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Glam Magazine

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Vai ser assim o Vodafone Mexefest 2015… (VI)

A 3 dias da edição de 2015 do Vodafone Mexefest estes são alguns dos nomes que vão marcar a Avenida já dos próximos dias 27 e 28 de Novembro…

 

The Babe Rainbow

TWE-The-Babe-Rainbow.jpgDa austrália, a invenção policromática, feliz e celebratória do músico Byron Bay: The Babe Rainbow. Com um EP homónimo editado, caíram nas graças de pares como Ty Segall, Tomorrows Tulips e os colegas de editora, King Gizzard and the Lizard Wizard. A música dos The Babe Rainbow é deste e de outro tempo, ou de tempo nenhum, misturando pop-folk soalheira com o melhor do psicadelismo levitante. Preparam-se para se estrear em formato LP em 2016. No Vodafone Mexefest, teremos o privilégio de ouvir muito do que está para vir dos Australianos.

 

Sala Super Bock – Garagem EPAL

28 de Novembro 2015 | 23.30h

 

The ParrotsThe Parrots.jpg

Três rapazes de Madrid… incorrigíveis resolvem fazer um som despudorado com laivos de garage e surf-rock. Com escassas edições em pequeno formato, têm explodido com brado as salas por onde passam. Que o diga a capital Inglesa com concertos esgotados e ávida de mais e mais prestações dos espanhóis. O Vodafone Mexefest, vai ficar rendidos ao som de Diego, Larry e Alex.

 

Atneu Comercial de Lisboa

28 de Novembro 2015 | 00.30h

 

The Sunflowers

the sunflowers.jpgImaginem-se deitados num campo de girassóis a ouvir a natureza e os passarinhos a cantar. Hmm, que bom. Mas o que é aquilo? Aquele som lá no fundo a ficar cada vez mais alto? Magoa um bocado a cabeça mas tem que se ver o que é... É um feedback maroto. Mas um feedback maroto no meio de girassóis? Estranho...Agora, imaginem-se num concerto meio punk. Sim, só meio. Há girassóis e feedbacks e moches e guitarras sujas que nos fazem querer deitar fogo ao campo onde estivemos há pouco.

Lançaram em meados de 2014 o primeiro registo musical, gravado n’O Cão da Garagem, colectivo de artistas que os próprios lançaram, repleto de espirito DIY. Este primeiro EP foi bem recebido pelo público em geral, tendo destaque em algumas publicações musicais como, por exemplo, a Threshold Magazine, Bodyspace, Punch, etc. Já em 2015, foi o primeiro EP gravado em estúdio que contém o single “Mama Kim”. 2015 está a ser o ano dos girassóis, que nos prendaram com uma Tour de apresentação do Ep “Ghosts, Witches and PB&J’s”, com datas por todo o País, com especial destaque a presença no Milhões de Festa 2015 e Jameson Urban Routes.

 

VODAFONE Bus

27 de Novembro 2015 | 20.50h

 

They’re Heading West    

they 00.jpg

They’re Heading West são Mariana Ricardo (Minta & The Brook Trout, Silence is a Boy, Domingo no Quarto), Sérgio Nascimento (Deolinda, Sérgio Godinho, Humanos), Francisca Cortesão (Minta & The Brook Trout) e João Correia (Tape Junk e Julie & The Carjackers). Quatro vozes, ukulele, mini bateria, guitarra e baixo, para caber tranquilamente na mala de qualquer carro. Três cantautores e um baterista extremamente versátil. Tocam as músicas uns dos outros e as de quem a eles se juntar com alegria. Rumam ao Oeste sempre que podem. Entre os convidados de sessões passadas e do disco que saiu em Outubro estão Ana Bacalhau, Capicua, Frankie Chavez, JP Simões, Peixe, Bruno Pernadas, Nuno Prata, Luísa Sobral, Samuel Úria e You Can’t Win, Charlie Brown. A banda conta com duas digressões na América do Norte e muitas dezenas de concertos em Portugal. Tudo serviu para maturar canções gravadas no estado do Washington, com Nicholas Wilbur no The Unknown, em Anacortes, e em Lisboa, com Eduardo Vinhas.

 

Casa do Alentejo

28 de Novembro 2015 | 20.10h

 

Titus Andronicus  

titus.jpgDe New Jersey, os Titus Andronicus celebram em 2015 uma década de carreira. A banda constituída por Patrick Stickles (voz, guitarra e letras), Eric Harm (bateria), Julian Veronesi (baixo), Adam Reich (guitarra), Jonah Maurer (guitarra, e o teclista, quase sempre de estúdio, Elio DeLuca, tem quatro discos longa duração lançados e, para celebrar estes dez anos de história, editaram em Julho deste ano o incrível e conceptual “The Most Lamentable Tragedy”. Desde a estreia de 2008, “The Airing of Grievances”, a banda norte-americana sempre espantou com o seu rock explosivo, incendiado de punk com os traços indie a rechear cada canção. Em “The Most Lamentable Tragedy”, o som traz o que já se conhece, mas acrescido de ingredientes rock-opera e o peso de 93 minutos em 29 temas – incluindo versões de Daniel Johnston e The Pogues. A narrativa ganha sublinhado quando o sexteto inventa um protagonista afundado emocionalmente numa convulsão patológica e relacional. Os Titus Andronicus inpiraram-se para o título da banda numa das peças mais sangrentas de Shakespeare: tudo, com este quarto disco, ganha ainda mais sentido.

 

Atneu Comercial de Lisboa

27 de Novembro 2015 | 00.30h

 

Tó Trips       

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Tó Trips pertence a um Olimpo, obviamente restrito, de músicos cuja reputação e reconhecimento são intocáveis. Com um passado rock em bandas como os Amen Sacristi, Santa Maria Gasolina em Teu Ventre e os mais reputados e marcantes, Lulu Blind (em 93 tocaram com os Sonic Youth no Campo Pequeno e, pouco depois, abriram para os Manic Street Preachers no Pavilhão Carlos Lopes), foi no novo século, com o companheiro Pedro Gonçalves, que o seu nome explodiu como referência ao serviço dos Dead Combo. Entre o Rock, o Fado, o Jazz e os Blues, a dupla, com 6 Lps editados, é gostada de forma unânime tamanho tem a qualidade das suas composições e a capacidade de harmonizar estilos e ritmos. A solo, depois de “Guitarra 66”, editou este ano o magnífico “Guitarra Makaka: Danças A Um Deus Desconhecido”. Sem a voz a ressoar dos tempos mais rock, a guitarra acústica traz-nos melancolia e muitas geografias: das mornas aos sons do mediterrâneo, até aos ventos sonoros tão lusos.

 

Sociedade de Geografia de Lisboa

27 de Novembro 2015 | 20.30h

 

Villagers      

Villagers.jpgVillagers é o projeto do irlandês Conor O’Brien. Estreou-se em 2010 com “Becoming A Jackal” seguindo-se, três anos depois, “[Awayland]”, ambos nomeados para alguns galardões Mercury Prize. Com o último e deste ano “Darling Arithmetic”, O’Brien tomou completamente as rédeas do disco. Compôs as canções, tocou todos os instrumentos, misturou e gravou o registo por sua conta e registo. O resultado é sublime. As letras das canções surgem mais intimistas e confessionais; melodicamente, flutua sempre com arranjos simples entre a folk e a pop. O amor é o tema de nota em cada música, expondo de uma forma honesta e muito emocional as muitas “vidas” do artista de Dublin.

 

Cinema São Jorge – Sala Manoel de Oliveira

27 de Novembro 2015 | 21.10h

 

Fotografias: Paulo Homem de Melo, Alipio Padilha, Stephen Lee e Greg Szeto