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Glam Magazine

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Vodafone Paredes de Coura 2017… Benjamin Clementine para sempre…

E ao quarto dia a celebração chega ao fim…

Mais uma vez a música quebrou barreiras, o rio refrescou as tardes e onde o surf em modo crowd for desporto rei como um rei em palco, de seu nome Benjamin Clementine, o simpático ‘gigante’ e algumas bandas que  transformaram as margens de um rio no habitat natural da música.

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Um último dia agitado, principalmente para a imprensa que tinha um longo dia, que começou logo à hora de almoço com a conferencia de imprensa (transmitida em direto pela Glam Magazine) e onde de um modo informal, a produção do Festival faz um balanço bastante positivo desta 25ª edição do Vodafone Paredes de Coura, em que a Vodafone celebrou igualmente os 25 anos em Portugal. Assegurada ainda nesta conferência de imprensa a edição de 2018, que prolonga assim a parceria com a Vodafone.

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As Vodafone Music Sessions deste dia estavam reservadas para junto do rio onde Noiserv encantou as ‘sereias’ que ao início da tarde populavam a praia do Taboão.

Mas a tarde prometia e numa apresentação muito especial, a Universal juntamente com o Vodafone Paredes de Coura apresentavam à imprensa, no Auditório Municipal, em exclusivo e primeira mão, o novo disco de Benjamin Clementine, “I tell a fly” com edição agendada para meados de Setembro. Uma audição na íntegra com a presença do músico britânico que falou deste novo trabalho, elogiando de igual forma Portugal e o apoio que tem recebido no nosso país.

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De regresso ao palcos das emoções e dos ‘afectos’, a noite prometia, e muito, um cartaz apelativo, com nomes que iriam prender os mais de 27.000 festivaleiros esperados para este dia 19 de Agosto. Um dia esgotado como a organização já tinha referido dois dias antes. Um dia com 4 nomes nacionais a marcar o alinhamento, Toulouse, White Haus, Manel Cruz e Throes+The Shine.

A celebração iniciava-se precisamente em português com o palco Vodafone.FM a receber os vimaranenses Toulouse. Canções soltas presentes no mais recente disco da banda “Yuhng” e também canções novas, tocadas “antes do concerto de Manel Cruz” como referiram em palco. A espontaneidade das melodias marcou os primeiros 40 minutos da noite.

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No palco Vodafone, as (primeiras) expectativas da noite eram grandes. Manel Cruz regressa a Coura, sem Ornatos mas com um conjunto de canções que traduzem de um modo sonoro as novas vivências de Manel Cruz. Em jeito descontraído e até relaxado, Manel, que veio ‘diretamente do rio para o palco’ mostrou sem grande produção que o palco de Coura ainda lhe pertence 5 anos depois, numa edição sem muitos nomes de peso, em 2012, em que esse papel coube aos Ornatos. Em 2017, a música andou à volta da Estação de Serviço, projeto a que Manel deu vida em 2015. O público a dar provas que o misticismo ainda continua vivo.

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Do outro lado do recinto, João Viera com o seu projeto White Haus trazia os primeiros sons dançáveis da noite. O indie pop eletrónico, com influências new age, fazia-se ouvir à medida que os minutos avançavam no final da tarde. “Greatest Hits” incluído em “Modern Dancing” foi um dos temas mais apelativos que se fez ouvir, sempre a bom ritmo, bem como “This is Heaven”. A energia de João Vieira e Graciela Coelho não deixaram ninguém indiferente ao apelo da dança.

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Com o ritmo contagiante da dança no ar, não era difícil de prever que os Foxygen não aproveitassem o embalo. Jonathan Rado e os seus Foxygen traziam a palco “Hang”, disco editado em 2017 com “Follow the Leader” a marcar presença logo no início do concerto. A banda da Califórnia, sempre bem disposta em palco, por culpa de Rado, desfilou canções que retratam a vivência na América e principalmente na Califórnia. Em 2013 traziam a máxima “We Are the 21st Century Ambassadors of Peace & Magic” e foi isso que aconteceu em palco ao longo de 60 minutos de magia e muita música fugindo ao psicadelismo de uma forma suave e retro.

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No palco vodafone.FM, o australiano Alex Cameron fazia a apresentação do seu novo trabalho “Forced Witness” com edição agendada para a primeira semana de Setembro, mas era o palco principal que se ia enchendo para receber aquele que viria a ser o rei da noite e da 25ª edição do festival. De seu nome Benjamin Sainte-Clementine era o nome mais aguardado pelo público. O músico e poeta, com uma enorme legião de fãs em Portugal, foi recebido em ovação. Fugindo dos ‘standards’ dos seus anteriores concertos no nosso pais, Benjamin aliou-se aos fãs, partilhando com o público a sua felicidade por estar ali, em palco, a apresentar algumas novas canções do seu novo disco, bem como alguns já clássicos temas do seu disco de estreia, tais como “Condolence”, onde o público cantou de igual para igual com o artista, ou “Cornerstone” e até “I Won’t Complain” sem esquecer “Nemesis”, “Phantom Of Aleppoville”, uma das novas canções, marcada pelos novos elementos musicais presentes em “I tell a fly”, é um dos temas mais fortes, e que conquistou rapidamente um público que ovacionou Benjamin por diversas vezes. 60 curtos minutos plenos de magia e afectos espalhados pelo artista que definitivamente se afirmou em Portugal.

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E se a noite já tinha um Rei, os Foals quase que o destronavam. A banda britânica, originária de Oxford e liderada pelo carismático Yannis Philippakis contagiou rapidamente o público que enchia o anfiteatro natural de Paredes de Coura. Sem novidades debaixo do braço mas com dois discos que marcaram a carreira da banda, “What Went Down” e “Holy Fire”, os Foals descarregaram energia bruta em palco, passando pelas canções mais apelativas à dança como “My Number” ou o psicadelismo envolvente de “Inhaler”. O público respondia ao apelo de Yannis e foi constante o “surf” com destino ao palco por parte do público. O fechar do festival trazia também o encore e a celebração dos Foals quando Yannis se junta ao público presente junto ao palco. A fechar a noite, os Foals a deixar uma marca importante na história do Festival, um concerto que foi sem dúvida um dos melhores.

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A encerrar a noite, a celebração dos 25 anos ao som de “All my friends” e de muita magia… No palco Vodafone.fm, convertido em after hours, o rock-kuduro dos Throes + The Shine, mesmo sem Diron, fazia a festa pela noite dentro ao som “Guerreros”, “Capuca”, “Keep it in” e muitos outros sempre com muita energia contagiante.

 

Era o terminar desta 25ª edição do festival. Mais uma vez o habitat natural da música foi o cenário perfeito. A música esteve presente desde a primeira hora, estendendo-se desde o palco jazz ao final da tarde, passando pelas Vodafone Music Sessions em lugares públicos. Numa análise final, o último dia com Benjamin Clementine e Foals como cabeças de cartaz acaba por ser o dia da maior enchente no festival. A música Portuguesa, representada ao mais alto nível, foi igualmente uma das figuras em destaque nesta edição com concertos a ocupar o palco principal e a trazer autênticas enchentes de público, como o caso de Manel Cruz, Bruno Pernadas e YCWCB.

Os nomes emergentes nacionais primaram pela segurança em palco. Com mais ou menos altos e baixos, o cartaz desta edição acabou por ser homogénio apostando em regressos e em novas sonoridades, nomeadamente o jazz.

 

Regressamos em 2018…. Até lá!!!

 

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Texto de Sandra Pinho e fotografias de Paulo Homem de Melo