreto e este espetáculo de dança serve-se de uma peça.

JCF_8174_ÔêÅ Jose Caldeira.jpg(c) José Caldeira

 

A estrutura dramatúrgica sustenta o movimento, mas a narrativa perderá linearidade, de modo que o espectador veja aqui aquilo que quer ver num Tchékhov dançado. Um texto como ponto de partida é o desafio a que o coreógrafo se propõe. O texto de A Gaivota é, também ele, uma espécie de sucessivas tentativas de criação e de existência. De resto, a reflexão sobre o ato criativo é um dos pontos mais fortes desta peça de Tchékhov, e um dos que mais interessa a Victor Hugo Pontes

JCF_8460_ÔêÅ Jose Caldeira.jpg(c) José Caldeira

 

Interpretação: Allan Falieri, Ángela Diaz Quintela, Daniela Cruz, Felix Lozano, Jorge Mota, Leonor Keil, Marco da Silva Ferreira, Valter Fernandes, Vera Santos

Direção e coreografia: Victor Hugo Pontes

Cenografia: F. Ribeiro

Música original: Rui Lima/ Sérgio Martins

Apoio dramatúrgico: Madalena Alfaia

Assistente de coreografia: Marco da Silva Ferreira

Desenho de luz e direção técnica: Wilma Moutinho

Direção de produção: Joana Ventura

 

Centro Cultural de Belém (Lisboa)

26 e 27 de Fevereiro | 21.00h