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Glam Magazine

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Vodafone Mexefest 2015… o primeiro dia de uma “avenida”

O Vodafone Mexefest voltou à badalada Avenida da Liberdade, trazendo com ele mais de 50 projectos musicais emergentes, tanto de Portugal como do estrangeiro. Do Cinema São Jorge ao Coliseu, foram 15 as salas que se abriram ontem para dar início a mais uma edição esgotada do festival.

A correria era evidente, muitos e bons projetos a tocarem em horários semelhantes, por vezes não tão perto uns dos outros, e rapidamente começaram a surgir filas para se entrarem em cada uma das salas. O ânimo fazia-se sentir em cada uma delas, mas também com um espírito muito próprio. A escolha das bandas em cada uma das salas foi feita para que cada lugar tivesse o seu próprio ambiente, a sua própria identidade, com público fiel aos respetivos alinhamentos.

z0.jpg(Anna B Savage)

 

A noite começou em bom português com El Salvador e Janeiro, seguindo-se Anna B Savage, Tó Trips e Cave Story. De louvar a aposta na música portuguesa, sendo que cada atuação esteve harmoniosa com o local onde decorreu. Este é um dos pontos fortes do Vodafone Mexefest – a possibilidade de (re)visitarmos lugares que talvez de outra maneira não o faríamos. E são locais de uma beleza muito própria como a Sociedade de Geografia ou a Casa do Alentejo, passando pela Igreja de São Francisco, em que a própria estética contribui para que os concertos tenham uma vida única, tornando a experiência singular.

z3.jpg(Chairlift)

 

O início da euforia no Coliseu começou com Chairlift, mas não mais do que dez minutos depois também a Sala Manoel de Oliveira, do Cinema São Jorge, enchia para receber de forma carinhosa a música portuguesa de Márcia.

z5.jpg(Márcia)

 

Ducktails no Teatro Tivoli BBVA conseguia ter uma fila pela avenida a baixo e entre alguns aconchegos nos casacos e os sorrisos bem dispostos tudo foi correndo de forma a preencher os gostos de cada um. Exemplo disso foram a Garagem e o Ateneu, sempre num ambiente mais rockeiro, que estiveram sempre absolutamente preenchidos. Verdade seja dita, não houve sala pela qual tivéssemos passado que não tivesse fila de espera. Akua Naru na estação do Rossio, por exemplo, que é um espaço amplo e que ainda alberga um bom número de pessoas, conquistou rapidamente quem por lá passou e ficou.

z2.jpg(Akua Naru)

 

Falando em ponto curiosos do Mexefest, é engraçado e bonito de constatar que há artistas que depois dos seus concertos pegam no mapa do festival e eles próprios seguem para ver outros companheiros de estrada. Para fãs que possam andar distraídos, se calhar é boa ideia andarem atentos pois não será de estranhar encontrarem alguém que admiram perto de vocês. A noite foi caminhando para o seu fim, mas não sem antes sobrelotar a rua do Coliseu que encheu por completo, incluindo o andar superior.

Benjamin Clementine foi o grande destaque internacional do dia. Se por um lado é fácil imaginar este artista numa sala mais pequena e intimista, em que as pessoas estão sentadas e o silêncio impera, também é certo que ele soube como adaptar o seu espectáculo a uma sala maior e a um ambiente de festival. O público delirou, ovações foram feitas, a gratidão e a exaltação um espelho no rosto de Benjamin.

z9.jpg(Ducktails)

 

Foi um noite bonita, mas que para ser bem aproveitada tem de ser bem planeada. São muitos concertos a decorrerem em paralelo, obrigando a escolhas difíceis, mas o Mexefest é mesmo isso... para "mexer"

Sobre a música.... já vamos falar sobre isso

 

Reportagem: Sofia Teixeira

Fotografias: Paulo Homem de Melo