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Glam Magazine

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Vodafone Mexefest com novas confirmações… Oddisee, Hinds e Ermo

A contagem decrescente continua!

Faltam menos de dois meses para a edição de 2017 do Vodafone Mexefest e não param de chegar boas razões para não faltar nos dias 24 e 25 de novembro na Avenida da Liberdade, em Lisboa. Há mais talento a caminho da edição deste ano do festival: o melhor hip hop do mundo trazido pelo norte-americano Oddisee, a pop eletrónica dos portugueses Ermo e ainda o contagiante surf rock das madrilenas Hinds.

DSC_0205 (Cópia).jpgphoto: Paulo Homem de Melo

 

De Espanha, nem bom vento, nem bom casamento” é o género de provérbio que está mais do que ultrapassado. Depois de ouvir Hinds estamos certos de que de Espanha vem, pelo menos, bom rock. Começou por ser um duo formado por Ana Perrote e Carlotta Cosials (vocalistas e guitarristas), mas depressa passou a quarteto com a entrada de Aden Martin (baixista) e Amber Grimbergen (baterista) para a banda. A proposta das Hinds é simples: rock de garagem, lo-fi, direto ao assunto, com carisma e descontração em doses elevadas. Depois do lançamento de algumas faixas soltas (elogiados pelo jornal The Guardian) e do EP “Very Best of Hinds so Far”, em 2016 chegou o primeiro álbum. “Leave Me Alone” mantém a fórmula, com uma energia punk irresistível. Na senda de bandas como os Best Coast ou os Wavves, as Hinds sabem como servir um bom surf rock. E basta ouvir uma canção como "Garden" para perceber que o outono lisboeta vai aquecer com a vinda destas quatro madrilenas.

 

Concentrado na sua própria arte, sem se distrair com as luzes do rap, Oddisee é um dos músicos mais produtivos dos últimos dez anos: mixtapes, discos, colaborações e muitos outros trabalhos enquanto produtor atestam a sua prodigiosa ética de trabalho. Filho de pai sudanês e mãe afro-americana, cresceu sob a influência do rap e da soul, contando com vários músicos em ambos os lados da família. Interventivo como poucos, Oddisee aborda temas como as desigualdades sociais e de género, ou a islamofobia. Mas o talento do rapper de Washington DC não se fica pelas letras e também se faz notar nas batidas, como prova “Odd Tape”, uma mixtape exclusivamente instrumental editada em 2016. Mais recentemente, já em 2017, Oddisee lançou “The Iceberg”. Como sempre, o próprio músico é também o produtor do disco. O jazz é a base de todo o trabalho, mas também há soul, funk, disco e, o mais importante, palavras que têm o dom de nos tornar mais conscientes. Ingredientes mais do que suficientes para mexer com o público do Vodafone Mexefest.

 

António Costa e Bernardo Barbosa são os Ermo, um dos projetos mais arrojados da nova música portuguesa. A dupla de Braga deu os primeiros passos em 2012, com o lançamento de um EP homónimo. No ano seguinte, editaram o seu primeiro longa duração. “Vem Por Aqui”, foi elogiado pela crítica e garantiu a presença da banda em vários palcos europeus e brasileiros. Difícil de catalogar, a música dos Ermo é influenciada por diferentes géneros, desde o hip hop até ao pós-punk. E essa aventura musical tem um novo capítulo: “Lo-Fi Moda”, editado este ano, marca a assinatura com a editora NorteSul. Apostado em criticar a vaidade e o narcisismo destes tempos de domínio digital, o disco já conquistou o público e a crítica – cinco estrelas foi a cotação atribuída pela Blitz e pelo Expresso. Feito da vontade de experimentar, mas sem perder um irresistível apelo pop, “Lo-Fi Moda” é já um dos discos portugueses do ano. O single “crtl + C ctrl + V” é um bom exemplo do talento desta dupla bracarense.